Things We Lost in The Fire

7 4x07 - Heaven and Hell


Notas iniciais
Oi, gente! Alguns leitores que nunca tinham comentado antes estão aparecendo, e eu fiquei muito feliz. se você é um leitor que nunca comente, apareça hehe. Graças a Calliope encontrei minha inspiração e o 4x08 já está programado para postar sábado, e o 4x09 está na metade. Eu to amando escrever o 4x09, tem umas coisas bem sinistras filmes de terror e eu amo isso. kk Boa leitura cerejinhas (to comendo cereja e morango, por isso o termo)

Você não acredita em Deus

Eu não acredito em sorte

Eles não acreditam em nós

Mas eu acredito que nós somos O Inimigo

My Chemical Romance

17 de janeiro de 2009. 23 horas. Bar em Gooding, Idaho.

–Então, por que me ver? – Alicia tinha encontrado Dean sentado numa mesa no canto de um bar. Isso não era muito característico dele. Normalmente, Dean estaria no meio de tudo, cercado de mulheres, pois eram apenas onze horas e ele não teria escolhido a favorita da noite.

–É bom ver você também, Allie.

Eles não se encontravam desde o Ano Novo. Tinham ficado um tempo juntos após a tentativa falha de matar Asmodeus. Quando Alicia se sentiu bem de novo, ela partiu. Ainda tinha uma guerra para conduzir. Eles não tinham conversado em como ela não tinha conseguido matar Asmodeus. Era um assunto proibido.

–Chamei você aqui porque Sam tem ficado bêbado com uma frequência muito maior que o normal. – falou Dean, sério. Como Alicia não disse nada mesmo após alguns segundos, ele falou – isso é preocupante, Allie. Eu sei que tem algo de errado com ele. Ruby, os poderes que ele andou usando...

–Eu não sei o que posso fazer – respondeu Alicia, sem olhar para Dean. Ela tentava fazer contato visual com o barman – você sabe que meu relacionamento com Sam é complicado. Eu nunca sei se estamos juntos ou separados. Eu nunca sei como ele vai agir comigo. As vezes ele é o Sam de sempre, mas em outras, ele é um grosso imbecil.

O barman posou em frente de Alicia um coquetel roxo escuro. Alicia olhou ao redor, procurando quem tinha mandado. Um homem moreno sorria para ela. Ela não sorriu de volta, mas pegou a bebida e deu um gole. Era forte.

–Eu estou preocupado com Sam. – continuou Dean.

–Eu também, Dean.

–Alicia, mais do que de mim, ele precisa de você.

–O que você quer dizer?

–Quero dizer que preciso que você fique com a gente. Nós três precisamos ficar juntos.

Alicia não respondeu, ela estava olhando para alguma coisa acima da cabeça de Dean.

–O que? – ele perguntou, se virando para tentar ver o que ela via.

–O que aquela vadia da Ruby está fazendo aqui?

Ela abandonou a bebida, e junto com Dean atravessaram o bar até ela, que já estava alçando Sam. Sam estava jogando bilhar.

–O que inferno você está fazendo aqui? – Dean perguntou assim que alçaram a demônio morena.

–Eu tenho informações e depois irei embora. – ela falou.

–Fale – respondeu Sam, mas ele estava olhando para Alicia. Ficaria feliz ao vê-la, se Ruby não estivesse ali também. Eram mulheres demais para sua cabeça bêbada lidar ao mesmo tempo.

–Eu tenho ouvido alguns boatos...

–Ah, ótimo, boatos de demônios. – ironizou Dean, sem perder a chance de criticar Ruby.

–Uma garota chamada Anna Milton escapou de um hospício ontem. Os demônios estão desesperados para encontra-la.

–Por quê? Quem é ela? – perguntou Sam.

–Não tenho ideia, mas estou pensando que ela é importante, porque a ordem é para captura-la viva. Eu deduzi que qualquer que seja o motivo, vocês vão querer chegar até ela antes que os demônios cheguem.

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–Então, Ana Milton é de fato real – informou Sam ao desligar o celular. Ele estava sentado no banco traseiro do Impala. Alicia tinha deixado seu carro para trás, pensando no pedido de Dean que Sam precisava dela. E ela sabia, que Dean também precisava. E ela precisava deles.

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18 de janeiro, Boise, Idaho, manhã bem cedo. Hospital Psiquiátrico.

–Claro que eu quero ajudar da melhor maneira possível – declarou o médico de Anna Milton.

–O enfermeiro não tem nenhuma lembrança da fuga de Anna? – perguntou Sam.

–Aparentemente, ela o deixou inconsciente. A batida causou amnésia. Ele nem ao menos lembra de ter entrado no quarto.

–Parece bem difícil ela conseguir nocautear um cara que pesa 30 quilos a mais que ela. – observou Dean.

–Nós pensamos que talvez ela planejou isso, esperou atrás da porta.

–Certo. Você mencionou que a doença de Anna era recente... – falou Sam.

–Foi em setembro. Ela era feliz, bem ajustada, jornalista, um monte de amigos. Um futuro brilhante.

–O que aconteceu? – perguntou Sam, surpreso. – ela apenas... Perdeu o controle?

–Bem, essa é a tragédia da esquizofrenia. Em questão de semanas, ela foi tomada por ilusões. Ela acredita que demônios estão em todos os lugares.

O médico entregou um caderno de desenho para Sam. Sam o abriu, com Dean também olhando. O primeiro desenho da pasta mostrava uma mulher vestida de branco, morta, com um bebê no colo. Folheando as páginas, Sam encontrou um desenho com a frase escrita “o levantar das testemunhas” e mais para frente: “Samhain é o próximo selo”. A última folha mostrava ninguém menos que Alicia – asas azuis escuras, olhos amarelos, tatuagens no corpo. “A rainha da mudança é uma mentira, é apenas um selo.”, estava escrito.

–Isso é Revelações. – comentou Dean, aliviado porque Alicia não tinha vindo ali com eles. A última coisa que precisavam é que o médico a reconhecesse dos desenhos.

–Desde quando o Livro das Revelações tem Jack O’ Lantern*? – o médico apontou para o desenho sobre Samhain.

–É uma tradução pouco conhecida – desconversou Dean.

–Bem, o pai de Anna é um pastor. A paranoia dela é sobre religião. Ela está convencida que o diabo está prestes a erguer-se e que o fim do mundo está próximo. Eu espero que vocês a encontrem. É perigoso para ela estar sozinha.

–-

Eles seguiram para a casa de Anna Milton. Alicia tinha encontrado eles do lado de fora do hospital.

–Talvez não estejam em casa — falou Dean, depois de um tempo batendo na porta e esperando alguém atender.

–Os dois carros estão na garagem – Sam pegou na maçaneta e a porta se abriu.

Logo no hall de entrada, dois corpos estavam caídos, com as gargantas cortadas.

Havia enxofre na casa, mas eles não encontraram nada mais de diferente. Mas descobriram, pelas fotos, que um dos desenhos frequentes de Anna era da janela da igreja dela. Concluíram que ela poderia ter ido para lá, já que logicamente a igreja parecia um lugar seguro contra demônios.

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Eles subiram até o sótão da igreja. Podiam ver a figura de uma pessoa escondida.

–Anna? – eles abaixaram as armas – nós não vamos machucar você. Eu sou Sam, e esses são Dean e Alicia. Estamos aqui para ajudar.

–Sam? Não Sam Winchester – ela saiu de trás das caixas, uma moça ruiva e assustada. – E você é Dean. O Dean?

–É, O Dean, eu acho – concordou Dean, surpreso.

Ela olhou longamente para Alicia, mas não disse nada.

–É realmente você – Anna voltou sua atenção para Dean – você estava no Inferno, mas Castiel o salvou, e alguns deles pensam que você pode nos salvar. E alguns não gostam de você. Eles falam sobre você o tempo todo ultimamente. Eu sinto como se te conhecesse.

–Então, você fala com anjos? – perguntou Dean.

–Não, de jeito nenhum. Acho que eles nem sabem que eu existo. Eu acho que os ouço. Sabe, conversando. Eu apenas os ouço em minha mente.

–Anna, quando as vozes começaram?

–Eu posso te dizer exatamente. 18 de setembro.

–O dia que eu sai do inferno – Dean disse, surpreso. Estava tudo realmente muito ligado.

–As primeiras palavras que eu ouvi foram exatamente “Dean Winchester está salvo”.

–Bem, pelo menos nós sabemos por que os demônios a querem tão desesperadamente. Se eles tiverem você, vão saber tudo o que o outro lado está planejando.

–Vocês sabem se meus pais estão bem? Eu não fui para casa, fiquei com muito medo.

Antes que qualquer um deles pudesse pensar no que dizer sobre os pais de Anna, eles foram interrompidos. Ruby apareceu.

–Vocês conseguiram a garota. Ótimo, temos que ir. Temos que nos apressar, demônio está vindo, um bem poderoso e não podemos enfrenta-lo. Talvez nem Alicia possa.

–Isso é bem conveniente – Alicia não resistiu em dar uma agulhada – você aparece bem quando achamos a garota com um demônio poderoso na sua trilha.

–Eu não trouxe ele aqui, vocês trouxeram. Ele seguiu vocês da casa da garota. Nós temos que ir agora. Podemos brigar depois.

–Olhe isso. – Sam apontou para uma estatua de uma santa, da qual sangue começava a escorrer dos olhos dela.

–Tarde demais, ele está aqui – falou Ruby e em seu rosto e voz havia puro terror.

Sam pegou uma garrafa com água benta.

–Não, Sam, você tem que exorciza-lo. Isso não vai adiantar. – falou Ruby – ou você faz ou nós morremos.

–Espere – começou Dean.

–Isso não é hora de começarmos a falar sobre o Sam indo para o lado negro!

–Eu posso fazer isso – falou Alicia – eu posso tentar exorciza-lo.

–Você falhou com Asmodeus! – gritou Ruby, soando um pouco histérica. – não vai dar conta deste aqui.

–Você contou a ela? – uma Alicia furiosa virou-se para Sam.

–Boatos correm. E esse demônio é mais poderoso que Asmodeus, porque ele ainda tem o Inferno do lado dele. Ele é filho de Lilith.

Alicia se sentia paralisada. Seu erro com Asmodeus estava pesando muito – tanto na crença que os outros tinham dela, quanto na fé que ela tinha nela mesmo, o quanto ela acreditava em seu potencial. Não achava que poderia vencer esse demônio, mais poderoso que Asmodeus.

Eles ouvem os passos subindo a escada e antes que possam fazer alguma coisa, o demônio tinha chegado até o local. Ele tinha assumido o corpo de homem magrelo e com pouco cabelo, comum. Sam estica a mão para tentar exorciza-lo, mas não acontece nada.

–Isso faz cocegas – riu– você não tem o suco para lutar contra mim, Sam.

Com um movimento, ele empurrou Sam escada abaixo. Alicia atacou ele, mas não conseguiu segura-lo por muito tempo, e Dean voou nele com a faca de matar demônios. Enquanto isso, Ruby se aproximou de Anna e as duas desapareceram. A faca não fez efeito nenhum nele, e ele deu mais risadas.

–Vamos lá, Dean, não se lembra de mim? Certo, eu estava usando um médico. Mas nós éramos tão próximos... No Inferno.

–Alastair – reconheceu Dean, com terror puro em seu rosto.

Alicia novamente esticou a mão, aquela luz branca angelical saindo em direção a Alastair. O demônio pareceu surpreso e irritado, e desapareceu.

Por enquanto eles estavam livres. Mas para onde Ruby tinha levado Anna?

E pior: Alastair tinha desaparecido com a faca de Ruby enfiada no peito. Eles tinham perdido a faca.

–-

Motel.

–Para mim, o que a Ruby fez foi nos usar para encontrar Anna, e depois aparecer para leva-la, deixando nós para morrer nas mãos de Alastair – falou Alicia. Dean concordava com a cabeça enquanto ela falava.

–Ruby não faria isso – argumentou Sam – eu confio nela, ela salvou minha vida!

–Você sempre diz isso – respondeu Dean, cansado – vai nos contar o que aconteceu?

–Em resumo, eu resolvi que mataria Lilith pouco tempo após eu começar a treinar a usar esses poderes... Eu era muito ruim, mesmo, na época, mas estava bêbado e furioso, e resolvi que enfrentaria Lilith. Ruby disse que não me ajudaria. Mas ela voltou para me salvar. E em tantas outras vezes, quando eu fiz besteira, ela estava lá...

Eu não estava, pensou Alicia. Mas eu não estava porque Sam deixou claro que não queria que eu estivesse. Mesmo assim, eu deveria ter insistido. Deveria tê-lo obrigado a me aceitar, querendo ou não. Devíamos ter passado pela morte de Dean juntos.

Sam sabia de uma coisa: Ruby estava apaixonada por ele e por isso não o trairia. Houve uma batida na porta.

–Serviço de quarto!

–Agora não! – respondeu Dean.

–Senhor, eu tenho toalhas limpas. – Dean abriu a porta, irritado.

–Não poderia apenas deixa-las na porta?

–Eu estou nesse endereço – disse a empregada e entregou um papel para ele. – vão agora. Saiam pela janela do banheiro, não parem, não usem o carro de vocês. Há demônios no estacionamento e na estrada.

–Ruby? – falou Sam, surpreso.

–OK, eu tive que possuir a mulher por um minuto, me processe. A garota em coma está lentamente morrendo no chão da cabana junto a Anna, por isso eu tenho que voltar. Vejo vocês quando chegarem lá. Vão!

–-

Cabana no meio da floresta. Inicio da noite.

–Estou feliz que vocês conseguiram – falou Ruby.

–Anna, você está bem? – perguntou Alicia, ignorando a demônio.

–Sim, eu acho que sim. Ruby não é como os outros demônios, ela salvou a minha vida.

Alicia revirou os olhos. Não importa que o Papa estivesse a ponto de canonizar Ruby, se ela tivesse oportunidade, usaria aquela faca nela, ou pelo menos a mandaria de volta do Inferno. Ela era um pé no saco, mentirosa e manipuladora, e Alicia não gostava nem um pouco do jeito que ela ficava olhando para Sam.

–É, eu ouvi que ela faz – isso falou Dean, surpreendendo Alicia. Ela tinha perdido seu único aliado, pelo visto. – Eu... Você sabe.

–O que? – falou Ruby.

–Eu acho que devo a você por... Sam. E eu só queria... Você sabe.

–Não se reprima.

–Ok, esqueça. O momento acabou? Isso foi estranho.

–Isso vai servir – Ruby sorriu para Dean e se voltou para Alicia – e você, não tem nada para me dizer?

–Não. – respondeu Alicia.

–Hey, Sam – interrompeu Anna – você acha que seria seguro eu fazer uma rápida ligação para meus pais só para eles saberem que eu estou bem?

–Anna, seus pais... Bem, eu sinto muito...

–Não, eles não estão... O que está acontecendo comigo? – ela de repente olhou para a porta assustada – eles estão vindo!

–Se esconda, depressa – e Anna correu para o outro quarto.

–Ok, onde está a faca? – perguntou Ruby. Ninguém respondeu. – vocês estão brincando comigo. Obrigada. Melhor momento impossível.

A porta se abriu com força, mas quem entrou foram Castiel e Uriel.

–Por favor, me digam que vocês estão aqui para ajudar – falou Dean – estamos fugindo de demônios o dia todo.

–Nós estamos aqui por Anna – falou Castiel.

–Parem de falar – cortou Uriel. – vocês têm que nós dar Anna.

–Vocês vão ajuda-la?

–Ela tem que morrer. – falou Castiel.

–Vocês querem Anna? Por quê? – perguntou Sam, chocado.

–Saiam do caminho – Uriel respondeu, simplesmente.

–Calma ai. Eu sei que ela está ouvindo a Rádio dos Anjos, mas isso não é razão para mata-la.

–Não se preocupe, serei gentil – falou Uriel.

–Vocês são uns filhos da puta sem coração. – disse Dean.

–De fato, somos. — concordou Castiel — qual o problema disso?

–Anna é uma garota inocente! – falou Alicia. Eles eram anjos, não deviam ser bons?

–Ela está longe de ser inocente – contou Castiel.

–O que isso quer dizer? – perguntou Sam.

–Quer dizer que ela é pior que essa aberração com quem você está transando.** — falou Uriel – agora, nós dê a garota.

–Desculpe. Arrume outra para você. Tente parperfeito.com – falou Dean.

–Ah, vocês dois vão nos parar? – riu Uriel – ou essas duas vadias vão?

Castiel joga Ruby contra uma parede e Uriel dá um soco em Dean, dizendo “eu estava esperando por isso”. De repente, uma luz brilhante branca surge e os dois anjos desaparecem.

Ao ver a luz, Alicia sentiu como se toda sua energia estivesse desaparecendo e ela caiu no chão, atordoada. Sam e Dean correram para ela.

–Eu não fiz nada. – ela falou – mas seja lá o que fosse, me afetou.

–Anna! – gritou Dean, correndo para o quarto.

Ela tinha usado o próprio sangue para desenhar símbolos na parede.

–Eles foram embora? – ela perguntou, enquanto Sam carregava Alicia até uma das camas, mesmo ela dizendo que estava bem.

–Você os matou? – perguntou Dean.

–Não, eu os mandei para longe... Bem longe.

–Você vai nos dizer como?

–Eu não sei. Apenas apareceu na minha cabeça.

–-

Mais tarde.

Ruby estava não oficialmente vigiando Anna no quarto, enquanto Sam, Dean e Alicia conversavam na sala. Alicia tinha se recuperado quase completamente.

–O que você acha que eles querem dizer que ela não é inocente? – Dean disse em voz alta o que todos pensavam.

–Parece que eles querem ela desesperadamente, e não só por causa da rádio dos anjos. – falou Sam.

–Aquele feitiço com sangue é algo tenso – observou Alicia – algo antigo, forte e poderoso o suficiente para afastar anjos.

–O que vamos fazer? – disse Sam.

–Os anjos vão voltar cedo ou tarde. Nós temos que ficar a salvo. – concluiu Dean.

–-

Sioux Falls.

Ruby transportou eles até a casa de Bobby – inclusive ela voltou para buscar o Impala. Eles colocaram Anna no quarto de pânico.

–Paredes de ferro e sal – contou Dean a Anna – demônios nunca poderão chegar até aqui.

–O que eu acho racista – falou Ruby, da porta.

–Escreva para o congresso.

–Aqui – falou Ruby, jogando para ele saquinhos de feitiço – isso vai nos esconder de anjos, demônios, a corja toda.

–Obrigado Ruby – respondeu Dean, entregando os saquinhos para Anna – Anna, o que está tocando na radio dos anjos?

–Nada. Silêncio mortal.

–-

–Onde está Bobby? – perguntou Alicia para Sam, assim que este desligou o celular.

–Nas Ilhas Dominicanas. Ele disse que se quebrarmos alguma coisa, nós pagamos.

–Ele está em algum trabalho?

–Eu espero que sim – Sam riu – eu não consigo imaginar outro motivo. Allie, você está bem?

–Sim, eu estou.

–Você está quieta.

–Eu estou apenas pensando. – ela respondeu, distraída. Sam ficou esperando.

–Em que? – ele perguntou finalmente.

–Por que, por exemplo, eu não posso ouvir a rádio dos anos. Ou mesmo ver a verdadeira face de demônios, o que é ainda mais esquisito, porque todos anjos e demônios veem. Mas isso não importa. O que você descobriu de Anna?

Sam a olhou com intensidade, antes de responder.

–Os pais dela eram Rich e Amy Milton. Um pastor e uma dona de casa. O mais interessante que eu descobri é que esse primeiro episódio psicótico dela não foi o primeiro. Quando ela tinha dois anos, ela ficava histérica a qualquer momento que o pai dela chegasse perto demais. Ela estava convencida que ele não era o verdadeiro pai dela. Ela dizia que o verdadeiro pai dela estava furioso e queria mata-la.

–Meio pesado para uma criança de dois anos.

–Sim, ela viu um terapeuta infantil e cresceu normalmente.

–Você acha que ela está escondendo alguma coisa, Sam? Ou acha que ela realmente não se lembra?

–Bem, podemos descobrir. Pam mora aqui perto.

–-

Algumas horas mais tarde, porão de Bobby.

–Olá, Anna. Como você está? Eu sou Pamela.

–Oi – respondeu Anna.

–Dean me disse o que está acontecendo. Eu estou excitada em ajudar.

–Oh. Isso é legal da sua parte.

–Nem tanto. Qualquer chance de acabar com um anjo imbecil, eu vou ajudar.

–Por quê?

–Eles roubaram uma coisa de mim. – ela tirou os óculos escuros, revelando olhos completamente brancos – meio demoníacos, eu sei, mas é bom para os negócios. Me deixam mais parecida com uma médium, não acha? Bem, agora vamos lidar com seu problema. Relaxe. Agora eu vou contar de cinco até zero. Quando eu estiver em zero, você estará num estado profundo de hipnose. Conforme eu conto, você vai relaxando, ok? 5... 4 ... 3... 2... 1... Estado profundo de sono. Cada musculo calmo e relaxado. Você pode me ouvir?

–Eu posso te ouvir.

–Agora me diga, Anna. Como você pode ouvir os anjos? Como você sabia o feitiço?

–Eu não sei. Eu apenas posso. Eu apenas sabia.

–Seu pai... Qual era o nome dele?

–Rich Milton.

–Tudo certo, mas eu quero que você olhe para o passado. Quando você era pequena. Qual é o nome do seu pai verdadeiro? Por que ele está bravo com você?

–NÃO! – Anna começou a gritar e a fazer movimentos violentos – não, não, não.

–Acalme-se.

–Ele vai me matar!

–Anna, acorde. Em 1, 2, 3, 4, 5.

–Obrigada Pamela – Anna abriu os olhos – isso ajudou muito. Eu me lembro agora.

–Lembra o que? – perguntou Dean.

–Quem eu sou. Eu sou um anjo.

–-

Depois, biblioteca da casa de Bobby.

–Não tenha medo – falou Anna para uma Ruby assustada – eu não sou como os outros.

–Isso não me deixa mais segura. – respondeu ela.

–Nem eu – concordou Pamela.

–Então, foram Castiel e Uriel que vieram atrás de mim?

–Você os conhece?

–Nós éramos da mesma trincheira. Eu era a chefe deles.

–E agora eles querem mata-la? – perguntou Alicia.

–Ordens são ordens. Eu tenho certeza que eu tenho uma sentença de morte. Eu desobedeci, o que para nós, é a pior coisa que podemos fazer. Eu caí. Caí para a terra, me tornei humana.

–Espere um minuto – interrompeu Sam – então anjos podem simplesmente se tornar humanos?

–Machuca. Tente remover seu rim usando uma faca de manteiga. Eu cortei fora minha graça. Poucos anjos fizeram isso na história de todo o universo. Eu cortei fora minha graça, pura energia. Arranquei fora e caí. Minha mãe, Amy, não podia engravidar. Sempre me chamou de seu pequeno milagre. Ela não tinha ideia de quanto certa ela estava. Conforme mais velha eu ficava, mais humana eu me tornava e mais eu esquecia quem eu realmente era.

–Eu não sei se vocês percebem o quanto totalmente ferrado nós realmente estamos – comentou Ruby. – O Céu quer ela morta. O Inferno apenas a quer. Um anjo de carne e osso que eles podem interrogar, torturar e que vai sangrar. Cedo ou tarde, Céu ou Inferno, eles vão achar você.

–É por isso que vou pegar minha graça de volta. Se eu puder acha-la.

–Eu gosto desse plano! – falou Dean – então, onde está sua graça?

–Não sei. Eu estava caindo a 16 mil quilômetros por hora.

–Espere. Você disse caindo, literalmente caindo, do jeito que um humano possa ver, como um cometa ou um meteoro?

–Por que você está perguntando?

–-

Sam veio a descobrir que em março de 1985, um meteoro desapareceu no céu do norte de Ohio. Nove meses antes de Anna nascer, bem na região em que ela nasceu. E, no mesmo dia, havia o registro de um meteoro no Kentucky, o que poderia ser a graça dela.

–-

Ruby conseguiu encurralar Sam sozinho na biblioteca.

–Sam, eu sinto muito por ter te trazido para essa confusão. Se eu soubesse, teria ficado longe.

–Nós vamos passar por isso.

–Não dessa vez. Você não quer ficar entre esses dois exércitos. Se um dos dois lados não nos pegar, o outro vai.

–Então, o que você quer fazer? Abandonar Anna e fugir? Olha, eu sei que você tem medo dos anjos...

–Esqueça os anjos. É Alastair de quem eu tenho medo. É o grande inquisidor lá embaixo, Picasso com instrumentos de tortura. Dizem que é filho de Lilith. Você sabe, Lilith foi a primeira esposa de Adão. Diz a lenda que ela não foi expulsa sozinha, que estava grávida quando foi expulsa do Paraíso e esse filho é Alastair. E, Sam, você teria poder o suficiente para mandar ele de volta para o Inferno, se... Se você não estivesse tão fora de forma.

–Não, Ruby.

–Você sabe o que tem que fazer para melhorar.

–Eu jurei que não faria isso novamente.

Ruby encarou Sam, furiosa.

–É bom você rezar para Anna achar a graça dela de volta ou estaremos todos mortos.

Notas finais
*http://www.wizardicara.com.br/wp-content/uploads/2011/10/jack-o-lantern1.jpg ** Será que ele está se referindo a Alicia ou a Ruby? Baseado em 4x09 – I Know What You Did Last Summer e 4x10 – Heaven and Hell Sejam uns fofos e comentem. beijinhos.