Notas iniciais
EAE RAPAZIADA? como estão? Here I am!!! SEM TROLLAGENS DESSA VEZ!!!! com um cap novo e meio sem salzinho, eu achei. mas é que precisava dele para acontecimentos futuros entende? É isso ai, boa leitura a todos.

Saímos do escritório de Quíron em silêncio.

– Vai dar tudo certo. – Eu disse a ela e ela conseguiu dar um sorriso.

– Espero que sim. – Ela girou a chave do carro nos dedos e eu tomei dela. – Hey!

– Hoje eu dirijo. – Abri a porta do passageiro pra ela que me olhou com as sobrancelhas franzidas, eu sorri e lhe beijei a testa. – Vamos sabichona, vai ser legal. – Ela sentou e pôs o sinto eu sorri e fechei sua porta dando a volta no carro correndo.

– Certo, e pra onde vamos?

– Você vai ver quando chegarmos lá. – Eu dei partida no carro e saí do estacionamento.

...

– Um parque de diversões?? – Eu sorri e procurei um lugar pra estacionar enquanto ela se inclinava no banco pra ver os brinquedos – Sério Percy?

– Seríssimo. Vai dizer que você já veio em um? – Ela negou. – Então! Isso será demais. – Puxei o freio de mão e tirei o cinto, abrindo a porta.

– Você não sabe, mas essa sempre foi uma vontade minha. – Eu liguei o alarme assim que ela fechou a porta e esperei pra que desse a volta e parasse ao meu lado, pra enfiar a mão no seu bolso traseiro junto com a chave.

– Jura?

– Ééé eu não tive uma infância como todo mundo, só espera um minuto. – Ela destravou de novo o carro e abriu a porta traseira, pegou alguma coisa dentro da sua bolsa e fechou de novo. – Hoje querido namorado, eu pago.

– O que? Por quê?

– Porque eu quero paga, larga de ser machista. – Eu dei de ombros.

– Tudo bem, se quer pagar eu não me importo. – Ela sorriu e me abraçou.

– Que ótimo, porque eu me sinto mal morando na sua casa e não pagando nada. Acho que vou começar a dar uma parte dessa mesada que eu ganho pro seu pai.

– Eu acho que ele não vai aceitar. – Ela deu de ombros.

– Então, eu dou pra você e você dá pra ele dizendo que seu salário aumentou.

– Fechado. – Ela sorriu e quase rancou meu braço de tanta força que puxou para entrarmos no parque. Eu gargalhei e a segui.

Não era a primeira noite do parque na cidade, eu ouvi alguns comentários no restaurante sobre ele, sim universitários também amam ir a um parque de diversão, e geralmente eles bebem muito e acabam vomitando em algum brinquedo acabando com a diversão das crianças. Mas ainda amam.

Então, por não ser o primeiro dia o parque não estava muito cheio. Algumas crianças corriam pra lá e pra cá enquanto suas mães gritavam seus nomes. Era um lugar divertido de se estar.

– Vamos em qual primeiro? – Eu perguntei, e percebi que ela estava quase saltitando do meu lado.

– Montanha russa, por favor temos que ir nela. – Ela disse já me puxando naquela direção.

– Ótima escolha na verdade. Acredite, por experiência própria, escolha sempre a montanha russa primeiro antes de comer. – Ela riu.

Fomos até a bilheteria, e assim que a mulher disse que se não usássemos todos os ingressos poderíamos devolver e ter o dinheiro de volta, Annie resolveu gastar pelo menos 200 reais ali.

– Pretendo ir pelo menos 3 vezes em cada brinquedo. – Seus olhos brilhavam tanto que eu não tinha argumentos contra ela.

Enfrentamos a fila da montanha russa três malditas vezes. Não me levem a mal, mas uma é o suficiente.

Não para Annabeth.

Depois de rodar todos os brinquedos do parque, o que inclui aquele endemoniado que deixa você girando de cabeça pra baixo a vários metros de altura, deixando claro que nesse eu esperei ela lá embaixo enquanto ria dela gritando e dos seus cabelos loiros balançando pra lá e pra cá lá em cima.

– Não Percy, nesse você tem que vir comigo. – Ela estava tão linda, seus cabelos estavam despenteados por causa dos brinquedos e suas bochechas coradas. Os olhos cinza brilhavam mais que as luzes dos brinquedos, ela estava radiante. E eu também. Annie enlaçou seu braço no meu e me puxou em direção a roda gigante, eu engoli em seco.

– Ahhh acho que você pode ir sozinha nesse.

– Ah e qual seria a graça de estar lá em cima com uma vista maravilhosa da cidade sem ter ninguém pra dar uns amassos? – Ela balançou suas sobrancelhas loiras pra mim e eu sorri.

– Taaa ok, você me convenceu. – Ela riu e deu um pulinho. Pegamos a fila para entrar em um dos carrinhos nada estáveis daquela coisa. – Você tem certeza que isso está seguro né? – Eu perguntei pro cara que fechava as portinhas e ele me olhou com uma cara de tédio enorme.

– Sim mariquinha, eu tenho certeza. – Ele disse com uma voz anasalada e debochando de mim. Eu fechei a cara e me afastei da porta, sentando o mais longe possível dali, Annie riu e veio se sentar ao meu lado.

Em pouco tempo estávamos em movimento.

– Viu herói, nem é tão ruim assim. – O brinquedo parou quando estávamos na metade, e dali a altura já era o suficientemente alto pra me deixar com medo. – Obrigada por isso. – Eu olhei pra ela e sorri, esquecendo momentaneamente que não estávamos em terra firme.

– Por ter te trazido a um parque ou por ter subido em um brinquedo mortífero? – Ela sorriu e deitou a cabeça no meu ombro.

– Pelo conjunto da obra! Você está sendo realmente um herói. Obrigada por tentar me livrar do Ares, por me aguentar na sua casa, por... estar me ajudando a viver de novo. – Ela suspirou e eu passei um braço ao seu redor.

– É de tudo isso que você falou, o mais difícil é aguentar você roncando todas as noites. – Ela riu debochada e me deu um beliscão.

– Eu não ronco ta legal?!

– Ah é? E como sabe? Eu durmo com você, e saiba que você ronca sim.

– Pelo menos eu não babo, nem falo dormindo. – Ela sorriu arteira e eu engoli em seco, eu sabia que eu realmente fazia isso.

– E o que eu digo de noite? – Ela riu safada e se aproximou ainda mais de mim. Nesse momento senti um tranco e percebi que estávamos subindo de novo.

– Você geme Percy. – Ela lambeu o lóbulo da minha orelha e eu fechei os olhos controlando os tremores do meu corpo. – Você geme meu nome. – Seu hálito quente assoprava a minha nuca e sua mão se infiltrava na minha camiseta. – Acho que nós andamos tendo os mesmos sonhos Percy, porque eu acordo molhada dormindo ao seu lado. – Ohhh meu pai. Eu apertei sua cintura com força.

– Sabe por que isso acontece loira? – Eu acariciei seus cabelos da nuca e também sussurrei no seu ouvido. – Porque você não para de me provocar...

– E eu faço isso pra ver se você acaba perdendo a cabeça. – Ela mordeu meu pescoço e eu não contive um gemido. – Porque eu estou quase subindo pelas paredes. – Levamos um susto com o carrinho dando outro tranco, ainda maior que o outro. Annie olhou pro lado e ofegou. – UAU olha como estamos alto!

– Ééé eu prefiro não ver. – Ela me olhou e riu.

– Tem medo de altura Percy? – Ela disse e chacoalhou o carrinho. Segurei nas barras laterais e trinquei os dentes.

– Não faça isso por favor, e não, medo de altura é uma coisa irracional... Mas medo de cair e virar apenas uma mancha de sangue no chão é aceitável. – Ela riu de novo.

– Não seja besta. Mas diz ai, a vista vale a pena não vale? – Ela olhou pro horizonte e eu olhei pra ela. – Olha que coisa mais linda.

– Estou olhando pra algo mais lindo. – Ela olhou pra mim e gargalhou.

– Que coisa mais clichê de se dizer cabeça de algas. – Eu sorri e me aproximei dela.

– Tão clichê quanto um beijo no topo da montanha russa? – Levantei uma sobrancelha e ela sorriu pra mim.

– Não disse que clichê era ruim. – Eu ri e a beijei lentamente. Ela gemeu e se agarrou ao meu pescoço. Chupei sua língua com vontade lhe arrancando mais um gemido e acariciei seus cabelos esvoaçados pelo vento. Ouvimos um pigarro e nos separamos.

Nós rimos ao ver que já tinha acabado a nossa vez no brinquedo e a cara de tacho do babaquinha era a melhor. Eu desci do carrinho e estendi a mão pra Annie. Ela sorriu e entrelaçou nossos dedos.

– E agora?

– Agora, você tem que comer um enorme e suspeito cachorro quente da barraquinha. – Ela gargalhou mas levou numa boa.

– Meu deus! Mas é enorme! – Ela abriu a boca e espremeu o lanche pra caber na boca, resultado molho se esparramou por toda a sua blusa, e eu como um bom namorado gargalhei. – Puta merda! – Ela disse de boca cheia, com a boca e a roupa cheia de molho. Eu me curvei de tanto que ria. – Para de rir idiota, me ajuda. – Eu enxuguei a água dos olhos e olhei pra ela de novo, não deu cara, eu ri mais ainda. – Porra Percy!!! – Eu respirei fundo e peguei um punhado de guardanapo da barraquinha. O cara que fez o lanche tentava a muito custo não rir também.

– Calma, pera ai que eu te ajudo. – Eu ainda ria enquanto limpava sua blusa.

– Minha cara ta suja? – Ela tentava se limpar com a mão mesmo, mas não obteve sucesso. Eu ri e me inclinei lambendo o molho que tinha desde seu queixo até seus lábios. – Eca! – Ela me empurrou e eu sorri e lhe dei um selinho.

– Molhinho loira. – Eu embrulhei os guardanapos sujos e joguei no lixo. Ela olhava pra blusa manchada com uma cara de choro.

– Ah meu, que droga. – Ela disse mas voltou a comer. Eu revirei os olhos e também comi o meu.

– Relaxa, é charme.

– Ah é super charmoso mesmo.

– Pra que você quer parecer bem pras outras pessoas se você já tem um namorado?

– Eu não quero parecer bem pra outras pessoas, eu quero parecer bem pra você. – Ela fez um bico e deu mais uma mordida no lanche. Eu sorri.

– Você está sempre linda pra mim. Sinceramente, melhor sem roupa. – Ela levantou as sobrancelhas.

– Olha as coisas que você diz pra mim! Só me atiça e não faz nada, isso é maldade. – Eu ri e terminei de comer meu lanche. Comprei uma lata de coca e dividi com ela. Ela pegou mais guardanapos e tentou novamente limpar a blusa. – Afe isso ta muito feio. – Eu olhei pra ela por um tempo e dei de ombros.

Eu, tentando fazer uma média, tirei minha camiseta e estendi pra ela. Primeiro ela me olhou em choque, depois ela sorriu e me abraçou.

– Vai passar frio. – Eu sorri.

– Você vai ter que me esquentar. – Ela riu e pegou a camiseta da minha mão e a vestiu. Logo depois, e não me pergunte como ela teve essa capacidade, ela já tinha tirado a blusa debaixo e colocou no ombro, deu um nó na minha camiseta deixando parte da barriga amostra e sorriu pra mim.

– Obrigada. – Ela voltou a me abraçar. – Agora fica bem abraçado aqui comigo pra essas assanhadas pararem de olhar pra você. – Eu ri e passei o braço pela sua cintura.

– Agora vamos sujinha, temos muitas fichas para gastar.

...

POV Annie

Estacionei na frente de casa e notei que o carro do meu padrasto não estava na garagem. Graças aos deuses.

– Eu espero você no carro. – Eu sorri e me inclinei pra beija-lo, aproveitei para passar a mão na sua barriga malhada fazendo-o rir. – Você aproveita.

– Mas é claro. – Eu pisquei e abri a porta do carro.

– Annabeth! – Hermes me interceptou assim que botei o pé dentro da cozinha eu ri e o abracei.

– Ooooi ah você é definitivamente a única coisa de que eu sinto falta nessa casa. – Ele sorriu e me abraçou de volta.

– Ah olha só quem retornou. A pequena filha que não liga pra ninguém.

– Olá pra você também mamãe, jura sentiu minha falta? – Atena checou as unhas e voltou a falar com aquela voz vazia.

– Na verdade, eu nem notei sua ausência até Ares menciona-la. – Eu fechei a cara.

– Ótimo. – Eu sai em direção as escadas. – Eu só vim pegar mais roupas, não se preocupe. – Ela me puxou pelo pulso.

– Olha, eu não quero saber o que você anda aprontando nem de quem é a camiseta que você está usando, a única coisa que me importa é que teremos uma festa...

– Teremos?

– Eu preciso que você compareça, eles vão homenagear seu pai. Não posso aparecer sem você lá. – Eu engoli o nó na minha garganta.

– Seu estupido marido...

– Não ele não vai, não sei o que você tem contra ele, mas eu tenho que parecer a viúva triste. – Eu tenho certeza que minhas narinas inflaram de ódio.

– Você parece bem patética pra mim. – Eu voltei a subir as escadas.

– Só esteja lá Annabeth. Mandei Hermes colocar seu vestido e o convite sobre a cama. – Eu a ignorei e continuei subindo até chegar ao meu quarto.

Olhei pro convite creme com as escritas em dourado e franzi a cara. Eu não queria encarar aquilo.

– É bom você ter um terno Percy.

...

Notas finais
hohohohohhoo essa festa vai ser boa. bjos em todos e até quinta!!!!!!!!!