Thinking Of You.
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Pov.Castiel
Eu estava sentado na divisão das duas casas, ela me olhava com uma mistura de espanto, curiosidade e admiração? Definitivamente adoro as expressões dela, cada uma me faz sentir algo diferente, até raiva.
–Castiel?- Quando ouvi meu nome saindo da boca dela me surpreendi nunca havia ouvido meu nome sair tão graciosamente dos lábios de uma garota.
Pisquei algumas vezes, ao perceber seus grandes olhos azuis em mim.
–Você me chamou querida?- Sorri sarcasticamente e ela revirou os olhos e deu com ombros.
–Não seja idiota, você fica viajando ai.
–Apenas estava deixando você comer com os olhos- Disse brincando mas do jeito que ela corou parecia que eu havia acertado.
–Eu não fiz isso- disse envergonhada.
–Hm, já deve estar acostumada com homens né? Com tantos estando na sua casa neste momento- Disse me lembrando da festinha que estava tendo na casa da garota.
–Como você sabe disso? Está vigiando quem entra e sai da minha casa?- Ela parecia indignada por eu saber daquilo.
–Vigiando? Faça-me o favor, só uma Maria fofoqueira deixou escapar- Dei com os ombros.
–Foi a Ambre?- Ela questionava, vi pelo jeito que ela falava o nome da garota que não devia ser uma amiga.
–Quem é Ambre?- Perguntei.
–A loira da casa aqui do lado- ela disse colocando o violão no chão.
–A eu vi uma loira gostosinha mais cedo, com dois clones e duas deslocadas- Disse me lembrando das garotas que eu vi mais cedo, ela fez uma cara de desgosto com o meu comentário.
–Desnecessário- ela disse baixo mais eu ouvi — Mas continuando, quem te disse isso?
–Lysandre, parece que a cunhada dele está ai – Revelei.
–Oh, você conhece o Lys?- Perguntou admirada, até demais para o meu gosto.
–Sim, e ele me contou algumas coisinhas sobre você Melissa Miranda Helts- Eu disse seu nome inteiro pela primeira vez, acho que era a primeira vez que eu lembrava o nome de uma garota, principalmente inteiro.
–O que o Lys-chan andou falando?- Perguntou, observei seu aparente nervosismo.
–Lys-chan? Bem posso usar isso contra ele mais tarde- Disse pensando em realmente usar isto contra ele — Em falar em “chan”..
Desci do muro entrando inteiramente na casa dela e comecei a andar em sua direção, pela primeira vez ela desviou os olhos de mim, aposto que é pela minha parcial nudez, tão fofa.
–Olhe para mim- Peguei o queixo dela e levantei para mim, nunca me cansaria de olhar aqueles olhos- Como você está mei-chan?
Acho que devo ter assustado a baixinha, pois ela congelou, parecia mergulhada em seus pensamentos, fiquei a observando queria muito saber o que se passava pela cabeça dela neste momento.
–Hey pequena eu estou falando com você- Segurei o seu braço e a chamei com a voz mais doce o possível, não queria assusta-la.
Ela acordou dos seus pensamentos e me olhou com os olhos um pouco brilhantes, Lysandre tinha razão ela é maravilhosa, ela me lembra aquelas bailarinas que ficam dentro da caixinha de musica, eu tinha vontade de guarda-la para mim.
–Oi?- Depois de um tempo ela disse, parecia uma criança falando.
–Oi- Eu respondi do mesmo modo que ela e então comecei a gargalhar e ela me acompanhou.
–Mas então, você vai ficar fugindo mesmo?- perguntei depois de me recompor.
–Fugindo?- Ela perguntou tombando a cabeça para o lado.
–Sim, fugindo da minha pergunta- Imitei-a tombando a cabeça para o lado também — Você está bem?
–Eu estou bem!- ela respondeu rápido demais.
–De verdade?- Insisti.
–Sim.
–Mas o que aconteceu?- a pressionei um pouco mais.
–Nada.
–Desmaiar e ficar com cor de papel é nada? O que aconteceu?- Ela mentia tão mal, que me irritava.
–Pressão baixa- respondeu já se alterando.
–Pressão baixa?- Questionei com escárnio, alguma coisa me dizia que era mentira.
Ela se irritou e se afastou de mim bruscamente, aquela chama se acendeu em seus olhos, lá vem o seu lado irritadiço de novo.
–Sim, pressão baixa, não me alimentei direito e me exercitei demais, fim- disse brava.
–Não acho que seja isso- Respondi duramente, odiava quando mentiam para mim.
–Você não tem que achar nada! Qual é seu problema? Consciência pesada só pode! Mas relaxa ruivinho você não tem culpa nenhuma, agora pode ir pra sua casa ou pular o muro e ir pra casa da Ambre gostosinha- Ela disse irritada, eu gostava desse lado dela, ela fala o que pensa, e ela ficou incomodada por eu ter chamado a Ambre de “gostosinha” isso é fato.
Ela se virou e foi em direção à saída, foi então que eu fiz algo inesperado para mim mesmo, a puxei de volta, na verdade não foi eu, só o meu corpo que agiu sozinho, agora ela estava nos meus braços, um braço meu passava em sua cintura e o outro segurava sua cabeça no meu peito, passava levemente meus dedos em seus cabelos.
Ela é tão teimosa, tira suas próprias conclusões e sabe me irritar com poucas palavras, mas mesmo assim ela me trás sensações novas, eu gosto de coisas novas.
Senti sua respiração em meu peito nu o que me causou aqueles arrepios muito bons.
–Não é isso, garota boba- eu disse me segurando para não ser grosso e ela se irritar e se afastar de mim — Talvez eu esteja um pouco de consciência pesada, porque afinal foi eu que te estressei, mas eu só queria saber se você estava bem, de verdade.
Eu disse o que realmente achava, talvez se eu for sincero ela também seja comigo, quero saber sobre ela por ela, não pelo Lysandre ou outra pessoa.
–Por quê?- ela sussurrou, com a cabeça encostada no meu peito, o sangue corria por todo o meu corpo e eu ia me esquentando.
–Por quê?- Eu repeti a pergunta e pensei comigo mesmo- Na verdade eu não sei direito- eu ri um pouco, eu não sabia de verdade o porquê.
Ficamos daquele jeito, eu a segurando em meus braços, fazia muito tempo que eu não só abraçava uma garota com carinho, na verdade que com carinho nunca abracei nenhuma, geralmente elas queriam muito mais de mim, essa pequena não, parecia que um abraço bastava para nós dois.
Estava tudo tão bom, quem nos visse não diria que nos conhecemos a menos de um dia.
–MELISSA!- Um grito estridente atingiu os nossos ouvidos e nos separamos com um pulo — Não adianta se separar que eu já vi tudo! Você estava me traindo vadia?!
Um garoto, com cabelos azuis e lentes rosas nos olhos apontava para nós.
–Quem é você? E por que está abraçando a minha Mel?- O garoto puxou a pequena para os seus braços, com um gesto de possessividade.
Aquela cena me deixou irritado, estava tudo tão bom e esse garoto chega e estraga tudo, talvez eu deva estragar a cara dele, e ele a chamou de vadia? Meu sangue ferveu.
Depois de um tempo imaginado mil e um jeitos de acabar com aquele ser ele da um grito e eu o olho assustado.
–A que fofo ele ficou com ciúmes!- O Garoto mas não tão garoto assim pulava.
–Ciúmes? Do que você está falando?- Questionei ainda atordoado com a mudança de macho alfa para purpurina do garoto.
–Esquece, esse é Alexy meu amigo, Alexy esse é o Castiel o meu vizinho.
A morena nos apresentou, adorei ela dizer “Meu" parecia soar tão certo vindo dela.
O garoto de cabelos azuis se aproximou e começou a me analisar com os olhos, eu simplesmente fiquei parado e o deixei terminar.
–Mais que bofe másculo que você conseguiu amiga!- O tal do Alexy saltitou de volta para o lado da pequena, me elogiando.
Eu sorri de lado, elogio é sempre bem vindo e faz bem para autoestima.
–Ele não é meu bofe Alexy- ela disse revirando os olhos, aquilo me irritou um pouco, mas fiquei quieto.
–Nossa Melissa vai menosprezar o bofe desse jeito? Se não o quer pode deixar pra mim- O garoto piscou para mim e eu ignorei, me concentrei em atormentar a pequena.
–É Melissa vai menosprezar esse pedaço de mau caminho mesmo?- Disse a Provocando.
–Não se ache tanto Castiel- ela me desdenhou
–Aposto que a loira ai do lado iria adorar- É assim? Então vamos pegar pesado.
–Por mim fique a vontade para agrada-la, só por favor, não fique usando minha casa de passagem!- ela se irritou de vez e se virou para o amigo- Vamos!
–Mas...- ele tentou questionar.
–Agora Alexy!- ele fez um biquinho e obedeceu.
Ele poderia sentir medo dela irritada, mas eu só via uma garota que ficava muito sexy com aquelas chamas dançando em seus olhos.
Ela se virou e insinuou ir embora, mas pela segunda vez no dia meu corpo agiu sozinho.
Puxei-a de costa mesmo contra mim, uma mão segurou sua cintura contra mim e a outra eu subi para seus cabelos, macios e sedosos, puxei o com certa força para o lado para liberar o seu pescoço alvo para mim, mas neste gesto um gemido saiu pelos seus lábios, aquilo me excitou na hora, nunca havia ouvido som tão sexy e excitante, percebi ela morder o lábio para reprimir qualquer outro som, minha boca foi para o seu pescoço, sua pele macia me chamava para prova-la a cada toque, ia me deliciando naqueles gestos, até chegar aos ouvidos da pequena.
–Não fica com ciúme pequena, eu prefiro as morenas- sussurrei no seu ouvido, dei uma mordida e recebi um suspiro em resposta.
Percebi que estava completamente ereto, preciso ir para casa tomar um banho gelado antes que eu perca a noção e faça uma besteira.
Soltei-a e pulei de volta para a minha casa sem olhar para trás se não voltaria para agarrar ela e duvido que conseguiria me controlar.
Entrei apressado em casa recebendo varias perguntas dos meus familiares que estavam no sofá, mas simplesmente os ignorei e corri para o meu quarto.
Entrei direto no banheiro e liguei o chuveiro.
Senti a água gelada atingirem meus músculos e ir acalmando meus hormônios alterados.
Disferi um soco na parede, como eu pude ficar excitado com tão pouco? A culpa é daquela garota, como ela pode ser tão inocente e sexy ao mesmo tempo? E que som foi aquele? Ainda podia sentir o seu cheiro, sua pele, sua respiração, o seu calor.. Droga já estava excitado de novo, não acredito que vou ter que fazer isso.
Levei minha mão para o meu membro e comecei a masturba-lo, fazia quanto tempo que eu não fazia isso? A pergunta é, fazia quanto tempo que uma garota me excitava desse modo? Para as duas perguntas a resposta é, muito, muito, muito tempo.
Cheguei ao meu ápice e derramei sobre a minha mão, não parece que eu fiz sexo ontem e sim que eu fiz sexo há meses.
Terminei de me lavar e sai do banheiro, me enxuguei e peguei uma cueca boxe preta no guarda roupa e me vesti, não queria me vesti mais do que aquilo.
Joguei-me na minha cama, eu estava decidido que o dia de hoje tinha sido só um estupido sonho e que a qualquer hora eu iria acordar, eu estava agindo estranho, meu corpo estava agindo estranho, meu cérebro estra agindo estranho e ainda tinha aquela garota, Melissa, poderia existir alguém assim? Que me atraia desse modo? Que mexia comigo desse jeito? Que poderia ser tão linda? Baguncei os meus cabelos nervosamente isso tudo é muito estranho.
Sabe o que eu acho de tudo isso? Uma noite mal dormida! Claro que é isso, eu só preciso ter uma boa noite de sono que amanhã eu vou voltar ao normal, tenho certeza.
Virei de um lado pro outro na cama mas o sono não vinha, taquei o travesseiro na parede irritado.
Levantei e fiquei andando de um lado para o outro no quarto, até que avistei a minha guitarra, andei até ela e a peguei.
Sentei na minha cama e dedilhei algumas cordas pensando em que tocar, fechei os olhos e deixei a musicar vir até mim.
Sorri com o que meu coração acabou escolhendo
–She's got a smile that it seems to me
Reminds me of childhood memories
Where everything
Was as fresh as the bright blue sky
Ela tem um sorriso que me parece
Trazer a tona recordações da infância
Onde tudo era
Fresco como o límpido céu azul
Now and then when I see her face
She takes me away to that special place
And if I stare too long
I'll probably break down and cry
Às vezes quando olho seu rosto
Ela me leva para aquele lugar especial
E se eu fixasse meu olhar por muito tempo
Provavelmente perderia o controle e começaria a chorar
Oh, oh, oh
Sweet child o' mine
Oh, oh, oh, oh
Sweet love of mine
Oh, oh, oh.
Minha doce criança
Oh, oh, oh, oh.
Meu doce amor
Sorri ao cantar essa parte, sim olhos como os céus mais azuis.
She's got eyes of the bluest skies
As if they thought of rain
I hate to look into those eyes
And see an ounce of pain
Ela tem os olhos como os céus mais azuis
Como se eles pensassem em chuva
Detesto olhar para dentro daqueles olhos
E enxergar o mínimo que seja de dor
Her hair reminds me of a warm safe place
Where as a child I'd hide
And pray for the thunder
And the rain
To quietly pass me by
Seu cabelo me lembra um lugar quente e seguro
Onde, quando criança, eu me esconderia
E rezaria para que o trovão
E a chuva
Passassem quietos por mim
Oh, oh, oh
Sweet child o' mine
Oh, oh, oh, oh
Sweet love of mine
Oh, oh, oh.
Minha doce criança
Oh, oh, oh, oh.
Meu doce amor
Oh, oh, oh, oh
Sweet child o' mine
Uh, uh, uh, uh
Sweet love of mine
Oh, oh, oh, oh.
Minha doce criança
Uh, uh, uh, uh.
Meu doce amor
Where do we go?
Where do we go now?
Where do we go?
Where do we go?
Where do we go now?
Where do we go now?
Where do we go?
Where do we go now?
Where do we go now?
Where do we go?
Where do we go now?
Where do we go?
Where do we go now?
Where do we go?
Where do we go now?
Para onde vamos
Para onde vamos agora
Para onde vamos
Para onde vamos
Para onde vamos agora
Para onde vamos agora
Para onde vamos
Para onde vamos agora
Para onde vamos agora
Para onde vamos
Para onde vamos agora
Para onde vamos
Para onde vamos agora
Para onde vamos
Para onde vamos agora
Sweet child
Sweet child o' mine
Doce criança
Minha doce criança
Quando terminei sorri levemente mas fechei a cara ao perceber meu irmão escorado na porta com uma calça do pijama e uma toalha sobre os ombros, deve ser um carma quem espia uma pessoa tocando tende a ser espiado.
–O que foi?- questionei irritado com a invasão.
–Você deveria para de ser tão grosso e começar a escutar quando as pessoas falam com você- resmungou e eu olhei interrogativo- Você deixou nós três falando lá encima sozinhos.
–Isso?- bufei por ele me incomodar por tão pouco.
–Sim, não é legal ser ignorado- respondeu fazendo bico.
–Já deveriam estar acostumados.
–Ou não, enfim, porque está tocando algo tão romântico?- Questionou entrando no meu quarto e sentando na ponta da minha cama.
–Por quê? Não posso?
–Sei lá, só parece tão errado vindo de você, alguém que não acredita no amor.
–É só uma musica, sem significado algum, qualquer um pode canta-la, e o amor é invenção dos homens- resmunguei e ele riu.
–Invenção dos homens?- Ele gargalhou novamente- Maninho no dia que você se apaixonar e amar de verdade eu vou jogar na sua cara e dizer, eu te disse, vou esperar esse dia ansioso.
–Eu até diria para você esperar sentado, mas eu quero que você se canse então fique em pé mesmo.
–Você nunca muda, ou será que um dia muda?- ele levou a mão no queixo pensando algo- acho que não, não consigo ver você carinhoso.
–Porque isso nunca acontecera.
–Realmente lembro-me de como você era com a sua ex, não sei como você aguentava ela, manhosa, chata, grudenta, eca, mas você não era carinhoso nem com ela?- questionou.
–Ela não queria carinho, só queria foder- respondi e isso era verdade, como eu já disse nenhuma garota quer um abraço de mim elas sempre querem mais.
–Que horror ainda bem que ela foi embora, e eu espero que para sempre- ele disse e eu dei com os ombros- Mas você nunca deu carinho para nenhuma?
Eu ia responder na hora que não, nunca, jamais, esqueça isso seu idiota, mas me lembrei do momento com a pequena mais cedo, eu a abracei carinhosamente, e ela nada exigiu de mim.
–Não- respondi, não iria dar esse gostinho para ele, não deixaria que ele ficasse criando esperanças e histórias em sua cabeça louca.
–Acho que você devia fazer que nem eu, nunca me apaixonei mas não desisto de procurar o amor- disse se levantando- e eu já sei onde procurar!
–Onde?- questionei levantando uma sobrancelha.
–Onde mais? Na casa do lado!
–O QUE?!- quase cai da minha cama com o susto.
–Na casa do lado, você viu aquela garota? Com certeza mamãe deixaria eu casar com ela- disse infantilmente.
–Não seja idiota Miguel, fique longe dela!- disse recuperando do susto.
–Porque eu faria isso?- perguntou ele se divertindo com a minha irritação.
–Porque ela é encrenca, baixinha, chata, irritante, estranha, brava, grossa, bruta, mentirosa, boba.. — Continuaria dando adjetivos a ela se ele não tivesse começado a gargalhar novamente.
–Não acredito nisso- ele ria andando até a porta- Parece que não irei esperar tanto.
Ele saiu do meu quarto ainda rindo e me deixando totalmente confuso.
Porque ninguém pode falar diretamente? Sempre tem que ser por enigmas?
Grunhi por irritação coloquei minha guitarra no chão do lado da cama e deitei.
Dessa vez o sono não demorou a chegar e novamente sonhei com um azul profundo, cheio de segredos esperando a ser desvendados, cheio de sentimentos esperando para serem sentidos, cheio de insegurança esperando um porto seguro, cheio de tristeza e dor, a única coisa que eu queria fazer agora era ajudar esse azul, ele parecia precisar, eu não posso ser a melhor pessoa mas quero ajudar, e assim eu mergulhei cada vez mais e mais naquele sentimento estranho que me dominava.
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