Liv dizia sorrindo, com expressão de emoção e uma lágrima escorrendo pelo seu rosto. Pela primeira vez, após o processo de adoção, ela se sentia mãe daquele bebê que agora estava em seu colo quase dormindo.

Ela não sabia exatamente como cuidar de uma criança. Nunca tivera amor de verdade por parte de sua mãe e cuidados adequados, alguém que se preocupasse quando ela se machucava brincando na rua, ou que a consolasse. Desde pequena foi como uma estranha para aquela que deveria dar-lhe amor. E por mais que pensasse em como pudesse ser, só chegara à conclusão agora. Ele era tão frágil e tão dependente dela, para tudo o que precisava. Óbvio que ela tinha conhecimento disso, mas não na forma literal da ação. Sozinha no sofá junto de Noah, ela se pega pensando em Brian e como ele seria importante naquele momento. Ela sabia que o fato de ele não pensar no futuro e estar ao lado dela para todas as situações era algo que lhe deixava insegura e, de certa forma, decepcionada. Desde a última conversa ele não dera mais notícias, estava provavelmente em alguma investigação e, como de praxe, ficava sumido mesmo. Era evidente que seu coração ainda possuía esperança, pois ela acreditava que ele se encantaria no momento em que conhecesse o bebê.

Com toda aquela agitação, Liv pega o menino e começa a caminhar pela casa balançando-o. Ele não chorava, apenas resmungava e babava sobre o pano que ficava no ombro de Olívia. Ela massageia suas costas.

O que houve bebê? (ela faz o barulho shhhhh para que ele fique mais tranquilo e continua a massagear suas costas).

Ele começa a movimentar as pernas com intensidade e Olívia resolve sentar na poltrona do quarto dele para dar-lhe a mamadeira. Noah fica irritado e começa a morder o bico, Liv pega a garrafa e coloca sobre a mesa de cabeceira. Ele olha para ela movendo a língua o tempo todo. Ela resolve ver se há algo de estranho na boca do garoto. E era. Um novo dente nascia e estava incomodando o pequeno.

Está nascendo um dentinho novo aí amor! Vamos até a farmácia para comprar um remédio? Vamos sim, mamãe!

Noah estava incomodado, colocou a cabeça debaixo do pescoço da mãe. Depois de uma semana Noah era seu filho e ela, a mãe. Ela gostava de chamá-lo de filho, de se autochamar mamãe, ou mãe. Tinha prazer em expressar aquelas palavras era algo confortante para ela.

Vamos trocar essa roupa?

Ela coloca o menino no trocador e, por sorte, o armário ficava ao lado. Hoje a babá não havia ido, tinha ganhado o dia de folga para passear. Ela escolhe uma roupa e mostra para Noah.

Que tal essa aqui? Você gosta? Eu aposto que sim!