They Are Bad Girls!
4 O importante é que ninguém morreu!
Notas iniciais
Violetta
Ela observava o moreno pela janela. Decidiu usar o plano B e ir a pé para casa. Mas não passou despercebida e o garoto dirigiu até a frente dela, nem imaginando que ela sairia.
—Porque será que as garotas demoram tanto no banheiro?
—Queremos ficar mais bonitas para vocês — Falou com uma voz rouca e sexy, entrando no carro, sem escolha.
—Mais ainda? — Ele sorriu, com a mão esquerda sobre o banco de Vilu. Desligou o carro e se aproximou dela
—Que tal irmos... a um lugar mais reservado? — Falou, segurando as mãos da garota.
—Tá, mas... antes da gente ir, poderia comprar uma água para mim?
—Água? Tem certeza que só quer água? Não prefere algo mais forte? — Ela negou com a cabeça, fitando a chave do carro.
—Só água mesmo. — Com isso, o garoto sem nome saiu e deu a volta no carro. Aproximou-se novamente, apoiando-se na porta com seu sorriso de dentes extremamente brancos.
—Você nem me falou seu nome. — Lembrou seduzente o moreno. Vilu fitou o cartaz propaganda e falou a primeira coisa que veio em sua cabeça
—Chloe. Meu nome é Chloe!
—Chloe! Com esse nome, como será na cama? — Falou, saindo, o moreno, com expectativa.
Lily
A garota estava na cama de um hospital e havia acordado. Seu rosto estava limpo, mas os cortes eram visíveis. Rapha, seu irmão, estava sentado na beirada da cama, mexendo no controle da mesma, fazendo-a subir e descer várias vezes.
—Ai Rapha para com isso! — Falou, com um pouco de stress.
—E aí, maninha, qual a próxima? Você já sofreu o primeiro acidente, agora só falta raspar a cabeça e se enfiar na reabilitação.
—Não fale bobagens! — Comentou rouca, mas ainda em tom cínico. Raphael deu uma risada abafada e não parou com o controle — Gosto do silêncio quando a mamãe não está...
—É, mas acho que não gostou do silêncio quando ACHOU que tinha a matado, não é?
—Ai Rapha, nem me lembre disso. — A diva se virou e arrumou os cabelos loiros— Eu quero ir para casa! — Falou atropelando as palavras
—Não pode, você está sob vigilância por causa da encrenca que arrumou. Tem dois caras ali na frente, de segurança.
—O QUÊ?
—E tem mais: Se você não estivesse no hospital, você estaria presa.
—Não, Raphael, eu não quero ser presa! — Preocupada, sentou-se na cama apoiada no braço direito
—Bom, eu sei disso, mas, quando sair daqui, não vai ter outro jeito maninha!
—Você vai me ajudar a fugir, eu não quero ir para a cadeia. Me ajuda? —Cochichou de forma doce e gentil, fazendo o irmão soltar um suspiro e revirar os olhos.
—Vou pensar no seu caso. — Lily riu com a resposta.
Violeta
Ela olhou para a chave do carro. Precisava sair dali dirigindo, mesmo sem habilitação. Passou para o banco do motorista e pegou na chave, mas avistou, ao longe, Caroline, Amy e Juy Collins Tompson. Ela lembrava da garota pelas milhares de festas que Juy participava e Care sempre comentava. As loiras e a Amy passaram e “Chloe” se abaixou tentando se esconder. Provavelmente elas reparam que aquele era o carro de Henry e estranharam um pouco em vê-lo ali. Logo elas entraram em meio a cochichos. Henry chegou suando ao posto e assim que ela o viu deu partida.
—Chloe!!! Chloe!! — Gritava o garoto que acabava de sair da lojinha.
—Ela está com o meu carro!! Chamem a polícia!! POLÍCIA!! O meu carro!! Ei Garota! — Gritava Henry, já cansado.
Melody
Ela e o grupo entraram silenciosamente a casa de Mel. Os três olhavam tudo impressionados e boquiabertas, pois nunca tinham entrado. Eles observavam do chão ao teto.
—Não vamos roubar nada aqui, né? — Falou Rick, brincando.
—Ah qual é, Rick. É a minha casa! — Mel disse, trancando a porta atrás de si e escutando um “Uau”. Ela se dirigiu até a escada de mármore e subiu uns degraus — Não vão subir? — Os três correram até a escada e brigaram, discutindo porque um não deixava o outro passar. Se puxavam e empurravam como crianças querendo doces. Rick subiu primeiro e Alex logo atrás.
—Onde é a cozinha, hein? — Falou Felix, por último.
—A cozinha é ali embaixo, mas vamos para meu quarto!
O quarto de Mel era espaçoso. No meio, uma cama de casal com cabeceira preta e cobertores brancos. A parede de trás era branca, decorada com palavras em preto, dando um contraste legal e estiloso. As outras eram brancas com alguns adesivos de parede. A TV estava de frente à cama, desligada, em um móvel baixo e moderno. Eles sentaram-se na cama e Mel debruçou-se pegando uma caixinha embaixo da mesma.
—Olha só, eu vou precisar ficar na casa de um de vocês.
—Na minha não dá. — Falou Alex.
—Eu sou classe média, não olha para mim — Ironizou Felix
—Se quiser, eu troco de lugar com você — Riu Rick, folgado na cama.
—Acho que te falta um pouco de personalidade para isso, não acham? — Riu Mel, abrindo a caixa cheia de fotos e com notas de dinheiro.
—Acho que nem tanto. “Papai, porque não me compra uma roupa cara?” — Rick imitava a voz de Mel, deixando-a fina até demais.
—“Papai, agora eu só compro em liquidação!” — Felix entrou na brincadeira, tirando risos de Rick e Alex. Mel tirou as fotos e começou a olhar.
—E essa aí, quem é? — Perguntou Alex, levantando.
—Essa aqui é minha mãe. Não tenho notícias dela, só da revista. E aqui uma foto dos tempos de família unida. Era tudo tão mais fácil. — Melody suspirou, lembrando de sua antiga vida. Guardou as fotos e pegou um maço de dinheiro.
—Olha, se você quiser ir lá para minha casa... — Falou Rick, colocando a mão no dinheiro.
—Ei, tira a mão. — Falou, batendo nas mãos dele
—Não, pode vir na minha. Se quiser ficar na minha. — Os três garotos começaram a discutir e falar ao mesmo tempo
—Como conseguem se vender tão barato? — Melody riu — Não se preocupem, será só uma noite! — Os garotos não pararam de discutir.
Lucie Parker & Louise Sullivan’s
Lucie cantava a nova música de Lily, vestida como uma Pop Star e sentada em sua cama, levantando e inventando uma coreografia qualquer. Seu quarto não era muito grande e tinha pôsteres da Lily por todos os lados. Lucy realmente tinha uma voz bela, mas não tanto quanto Lily. Louise filmava tudo. Lucie tropeçou e caiu no chão. Louise ficou rindo como uma condenada enquanto ainda filmava a amiga!
—Larga essa câmera! — Riu Lucy, abraçando o pé machucado. — Não filme isso!
—Eu vou colocar na Internet! Vai ser uma cantora Muuuuito famosa! — Continuou a rir, Louise.
—E você vai ser a câmera-woman anã e anônima! — Riu Lucy em meio a reclamações de dor no pé.
Lucy era morena, seus cabelos castanhos tinham cachos perfeitos e alinhados. Um corpo escultural e belos olhos pretos. Já Lou era loira platinada de olhos azuis, seus cabelos meio rebeldes no estilo próprio.
“E nossa última notícia! A Diva Pop Lily teve um acidente bastante sério. Ela bateu o carro na vitrine de uma loja de roupas! Apesar da seriedade do acidente, Lily se recupera muito bem. A Diva do Pop foi levada ao hospital próximo ao local.”
A televisão do quarto mostrou isso, deixando as garotas abismadas com as fotos horríveis da TV.
Lily
—Lily! Maninha! Olha o que eu trouxe! — Falou Rapha, entrando no quarto do hospital de cadeira de rodas vestido como médico e com uns equipamentos estranhos
—O que é isso Rapha?
—E para a gente fugir! Toma, coloque isso!
Saíram do quarto; Lily, vestida de azul com uma toca de paciente e protetor no pescoço, sendo levada na cadeira de rodas por Rapha, que vestia um jaleco branco. Ao sair, viraram para a esquerda e se depararam com os dois seguranças conversando. Trocaram a direção sem levantar suspeitas. Seguiram no corredor e, quando iam passar por uma porta, avistaram Estrela, a mãe. Mudaram novamente de direção virando no corredor seguinte até a mãe passar. Quando ela passou, voltaram e entraram no elevador.
Melody
Na casa de Rick, sua mãe reclamava. Ela não queria que Mel dormisse em seu sofá.
—Deixa Rick, eu arrumo outro lugar.
—Não calma, deixa que eu resolvo isso! Mamãe, você não queria que eu começasse meu próprio negócio?
—Mas não alugando o sofá da minha casa!
—Também é minha casa! — Rick falou, enquanto Mel arrumava suas coisas para sair.
—Ah é? E você colabora com o quê?
—Criando um ambiente familiar!
—Deixa, Rick, não faz mal.
—Melody, espera! Você não sabe a quanto tempo eu não vejo uma nota de cem. Espere um pouquinho que eu vou convencê-la — Rick voltou para a cozinha, para discutir com a mãe, mas Melody, ouvindo tudo, apenas decide ir embora sem avisar.
Violeta
Vestida como Chloe, Vilu estava na prisão. Um policial a puxava para uma cela em meio aos gritos da garota.
—Não! Por favor, isso é um engano! — Vilu falava incansavelmente — Eu sou inocente!
—Vai conhecer umas amiguinhas! — Ele a jogou na cela junto com outras garotas. A maioria estava vestida de forma vulgar; todas seriam interrogadas amanhã.
—Não! Senhor, eu sou inocente! Me ajuda!! — Começou a chorar.
—Olá?! — Falou uma voz com sotaque forte na cela
—Hm, olha só! — Falou outra garota.
—Tirem-me daqui! Sou inocente! — Ignorou Vilu
—Aqui todas nós dizemos isso querida, mas ninguém vai acreditar que é uma santa! — Falou a de sotaque — Seja bem-vinda! Por que está aqui?
—Por um engano.
—Por um engano? — Ela começou a rir — Que engano?
—Porque eu peguei um carro emprestado e passei o sinal vermelho, porque estava com pressa e não tinha carteira de habilitação. Foi um engano!
—Ah é? Que drama! Não matou ninguém? Queridinha, é só pagar a fiança e te deixam sair amanhã!
—Amanhã?! Não, amanhã não! Preciso sair hoje!!
—Então, amiga, chame alguém!
Lily / Lucie e Louise
A diva e Rapha acabaram de sair do hospital. Ele queria levá-la para casa, mas Lily preferia qualquer outro lugar, do que a sua casa. No meio da conversa, passaram por Lucie e Louise, que andavam freneticamente até o hospital a procura de Lily. Só que as duas não reparam na ídola saindo.
—Desde que eu escutei a notícia, quase tive um ataque cardíaco. — Falou Lucy, andando ao lado de Louise
—Ai Lu, não exagera! Aqui a única que está doente é a Lily, tá?
—Sim, por isso! Eu tenho que apoiá-la como só uma fã da Lily poderia fazer! Então vamos entrar de qualquer jeito. — Lucie se deparou com o segurança—Boa noite...
—Boa Noite. Passou do horário de visitas.
—Não é possível! Precisamos entrar! — Falou Lucie.
—Por favor, é a Lily! Ela se acidentou e nós somos as melhores amigas dela, viemos buscá-la! Por favor! — Falou, metendo-se na frente e tentando entrar à força.
Natalie Miller & Samantha Miller
Natalie estava em seu quarto que, por sinal, era espaçoso. Sam entrou segurando uma grande xícara de café. As duas era parentes distantes, na verdade, nenhuma das duas sabe qual seria a relação delas, por isso, apenas se consideram melhores amigas. Naty era ruiva de cabelos repicados passando um pouco da altura dos ombros, seus são olhos verdes vivos e seu sorriso é contagiante. Por outro lado Samantha tinha os cabelos loiros com leves cachos perfeitamente alinhados, de olhos azuis claros como o céu e um rosto delicado.
—Melhor? — Perguntou Sam, entregando a xícara para Naty.
—Sim. — Respondeu Naty, após beber um gole. Ela pegou seu iPod e conectou em seu amplificador.
—O que vamos escutar?
—Eu não sei o que vamos escutar, mas sei o que NÃO vamos escutar: Nada como aquilo da Lily! Puro Pop, o Óh!
—Isso já é um avanço! — Riu Samantha, junto com Naty. Escutaram uma batida na porta, logo uma mulher de uns 27 anos entrou.
—Então, meninas! Já está tarde! — Falou a moça, era Jenny, uma mulher loira mal pintada de maquiagem pesada com olhos negros vazios e seios quase pulando para fora da blusa de decote V. Ou a mais recente namorada de Edward, pai de Natalie.
—A Samantha vai ficar para dormir... — Falou Natalie.
—Ah, e seu pai já sabe? — Cruzou os braços, Jenny.
—Não, mas você vai sair correndo contar, né?
—E a sua família, sabe? — Se referiu a Sam
—Mas é claro!! Eles têm a mente aberta... — Falou Sam, arrancando risos de Naty e segurando os seus. — Falei besteira?
—Não, esquece! — Falou rindo — Se ela soubesse da metade...
Violetta
Ainda na prisão, vestida como Chloe, Violetta se sentia triste mas finalmente o policial havia cedido a ela uma ligação. Caminhou observada pelos policiais até o telefone velho e sujo da delegacia. Pediu uma moeda ao policial e discou um número devagar após inseri-la. Lágrimas vazaram borrando de leve a forte maquiagem Lolita. Suspirou quando finalmente atenderam o telefone.
Lily
Finalmente livre do hospital, correndo ao lado de Rapha pelas ruas escuras da noite. Sorria feliz como nunca, haviam comido muitas porcarias, coisas que Lily não ouvia o nome há anos....
—Chega Rapha, vamos parar, estou cansada. Meus pés estão me matando! —Falou, suspirando, Lily, sentando-se em um banco de uma praça deserta.
—O que devia doer é a sua barriga com todas as coisas que você comeu! Dois sanduíches e as batatas... — Raphael falou, fazendo-a soltar uma risada alegre.
—Ai Rapha, sabe quanto tempo faz que eu não como UM grama de carboidratos nem de doces? FAZ ANOS! — Lily mexeu no cabelo e Rapha suspirou — Vem, senta aqui!
O celular de Rapha começou a tocar de forma irritante. Atrás deles, tinha um chafariz onde estavam sentados. O garoto pegou o aparelho e Lily revirou os olhos, bufando.
—É a mamãe outra vez? — Perguntou, mudando seu tom brincalhão para um tedioso.
—Sim, ela já ligou umas vinte vezes... — O celular continuava tocando.
—Rapha, por favor, não atenda.... — Falou, olhando a lua e depois se virando para Raphael.
—Está bem — Desligou — Mas vamos parar de ficar andando por aí.
—Não... — Falou com voz de bebê — Rapha, olha, eu não quero voltar à realidade, pelo menos por enquanto!
—Quer fazer o que então? — Ele disse, prolongando as palavras, com dúvida.
—Não sei. — Falou alegre — Quero me divertir! Isso! Quero me divertir e quero que você me ajude! — Falou animada, abraçando-o – e quase derrubando-o – de lado. — Quero me divertir pelo menos essa noite! — Falou mais baixo e como uma sonhadora.
—Tá legal! Vamos nos divertir! — Rapha fez Lily sorrir. A loira levantou e o puxou para ficar em pé.
—Vem! Vem aqui! — Falou ela, subindo na borda da fonte, sendo seguida pelo irmão.
—O que vai fazer aqui em cima? — Raphael encarou Lily, que sorria marota
—Te empurrar! — Falou, correndo atrás dele pelas bordas da fonte feito criança, dando risadas sinceras e com os cabelos voando — Volte aqui, Rapha!!
Eles se divertiam, ele ia atrás dela, ela corria atrás dele, Lily era fraca demais para derrubar o irmão e ainda mais correndo de salto, mas ele não a alcançou também. Ele a levou para os fundos de um prédio. A porta de saída de emergência dava direto em uma escada. Lily reclamou por ter que subir mais escadas, mas Rapha a puxava. Subindo e subindo, Lily queria chegar antes, mas depois de muitos andares, estava quase desmaiando. Carregava uma bolsa de couro consigo e parou de subir, ficando apoiada no corrimão. O irmão voltou e a pegou nas costas, carregando-a para que ela chegasse ao fim. Lily ria da cara dele. Finalmente chegaram.
Logo ao estar no telhado do prédio, o rosto da Diva mudou, ficou surpresa, impressionada com a paisagem. Olhou ao redor, boquiaberta. Dava para ver a cidade inteira da onde estavam. Luzes laranjas e amarelas da cidade se misturavam com a escuridão da noite. Prédios brilhantes se destacavam com luz branca. Estrelas pareciam tão próximas, a Lua brilhava tão alto. Era tudo tão belo e maravilhoso que Lily nunca mais queria sair dali. Correu até a beirada do prédio, olhando tudo com cautela. Um sorriso abriu em seu rosto, era a noite mais feliz de sua vida, tirando a parte do hospital e acidente. Para estragar tudo, o telefone de Raphael tocou de novo. O rosto de Lily mudou.
—Não atenda, Rapha. Por favor, não atenda! — Exclamou, porém não tão desesperada.
—É a mamãe, ela deve estar preocupada...
—Tá bom, então me dá, eu atendo. — Atropelou as palavras, pegando o celular do irmão.
—Certeza?
—Sim — Falou confiante. Ela olhou o identificador e se afastou de Rapha, virou para ele e deu risada, em seguida, jogou o aparelho do irmão na bela paisagem do alto da cidade.
—Não! Não, me dá!! — Falou ele, tentando impedi-la. Tarde demais.
—Uhuuuuu! Sou Livre!! — Lily gritou, abrindo e levantando os braços, pulando no lugar. Estava feliz demais para estragar o momento — Livre! — Falou, dando piruetas e abraçando o irmão, sorrindo. Apesar dele estar meio preocupado, deixou-se levar por tudo.
Melody
Com o rosto triste e sem vida, Mel caminhava em um parque próximo a rua, com sua mochila na mão e mil pensamentos na cabeça. Encostou em uma árvore e revirou suas coisas. Pegou a foto, a que teve sua família unida pela última vez. Sua última boa lembrança dos pais. Olhou-a por uns instantes.
—Olá, posso te ajudar? — Um cara gordo de olhos esbugalhados apareceu por trás da árvore. Mel guardou tudo o mais rápido que pôde. Ela o encarou sem expressão, mas no fundo estava com um pouquinho de medo.
—Estou esperando uns amigos — Falou, começando a andar para outra direção.
—Andar aqui sozinha pode ser muito perigoso. — O gordinho falou, enquanto a seguia. Sua voz era tenebrosa e desajeitada.
—Não preciso de companhia — Rebateu, sem virar o rosto e andando com passos firmes.
—Tem certeza? — Ele ainda a seguia no mesmo ritmo — Com tantos loucos soltos por aí, pode ser perigoso.
—É mesmo? — Disfarçou Melody, começado a correr o mais rápido que conseguia.
—Ei, Ei Não corra! — Falou ele, tentando acompanhar os passos da ruiva —Espere! Não corra assim!! — Mel não deu ouvidos e tomou certa distância. Ainda correndo, chegou nas ruas em frente ao parque. Quase foi atropelada por um carro que passava no mesmo momento, porém alguém a segurou por trás a fazendo soltar um grito fino.
—Ei, o que foi? — Mel aliviou o corpo ao ver o rosto de Nicholas.
—Ah, Nick é você, nossa!
—O que foi? — Falou ele, fitando-a.
—É que um cara... O que faz aqui? — Mel estava ofegante e segurava um dos braços nos do Nick.
—Fiquei muito preocupado com você, liguei para seus amigos. Tink? Whink? Um deles respondeu.
—Rick?
—É esse mesmo.
—Nunca fiquei tão feliz de te encontrar! — Falou, quase sem fôlego, Mel.
—Venha, vamos para casa.
—Eu não tenho casa. — Falou mais séria, parando de balançar o corpo.
—Você sabe que tem!
—Será que eu não posso ficar com você hoje? Por favor? — Mel falou verdadeira e doce, Nick a olhou apaixonado e hipnotizado, não conseguiu negar. Afastou o cabelo do rosto dela e apenas sorriu.
Lily
Os irmãos estavam sentados, observando a paisagem, um silêncio delicioso.
—Ô Cinderela, a gente tem que ir... — Falou ele, fitando-a.
—Eu sei... Mas não quero voltar a realidade! Please, vamos ficar só mais um pouquinho...
Melody
Ela dormia na cama de Nick, enquanto ele dormia no sofá. Com suas roupas normais e maquiagem feita, Mel não estava a sonhar. Nick girou a cabeça do sofá da sala e olhou para o corredor, na porta fechada de seu quarto. Pensou em como ele gostava de Melody.
Violetta
Só poderia sair no dia seguinte de qualquer forma. Chorava lágrimas silenciosas em um canto da cela, lembrando de tudo o que aconteceu. Lembrando de Henry. E, principalmente, revendo seus atos. Ela faria de novo, afinal, Henry mereceu isso!
Ao nascer do sol, é que as coisas começam a acontecer...
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