Things We Lost
2 Capítulo 01 – Jantar em família
Notas iniciais
Era uma noite especial para Sean e Mirella, seria o primeiro jantar da nova família que formariam. Eles planejaram a noite perfeita, mas pobrezinhos, superestimaram o caráter dos três adolescentes que se juntariam a eles.
De acordo com Dakota, existem algumas pequenas vantagens em não poder ouvir, e ela provou isso várias vezes no decorrer daquela noite. Vantagem número 1: depois de fazer seu pai se atrasar exatos 26 minutos para um jantar que ele julga essencial, você não escuta enquanto ele reclama o caminho inteiro até o restaurante. Sean ainda estava com aquele olhar irado no rosto quando estacionou perto do lugar requintado que vendia comida asiática. Antes que Dakota pudesse sair do carro ele se virou para ela e lhe deu duas batidinhas leves no braço, era um código, uma ordem, e significava “Olhe para o meu rosto!”. Ela obedeceu.
— Isso é importante para mim – ele disse em voz alta, mesmo não fazendo muita diferença naquela comunicação.
Dakota se tornara uma especialista em leitura labial, então podia entende-lo perfeitamente.
— Ela te ama, vocês já estão noivos, nada que eu fizer vai mudar isso – ela sentiu as pregas vocais vibrarem enquanto pronunciava as palavras.
Dito isso, rapidamente saiu do carro antes que ele começasse a discursar sobre milhares de coisas que lhe fugiam o interesse e que a deixariam totalmente entediada. E mais, eles não tinham tempo, estavam atrasados. Enquanto Sean perguntava para Maître sobre a mesa deles, Dakota observava o lugar, ela já estivera ali umas duas outras vezes, mas os adornos orientais ainda lhe fascinavam. Quando os dois a sua frente começaram a andar ela os acompanhou, então o Maître indicou uma mesa vazia perto da janela e nada poderia ter lhe deixado mais confusa. Ela franziu as sobrancelhas para o pai em uma pergunta e ele gesticulou apenas uma palavra com as mãos: atraso. Dakota se esforçou muito para não cair na gargalhada, mas falhou miseravelmente.
Não demorou muito até que Mirella chegasse acompanhada dos dois filhos, se desculpou o quanto pôde pelo imprevisto no trabalho até Sean lhe explicar que eles não estavam esperando há muito tempo. Dakota observava atentamente para captar o quanto podia da conversa.
— Olá meninos – cumprimentou Sean, enquanto Mirella trocava um aceno rápido com Dakota.
Kyle e Rolland sorriram simpaticamente e os três se sentaram.
— Gostaria de apresentar para vocês minha filha, Dakota – ele se virou para ela.
Ao entender o que ele estava fazendo, Dakota sorriu e lançou um aceno tímido para os dois. Para surpresa dela, Rolland começou a gesticular em BSL (British Sign Language).
— Olá, é um prazer conhece-la, eu me chamo Rolland.
Ela sorriu novamente, no entanto dessa vez era totalmente sincero. Com certeza Rolland seria uma graça e ela se sentiu melhor por perceber que ele não era nem um pouco parecido com o irmão mais velho.
— Oi, meu nome é Dakota. Onde aprendeu isso?
Rolland sorriu envergonhado e olhou para Sean.
— Desculpa, não entendi nada do que ela disse, só decorei aquela frase.
Mirella e Sean riram enquanto Kyle olhava para tudo com completo desinteresse. Ele não queria estar ali, não quando todos os seus amigos estavam assistindo ao jogo de rugby mais esperado da temporada. Bufou internamente lembrando desse fato, sua mãe não poderia ter escolhido um pior dia para esse jantar.
— Pelo visto querida, Rolland não sabe BSL, ele só queria ser gentil com você – gesticulou Sean para a filha.
— Diga a ele que agradeço – retrucou ela.
— Por que você não diz?
— Não estou pronta – ela estava aliviada por ninguém mais entender aquela conversa.
Dakota sabia falar, não tinha surdez congênita, quando o acidente que causou aquilo aconteceu ela já estava entrando na adolescência. Mesmo tendo a capacidade de falar como alguém com a audição saudável, ela só usava a voz com o pai e algumas poucas pessoas, e só porque ele insistiu que ela não parasse de praticar. Dakota se recordava de ouvir um surdo conversando em um café de San Diego, era estridente, desajeitado, ela desaprovou o barulho do homem na ocasião e como se sentia envergonhada por isso, não era culpa dele, não havia escolhido aquilo e além do mais de que outra forma se comunicaria? Uma minoria de pessoas conhece as línguas sinalizadas. Devido a essa recordação ela tinha receio, vergonha de falar em público, sabia que existiam pessoas que a desaprovariam como ela desaprovou aquele desconhecido. Seu pai jurava que ela soava normalmente e só tinha alguns problemas com o volume da voz, ele sempre lhe avisava quando ela falava alto ou baixo demais, entretanto, como poderia ter certeza? Ele era pai, faria de tudo para fazê-la se sentir bem.
Então, depois de ponderar sobre o desejo da filha, Sean agradeceu por ela.
Após pedirem a comida eles caíram em um silêncio inquieto. Antes que ficasse bizarro, Sean resolveu iniciar uma conversa.
— E então Kyle, você planeja cursar o próximo ano na escola ou dar entrada nas universidades?
— Eu planejava dar entrada nas universidades – ele se ajeitou na cadeira – mas a sua noiva não acha uma boa ideia.
— Não vamos recomeçar essa briga agora Kyle – repreendeu Mirella – e aproveitando a oportunidade, já que estamos todos aqui. Escolhemos uma casa semana passada e queríamos que vocês três fossem conosco dar uma olhada amanhã.
Eles ficaram em silêncio de novo, só que dessa vez era um silêncio irritadiço e pesado. Sean e Mirella eram os únicos a mesa que estavam animados com a mudança. Kyle e Rolland estavam felizes em sua casa confortável e Dakota satisfeita com o pequeno apartamento que dividia com o pai.
— Não vai traduzir isso pra ela? – perguntou Kyle carrancudo.
Dakota conseguia entender sempre que prestava atenção o suficiente, assim que percebeu que Mirella falava sobre a nova casa ficou mais atenta do que nunca, então quando viu e compreendeu a pergunta de Kyle não pôde deixar de sorrir, foi quase um sorriso debochando da pergunta do garoto. Vantagem número 2: normalmente as pessoas acham que todos os surdos não entendem quando elas falam, o que é um erro terrível e Dakota era prova disso, devido esse erro ela sempre ficava sabendo das coisas mais inesperadas, das fofocas mais quentes e adorava isso. É verdade que às vezes ela não conseguia captar todas as palavras, mas isso fazia dela mestre em dedução.
— Não se preocupe, ela está entendendo – respondeu Sean, fazendo com que Kyle encarasse Dakota curiosamente. Ela arqueou a sobrancelha esquerda em resposta.
Mais alguns momentos de silêncio se passaram e quem resolveu quebra-lo dessa vez foi Rolland.
— Então não temos voto na decisão da casa? Já está escolhida?
A mãe dele respondeu um “Sim” ao mesmo tempo que Sean dizia “Não”. Mirella olhou para o noivo com as sobrancelhas levantadas pedindo uma explicação, pois para ela a decisão já tinha sido bem clara e pelo que recordava para ele também.
— Se vocês tiverem argumentos plausíveis contra ela – disse Sean olhando para o Rolland – podemos reconsiderar a decisão, mas só se forem bons motivos – enfatizou a última parte.
— Ok – Rolland entendeu aquilo como um ótimo desafio – vamos amanhã.
— Só não entendo por que temos que nos mudar — Kyle cruzou os braços. – Nossa casa tem espaço suficiente para nós.
Mirella e Sean trocaram olhares. Ela se virou para o filho.
— Nós achamos uma boa ideia recomeçar juntos e isso inclui a casa.
Na verdade, a história não era bem assim, a culpa da casa era toda de Dakota. Quando o pai dela contou que provavelmente se mudariam para a casa dos Reagan ela ficou indignada, seria como invadir o mundo deles, ela nunca se sentiria confortável. Foi quando propôs a mudança das duas famílias, se ela não ia continuar no seu conforto ninguém mais ia. O que nos leva a vantagem número 3: essa é a carta implícita do “Você vai negar uma felicidade para a garota surda? Não acha que ela sofre o suficiente?” e foi com ela presente que Sean conseguiu convencer a noiva a se mudar e a vontade de Dakota se cumpriu.
— É só a droga de uma casa, mãe! Vocês podem muito bem recomeçar esse lance de casamento nela.
— Vê como fala comigo Kyle – Mirella tinha olhos fuzilantes incríveis – e como você disse é só uma casa, você pode deixa-la para trás.
Kyle havia perdido essa, então assentiu a contragosto. Sean colocou a mão no ombro da filha indicando que ela desse uma resposta, ela olhou para a noiva dele e assentiu também. Mirella sorriu satisfeita.
A comida foi servida e aquela era uma ótima desculpa para não se comunicarem, até porque o sabor estava maravilhoso. Ninguém seria louco de interromper aquele momento, parecia ter sido feito pelos deuses. Dakota era a mais suspeita em opinar já que amava a culinária do oriente.
Os adultos decidiram que seria bom se eles comessem uma sobremesa. Talvez os adolescentes ficassem mais animados com um pouco de doce. E claro, a tentativa foi falha, pois eles continuaram em silêncio e continuariam assim se dependesse dos três.
— Ninguém tem nada a dizer, é isso? – Sean interveio mais uma vez – Estão tão infelizes assim com a ideia de uma nova família?
— Eu nunca disse isso, não coloque palavras na minha boca – Dakota ficou irritada com a pergunta. Ela queria a felicidade dele mais que tudo na vida.
— Dakota disse que está feliz – foi Sean quem traduziu a filha.
— Eu estou muito feliz – Rolland deu um sorriso animado. O bom das crianças é que elas são sempre sinceras, independentemente da situação.
— Por que não estaria? – Kyle se ajeitou novamente na cadeira. Ele estava sim feliz, entretanto ainda sofria com a separação dos pais. Nunca entendera porque as coisas tinham que acabar daquela forma, parecia tão verdadeiro. Várias perguntas a respeito desse assunto ecoavam na mente dele, mas preferia guarda-las pra si.
— Já que estamos todos felizes, por que não fazemos um brinde à nossa nova vida? – Mirella ergueu sua taça elegantemente. Na verdade, ela era elegante em tudo o que fazia e isso foi uma das coisas que mais chamou a atenção de Dakota. Mirella era o oposto do que um dia sua mãe foi, então para ela foi fácil aceitar que seu pai se envolvesse com outra pessoa. Assim, a memória de Jane permaneceria intacta, perfeita.
Dakota foi a primeira a levantar sua taça e dar um sorriso sincero a sua futura madrasta. E foi naquela noite que Kyle achou a garota loira um pouco interessante, como conseguia entender tudo a sua volta? Depois de balançar a cabeça afastando seus possíveis olhares à Dakota, ele também levantou a taça seguido de Sean e Rolland, esse último erguia um copo de refrigerante.
Mirella e Sean iniciaram uma conversa paralela, ela explicou o que tinha acontecido no trabalho e depois começaram a discutir sobre o mundo dos negócios. Kyle mostrava o celular para Rolland, eles estavam comentando sobre o tal jogo de rugby. Os dois eram viciados no esporte e o mais novo não via a hora de poder ser tão bom quanto o irmão. Enquanto todos pareciam estar finalmente se divertindo, Dakota fitava a janela de vidro ao seu lado. As luzes da cidade estavam tão convidativas e ela sabia que não estava incluída em nenhuma das conversas por ali. Não estava chateada, era acostumada a passar por isso. As pessoas não eram obrigadas a entender BSL e ela não queria falar.
Não se sabe ao certo se foram 30 minutos ou uma eternidade até notarem a quase estátua de Dakota intercalando seu olhar entre as conversas. Ela estava imersa em pensamentos, tinha uma prova na escola no outro dia e queria poder chegar em casa para dar mais uma olhada em suas anotações. E mesmo não querendo, estava se sentindo deslocada de alguma forma. Não sabia como agir com eles e demoraria um tempo até se adaptar.
— Me desculpe filha – Sean se sentiu péssimo naquele momento. Era para ser um jantar em família e a pessoa que mais amava na vida estava ali, esperando ser chamada para engajar em algum papo.
Dakota tentou sorrir, só que foi uma tentativa falha. Aquilo era uma tortura.
— Nós podemos ir pra casa? – seu olhar era de súplica.
— Só mais um pouco, tudo bem? – ele respondeu um pouco desconfortável com a situação.
— Então Dakota, seu pai contou que você também optou por continuar na escola mais um ano. Isso é ótimo – Mirella não sabia como puxar assunto. Arriscou e tocou bem na ferida.
— Sim. Na verdade, eu gostaria de ir para universidade, mas é complicado – olhou o seu pai para que ele traduzisse.
— Ela disse que gostaria de ir para a universidade, mas que é uma situação complicada – Sean franziu o cenho ao proferir aquelas palavras – é inacreditável o número de universidades que não se importam em prover suporte para pessoas deficientes. É ridículo e ofensivo.
— Ofensivo é você me chamando de deficiente – Dakota levantou sem pedir licença e foi em direção ao banheiro.
Todos na mesa ficaram sem entender e perceberam pela expressão de Sean que a coisa não estava boa. Mirella passou a mão nas costas de seu noivo confortando-o.
— O que ela disse por último? – Rolland quis saber. Era fascinante a linguagem de sinais, queria que Dakota ensinasse a ele quando estivessem morando juntos.
Sean ponderou sobre o que responder, talvez se ele mentisse ficaria melhor, mas ele não gostava de mentiras, então respirou fundo antes de traduzir sua filha:
— Ofensivo é você me chamando de deficiente.
— Mas ela é deficiente, qual o problema em dizer isso em voz alta? – Kyle tinha que abrir a boca e deixar que sua ignorância falasse mais alto. Rolland deu um tapa na cabeça do irmão.
— Filho – Mirella repreendeu – Dakota é uma pessoa normal. Ela não entendeu perfeitamente tudo o que dissemos? Quer prova maior que essa?
Kyle assentiu com a cabeça, sua mãe estava certa afinal.
Dakota voltou para a mesa um pouco mais controlada. Sabia que seu pai não tinha dito por maldade, ainda assim a incomodava demais. Ela ia abrir a boca para pedir desculpas, mas lembrou que estava em um ambiente com mais pessoas. Guardaria o som de sua voz somente para o pai. Sentiu-se agradecida quando todos começaram a se despedir e então só voltaria a vê-los no outro dia quando fossem olhar a casa nova.
O caminho de volta até o apartamento foi silencioso, diferente da ida em que Sean estava todo afobado com o seu atraso. Eles entraram no elevador e riram quando tentaram apertar o botão do andar ao mesmo tempo. Sean não conteve a vontade de abraçar a filha e ela retribuiu sem pensar duas vezes.
— Rolland é uma graça – proferiu Dakota torcendo para que não tivesse sido muito alto. Percebeu que estava razoável quando seu pai sorriu.
— Ele é muito simpático, se deixar fala pelos cotovelos.
Dakota foi direto para o seu quarto, trocou de roupa e fez um carinho em Bastet, a gata siberiana branca brincava com uma bolinha de plástico no chão. Deitou-se na cama e apagou sem dar tempo de pensar em nada. Acordou cedo se amaldiçoando por ter dormido sem ter lido suas anotações pela última vez. Foi direto para o banho, não queria se atrasar, sua prova era logo na primeira aula. Colocou o uniforme e quando chegou na cozinha, seu pai já estava com o café da manhã pronto.
— Bom dia filha, dormiu bem?
— Sim pai – deu um meio sorriso e foi logo atacar suas panquecas.
Enquanto Sean pegava as chaves do carro, Dakota ia atrás de sua mochila que estava perdida em algum canto do escritório dele. Colocou os cadernos dentro e correu para a porta do apartamento. Antes de sair deu uma última olhada no lugar para se certificar de que não tinha esquecido de nada.
Definitivamente falar não era uma coisa que eles faziam de manhã, ambos ficavam um pouco aéreos e demoravam a lembrar do que tinham que fazer. E além do mais conversar no carro era um grande desafio, Dakota não conseguia ver os lábios do pai e ele não podia fazer muitos movimentos enquanto dirigia, por isso o caminho até a escola era sempre silencioso. Quando Sean estacionou o carro em frente ao prédio, depositou um beijo na testa da filha.
— Boa prova e não se esqueça, você é capaz de tudo... – ela não deixou que seu pai terminasse.
— É só persistir— beijou a bochecha dele— obrigada pai. Você vem me buscar para vermos a casa?
— Estarei aqui – acenou mais uma vez observando ela entrar.
Dakota caminhou entre as pessoas e para todos ali, ela era só um fantasma. Ninguém tinha notado a sua presença desde que chegou de San Diego. Sua pele era tão branca que podia ser facilmente confundida com uma irlandesa qualquer, nem parecia que tinha vindo de uma cidade tão ensolarada, mas quando perguntavam seu nome tinham certeza de que ela não era dali.
A loira sentou na sua carteira e esperou o professor entregar as provas. Sorriu ao ver as questões. Aquela não seria tão difícil e esperava superar sua nota no teste anterior. Após a prova, o dia passou muito rápido. Ela só se deu conta disso quando os alunos da última aula começaram a levantar e sair, o que significava que o sinal havia tocado. Passou pelas portas da escola e encontrou o carro de seu pai estacionado.
— Filha, se você estiver vendo o Kyle por aí, pode chama-lo, por favor? Mirella pediu que eu pegasse ele também – Sean não desceu do carro e Dakota revirou os olhos com isso.
Ela teria que procurá-lo sozinha e já tinha ideia de onde ele estaria: com os populares. Quis matar seu pai por isso, ele pagaria mais tarde por coloca-la naquela situação. Respirou fundo antes de ir na direção daquela rodinha que conversava animadamente. Avistou os cabelos castanhos de Kyle, ele estava de costas. Dakota tocou o ombro dele delicadamente, não queria que se assustasse. Kyle deu um olhar mortal antes de ver a pessoa que o interrompera enquanto contava sua incrível aventura no acampamento de verão. Ela encolheu os ombros um pouco envergonhada com a situação, entretanto relaxou assim que viu Kyle sorrir.
— Oi – ele surpreendeu a garota com um beijo no rosto – tudo bem?
Dakota assentiu com um sorriso e apontou para o carro do pai. Ela não precisou falar nada, Kyle já tinha entendido o recado.
— Galera, eu tenho um compromisso agora. A gente se fala mais tarde? – perguntou para os amigos, mas eles estavam surpresos demais com a situação para responderem.
— Vamos – Kyle caminhou ao lado de Dakota.
Entraram no carro ainda juntos e não demorou muito para a fofoca na escola se espalhar. Kyle Reagan tinha entrado no mesmo carro que a americana misteriosa. Se um dia Dakota pensou que seria para sempre invisível, seus planos tinham acabado de ir para o ralo. Naquele momento, ela mal sabia que tinha acabado de fazer muitas inimigas só por ter recebido um beijo no rosto do artilheiro de rugby.
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