These Gray Eyes
42 Capítulo 41
Notas iniciais
POV Percy
Estava à meia hora tentando me soltar de Annabeth.
Não que eu não queira ficar com ela, muito pelo contrario. Mas quero que fiquemos juntos sem nada para nos atrapalhar.
E no caso, o que nos atrapalha nesse momento é um gordo egoísta, que se acha o maioral e que por muuuuuuita sorte ama a filhinha mimada.
Mais sorte ainda, essa filhinha mimada tem um tombo pelo gostosão aqui. O que torna as coisas um pouco mais simples.
Não para Annabeth.
– Loira, por favor. Nós tínhamos combinado que você viria mas não me atrapalharia. – Ela fez um bico, tão lindo. Ela aprendeu a fazer isso, porque eu não resisto ao bico dela. Com aquela cara de anjo e um biquinho rosa nos lábios não tem como resistir.
– Não to te atrapalhando, estou te impedindo de ir. – Olhei pra ela com uma sobrancelha arqueada e ela piscou varias vezes se fazendo de inocente.
– Annie. – Ela suspirou e me abraçou. Enfiei meus dedos no seu cabelo macio e beijei o topo da sua cabeça, sentindo ela esconder o rosto no meu peito e agarrar minha blusa nas costas.
– Não vai amor, por favor não me deixa. Esquece isso, esquece essa ideia absurda de dar em cima daquela vaca e provocar aquele elefante ruivo. Só fica aqui comigo. – Ela disse com lágrimas nos olhos. – Eu não posso pensar na ideia de te perder herói. – Ela soltou um soluço esmagado, tentando conte-lo sem sucesso, e eu me desmontei voltando a abraça-la.
– Não vai me perder. Estou fazendo isso por você amor, por nós. Por favor me deixe ir. – Ela chorou por um tempo no meu peito, e umas lágrimas também teimaram e escapar dos meus olhos, mas não deixei que ela visse, enxuguei elas nos seus cabelos e levantei seu rosto molhado, vermelho e inchado por causa das lágrimas.
Dei-lhe um beijo de leve nos lábios, outro na testa e escorreguei minha mão pelo seu braço alcançando a sua, entrelacei nossos dedos e beijei as costas da sua mão.
Me afastei vendo-a segurar o choro, desentrelaçando nossos dedos lentamente.
– Amo você. – Sibilei. E a vi assentir bruscamente, um jeito de dizer o mesmo sem cair no chão e virar uma poça de lágrimas. Dei um leve sorriso por isso, e lhe dei as costas.
POV Annie
Ainda bem que estávamos em um canto escondido, porque se alguém algum dia disser que eu chorei tão desesperadamente assim, eu nego.
Quando Percy me deu as costas, o bolo de sentimentos da minha garganta pareceu ter entalado ali.
Eu não podia deixar ele ir assim, não podia.
Encarar a morte e eu aqui de plateia sem fazer nada.
Tudo bem que aquela lanchonete estava cercada de policiais, se duvidar tem policial pendurado no teto só esperando algum tipo de merda acontecer pra meter uma bala nos miolos do gordo.
Assim eu espero.
Tinha muitos policiais mesmo, inclusive, tinha um cuidando pra que eu não atrapalhasse Percy.
Faça me um favor né.
Me colocam um balofo pra cuidar de mim, que mais fica no WhatsApp que qualquer outra coisa.
Qual é? Tão pedindo pra eu escapar né?
Ai vocês se perguntam: “Annabeth sua burra, pra que raios você quer escapar?”
Simples cara pessoa que se perguntou isso, eu sou Annabeth Chase meu bem, e mesmo não querendo eu tenho o gênio da minha mãe.
Pelo menos pra isso aquela puta serve.
Então meus queridos, eu já tinha meu plano traçado, e a única coisa que me impedia era um mamute espinhudo.
Sorri, isso seria bem mais fácil que do que eu pensava.
POV Percy
Sabe o que eu me pergunto?
Como uma pessoa pode ser tão burra ao ponto de pensar que eu estou interessada nela sendo que já deixei bem claro meu amor por Annabeth e o desprezo pela “vítima”.
E mais... Como a pessoa vai a uma lanchonete dentro do campus e que NUNCA, em hipótese alguma estaria vazia, sem perceber que algo estava errado?
Bom, essa pessoa inteligentíssima se chama Rachel Dare, e estou olhando pra ela entrando neste local abandonado graças a alguns contatos meus.
E claro, uma ordem judicial.
O pior de tudo é que ela era bonita, se não fosse tão chata, fútil e tivesse uma voz menos irritante, ela até poderia ser considerada uma boa pessoa. Mas toda sua beleza era ofuscada pela áurea de falsa superioridade que ela carregava.
Coloquei um sorriso falso nos lábios, e me manti firme na missão de não olhar pro canto onde Annabeth estava.
Me foquei na ruiva que rebolava na minha direção. A vontade de revirar os olhos foi enorme nesse momento.
– Ora, ora. Olha se não é o garçom gato. – Ela disse se aproximando... Se aproximando demais.
– Luke. – Eu disse.
Resolvi usar o fato dela não saber meu nome a favor, e é claro se ela acabasse sentindo raiva de alguém, procuraria por um tal de Luke. O que faz de mim um matador de dois coelhos com apenas uma cajadada.
Não sei porque, mas acho que esse ditado não é muito bem assim....
Isso não vem ao caso agora.
– Luke. – Ela repetiu com um sorriso de triunfo por saber meu nome. Deu até dó.
Mas já passou.
– Então Luke, eu tenho várias perguntas pra te fazer, por exemplo. Como me encontrou querido? Venho tentando entrar em contato com você há um tempo e foi uma grande surpresa pra mim que você tenha me procurado. Quer dizer, nem tanta surpresa, afinal de contas eu sempre soube que você viria. – Ela disse jogando o cabelo sobre os ombros.
– Isso não vem ao caso não é mesmo? – Eu disse usando todo o poder de meus olhos verdes sobre ela. Ela sorriu encantada e quase se jogando sobre o meu colo.
– Você tem razão gato, o importante mesmo é que estamos aqui. – Ela se recompôs e voltou a pensar que estava no controle da situação. Eu apenas sorri.
– Claro, só nós dois.
E de repente, uma coisa louca e inesperada aconteceu.
Não sei de onde veio, também não sei como aconteceu já que tinha policiais por todos os lugares.
Um pano cobriu a boca da ruiva e seus olhos se arregalaram em pavor, me pedindo socorro. Ela começou a se debater, mas não durou muito tempo. E do nada Rachel Dare estava caída no chão desacordada.
...
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