Thinking Of You.
35 Capítulo 35
Notas iniciais
–Psiu! Pequena!- ele me chamou- Você está bem?
Pelo seu rosto parecia que ele não tinha escutado a asneira que a Ambre tinha dito anteriormente, era loucura demais até pra ela, ele pulou o muro, assustando o meu cachorro, e caminhou até mim me levantando pela cintura e me colocando no chão.
–Dormiu bem?- perguntou colocando uma mecha atrás da minha orelha.
–Maravilhosamente bem- sorri em resposta.
–Pensei que não se gostassem- ele disse sobre a Ambre.
–História complicada, mas estou feliz por tido essa conversa com ela- respondi.
–E eu posso saber o que vocês estavam conversando?- Perguntou.
–Coisas de meninas- disse dando com os ombros.
–Hm.
Nós nos apoiamos na mureta e ficamos olhando a lua.
Eu não sabia o que estava sentindo no momento, uma parte ainda pensava na minha briga com o Viktor, mas depois do que a Ambre disse não me sinto a malvada da história, só triste por temos brigado, outra parte estava radiante por ter tido aquele momento amiga com Ambre, outra confusa com as coisas que ela disse e outra, por fim, feliz por estar aqui ao lado do Castiel, olhando a lua que fugia das nuvens nubladas que tentavam cobri-la.
–Hoje está realmente difícil decifrar o que passa nessa sua cabecinha- Castiel chamou minha atenção.
Olhei pra ele e sorri sacana.
–Ora, que milagre não é? É chato quando os outros sabem tudo o que você pensa, assim é mais divertido- falei.
–Não é não- respondeu emburrado.
–É sim- sorri e apertei suas bochechas.
–Ei eu que faço isso- ele começou a apertar as minhas bochechas e eu continuei sem largar as dele.
Comecei a puxa-las mais ainda e sacudi-las de um lado para o outro, ele fez uma careta e começou a fazer o mesmo, mas os meus óculos começou a escorregar pelo nariz de novo.
–Espera, espera, vai cair- larguei suas bochechas e ele largou as minhas.
–Ai- ele resmungou massageando suas bochechas um pouco avermelhadas enquanto eu arrumava meus óculos no rosto.
–Para de reclamar- resmunguei passando a mão pela as minhas bochechas.
Eu sentei na mureta e continuei a olhar para a lua e aquelas nuvens cinza, senti o Castiel me abraçar por trás e colocar o queixo na curva do meu pescoço, toquei suas mãos que estavam pousadas na minha barriga, uma nova onda passou pelo meu corpo, era como se o meu corpo fosse totalmente atraído por ele, quisesse e desejasse ele, enquanto meu corpo sentia isso meu cérebro entrava em curto, aos poucos ele estava começando a aceitar essas sensações novas, mas ainda era tudo muito novo para ele, e por fim meu coração, ele alguns minutos atrás estava triste e machucado, aos pedaços, mas só de estar com o Castiel aqui sentia ele sendo reconstituído aos poucos, ele dava até saltos incríveis só por vê-lo.
–Se você continuar assim vai sair fumaça da sua cabecinha- Castiel disse bem perto do meu ouvido.
–Ei! Eu não sou o tipo de garota que se pensar demais o cérebro explode, sou o tipo de garota que se pensar em algo confuso consigo chegar a uma solução!- Respondi indignada.
–Com esse cérebro pequeno?- ele brincou.
–Melhor ter um cérebro pequeno cheio de informações do que um grande sobrando espaço!- respondi e levei uma mordida perto da clavícula- Ai! Castiel, por você faz isso se sabe que eu vou ficar marcada.
–É pra mostrar que você tem dono, que você é minha- Meus olhos se arregalaram e minha mão apertou a sua levemente.
Respirei fundo, isso só podia ser brincadeira, e se é uma eu vou brincar também não vou ser a garotinha boba que se deixa abalar por brincadeira, não serei a iludida.
Dei uma risada, e me soltei um pouco dele para ficar de frente e comecei a falar sem olha-lo.
–E o que te faz pensar que eu sou sua?- quando terminei de dizer eu estava olhando em seus olhos e logo me arrependi de ter dado risada e de ter dito aquilo.
Ele estava sério como eu nunca vi, ele não estava brincando, e agora parecia pensar seriamente no que eu havia dito, mesmo que fosse só uma frase sem pensar, toda brincadeira, tinha um fundo de verdade, desde quando ele era meu dono? Desde quando eu era dele? Não gosto de ser rotulada, mas, não me senti mal com isso nem nada, estranho.
Castiel continuou pensativo, seus olhos cinza pareciam distantes, ele mordia sua bochecha por dentro, depois de um tempo começou a fazer umas caretas.
– Se você continuar assim vai sair fumaça da sua cabecinha- disse brincando.
Ele piscou um pouco e voltou a olhar para mim.
–Eu disse besteira?- perguntou ainda aéreo, suas mãos estavam pousadas na minha cintura.
Mesmo eu estando sentada na mureta não me ajudava muito na altura, pois ele estava do meu tamanho talvez eu pouco maior, segurei o seu rosto entre minhas mãos, ele era sempre quente assim?
–Não- respondi com sinceridade.
–Eu não quero te dividir com mais ninguém- seus olhos estavam mais nublados que o comum, eu também não quero te dividir! Alguma coisa dentro de mim gritou.
–Você fala como se tivesse uma fila de garotos me querendo- brinco.
–Mais tem!- ele disse- Quando eu cheguei aqui vi que aquele Loiro engomadinho queria você- ele sabia sobre o Nathaniel!- e também tem aquele outro gêmeo, e isso só que eu sei por cima, pelo o que eu vi lá daquelas fotos e também ouvi por ai, tem muitos outros garotos, sem falar naquele seu ex.
–O Nath tinha uma paixonite por mim, mas agora gosta da Megan, o Armin é meu amigo e sobre esses garotos ai, eu não acredito que seja verdade- respirei fundo- e o Viktor... Ele me odeia.
Disse por fim, não olhava mais em seus olhos, o fato do Viktor me odiar doía meu coração.
–Porque ele te odiaria?- Castiel perguntou.
–Porque ele andou conversando com algumas pessoas e não apoia meu envolvimento com você, falou que você é um galinha que come varias e vive no bar- respondi amargurada- Ele disse que você só quer me usar e jogar fora, que só quer brincar um pouco, que eu só sou a vizinha fofinha e bonitinha que você quer pra sua lista, que você não liga para mim ou para os meus sentimentos, que você só quer me foder e fim.
Suas mãos largaram minha cintura, eu não o olhava tinha medo de olha-lo e o ver sorrindo ou chateado porque descobriram a verdade, sentia que aquilo eu não iria conseguir superar.
Eu estava perdida em pensamentos nada legais quando ouvi o grunhido do Castiel, olhei para ele, ele estava irado, olhos fechados, queixo trincados, rangia um pouco os dentes, sua mãos seguravam seus cabelos com força.
–Então- ele disse entre os dentes- Você veio aqui na esperança de me encontrar e me dar outro chute? Não brinque comigo! Se você gosta daquele garoto fique com ele!
No final dessas palavras sem sentido ele abriu os olhos, mesmo sendo cinza eu podia ver o fogo neles.
Deus! meu coração se apertou e eu queria correr e abraça-lo.
Eu desci da mureta e caminhei até ele, ele deu um dois passos para trás, mas o alcancei, abracei sua cintura e deixei minha testa no seu peito, sentia as batidas fortes do coração dele contra o peito.
–Por que você acha isso?- perguntei com a voz abafada pelo seu peito.
–Não está óbvio? O garoto está em Londres, mas está tão presente aqui, como um fantasma, ele está na sua vida desde sei lá quando, foi seu namorado primeiro e único, só terminaram porque ele foi pra longe, e você o ama, porque não escutar ele quando ele diz que eu não presto que eu sou tudo isso e que não quero nada além de foder com você?! É mais fácil você acreditar nele no que em um desconhecido!
–Você não ouviu quando eu disse que ele me odeia?- perguntei- Nós brigamos, ele disse tudo isso e eu disse que não acreditava.
–Porque você não acredita nele?- ele me puxou pelos ombros me fazendo olha-lo- Eu não presto mesmo, já comi várias e bebo como um condenado, eu não sou uma pessoa boa, não sou a pessoa certa pra ficar com você, eu sei que não sou bom o suficiente!
–Porque quando eu te olho sei que você é muito mais que tudo isso- eu disse e seus olhos se arregalaram- Você é bom Castiel- Toquei o seu rosto, ele ainda me olhava espantado- Eu vejo isso dentro dos seus olhos, e eu realmente acredito com todas as forças de que quando estamos juntos é especial, eu me sinto especial quando estou com você.
Ele tocou minha mão com a sua, pressionando mais no seu rosto, sua expressão pesada foi embora, ele estava calmo novamente.
–Mas você o ama- ele disse se afastando novamente virando as costas para mim.
Como um reflexo eu segurei sua camisa, a minha outra mão estava pousada sobre o meu coração acelerado, eu não queria que ele fosse embora, eu queria que ele ficasse, meu coração se despedaçaria de vez se ele fosse.
–Desculpe mas... É tão confuso... Eu acho que eu gosto de você- disse por fim.
Sentia meu rosto ferver, eu tinha dito aquilo, que raios partam a minha cabeça e o meu coração, eu mordia o lábio nervosamente.
Sou burra, sempre disse para não colocar o maldito coração no meio quando se tratava do Burn, mas não fui capaz de não me apegar, de não pensar nele, de não gostar dele.
Ele se virou de leve, sua expressão era meio que incrédula, e feliz e alguma coisa que eu não sabia decifrar.
Tomando toda a coragem que eu tinha fiquei na ponta dos pés e dei um selinho demorado nele.
–Não sei se mereço isso- ele disse com os lábios ainda nos meus.
–Não estou negando que você já fez ou ainda faz, porque domingo passado eu sei que estava bebendo- continuei.
–Como você...?- ele começou dizendo confuso.
–Você me ligou, disse que eu era culpada de algo, e pediu pra eu sair da sua cabeça e desfazer algo, também disse que eu não me importava com você, então uma menina pegou e disse que você me ligava depois- expliquei.
–Eu não me lembro disso- ele fez uma careta.
–Não importa agora- sorri- eu gostei um pouquinho de você me ligado, apesar da hora, e de eu não ter entendido muita coisa.
–Eu nunca liguei pra ninguém quando estava bêbado- disse confuso.
–Obrigada por ter me ligado então- respondi rindo.
Ficamos nos olhando, ele pensando em algo só dele e eu pensando se não me arrependeria das minhas próximas palavras.
–Olha Castiel, eu não me importo com o que você fez no passado, o meu passado não é parecido com o seu, mas é bem complicado, então, eu não quero saber de tudo o que você fez, vamos esquecer o passado, o que me importa é o agora, e agora Castiel o que você vai fazer?
Ele me olhou por alguns instantes e depois sorriu genuinamente, um sorriso com direito a duas covinhas e bochechas levemente coradas, seus olhos brilhavam como a lua lá encima, e então me abraçou.
–Obrigada por acreditar em mim- ele disse enterrando a cabeça nos meus cabelos- Não sei se mereço- ele repetiu- Mas... Droga eu nunca pensei que diria isso- ele disse mais baixo enterrando ainda mais a cabeça nos meus cabelos, envergonhado- Eu vou melhorar, vou me tornar alguém que você mereça.
Então ele voltou a me olhar nos olhos, nossas bocas foram se aproximando como se fossem imãs, e se tocaram, mas aquele toque foi diferente de todos os outros era um começo de algo muito maior do que ambos imaginavam, cada vez que nós nos beijávamos eu pensava que era algo, mas agora, aquele algo que eu não sei nomear parecia maior e mais forte agora presente ali naquele ósculo, eu conseguia sentir o que o Castiel sentia naquele momento, uma pitada de medo e desespero pelo desconhecido, mas uma curiosidade enorme, e algo nos desafiando a encarar aquilo, sem falar no prazer que aquilo nos proporcionava.
Suas mãos me seguravam com medo que eu fugisse, as minhas mãos mais desesperadas faziam o mesmo, uma segurava seus cabelos e a outra sua camisa, eu impulsionava meu corpo contra o dele enquanto ele me puxava para mais perto, aquela necessidade de estarmos juntos ia alimentando mais e mais, o medo de nos afastarmos ia nos consumindo, só o pensamento sobre isso era doloroso, a vontade que eu tinha de me fundir contra o corpo do Castiel era anormal, assustadora e desesperadora.
Minha garganta queimou pedindo oxigênio, nós separamos somente nossos lábios enquanto nossas testas se encostavam, a sensação das nossas peles juntas era engraçada, eu sempre fui muito fria e o Castiel parecia um forno ambulante, ele era quente, parecia estar sempre febril.
–Sabe isso tudo é muito novo para mim, com a aquela garota nunca foi assim- disse um pouco ofegante- com você eu sinto que eu não conheço nada e não sei de nada, pareço que sou um iniciante, mas eu sinto vontade de conhecer todas essas coisas, mas só se for com você.
–Tem muitas coisas que eu sinto que eu nunca vi na minha vida, mas eu topo conhecer todas essas coisas, mas só se for com você- repeti a ultima parte que ele disse e ele sorriu.
–Você vai ter que te paciência comigo- ele disse- Talvez eu dê um pouco de trabalho, eu já disse que não sou uma boa pessoa.
–Você é uma pessoa maravilhosa, um pouco teimosa e bruta mas maravilhosa- respondi fazendo um carinho nos seus cabelos rubros.
–Você é a única que consegue extrair alguma coisa boa de mim, mas também é a única pra quem eu quero mostrar isso- depois disso ele me beijou.
Nosso beijo não era mais tão necessitado quanto o outro, eu sabia que ele não iria fugir de mim, ele sugou meu lábio inferior me causando suspiros, logo depois amassando meus lábios contra os dele, sua língua invadiu minha boca, acariciando a minha e explorando cada canto da minha boca bem devagar como se decorasse cada lugarzinho, seus braços me abraçavam com carinho, me fazendo me senti protegida, meu cérebro não pensava em mais nada além da imagem do Castiel rodado como um filme na minha cabeça, aos poucos fomos nos separando ele sugou meu lábio inferior novamente dando uma mordida de leve.
–Nunca vou me cansar de te beijar- ele disse tocando meu rosto com sua mão- É sempre tão diferente, cada um guardando um segredo mais profundo que o outro- seus dedos tocaram meus lábios- Eu quero desvendar todos.
Aquilo fez meu cérebro voltar a funcionar, segredos, sim eu tinha muitos, e aquilo implicava em ter algum tipo de relacionamento com alguém, como eu já disse relacionamentos são a base de confiança mutua, e não que eu não confiasse no Castiel, mas, os meus segredos geralmente causam dor e preocupação, não quero isso para o Castiel, ele merece ser feliz, mas eu não consigo deixa-lo ir, porque eu sou tão egoísta?
–Ei- ele chamou minha atenção- calma, vamos devagar, vou esperar até que você queira me contar algo, eu sou forte e aguento gata- ele piscou e eu ri.
–Eu sei que é- disse fazendo carinho em seus cabelos.
Por mim eu passaria e eternidade olhando em seus belos olhos nublados, eles me faziam me perder, me afogar e me sentir contente ao mesmo tempo, mas eles também eram misteriosos, e eu sei que conseguiam entrar na minha cabeça com muita facilidade, ainda não é hora de desvenda-los.
–Eu preciso ir, já estou um bom tempo aqui, e tenho que arrumar minha mala pra ir visitar minha vó amanhã então...
–Tudo bem- ele disse sorrindo- Você fica linda de óculos, parece uma nerd linda e sexy.
Ele me deu mais um beijo de tirar o folego, me olhou e empurrou os óculos de volta para o lugar e me soltou.
–Te vejo amanha pequena- ele deu um beijo na minha testa e foi embora antes mesmo de dizer que eu não o veria até segunda provavelmente, para ir a casa da vovó era uma pequena viajem e geralmente dormíamos por lá.
Suspirei feliz e desci para encontrar minha família.
Entrei em casa e encontrei todos na sala com a atenção voltada a um filme que passava na TV.
–O que o Binho tinha?- Nico perguntou.
–A mesma coisa que você tem às vezes, carência- Brinquei e ele me olhou mal humorado mostrando a língua.
–Amanha cedo vou leva-lo para a casa da Nana, para ele não ficar só aqui- Meu pai disse.
–Certo- respondi e me joguei no sofá maior caindo sobre o colo dos meus pais.
–Ei sua folgada- meu disse e apertou meu nariz.
–Larga- reclamei batendo em sua não.
Ele começou a puxar minha orelha de leve e minha mãe a me fazer cócegas, em meio aos gritos eu pedia para eles pararem, depois de um tempo pararam, eu estava ofegante e sorrindo.
–Você parece feliz- minha mãe disse enquanto passava a mão pelos meus cabelos.
–Porque não estaria?- Perguntei sorridente.
–Não é todo dia que você briga com o Viktor- ela respondeu e eu olhei para a Megan irritada que encolheu os ombros envergonhada.
–Olha foi uma briga boba, eu estou bem- sorri- Depois nós nos entendemos.
–Espero que sim- minha mãe disse.
–Espero que não- meu pai murmurou, levando um tapa da minha mãe.
–Você não tem vergonha? Ainda tem ciúmes do Viktor depois de tanto tempo- ralhou minha mãe.
–Ora! E o que você faça? Sou sincero- resmungou o mais velho.
–Se eu fosse você ficaria feliz se eles voltassem a se falar logo- Nico disse e nós o olhamos- Porque pelo o que eu fiquei sabendo eles brigaram por causa de um garoto ai.
Senti meu rosto esquentar, são todos fofoqueiros, eu não posso fazer nada, falar nada que está todo mundo sabendo, nem um pouco de privacidade nesse raio eu tenho.
–Brigaram por causa de um garoto? Que garoto?- Meu pai me olhou.
–Nenhum- disse me levantando do seu colo- E fale pro Viktor colocar um tampão na boca dele- disse pro Nico- Vou arrumar minhas coisas, que horas saímos amanhã?
–Depois do almoço- minha mãe respondeu- Quero chegar lá por volta das seis da tarde.
–Ok- disse estranhando, sempre íamos de manhã pra chegarmos a tempo do almoço.
Sai da sala um pouco irritada, como ele foi capaz? Briga comigo e abre a boca pro Armin, que sabe que vai falar pro Nico e pro Alexy, e o Alexy, bem é o Alexy, eu disse pra Ambre e pro Castiel, mas estava certa que nenhum dos dois iria fazer um barulho disso e o Castiel meio que estava envolvido, droga, isso é ridículo!
Entrei no meu quarto e peguei minha mochila, vovó morava no campo, e essa época do ano lá era como primavera, solzinho, brisa fresca, coloquei uns dois vestidos leves, um short, camisetas e um pijama, era somente dois dias então isso estava ótimo.
Atirei-me na minha cama, pegando meu celular ali, ignorei as mensagens dos meus amigos, até o Armin havia se atrevido mandar mensagem, a dele eu abri e meu sangue ferveu “Viktor me disse que vocês brigaram, você deveria ouvir ele, esse Castiel não é bom o suficiente pra você”, em um impulso de raiva mandei uma mensagem para o Viktor.
“Obrigada por manter a boca fechada sobre a nossa discussão e obrigada por espalhar o que você pensa sobre o Castiel para todos, mas eu não vou mudar minha opinião sobre ele, nem você e nem ninguém é capaz de fazer isso!”
Depois de enviada me senti triste ele deveria estar mal, mas isso não o dava direito de ficar denegrindo o Castiel dessa maneira, eles não sabem quão bom aquele garoto pode ser.
Não sabem.
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