Notas iniciais
OIOIOIOIOIOIOIOIOIOI galeeeera. tecnicamente ja passou da meia noite, o q significa q é quinta!!!!!!!! lololoololol Como eu disse nas notas do cap passado, as coisas ficam mais claras nesse cap... mais quentes tamb hoho TEMOS UM POV PERCY DELICIOUS!!!!

POV Percy

Desde o momento em que ela entrou de mansinho naquele beco escuro chamou minha atenção.

As pessoas não iam lá com muita frequência a não ser pra se esconder.

E fiquei ainda mais surpreendido ao olhar nos seus olhos e constatar a cor deles.

Cinzas.

Incríveis.

Assim como uma garota completamente sexy aceitar a bebida de um estranho e passar o rodo na festa toda sem se importar com o que falam dela.

E não parava por ai.

Ela era nerd de dia.

Sabe o quanto isso é sexy?

É muito sexy cara. Ela ser inteligente e gostosa. Ter bom humor e ainda ser tão cafajeste quanto eu.

Isso não podia ser coincidência não é?

Annabeth

Até seu nome conseguia ser sexy e carregado de mistério.

Oh meu pai. Eu sou louco numa loirinha, uma loiraça então.

– E você? O que tá cursando? – Ela me perguntou me tirando do transe que seus olhos me punham toda vez que olhava pra eles.

– Direito. – Eu disse dando um gole no meu terceiro chope. Ela fez uma cara de “não esperava” e eu ri. – Poisé. Também posso ser surpreendente. – Ela riu.

– E o que o levou a fazer direito? – Eu sorri contornando a borda do copo.

– Você sabe, “colocar os maus atrás das grades” – Eu lhe mandei um sorriso envergonhado. Eu não costumava falar disso com ninguém além de Grover e meu pai. Mas, não sei o porquê, eu sabia que podia ter essa conversa com ela. – Minha mãe morreu em um assalto a mão armada há 4 anos atrás. – Eu disse. Não ergui o rosto para olha-la e ver a pena refletida nos seus olhos cinza. – Não me diga que sente muito, porque não tem como... – Ela colocou a mão sobre a minha e eu a olhei. Ela tentava segurar as lágrimas.

– Eu sinto Percy. E-eu... eu também perdi meu pai. – Ela disse com a voz embargada.

E então eu encontrei o motivo.

Virei minha mão apertando a sua por cima da mesa e sorri pra ela a reconfortando.

– Também sinto muito. – Eu disse e ela assentiu e olhou pra cima provavelmente tentando evitar que as lágrimas caíssem. – E desde então seus olhos não tem o mesmo brilho. – Eu disse a encarando.

Ela me olhou por um tempo e soltou uma risada seca.

– Esse não é nenhum terço do problema. – Eu não insisti. Apenas continuei segurando sua mão. Ela sorriu em agradecimento.

– Seu pai. Ele que te chamava de Annie não é? – Eu perguntei e vi a dor e a saudade refletidas nos seus olhos cinza e me perguntei há quanto tempo ela também não chorava. – Sabe, às vezes é bom lembrar dele. Eu lembro da minha mãe a todo instante. – Eu ri. – É só olhar pro meu pai, ver a dor e o cansaço refletido nos seus olhos. Meu pai era o maior cafajeste de todos, só aquietou quando conheceu Dona Sally, e desde então ele não é mas o mesmo. Ele tenta, mas minha mãe faz falta. Dona Sally e seus doces azuis. Dói me lembrar dela, mas eu faço isso a todo o momento. – Ela apenas me olhava desabafar. – Tipo agora. Ela estaria me repreendendo por estar bebendo, mesmo que ela o fazia de vez em quando, mas estaria orgulhosa de mim por estar em tão bela companhia. – Ela sorriu e apertou mais minha mão.

– Eu tento não pensar muito no meu pai. – Ela disse pausadamente. Diferente de mim, acho que ela nunca conversou sobre isso com ninguém. Fiquei feliz pela tamanha confiança. – Ele... ele era incrível. Eu o amava tanto Percy. – Ela disse a beira das lágrimas. – Mas se foi tão rápido. E-eu tinha 8 anos na época. – Ela disse e eu senti uma pontada da sua dor. – Ele era muito rico, Frederick Chase o arquiteto mais renomado do país. – Ela fungou e eu abri os olhos em surpresa. – O que consequentemente lhe fazia um alvo. – Ela fez uma pausa e sorriu tristemente para o copo de chope a sua frente. – Ele definitivamente também me desaprovaria por estar bebendo. – Ela deu mais um gole na sua bebida. – Ele foi assassinado, na minha frente.

Eu processei aquela informação. Era muita coisa pra digerir.

– Como eu disse, eu tinha 8 anos na época. Eu, minha mãe e meu pai estávamos tendo uma manhã normal. E eu estava aproveitando, era raro meu pai estar em casa. – Seus olhos ficaram vazios e eu tinha certeza que ela não estava mais aqui. – Ouvimos barulhos de tiro do lado de fora da casa e meu pai rapidamente nos escondeu dentro do guarda-roupa, ele já sabia eu tenho certeza que já, mas mesmo assim foi ver o que era. Minha mãe chorava e me abraçava e eu não sabia o que estava acontecendo, só a abracei de volta. Foi então que pelas frestas do guarda-roupa nós vimos a cena. Um cara gordo e ruivo deu dois tiros na cabeça do meu pai e fugiu. – Ela disse sem demonstrar nenhuma emoção. Mas eu já estava em pânico por ela.

– Annie. – Eu disse, automaticamente me refreando por usar o apelido que o pai dela usara. – Me desculpe. – Ela sorriu e me olhou.

– Não, tudo bem. Você tinha razão. É bom lembrar dele.

– Você disse que isso não era nem um terço do problema... – Eu disse me lembrando do que ela tinha dito há pouco tempo.

– E não é. Já fui levada a vários psicólogos, mas na época eu não sabia o que aquilo significava. Quando me dei conta de que ele não voltaria mais, eu aceitei. Aceitei tê-lo apenas na memoria, viver na casa que ele projetou com tanto carinho e eu até que consegui ser feliz, por três anos. – Ela terminou o chope assim como eu. – Até minha mãe resolver ter um novo relacionamento.

Eu não percebi que estava praticamente deitado sobre a mesa até esse instante. O garçom se aproximou para recolher os copos e perguntou se queríamos algo mais.

– Hmm não. Nos traga a conta por favor. – Ele assentiu e se retirou, trazendo a conta rapidamente.

– Por quê? – Eu sorri e paguei nossos chopes.

– Não acho que esse é o tipo de lugar para termos uma conversa desse nível. – Eu me levantei e estendi minha mão pra ela.

– E aonde nós vamos? – Dei de ombros.

– Andar por ai. – Ela assentiu e pegou minha mão.

Saímos do submundo e começamos a caminhar rua acima, até chegarmos na frente de uma pré-escola onde os pais iam buscar seus filhos no horário da saída. Tinham bancos espalhados por ali, sentamos em um desses bancos.

– Então, o novo namorado da sua mãe ele não gostava de você? – Eu perguntei depois de um tempo de silencio. Ela deu uma risada seca e encarou as crianças correrem em direção aos pais.

– Não. Ao contrário. Ele gostava demais de mim. – Ela disse com a voz tremula.

E quando eu entendi o que aquelas palavras queriam dizer eu levantei puto do banco, tremendo de raiva.

– ELE... – Respirei fundo e controlei minha voz pra não gritar como estava fazendo. Puxei os cabelos, enraivecido. Ela me olhava assustada. – Ele abusou de você? – Perguntei em um sussurro desesperado. Ela baixou os olhos me dando à confirmação. Fechei as mãos em punho querendo muito socar alguma coisa naquele instante.

– Ele tentou. – Ela disse com a voz baixinha. – Ele ainda tenta. Mas eu achei um jeito de escapar. – Eu respirei fundo forçando a me acalmar e voltei a sentar ao seu lado no banco.

– Você... Você foge pras noites não é? – Eu disse. E ela sorriu.

– No começo, eu tinha medo. Eu não queria sair por ai sem rumo e dar de cara com pessoas iguais a ele. Então eu ia pra casa da Thalia, a amiga que você conheceu hoje, eu ia pra lá passava a noite toda e depois Hermes ia me buscar com o motorista. – Eu devo ter feito uma cara confusa porque ela riu. – Hermes é meio que meu pai postiço, ele era mordomo mas acabou cuidando de mim melhor que a minha mãe. – Eu assenti e ela continuou. – E isso funcionou até os 14 mais ou menos, até eu descobrir que o pai dela a violentava também. – Fechei os olhos em descrença. Como pode, o próprio pai. – Ela não sabe que eu sei. Mas a partir dai, eu não ia mais à casa dela. Eu ficava vagando por ai na noite. Procurava os lugares mais agitados pra evitar ficar sozinha e consequentemente quando eu comecei a ganhar corpo os caras se interessavam e me deixavam entrar nas festas, eu bebia e esquecia de muita coisa, ficava com alguns caras mas nunca deixei que tocassem demais em mim, tinha nojo. Eu estava me divertindo e isso era o suficiente pra me manter longe de casa. – Ela me olhou pelo canto do olho e eu a encarei sem nenhuma expressão aparente.

– Tem noção do quão forte você é? – Eu lhe perguntei e ela bufou em deboche. Peguei ela pelo queixo e encarei seus olhos cinza cheios de dor. – Você enfrentou isso tudo, sem ajuda nenhuma...

– Eu fujo. – Ela disse baixinho. Eu ri inconformado.

– Você é esperta. Não se deixou abater pela morte do pai e ainda tem que aguentar um porco nojento atrás de você. Sem ninguém pra ajudar Annie. Você nunca falou disso com ninguém antes? Imagina o mal que estava te fazendo todo o tempo? – Seus olhos cinza se encheram de água, mas eu vi que ela tentava segura-las. – Há quanto tempo você não chora Annie? – Eu perguntei e ela soluçou deixando escapar uma lágrima. A abracei firmemente sentindo-a tremer por conta do choro. Ela se agarrou a minha camiseta como se eu fosse um bote salva vidas. Eu não disse nada, apenas a deixei chorar enquanto acariciava seus cabelos loiros.

Ficamos um bom tempo ali apenas abraçados até seu choro se acalmar e eu ouvir apenas algumas fungadas. O sol se pôs, a escola fechou e um vento frio soprou fazendo-a tremer.

Ela levantou a cabeça, que estava enterrada em meu peito, lentamente. Quando a olhei não pude conter a risada. Ela me olhou confusa enquanto ainda fungava.

– Aquele negócio que você passou nos olhos. – Limpei suas lágrimas pretas escorridas por sua bochecha e ela riu envergonhada. – Você está com uma cara inchada de choro e com os olhos borrados de preto. Parece um panda fofo. – Ela me deu um tapa no braço, mas sorriu me deixando limpar seus olhos. Ela tremeu novamente e eu cheguei mais perto e coloquei o braço sobre seus ombros. Ela deitou a cabeça no meu ombro e ficamos em silencio por alguns minutos.

– Eu estraguei nossa tarde de bebedeira né? – Ela disse, eu sorri e beijei sua testa.

– Não mesmo. Foi uma tarde incrível. – Ela deu um risinho e eu apoiei minha cabeça contra a dela sentindo o cheiro de limão que vinha dos seus cabelos.

– Nós só falamos sobre mim. – Ela virou a cabeça pra cima pra me olhar e nossos rostos ficaram tão próximos, deuses quando foi que eu fiquei tão próximo assim de uma garota (e não é qualquer garota, é uma loiraça) e não a beijei? – Mas e você moreno? O que tem pra me contar? – Ela mexeu distraidamente na gola da minha camiseta.

– Hmm como eu já disse, eu perdi minha mãe há 4 anos atrás e foi um baque na minha vida. Ela era minha vida eu me espelhava completamente nela, era a pilastra que sustentava eu e meu pai.

– Ela era o que? – Sorri.

– Costureira, ela costurava vestidos pra gente rica e mesmo assim não ganhava dinheiro. Ela fez uma viagem pro litoral pra remendar o vestido de uma dessas nojentinhas e no porto conheceu meu pai. Ali ele deu adeus a sua vida de mulherengo. – Ela riu.

– Ah então dai vem a sua fama de mulherengo. – Eu sorri.

– Minha mãe, dona Sally, dizia isso sempre.

– Como era sua mãe? . – Ela sorriu e fechou os olhos se aconchegando mais em mim, sua respiração quente batia no meu pescoço suavemente me causando arrepios. Deslizei meus dedos sobre seu braço desnudo.

– Ela era incrível. Dava duro pra manter o aluguel de casa junto com meu pai que depois que se casou desistiu da vida de sair pelo mar e ficar longe dela então foi trabalhar de vendedor em uma loja de borrachas. Por isso eu pego bico de garçom quando não estudo, sem ela ficou ainda mais difícil.

– E como arruma dinheiro pras festas? – Ela perguntou surpresa.

– Geralmente eu ganho os convites, sabe, sendo garçom recebo muitas cantadas e geralmente vem acompanhado de convites open bar. – Ela gargalhou causando uma sensação gostosa ao pé do meu ouvido.

– Você é muito cara de pau. – Eu sorri.

– Sou apenas gentil, minha mãe disse para nunca contrariar as mulheres. – Ela riu e suspirou se levantando. Eu gemi em desgosto e a puxei de volta pros meus braços. – Onde vai?

– Eu queria muito ficar a noite toda aqui, mas tenho aula amanhã cedo. – Assenti e a deixei levantar.

– Também tenho, mas seu padrasto não está em casa agora? – Seu rosto endureceu.

– Provavelmente, se eu tiver sorte ele já está dormindo. – Eu assenti e me levantei também.

– Você pode me emprestar seu celular pra eu ligar pro Grover? O meu acabou a bateria. – Ela puxou do bolso e me entregou. Disquei meu próprio número e esperei tocar observando sua cara de choque. Sorri e desliguei.

– Safado! – Ela disse rindo, eu salvei meu número no seu telefone e devolvi. Dei de ombros.

– Agora eu tenho seu numero. – Pisquei pra ela e peguei meu celular, gravando a última chamada recebida e ligando pro Grover. – Fala cara, estamos aqui na frente daquela escola que tem perto do bar.

– O que estão fazendo ai cara?

– Conversando.

– Hmmm beleza, passo ai daqui a pouco estou por perto mesmo.

– Valeu velho. – Eu disse e desliguei. – Ele não vai acreditar que eu sai com alguém e não fiz nada. – Ela riu e se aproximou.

– Mas ainda dá tempo de acontecer. – Eu sorri e a segurei pelos ombros.

– É, mas sabe, eu queria fazer tudo certo pelo menos uma vez. Tipo beijo no terceiro encontro. – Ela ergueu a sobrancelha loira descrente.

– Eu não faço ideia de onde você tirou isso, mas se você for pensar bem, esse é o nosso terceiro encontro. O primeiro foi na festa, o segundo ontem e agora este. – Ela disse e eu processei aquilo por um momento e sorri.

– Você é muito esperta. – Ela riu e colocou os braços em volta do meu pescoço. Acariciei seu rosto de porcelana deslizando minha mão até seus fios loiros da nuca. – E eu não aguentaria por mais tempo mesmo. – Ela riu e terminou com o espaço entre nossas bocas.

Tomei seus lábios em um beijo lento e arrepiante. Seus lábios doces moldavam os meus da maneira certa e sua língua quente parecia dançar a mesma dança que a minha. Chupei seus lábios, faminto e a ouvi gemer sobre os meus. Apertei sua cintura a colando mais a mim e a senti ficar na ponta dos pés arranhando minha nuca me proporcionando arrepios por todo o corpo. Sorri em meio ao beijo e a peguei no colo colocando ela no meio fio pra que não precisasse se erguer.

– Baixinha. – Murmurei, ela riu e mordeu meus lábios enquanto puxava meus cabelos. Deixei escapar um gemido e abri os olhos encontrando os seus, me olhando divertida. – Sou só eu... – Minha voz saiu rouca enquanto eu era hipnotizado pelos seus olhos cinza que estavam mais brilhantes aquela noite. – Ou você também sente esses arrepios por aqui? – Desci meus dedos pela sua coluna e ela fechou os olhos mordendo os lábios inchados. Os puxei com os dentes fazendo ela me encarar.

– Não. Eu também sinto. – Ela disse e roçou nossos narizes. – Agora faça uma coisa melhor do que falar e me beija. – Eu sorri e voltei a beija-la.

– Heeey alguém ai pediu um taxi? – Ouvimos Grover gritar e dar duas buzinadas. Ela riu e terminou o beijo. Eu lhe roubei um selinho e a abracei pelos ombros pra esquenta-la. Grover tinha um sorriso enorme na cara quando entramos no taxi. – Entãão pombinhos? Pra onde vamos? – Ele disse fazendo graça. Revirei os olhos.

– Pro mesmo lugar onde nos pegou. – Ele assentiu e saiu com o carro. Percebi que não tinha ligado o contador, sorri.

Passamos o caminho todo em silencio e quando chegamos eu não estava pronto pra me despedir.

– Te vejo amanha? – Ela deu um sorriso de canto.

– Isso está ficando bem sério em? – Ela disse levantando uma sobrancelha. Dei de ombros.

– É só você ir almoçar lá de novo e não seria um encontro marcado. – Ela riu. – E também, já ta na hora de tomar tento não acha? – Ela riu ainda mais.

– Não sei não, acha que eu posso confiar nele Grover? – Nós rimos. – Vamos ver como isso caminha ok? – Ela piscou e se aproximou pra me dar um beijo no rosto, segurei seu queixo e busquei sua língua com a minha ela sorriu e me deu um beliscão.

– Ai Annie! – Seus olhos brilharam ao ouvir o apelido. E eu tive que sorrir.

– Grover está ai! – Ela riu, mas se inclinou e me deu mais um beijo. – Boa noite moreno. – Ela saiu do carro.

– Boa noite loira. – Ela sorriu, deu a mão pra Grover e ele a beijou.

– Até uma próxima gata. – Ela riu e eu lhe dei um tapa na cabeça. Sai do carro e a agarrei pela cintura enquanto ela se virava. Ela gargalhou e eu a virei lhe dando um último beijo.

– Você é muito viciante. – Dei vários selinhos nos seus lábios rosados e ela riu me empurrando pelo peito. – Se cuida. – Ela entendeu o que eu quis dizer e sorriu.

– Vou me cuidar. Não to mais sozinha. – Ela disse e eu sorri assentindo.

Eu a deixei ir e entrei no carro ao lado de Grover. Ele demorou um pouco pra sair olhando pra minha cara abobada.

– Ela é especial cara. – Eu disse depois de alguns minutos de silencio e ele explodiu em uma gargalhada.

– Percy Jackson, levando a garota pra sair e ainda diz que ela é especial. – Ele tamborilou os dedos no volante ainda rindo. Eu sorri.

– Pra você vê como eu tenho razão. – Encostei a cabeça no banco e fechei os olhos passando a mão sobre os lábios. Eu parecia um adolescente depois do primeiro beijo.

...

POV Annie

Me encostei na porta da cozinha e ofeguei colocando a mão sobre os lábios.

Deuses. Eu estava sorrindo feito uma boba.

Sorrindo de verdade.

Feito uma adolescente que teve o primeiro beijo roubado.

Depois dos 20 ter essa sensação. Eu sorri e escondi os rosto entre as mãos.

– Hey, que carinha é essa? – Hermes disse aparecendo na cozinha. Eu suspirei feliz e fui de encontro a ele o abraçando, ele me olhou surpreso, eu não era muito de abraçar. – Que olhos brilhantes minha menina. – Ele disse me avaliando. – O que houve?

– Encontrei o príncipe mais cafajeste de todos. — Beijei sua bochecha e subi suspirando pelas escadas.

Quando cheguei à porta do meu quarto ouvi a porta do quarto da minha mãe abrir e Ares botar a cabeça pra fora me observando. Não pensei duas vezes antes de me trancar no quarto.

Ele não estragaria minha noite.

Não essa noite.

Tirei minha roupa deixando tudo pelo caminho mesmo e deitei sobre a cama ainda sorrindo. Olhei pra foto do meu pai sobre o criado mudo e eu sorri ao lembrar dele.

Pela primeira vez em anos.

Eu não posso criar esperanças, afinal ele é tão cafajeste quanto eu.

Mas me fez tão bem.

Encarei bem a foto do meu pai como se ela tivesse todas as respostas.

– O que você diria? Eu já confiei nele contando a minha vida toda! – E é claro a foto não falou comigo nem nenhum sinal do céu veio pra me dar alguma ajudinha. Mas só de ter a sensação de não estar abandonada já era o suficiente. – Se você quer saber, eu vou me jogar de cabeça, porque se der errado pelo menos eu vou ter a chance de ser feliz não é verdade? – Peguei meu celular e procurei seu número.

Percy o moreno sexy

Gargalhei. Ele é impossível.

Voltei a olhar pra foto e sorri.

– Eu te amo pai. — Disse antes de adormecer.

...

Notas finais
Então, devem estar pensando. mas q porra??? q cafajestes mais fofinhos.... carma povo. a-g-u-a-r-d-e-m. hohohohohohohoho