These Gray Eyes
7 Capítulo 7
Notas iniciais
POV Percy
– Por favor Circe! – Cruzei as mãos e fiz um bico olhando pra ela. Circe conseguiu dar um pequeno sorriso e revirou os olhos.
– Tudo bem Jackson! – Eu ri e apertei suas bochechas. – Mas só porque você é um ótimo garoto e porque isso não vai acontecer com frequência. – Eu assenti e tirei o avental.
– Muito obrigada, eu prometo que te compenso. Se você quiser eu posso até ficar aqui no jantar. – Ela sorriu.
– Não é preciso, vou te dar essa folga hoje. – Ela colocou dois pratos a minha frente e eu sorri e mandei um beijo pra ela.
– Você é a melhor. – Ela bufou, mas sorriu.
– Não venha puxar meu saco.
– Não estou dizendo nada além da verdade. – Eu disse e me virei indo pra mesa da minha loira.
Ela parecia ainda mais bonita cada vez que eu olhava pra ela. Que coisa mais gay de se pensar.
– Oi loira. – Coloquei nossos pratos sobre a mesa e me inclinei pra beijar seus lábios. Sua cara era de surpresa mas ela não demorou a retribuir meu beijo. – Como está? – Acariciei seu rosto e encarei seus olhos cinza um pouco avermelhados por causa do choro da noite anterior. Ela corou e me puxou pela nuca me dando mais um beijo.
– Bem. – Eu apoiei os cotovelos na mesa e a encarei. – Porque não está trabalhando?
– Circe me deu uma folga, eu queria almoçar com a minha namorada. – Ela riu.
– Diga um obrigada a ela. – Eu assenti e peguei sua mão por cima da mesa. – Percy? – Ela chamou meu nome baixinho e eu a olhei com mais atenção.
– Fala. – Apertei sua mão a encorajando.
– Eu posso dormir na sua casa hoje? – Ela disse sem me olhar nos olhos e com a voz tremendo. Eu sorri e a peguei pelo queixo.
– É claro loira. – Tirei a franja da frente dos seus olhos e ela sorriu pra mim. – Será um grande prazer. – Ela riu.
– Não pense coisas erradas herói, só estamos namorando há dois dias. – Eu sorri e desencapei meus talheres começando a comer.
– Eu não disse nada disso. Você que tem a mente suja. – Ela revirou os olhos e também começou a comer.
– E o que você quis dizer com a palavra prazer? – Eu ri.
– Eu quis dizer que seria aceitável te-la em casa hoje. – Ela me olhou divertida.
– Aceitável? – Dei de ombros rindo. – A sua namorada vai dormir na sua cama e isso é aceitável?
– Exatamente, porque você vai dormir na minha cama e eu no sofá. – Ela riu.
– Não foi isso que eu imaginei. – Eu a encarei.
– Depois diz que não tem a mente suja.
– E não tenho! Vai se ferrar Percy.
– Tudo bem, tudo bem. Eu faço o sacrifício de dividir a cama com você. – Ela riu.
– Sacrifício?!
– Mas é logico. Nós vamos dormir na mesma cama, você é incrivelmente linda e estaremos a menos de 30 centímetros de distancia. Então sim, um enorme sacrifício torturante.
– Que pena, acho melhor você dormir no sofá então.
– Nada disso, você já disse que vamos dormir na mesma cama.
– Como é que é? Vão dormir na mesma cama? – A amiga dela, Thalia, puxou uma cadeira ao nosso lado e se sentou encarando a gente.
– É ela vai dormir comigo hoje. – Eu dei uma garfada enquanto ela olhava chocada pra Annie. – Hmm, Thalia. – Eu terminei de mastigar a comida e engoli. – O que os namorados fazem? – Seu queixo quase caiu da cara.
– Estão namorando? – Nós assentimos. – E porque eu não sabia disso?
– Porque ele me pediu ontem à noite.
– E o celular existe pra que? – Annie deu de ombros.
– Não é importante. – Olhei pra ela.
– Não é? – Ela riu e deu dois tapinhas na minha bochecha.
– Eu quis dizer que não é um graaande feito.
– Mas é logico que é! Dois cafajestes namorando.
– E é ai que voltamos à pergunta inicial. O que namorados fazem?
– E-eu não sei. Namoram...
– Sério gênio? – Ela me fuzilou.
– Conversam, se beijam, transam, é isso! – Coloquei a mão no queixo pensando.
– Estamos indo bem até agora, só falta a última etapa. – Balancei as sobrancelhas pra Annie e ela riu.
– Não hoje Perseu. Seu pai vai estar em casa.
– Não pode ser hoje. Pode Thalia? Quer dizer, tem que ter um pouco de tempo não é assim?
– Não sei, cada um tem seu tempo. Se os dois quiserem... – Ela deu de ombros.
– Então não vai demorar muito tempo. – Eu encarei sorridente minha namorada por ela ter soltado essa frase tão melodiosa.
– É só isso que os namorados fazem? – Eu perguntei. – Tem, tipo, um prazo pra conhecer o sogro?
– Não, acho que é a mesma coisa do sexo.
– Viu. Então ontem você já poderia ter conhecido o meu pai.
– Você não ouviu? Se os dois quiserem.
– Você não queria?
– Como eu ia saber se seu pai queria?
– Ele quer.
– Quer? Você disse que estava namorando?
– Claro. Não tem como esconder nada dele, ainda mais quando eu cheguei sóbrio em casa e também depois de ter quebrado o relógio.
– Porque quebrou o relógio? – Eu olhei pra Thalia e voltei a olhar pra ela.
– Por causa da sua ligação. – Ela baixou os olhos.
– Ah tá.
– Ótimo, vocês já estão parecendo um casal, compartilhando segredinhos sem a melhor amiga vela. – Nós rimos.
– Não se sinta assim. Vai lá pegar comida enquanto nós nos beijamos pra você não ficar sem graça. – Ela me olhou chocada e eu ri e dei um beijo na Annie.
– Não eca eu to comendo.
– E dai, eu também to. – Ela riu e me deixou beija-la.
– To mais pra tocha olímpica aqui. – Thalia bufou e foi fazer seu pedido.
– Depois você vai me contar essa história de quebrar o relógio.
– Claro, quando nós formos conversar sobre dar um basta nessa situação. – Ela olhou nos meus olhos e eu viajei olhando pros dela.
– Estou acreditando em você herói. – Eu sorri e deu um beijo na sua testa.
– E eu estou acreditando em nós. – Ela sorriu brilhantemente pra mim antes de voltar a comer.
...
POV Annie
Dessa vez ele estava encostado na porta do motorista, não dando chances deu entrar no carro sem passar por ele.
– Como foi a aula loira? – Eu ri e o abracei pelo pescoço.
– Te conto depois que me beijar ok? – Colei nossos lábios sentindo sua boca macia devorar a minha. Sua mão se infiltrou na minha camiseta acariciando minha pele me fazendo o agarrar ainda mais, até estar na ponta dos pés. Quando me separei dele para pegar folego ele riu e nos virou me imprensando na lateral do meu carro fazendo minha mochila escorregar dos meus ombros e cair no chão. – Estamos no meio do estacionamento, sabia? As pessoas estão encarando. – Ele olhou pra cima vendo o bando de curioso que não tem o que fazer da vida olhando pra gente e deu um sorriso torto.
– Ah eu adoro plateia. – Ele agarrou minha perna e colocou na sua cintura, voltando a colar o corpo no meu e capturar meus lábios com desejo eu gemi na sua boca sentindo ele sorrir.
– Respondendo a sua pergunta. Foi um porre como sempre é. – Dei mais um beijo nos seus lábios inchados e o empurrei. Ele cambaleou rindo e pegou minha mochila. – Hmm nós vamos direto pra sua casa? Você tem certeza que eu posso ir? Sabe, seu pai...
– Eu já avisei pra ele que vou levar alguém hoje e ele já supôs que seria você. – Percy se inclinou na minha direção novamente, chegando bem perto mesmo, e eu fiquei que nem uma idiota esperando por um beijo, quando ele enfiou a mão no meu bolso traseiro e pegou a chave do carro, destravando-o e abrindo a porta pra mim rindo da minha provável cara de tacho. Eu fiz uma cara de brava e entrei, vendo-o correr até o outro lado. – Se faz você se sentir menos desconfortável, Grover vai jantar com a gente.
– É, mas não são nem 18:00 ainda, até lá...
– Até lá você vai conhecer o sogrinho. – Ele disse sorridente.
– Haha. Que graça. – Liguei o carro e engatei a ré pra sair do estacionamento.
– Vai passar na sua casa antes?
– Pra que?
– Sei lá, pegar roupas essas coisas.
– Não eu já peguei, tem uma bolsa ai atrás.
– Hmm e como sabia que eu deixaria você posar em casa? – Eu levantei a sobrancelha sorrindo.
– Eu tenho meus métodos de conseguir isso. – Ele ficou me encarando tentando entender o que eu estava dizendo. – Vai queimar o cérebro cabeça de algas.
– Ei o que é isso? – Eu dei de ombros.
– Acho que faz parte do namoro sabe? Apelidinhos carinhosos.
– Cabeça de alga é carinhoso? – Eu ri. – Eu preferia herói, loira.
– Você tem seus momentos de herói, mas agora está mais pra cabeça de algas. – Ele continuava me encarando.
– Você se acha muito sabidinha né?
– É você quem está dizendo isso. – Ele encostou a cabeça no banco e ficou pensando. – Estou sentindo cheiro de queimado.
– Há há há. Vamos ver quem vai rir por ultimo. Eu vou tirar essa impressão loira, e você vai gritar por mais. – Ele disse isso baixo e arrastando as palavras me causando um arrepio.
– Ok quando o assunto do nada mudou para sexo? – Ele gargalhou.
– É você quem está dizendo isso. – Fechei os olhos em fenda entendendo o que ele fez.
– É, muito esperto. Mas ainda sim, não deixa de ser um cabeça de algas. – Eu ri da sua cara de bravo.
...
– Pai! – Ele gritou assim que abriu a porta. Ele carregava minha bolsa e a sua enquanto eu estava encolhida atrás dele. Percy riu e se virou pra mim, eu o encarei confusa. Do que esse babaca tá rindo? – Meu pai não está em casa, loira. – Ele fechou a porta e eu continuei a encara-lo.
– Você me fez passar medo à toa? – Ele deu de ombros ainda rindo. – Trouxa. – Eu dei um murro no seu ombro.
– Você bate que nem mulher. – Olhei pra ele com uma falsa cara de surpresa.
– Uau! Sorte a sua né? Sua namorada ser mulher. – Ele riu e me abraçou pela cintura. – Não nem vem, não quero papo contigo.
– Ótimo, porque nós não vamos bater um papo. – Ele jogou as mochilas no chão e me pegou no colo, automaticamente minhas pernas se entrelaçaram na sua cintura.
– Você tem sorte de ser gostoso. – Eu disse e o beijei com volúpia, pedindo passagem com a língua. Percy andou um pouco comigo no colo e caímos deitados no sofá.
– Amasso no sofá enquanto o pai não está em casa, estamos progredindo. – Eu ri e agarrei a barra da sua camiseta.
– É, mas como eu disse, nada de papo. – Tirei sua camiseta descendo as mãos pelo seu maravilhoso, incrível e delicioso abdome e voltei a beija-lo. Ele deitou sobre meu corpo me deixando fervendo enquanto eu contornava os músculos das suas costas e ele devorava meus lábios sem piedade. – Além de nome, você também tem corpo de herói, Perseu. – Desci meu dedo pela sua coluna alcançando um ponto no final dela que o fez tremer, sorri e repeti o movimento.
– Como é um corpo de herói, loira sabichona? – Eu ri quando ele falou isso perto do meu pescoço me dando cócegas, mas ele logo deu um chupão por ali e eu gemi vergonhosamente o fazendo rir.
– Você sabe... – Passei as unhas pelas suas costas. – Másculo... – Beijei bem abaixo da sua orelha e voltei minha mão para o seu abdome. – Definido... – Acariciei os pelinhos que tinha por ali e que levavam ao caminho do paraíso. Oh glória. – Gostoso. – Eu também lhe dei um chupão e belisquei um dos seus gominhos. Ele riu e levantou a cabeça pra me olhar. Os olhos verdes me queimaram de tamanha intensidade.
– Que sorte a sua então, ter um namorado tão gostoso assim. – Eu ri e puxei seu cabelo da nuca beijando seu pescoço.
– Muita sorte mesmo. – O lambi até sua orelha e o senti endurecer lá embaixo.
– Annie. – Ele gemeu mais como uma advertência, mas eu não entendi por esse lado.
– Fala Percy. – Joguei meu quadril contra o dele e ele gemeu e segurou minha cintura.
– É melhor... – Eu rebolei e o senti respirar fundo enquanto eu dava leves mordidas no seu pescoço. – É melhor a gente parar por aqui.
– Por que moreno? Eu estou me divertindo tanto. – Levantei uma das minhas pernas sentindo ele se encaixar mais em mim. Ele grunhiu e investiu contra mim. Senti sua enorme ereção sobre os jeans e rebolei contra ela.
– A gente tem que parar por aqui Annabeth. – Seus olhos me imploravam. Ele estava em um dilema muito grande entre a razão e o desejo. E eu teria continuado, se nesse pequeno tempo de silencio nós não estivéssemos ouvido o barulho de um carro na frente da casa. Olhei pra ele desesperado e ele me olhava da mesma maneira. Ele levantou a procura da sua camiseta e eu tentei arrumar meu cabelo que estava uma zona e ajeitar a blusa que estava torta. Percy tentava por a camiseta o mais rápido possível, mas a pressa o atrapalhou, porque assim que ele se sentou do meu lado no sofá, com os cabelos bagunçados, os lábios inchados e o pescoço vermelho, eu notei que ele também tinha colocado a camiseta do lado errado.
É nós estamos ferrados.
A porta se abriu causando um grande constrangimento ao ver a cópia de Percy entrando pela porta e nos notando naquela situação no sofá. Como eu queria ser um avestruz pra enterrar minha cabeça no chão.
– Olá crianças. – Ele carregou algumas sacolas até o que eu acho que era a cozinha. Percy se levantou e ajeitou as calças desconfortável. Eu me controlei ao máximo pra não rir. Ele me olhou com cara feia e eu sorri inocentemente e também me levantei.
– Oi pai. – Eu segurei a mão de Percy e ele me olhou sorrindo. Depois de toda a pegação no sofá ele fica feliz com um simples entrelaçar de dedos.
Não vou admitir que isso também me deixou feliz.
– Hm, essa é...
– Annabeth. – O Percy mais velho disse estendendo a mão pra mim eu me apressei em cumprimenta-lo.
– Isso. Prazer. – Ele riu e soltou indo mexer nas sacolas. Olhei pra Percy e ele apenas apertou minha mão.
– É, deu pra ver que não é só a sua mãe que é excêntrica. – Nós rimos. – O prazer é todo meu, não é todo dia que meu filho traz alguém pra casa. Principalmente uma namorada. – Eu tenho certeza que corei.
– É pai, e pra que ela queira voltar aqui não vamos envergonha-la. – Ele riu.
– De maneira alguma, mas eu sugiro que pelo menos você vá colocar a camiseta do lado certo. – Eu estapeei a própria testa enquanto ele olhava pra camiseta como se só agora tivesse percebido que estava ao contrario. Quanta esperteza.
– Eu já volto. – Ele soltou minha mão e desapareceu pela porta. Imagino o porquê dele não ter trocado aqui mesmo.
– É desconfortável querida. – Olhei sem entender pra Poseidon. – A ereção, quando aperta no jeans então. – Deuses eu quero morrer. Ele riu. – Não sabia que você seria tão tímida assim.
– Ah eu não sou, é claro quando não se trata de conversas com o pai do seu namorado sobre a ereção dele. – Ele riu ainda mais.
– Ah sim, agora eu vejo o que ele viu em você. – Eu levantei uma sobrancelha e o ajudei com as compras.
– E o que foi? – Ele riu e pegou um enlatado da minha mão colocando no armário.
– Você o desafia. Não é só mais um rostinho bonito de nome estranho. – Eu ri. – Que curso faz?
– Arquitetura.
– Uau. Ótimo curso. – Ele abriu a geladeira e eu lhe passei a manteiga.
– Obrigada, meu pai diria a mesma coisa.
– Está fazendo isso por ele ou por você? – Eu sorri.
– Por nós dois. É o que eu gosto e também um jeito de me lembrar dele. – Abri outra sacola e o vi fechar a geladeira.
– Sinto muito querida. – Ele puxou um banquinho e se sentou na minha frente. – Realmente sinto.
– Obrigada. – Nós ficamos em silencio por um tempo. – Então, não tem nenhum problema deu dormir aqui?
– Não, imagina, sinta-se em casa. – Ele levantou novamente e eu sorri por não ter ficado um clima chato.
– O que teremos pra janta? – Percy apareceu com os cabelos mais arrumados, a camiseta do lado certo e com a barraca desarmada.
– Eu não sei, você que é o mestre cuca. – Percy corou e eu olhei pra ele surpresa.
– Ah você cozinha? – Ele coçou a cabeça e seu pai riu.
– Filho, como conseguiu uma namorada como ela sem mostrar seus dotes culinários?
– É que eu tenho outros dotes. – Ele piscou e eu lhe dei um tapa no braço.
– Idiota. – Ele riu e me abraçou por trás dando um beijo no meu pescoço. Eu corei por estar na frente do seu pai, mas ele apenas riu e continuou a guardar as compras.
– O que você trouxe? – Percy começou a fuçar nas sacolas a procura de... coisas.
– Ah eu não sabia o que você gostaria de fazer pra impressionar sua namorada. – Eu ri ao ver Percy desconfortável. – Entãão eu chutei naquele filé que você fez uma única vez e que eu quase tive um orgasmo quando comi. – Nós rimos.
– Pai, tem um porque eu ter feito ele só uma vez. É caro pra caralho e eu fiz em comemoração ao meu novo emprego, com meu primeiro salário. – Poseidon fez pouco caso e tirou grossas fatias de filé mignon das sacolas. Eu salivei.
– É um dia especial! E eu comprei 4 fatias, sobre medida, você não vai usar todo o vinho branco o que dá pra gente tomar junto e achei um vidro mínimo de vinagre balsâmico que estava barato.
– Uau. É tão bom assim na cozinha? – Poseidon riu.
– Você vai se surpreender.
...
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