Notas iniciais
CUPCAKES! Me perdoem, como alguns de vocês sabem (que me perguntaram por msg ou nos comentários) eu estava sem computador... Foi uma história horrivel... ele tomou chuva :'( Enfim o novo chegou a pouco tempo e eu tive que começar a reescrever pois já estava pronto --' Espero que gostem vou postar o próximo o quanto antes pra recuperar o tempo perdido... me perdoem mais uma vez, espero que gostem... Comentem please!

Na segunda acordei com uma dor de cabeça infernal na casa do Lysandre, ele me disse que eu briguei com a Clarisse La Rue e cai de cabeça então o Bucth ligou para ele e ele foi me buscar.

Nós conversamos e eu contei por cima o que tinha acontecido e sobre o que aquele garoto colorido havia me falado, eu sei que ele pediu pra não falar pra ninguém, mas eu não prometi nada a ele, ele abriu a boca porque quis.

Juro que esperava que o Lysandre me desse uma luz ou falasse pra eu esquece-la, ou qualquer outra coisa, mas não, ele também disse a história de vida dele com a Melissa e de como foi difícil se aproximar dela sendo que a única pessoa que ela andava era o tal do Viktor, e depois desse discurso dele, ele me pediu pra não desistir, e eu me lembro muito da minha resposta...

“-Não desistir? — Perguntei indignado- Não sei como você me fala isso porque sabe que eu não sou de correr atrás de nenhuma mulher!

–Castiel você não está entendendo...- Começou ele.

–Você que não está entendendo Lysandre, eu não vou ser como você ou todos esses amiguinhos de circo que ficam em volta dela, que ficaram anos pra conseguir a amizade dela, primeiro que eu não quero ser só um amigo dela e segundo que eu não corro atrás de mulher!

–Ai que está o ponto! Castiel nunca vi a Mei ficar desse jeito que ela estava com você! Ela se abriu tão rápido, garanto que todos estão muito surpresos pelo modo que a Mei estava agindo em relação a você, era como se uma vela de esperança se acendesse no coração de cada um.

–Uma vela de esperança? Faça-me o favor no máximo estão cavando minha cova juntos!

–Castiel eu lamento muito que seja por você que a Mei se interessou- falou com desgosto- A única pessoa que ela já namorou foi o Viktor, nunca a vi interessada em mais ninguém, em mim, ou o Nath, até o Armin alguém que ela sempre se deu bem, sem comentar dos outros meninos da escola, quando o Viktor foi embora não teve um que não sonhou em tentar algo com ela, mas garanto que todos tentaram em vão, ela sabe deixar um garoto na Friend Zone cara- ele disse sorrindo- A questão é Castiel, que de todos os caras, lindos, românticos, bons e perfeitos que ela poderia escolher, ela escolheu você.

–Ela não me escolheu me deu um pé na bunda tá lembrando?- eu já não estava tão irritado com a tentativa do Lysandre de me fazer ir atrás dela.

–Cara é a Melissa, e eu sei que você está caidinho por ela, nem a Debrah te enfeitiçou tão rápido- ele tinha um sorriso pequeno no canto da boca- Eu sei que você está doidinho pra ir atrás dela.

–Sabe?- questionei zombeteio.

–Sei, e sabe como eu sei?- Eu assenti pra que ela continuasse — Porque você chamou o nome dela a noite inteira...”

Não vou dizer que eu sai de lá com plena convicção de que não iria desistir, mas alguma coisa dizia dentro de mim que não precisa nem do Lysandre ter falado tanto.

E assim passou aquela semana triste e tempestuosa, os únicos horários que eu conseguia sair de casa era pela manhã, quando ainda não estava chovendo, mas todos os dias eu levei o Dragon para passear, enrolei na casinha dele, pela manhã, antes e depois do almoço e a noite mesmo com aquela chuva, mas eu não a vi, não é como se eu quisesse vê-la, ok talvez eu quisesse um pouco, queria ver se estava arrependida de me dar um pé na bunda.

Mas me convenci que ela estava evitando me ver quando pela segunda vez naquela semana vi a irmã mais nova, com o Loiro aguado e o Lobinho passeando pelo parque, eu fiquei com tanta raiva.

Decidi não perder meu tempo com ela, apesar de eu pegar o meu celular todo o dia e ficar olhando aquela foto que os amigos dela haviam tirando no sábado, Lysandre me mandou quando eu gritei com ele no telefone que era perda de tempo, me pergunto porque eu tenho um amigo que é tão ruim comigo.

Já era sexta e eu estava irritado, meu celular tocava sem parar e eu não conseguia acha-lo por causa da minha sonolência, o procurei mais um pouco e ele estava quase na beirada da cama.

–Que é?- Atendi com raiva.

–Bom dia flor do dia!- A voz irônica do meu amigo se fez presente.

–Fala logo!- resmunguei deitando novamente na minha cama.

–Só quero saber se você vai ir amanhã- ele disse e eu bufei irritado.

–Quantas vezes eu já disse que não?- retruquei.

–Sei lá, eu não fico contando.

–Pois deveria e se é só isso, tchau- disse e desliguei o telefone.

Mas não deu nem tempo de dormir mais um pouco porque começou a tocar novamente.

–Raios que te partam Lysandre esqueça isso, eu não vou!- esbravejei atendendo ao telefone.

–Você está sendo idiota e irracional Castiel- reclamou do outro lado da linha.

–Estou o inferno! Eu simplesmente sei quando não sou bem vindo em algum lugar- respondi.

–Ela iria querer ver você lá

–Não iria não e ambos sabemos disso- suspirei- Lysandre, por favor, chega com essa conversa.

–Tudo bem, mas você não sabe o que está perdendo até o Miguel vai.

–O que ele vai fazer lá?- questionei.

–Se divertir ué, ele foi convidado também, assim como você- respondeu.

–Que faça bom proveito, agora se você não vai falar mais nada de útil eu vou desligar.

–Nossa Castiel, seu humor matutino é contagiante- disse irônico.

–Fico feliz em saber que aprecia meu caro amigo agora vai importunar outra pessoa- e assim desliguei o celular.

Olhei a hora e vi que já era onze da manhã, levantei me rastejando da cama e fui tomar um banho pra acordar.

Trinta minutos mais tarde eu já estava lindo, cheiroso e vestido, fui até o meu futuro estúdio e peguei a Ness, Lysandre tinha feito uma letra excepcional e eu precisava dar um som pra essa letra, o que estava meio difícil, tenho tido, digamos que um bloqueio mental.

Fiquei um bom tempo lá queimando e tostando meus neurônios, meu cérebro brilhante se recusava a trabalhar eficientemente o que já estava me levando à ira pura.

Sai do meu estúdio somente quando a fome me bateu, subi as escadas imaginando que o Miguel já tivesse feito um almoço magnifico para nós-eu- mas a entrar na sala soube que não era ele quem estava cozinhando, porque uma fumaça cinza vindo da cozinha e cheiro de queimado era uma marca registrada da minha mãe.

Andei com passos largos até a cozinha em tempo de vê-la jogar uma panela cheia de algo na pia ligando a torneira fazendo muito mais fumaça.

–E eu me pergunto por que você ainda tenta- disse escorando no armário.

–Não enche Castiel- resmungou irritada.

–Porque você não deixa isso com o Miguel?

–Porque ele saiu- deu com os ombros.

–Comida encomendada?

–Eu queria tentar fazer algo- bufou irritada e se virou para mim.

Ela estava usando avental, luvas de forno, toca de alumínio da cabeça e um óculos daqueles que se usam em laboratórios.

Melissa.

Sim, isso me lembrava da Melissa, a fiz colocar algumas dessas coisas com medo que ela se machucasse, vai que espirra óleo e queima a pele dela, aquilo era um perigo.

–CASTIEL!- Dei um pulo com o berro da minha mãe.

–Que é?- perguntei irritado.

–Que é pergunto eu! Tá ai com cara de idiota sorrindo só!- retrucou- O que você estava pensando?

–Em nada- desviei o olhar dela.

–Me deixa melhorar minha pergunta, em que garota você estava pensando?- me espantei com sua pergunta, como ela sabia?

–Mas que raios você está falando?- me fiz de desentendido.

–Ora mais Castiel, eu conheço esse brilho nos olhos e sorriso bobo no rosto, cara de ap...

–Não termina essa frase!- A interrompi- Eu não estava pensando em garota alguma.

–Sei- ela deu um sorriso irônico de lado.

Eu bufei e sai da cozinha, esbarrei com meu pai enquanto desci a escada.

–Ei vai com calma garotão- ele disse abrindo espaço para eu e o meu mal humor passar.

–Faz um favor para a humanidade?- comecei- Vai lá à cozinha e tire sua mulher de lá antes que ela crie algo que destrua todos nós!

–Ela está cozinhando?- perguntou horrorizado.

–Tentando- respondi descendo as escadas.

Fui até meu quarto e peguei minha jaqueta de couro, coloquei os tênis, peguei carteira e celular.

Subi para sala e encontrei meu pai conversando com a minha mãe na porta da cozinha.

–Pra onde você vai Castiel?- minha mãe perguntou.

–Comer- respondi e ela arregalou os olhos.

–Comer fora?- questionou novamente.

–Claro! Ou vai me dizer que em algum momento pensou que eu arriscaria minha maravilhosa vida com qualquer que seja a gororoba que você está tentando fazer?- perguntei irônico e sai de casa.

Quando sai pelo portão parei automaticamente, olhei para o portão ao lado, eu por muitas vezes essa semana tive vontade de ir lá e falar com a pequena, sinto que ela é a solução para os meus problemas, tanto de sexo quanto de musica.

Posso não me lembrar muito de domingo a noite mas lembro que eu recusei uma transa com uma ruiva gostosa por causa dela e sei que eu não consigo pensar em uma melodia decente porque as palavras duras dela ficavam vagando pela minha mente, sem falar que toda noite ela invade meus sonhos, me chamando, me beijando, me fazendo carinhos, mas depois brigando comigo, me dizendo que não sou bom e no fim me trocando por outro, aquilo era um pesadelo.

Puxei a coragem de dentro de mim e fui até a casa da pequena, toquei a campainha, logo depois ouvi passos afobados vindo, meu coração parou por um segundo, eu estava doido para vê-la, queria saber se ela estava bem ou se seu corpo ainda tinha aqueles hematomas feios marcando sua pele macia.

Mas para minha desgraça não era a Melissa e sim sua irmã mais nova, ela estava bem vestida, abriu o portão sorrindo mais quando me viu seu sorriso diminuiu mas depois aumentou de novo, eu não estava entendendo mais nada.

–Castiel- Disse animada- pensei que não vinha mais.

–Estava me esperando?- perguntei confuso.

–A semana toda- respondeu mas saiu meio estranho- Não que eu quisesse te ver, mas também não é que eu não goste de você e não queira te ver é só que...- Ela se atrapalhou e parou e de falar respirou fundo e se acalmou- Você veio ver a Melissa não é?- seus olhos brilharam de excitação.

–Sim- não consegui evitar um sorriso.

–Ótimo!- ela deu um pulinho sorrindo- Maravilhoso, vou chama-la!

E então correu escada abaixo, ela não parecia muito com a garota que eu vi aqui pela ultima vez, ela parecia, mais a vontade, feliz e espontânea, bem melhor, mas não era nela que meus pensamentos estavam indo agora, Melissa, será que ela queria me ver e estava esperando eu vim vê-la? A irmã dela parecia bem animada e feliz em me ver, será que a irmã compartilha do mesmo sentimento? Eu espero que sim, fico pensando se ela sentiu a minha falta assim como eu senti a dela.

Eu estava quase flutuando com aquele turbilhão de pensamentos e possibilidades de ver a minha pequena que não vi um Loiro se aproximar.

–Boa tarde, Castiel não é?- O Loiro chamou minha atenção.

–É sim- respondi, olhei para dentro tentando esconder a minha excitação.

–Veio ver a Melissa?- perguntou e eu assenti com a cabeça.

Eu não gosto desse garoto, eu me lembro de quando cheguei aqui e vi ela com a minha pequena, vi como ele a olhava, também lá no mercadinho, foi estranho demais o interesse repentino dele pela mais nova, não que ela não seja bonita ela é, mas a Melissa é mais, ela é perfeita e eu não acredito que ele tenha trocado de ideia tão rápido.

Então vi a mais nova chegar ela tinha um olhar aborrecido e espremia um lábio contra o outro, parecia que pensava em mil coisas ao mesmo tempo, e então ela viu o Loiro ao meu lado.

Sempre achei que ela não se parecia nada com a irmã mas o modo que seus olhos brilharam, como se fossem estrelas... Nossa era igual os da Melissa, mesmo com seus cabelos castanhos claros indo pro loiro nas pontas, ou seus olhos castanhos, mesmo centímetros mais baixa, eu vi como elas se pareciam quando tinham aquele olhar.

Senti-me esquecido, com aqueles dois se olhando assim, será que eu e Melissa nos olhamos como idiotas também?

–Então...?-Chamei a atenção da morena ali.

Ela me olhou e seu olhar se entristeceu e ela suspirou.

–Ela está dormindo, passou a noite toda jogando e assistindo anime com o Nico, só acordou para comer e voltou a dormir- disse por fim.

–Sério?- O loiro sorriu- Eu lembro quando ela dormia nas aulas por ficar a noite toda fazendo isso.

A menor deu um sorriso murcho para o outro e eu cheguei a uma conclusão, Melissa não queria me ver!

–Valeu- respondi e sai andando deixando o casal cor de rosa serem felizes.

Não conseguia evitar bater o pé forte no chão enquanto andava, ela estava me evitando e quando eu fui atrás dela ela se recusou a me ver, isso era uma resposta reta e direta para mim, mais do que suficiente, eu não sou bom o bastante para ela.

Andei em direção do parque tinha uma barraquinha de hot-dog ali e parecia delicioso, sempre estava cheio.

Continuei andando e vi de longe a loira alfa desfilando com as suas tietes logo atrás, ela passou por mim dando um sorriso mínimo, só um comprimento, nada de sexy ou sei lá o que, eu assenti com a cabeça em um comprimento rápido, as outras duas começaram a dar gritinhos histéricos e irritantes, só ouvi um grito da loira mandando as duas calarem a boca.

Cheguei à barraquinha e pedi um completo, neste momento meu estomago rugia.

Dei a minha primeira mordida no hot-dog, foi um alivio o monstro que estava no meu estomago não rugia mais tão alto, dei mais duas mordidas, já estava acabando, talvez eu peça outro quando acabar.

Fiquei olhando em volta, enquanto mastigava, então senti um frio na minha barriga, meu estomago parecia estar dançando tango dentro de mim e tudo isso porque tinha acabado de avistar uma garota pequena, com belas curvas, cabelos negros presos no alto com uma mexa rubra cintilante, ela andava distraída carregando uma pilha de livros.

Eu não precisei pensar, nem cogitar em ir atrás dela porque minhas pernas fizeram isso só, engoli o ultimo pedaço do lanche e joguei o guardanapo no lixo ali, atravessei a rua as pressas, até consegui ficar com um espaço bom entre mim e a pequena.

Não tinha pensado no que fazer agora, eu deveria falar com ela e exigir uma explicação? Ou aceitar o fato que ela boa de mais pra mim?

A tropecei em um degrau na frente de um edifício grandioso olhei em volta e fiquei um pouco perturbado, olha o que essa garota faz! Não sei nem como cheguei aqui, nem como atravessei a rua sem ser atropelado! Olhei mais uma vez para frente e li o nome na entrada do edifício, Biblioteca, fazia sentido agora àquela pilha de livros.

Dei um passo para frente, mas parei, ainda não decidi se vou ou não falar com ela, balancei a cabeça irritado, estou parecendo aqueles adolescentes ridículos! Eu sou Castiel Burn e eu quero aquela garota e eu vou atrás dela.

Entrei na biblioteca e fiquei admirado por poucos segundos, aquilo era muito grande, olhei em volta e vi Melissa conversar animadamente com uma garota de cabelos castanhos e olhos claros, aparentando ter a mesma idade.

Senti um alivio por ver que ela estava bem, usava um short e camiseta preta caindo pelo seu ombro, deixando a mostra sua pele branca, lisa e sem marcas, olhei um pouco mais acima e seu belo pescoço estava à mostra, eu queria me aproximar e sentir o sabor da sua pele novamente, sentir o seu incrível aroma floral, tocar com meus lábios sua pele macia, mas todo este pensamento foi mandado para o canto da minha mente quando ela adentrou mais ainda a biblioteca, eu a perdi de vista quando ela entrou em um dos corredores, andei mais um pouco e entrei no corredor que ela deveria estar, mas não estava mais. Ouvi um barulho de alguma coisa sendo arrastada, olhei por uma fresta por cima dos livros, ali estava minha pequena subindo encima de um banquinho, dei risada e a vi olhar procurando o barulho, abaixei e segurei a risada, levantei de vagar e a vi puxar um livro.

Agora eu estava exatamente na sua frente, ela lia a capa do livro com muita atenção, mordeu o lábio inferior de leve e deu um suspiro insatisfeita, ela fechou o livro e colocou no lugar, e então eu pude finalmente admira-los, dois olhos grandes e azuis, ela arregalou mais ainda os olhos a ver os meus e sumiu de vista, ouvi um baque surdo e um gemido de dor baixo logo depois.

Meu corpo novamente se moveu antes de eu conseguir pensar qualquer coisa, corri para o corredor ao lado e a vi, sentada no chão, apoiada pelo ante braço, mordia o lábio novamente, me olhando com surpresa e curiosidade.

Até aquele momento eu não tinha percebido o quão bravo com ela eu estava, ela tinha me deixado! Sem mais nem menos! Mas agora estava aqui na minha frente maravilhosamente bem e encantadora, eu estava feliz que finalmente eu tinha conseguido ficar cara a cara com ela.

Eu não sabia explicar, era como um alivio...

De repente lembrei-me de uma coisa que minha mãe dizia quando eu era pequeno, sempre que me machucava “Viu Castiel! Bem feito, quem procura sempre acha! E você só parece procurar encrenca!”.

–É o que dizem, quem procura acha- Sorri com o pensamento de ela ser encrenca- E eu procurei você e te achei- minha encrenca.

Ela ficou mais alguns segundo sem se mexer no chão, parecia atordoada, suspirei e dei alguns passos na sua direção o que pareceu acorda-la do transe, ela se levantou e passou a mão nas roupas, e quando ela abaixou para passar as mãos de leve dos joelhos me deu uma visão privilegiada dos seus seios fartos.

Dei uma risada baixa e ela me olhou com os olhos apertados, ainda com a mão nos joelhos.

–O que foi?- balbuciou.

–Nada demais- dei com os ombros- Só que esse é um ótimo pedido de desculpas, me dando uma visão magnificamente privilegiada das coisas- apontei para o seu decote erguendo as sobrancelhas.

Ela olhou e entendeu, se levantando no mesmo momento, suas bochechas grandes atingiram um tom avermelhado e ela me olhou zangada.

–Pervertido aproveitador- resmungou cruzando os braços aumentando o volume dos seios me fazendo rir.

–Você ainda me deve desculpas- eu disse e ela me olhou indignada.

Ela andou até a prateleira de livros, por um momento achei que iria começar a atira-los em mim mas só pegou um e começou a ler o verso do livro me ignorando.

Andei até ela começando a ficar irritado, não, ela não iria me ignorar e se livrar de mim tão facilmente! Estava cansado de ser ignorado por ela, queria sua atenção, mesmo que ela gritasse e brigasse comigo, queria que ela me olha-se, eu precisava que ela me olha-se.

Parei ao lado dela esticando o braço na estante, ela continuou lendo sem se importar comigo.

–Vamos, o que esta esperando? Diga!- disse irritado completamente com o descaso dela comigo.

Ela levantou os olhos e me olhou por um instante divertida.

–Engraçado você perguntar, desde os onze anos eu espero minha carta e Hogwarts, e desde os doze meus sátiro vim me buscar, sem falar que eu espero constantemente encontrar o guarda-roupa do Digory para poder ir pra Nárnia- Depois de dizer essas coisas totalmente desconexas começou a gargalhar provavelmente da minha cara de quem não entendeu merda nenhuma.

Era a segunda vez que eu a ouvir rir assim, não era nada bonito e fofo, era alto, parecia um carro que não conseguia funcionar ao mesmo tempo parecia uma gralha cantando, mas isso não a deixava menos bonita e sim mais real, já que tudo nela era perfeito demais.

Fiquei ali atordoado por suas palavras e seu modo de rir, quando ela foi parando olhou pra mim vermelha e ofegante com um sorriso enorme e olhos mais brilhantes e claros do que nunca.

–Você tinha ver... Sua cara... Foi tão engraçada...- Ela tentava dizer buscando ar.

Senti alguma coisa dentro de mim ser aquecer e a sensação de que o que estava faltando foi encontrado era incrível, minhas entranhas fizeram mais um número de dança e um turbilhão de sentimentos me invadia, mas a única coisa que eu fiz foi puxa-la para um abraço.

Ela deu um grito de surpresa e ficou ereta nos meus braços, passei o braço pela sua cintura e a aproximei mais, enquanto meu outro braço passava pelas suas costas e minha mão segurava sua nuca.

–Porque você fez isso pequena?- Perguntei num sussurro quase inaudível- Porque me deu uma bota? Porque me evitou a semana inteira? Porque não apareceu quando eu fui te ver? Eu fiquei preocupado e com raiva.

O fato de me fazer começar falar coisas desconexas e que estavam guardadas no meu intimo tinham se tornado uma proeza única dela, as palavras simplesmente fluíam de mim, assim como meu corpo agia sem eu nem mesmo processar a informação.

Seu corpo finalmente relaxou em minhas mãos, encostou sua cabeça no meu peito e segurou a minha camisa dos dois lados da cintura, ela puxo o ar como quem fosse falar tudo de uma vez mais só soltou o ar, senti sua respiração quente no meu peito através da camisa e me arrepiei.

–Sabe- ela começou baixinho- eu não sou a pessoa mais corajosa- eu ia negar porque quem se mete em uma briga de uma pessoa que não gosta dela pra protege-la? Quem enfrenta outras garotas mesmo estando em menor número? Quem discuti sem medo com um garoto grosso que é o dobro do tamanho dela? Quem deixa de fazer aquilo que gosta porque ficou doente? Mas ela não me deu tempo de dizer tudo isso– Nem sempre faço e escolho as coisas certas- continuou -Mas eu tento o meu máximo privar as pessoas de sofrerem, é horrível vê-las chorarem, sofrerem e deixarem de ser feliz por sua culpa- Eu não entendia sua palavras, mas o dor e angustia em sua voz era grande.

Eu não perguntei mais sobre aquele assunto, parecia que sobre aquilo é o máximo que eu saberia naquele momento.

–Você não é a única que tem medo aqui- sussurrei em seu ouvido- Eu também tenho medos e um deles é de te soltar e ver você correr pra longe de mim dizendo que eu não sou bom o suficiente pra você e continuar me ignorando com uma sombra.

Ela levantou a cabeça bruscamente, seus olhos estavam arregalados e sua boca aberta, ela piscou algumas vezes.

–Cast e-eu... — Ela ainda estava de algum modo perplexa- Eu nunca disse que você não era bom o suficiente pra mim- ela balançou a cabeça exasperada- Não, eu nunca disse ou pensei isso, o que eu penso é exatamente o contrario.

–O contrario?- Fiquei confuso- Em que mundo louco você não seria boa o suficiente pra mim? Olha pra mim carrego tanta merda nas minhas costas que não sei como você suporta ficar perto de mim- disse olhando em seus olhos- Eu sei que não sou bom o suficiente pra você, eu sei, também sei que não devia ficar atrás de você e muito menos chegar perto, mas é inevitável- falei por fim- eu não consigo.

Seus olhos rondaram o seu rosto e me senti sendo radiografado, e então seus olhos pararam nos meus, parecia ter achado que o que queria saber, assim como eu sei que ela via dentro dos meus olhos eu também via dentro dos dela, ela estava em um conflito interno muito grande naquele momento, eu sabia que no final daquilo ela decidiria se eu posso ou não ficar com ela.

Senti algo se apertar de ansiedade no meu peito, o hot-dog se revirava e virava no meu estomago, e minhas entranhas pareciam estar fazendo uma apresentação de dança hip hop.

–Eu...- ela começou a dizer e tudo em mim parou para prestar atenção nas próximas palavras dela- Cheguei a conclusão que nós dois achamos que um não é o suficiente para o outro- ela dizia devagar ainda formando a frase correta e crucial- E isso é ruim, porque auto estima baixa não é uma boa coisa- quase ri dessa frase mas a deixei continuar- Mas é bom porque assim nenhum é tão bom quanto o outro pensava, afinal que mal faz dois fodidos ficarem juntos?

Surpreendi-me com o palavrão que ela soltou, mas logo depois sorri com a conclusão que ela chegou.

Por cima do ombro vi a garota com quem ela conversava mais cedo na recepção da biblioteca nos observar mas logo depois de um sorriso sair dali sem fazer barulho, ninguém merecia ser interrompido por isso.

–Não faz mal algum- respondi sua pergunta que me parecia mais uma afirmação.

Seu sorriso se abriu mais, uma covinha pequena se formou do lado esquerdo da sua bochecha e deixando mais fofa ainda, eu sabia que eu tinha o sorriso mais idiota o possível estampado no rosto, não conseguia controlar, estar com ela é perder o meu controle, mental, corporal e sentimental que há pouco tempo descobri existir dentro de mim.

Então passou um brilho diferente nos seus olhos os deixando mais escuros, mas antes de eu conseguir decifrar aquilo, ela pulou passando os braços pela minha nuca, me fazendo me curvar até ela alcançar e capturar meus lábios em um beijo doce, ardente e cheio de sentimentos desconhecido por ambos.

Depois de me recuperar da surpresa, aprofundei o osculo, apertei mais meus braços em sua volta a tirando do chão com facilidade, suas mãos habilidosas se prenderam no meu cabelo os puxando de leve, nossas línguas se encostavam e enroscavam com um misto de prazer e saudade.

E quando o ar se fez necessário a coloquei com cuidado de volta ao chão, e aos poucos fomos nos separando, ela trazia as mãos em cada lado da minha cabeça, me senti por um momento precioso em suas mãos pequenas e macias, olhei pra ela que abria os olhos devagar, sua boca estava mais vermelha que de costume acompanhando suas bochechas coradas, ela puxava o ar devagar com a boca, mas quando seu olhos encontraram os meus novamente soubemos que aquilo era o começo, do que? Desculpe mais não sou vidente.

Notas finais
E ai? Curtiram? Comentem please! usahushaushuahs' Me desculpem mais uma vez!