These Gray Eyes
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Acordei na manhã seguinte e vi que Thalia já tinha levantado e provavelmente já estava na aula, ela fazia filosofia, vai entender o que leva a pessoa a fazer isso. Eu me levantei e abri as cortinas. O sol quase me cegou. Senti um gosto horrível na boca e me dei conta que nem escovei os dentes antes de dormir. Eca.
Fui até meu banheiro e comecei a escovar os dentes. Meu despertador tocou avisando que eu tinha prova de física hoje. A maioria das pessoas no curso de arquitetura reclama pela quantidade de física que temos que aprender “ain eu não fiz civil pra estuda tanta física assim” afe, povo ridículo.
Liguei a torneira da banheira e fiquei me encarando em frente ao espelho.
Meus cabelos loiros e ondulados invejados por tantas pessoas até que estava bem depois de uma noite daquelas. Meus olhos cinza estavam apagados, sem brilho algum, mas isso já era rotina, há tempos que eles não brilhavam. Meus seios grandes e a cinturinha fina acompanhados da bunda empinada e de pernas grossas era a resposta do porque eu conseguia ficar com tantos caras, e também o porquê do meu padrasto andar atrás de mim. Estremeci de nojo daquele canalha. Se aquele infeliz chegar perto de mim novamente eu não sei o que sou capaz de fazer. Acima do meu seio esquerdo tinha uma marca marrom, não me deixando esquecer da época em que eu era idiota, sim eu já fui mais idiota do que sou agora. Fechei os olhos tremendo de raiva.
Caminhei até a banheira e desliguei a torneira, entrando na água quente. Soltei um gemido satisfeito e afundei a cabeça. Por um momento, a risada deliciosa daquele moreno desconhecido ao mesmo tempo tão conhecido me veio à memória e eu me arrepiei. Tirei a cabeça da água respirando fundo.
Tentei esquecer aqueles lábios vermelhos e a cor penetrante dos seus olhos, mas quanto mais tentava mais eu me lembrava dele. Sorri, lembrando das conversas de ontem anoite.
Terminei de tomar meu banho rapidamente e me troquei.
Coloquei o moletom do meu curso, um jeans e um allstar. Não passei nenhuma maquiagem e meus cabelos estavam presos. Eu não queria chamar atenção de ninguém. Vai que alguns dos caras que eu peguei ontem lembrasse de mim? É raro acontecer, mas vai que.
Peguei minha mochila em cima da escrivaninha junto com as minhas anotações. Eu poderia estudar um pouco mais antes de almoçar. Alcancei meu celular e meus fones de ouvido já os enfiando na orelha e desci as escadas rapidamente.
– Não vai tomar café? – Escutei Hermes dizer e sorri dando meia volta e sentando na mesa da cozinha.
– Olá. – Disse e plantei um beijo na sua bochecha e como sempre ele corou. – Você ama me engordar né? – Peguei a Waffle com caramelo, minha preferida, e cortei um pedaço enfiando na boca.
– Querida, mesmo se você comer um elefante não engorda. Continuará linda como sempre. – Sorri pra ele.
– Concordo. – Ouvi a voz daquele porco atrás de mim e fechei a cara.
– Tenho que ir Hermes. – Peguei mais um pedaço da Waffle e sai rapidamente pela porta dos fundos.
Entrei no meu carro e dirigi até a universidade. Mandei um sms pra Thalia assim que liguei o alarme
“Já estou aqui, te espero no restaurante” – Ela me mandou uma em seguida.
“Sempre chegando mais cedo, nerd. Mas hoje nós vamos almoçar em outro lugar, é um lugar novo e que todo mundo está falando que é fantástico!” – Revirei os olhos.
“Espero que não seja tão caro.”
“Você é rica, porque se preocupa tanto com o quanto vai pagar no seu almoço?” – Bufei.
“Não é só porque meu pai era rico que eu vou sair torrando a grana dele por ai”
“Beleza Annabeth. Não, é o mesmo valor da comida do restaurante”.
“ótimo”
Ela me disse onde ficava esse novo lugar que servia uma ótima refeição e eu fui até lá.
Era um lugarzinho legal e até que já estava bem cheio levando em conta o horário. Entrei e peguei uma mesa no canto.
Puxei uma cadeira e coloquei minha bolsa em cima tirando de lá meus exercícios e comecei a refazê-los.
– Olá, posso ajuda-la? – Senti um arrepio e tive que sorrir ao levantar os olhos e instantaneamente encontrando olhos verdes me encarando. Por um momento suas sobrancelhas se franziram e um sorriso debochado se formou nos seus lábios. – Ora se não é a loira. – Eu ri.
– Não faço ideia do que você está falando. – Eu disse colocando a franja atrás da orelha e voltando aos exercícios.
– Claro que sabe. Não se faça de idiota que eu sei que você não é. Nunca esqueceria esses seus olhos cinza. – Voltei a encara-lo.
– Ora ora, quem diria que o pegador de ontem lembraria dos olhos de alguém. – Ele riu com gosto e o familiar arrepio subiu pelas minhas costas.
– Se você me perguntar como eu cheguei em casa ontem eu não saberia te dizer, mas de você eu não poderia esquecer. – Ele se apoiou na cadeira a minha frente e colocou o bloquinho que carregava dentro do avental. – Mesmo você estando completamente irreconhecível, seus olhos te entregam. – Eu ri.
– Por isso eu evito contatos visuais, mesmo os homens não se apegando muito a esses detalhes. – Ele riu.
– Ah sim, você é muito esperta. – Eu sorri e voltei aos cálculos. – Arquitetura em?
– Poisé. – Eu mordi a ponta do lápis e voltei os olhos pra folha.
– Vai pra festa de hoje? – Ele me perguntou e eu o olhei divertida.
– Claro, que tal uma aposta? – Ele me olhou desafiador.
– Aposta é? Isso é trapaça, você não tem que fazer muito esforço. Os homens são otários. – Eu ri.
– E é claro que você se enquadra nessa observação. – Ele deu um sorriso torto que ficou extremamente sexy.
– Se você está se referindo a estar em uma festa, ser cantado por uma loira gostosa e nem pensar duas vezes antes de agarra-la, sim. Eu sou um otário perfeito. – Eu gargalhei.
– Loira gostosa é? – Levantei a sobrancelha e mordi o lábio inferior para conter um sorriso.
– Definitivamente. Sabe que você fantasiada de nerd assim fico muito sexy, mordendo o lábio então. – Eu ri.
– Você é doido. – Ele deu de ombros.
– Talvez eu seja. Mas por enquanto, o que vai querer?
– Pode ser o prato do dia. 2 por favor, e uma coca pra acompanhar. – Ele anotou no seu bloquinho.
– Beleza loira, nos vemos hoje a noite. E está fechado, vamos apostar.
– E o que seria a aposta? – Ele parou e esperou um pouco.
– Não sei, depois eu penso sobre isso. Tenho que voltar a trabalhar. – Ele piscou e me deu a bela visão da sua bunda redondinha. Eu ri e terminei meus exercícios.
...
Bati a porta do taxi e acenei. Ele era um bom motorista, pelo menos não deu várias voltas tentando me enganar e ganhar mais com isso.
Olhei pra dentro da casa e sorri. Estava uma zona, eu nem havia chegado tão tarde assim, afinal eu tinha aula amanha de manhã. Assim como a maioria desses otários.
Na primeira impressão, você não consegue ver nada além de alguns vultos se agarrando e luzes coloridas piscando pra todo lado.
E é claro, cheiro de maconha em toda parte. Isso é horrível de sair do cabelo.
Mas essa é só a primeira impressão, quando você se acostuma consegue distinguir algumas coisas.
Tipo agora, meu foco era o moreno que estava no bar.
– Não começou sem mim né? – Cheguei ao seu lado e encostei nossos braços. Seus olhos verdes se viraram na minha direção, e eu pensei em como ele poderia ter ficado ainda mais bonito desde hoje de manhã.
– Fala sério. Você não é um fruto da minha imaginação né? – Ele disse e me entregou a sua cerveja. Eu gargalhei e aceitei, posso dizer que eu curto muito dividir a garrafa com ele?
– Você tem uma imaginação tão fértil assim? – Ele deu de ombros mas seu olhos não desgrudavam dos meus. Isso era diferente.
– Todo homem imagina uma mulher que seja certinha e ao mesmo tempo extremamente sexy. – Eu sorri.
– Segundo a minha amiga, eu sou uma criatura estranha que deveria ser estudada. – Eu lhe devolvi a garrafa e o vi passando a língua nos lábios antes de falar.
– Eu não me incomodaria em te estudar. – Deu um sorriso completamente marcante e tomou um gole da cerveja.
– Ok, poderemos dar inicio a nossa aposta? – Ele terminou com a sua cerveja e sorriu pra mim.
– Claro. Mas eu ainda acho uma covardia, olha pra você. – Eu segui seu olhar, e não vi nada demais.
– Vai por mim, existem muitas vadias aqui hoje loucas pra ficar com alguém, trair o namorado ou coisa parecida. E se isso foi um elogio, você também não está nada mal. – Eu pisquei e me virei avaliando a pista de dança – Leia-se sala de estar.
Tinha um cara loiro no canto e parecia meio deslocado ali. Provavelmente ele tinha uma namorada e foi arrastado pelos amigos. Ele não era de se jogar fora. Sorri e fui até lá.
– Oi. – Eu me aproximei e não olhei, como sempre faço, ele me analisou e o vi fechar os punhos com força.
– Olá.
– Me parece meio perdido. – Cheguei ainda mais perto e o senti respirar fundo.
– Olha moça. – Sério, ele vai me atender? Parece aqueles vendedores super desinteressados. – Eu tenho namorada. – Sorri, na mosca. Passei minha mão pelo seu peito e o senti se contrair.
– Que ingenuidade a dela. Deixar o namorado gato vir sozinho em uma festa. – Passei a língua pelos lábios e vi ele me encarando.
– Tecnicamente, ela não sabe que eu estou aqui. – Sorri e cheguei bem perto do seu rosto.
– Hmmm mais uma mentirinha não seria problema não é? – Ele me fitou por um tempo até finalmente me beijar.
No começo até que estava tudo certo. Ele até que beijava bem, comparado aos bulldogs é claro. Mas ele tinha a língua muito morta.
Eu não me demorei muito com ele.
– E então? – O moreno me perguntou assim que me aproximei. Peguei a garrafa da sua mão e tomei um bom gole.
– Ele tem namorada, mas não foi muito resistente.
– Cara, pra que a pessoa namora se é pra trair a namorada? – O olhei questionadora. – O que? Eu posso ser cafajeste, mas não to iludindo ninguém. – Dei de ombro concordando com ele.
– Mas sinceramente, eu entenderia porque a namorada dele deixaria ele vir sozinho a uma festa, pra ve se ele aprende a beijar. – Ele gargalhou.
– Que linguinha afiada você tem em.
– Pode ter certeza que ela é bem melhor do que aquela que ele estava velando na boca. – Ele riu ainda mais. – E você, qual vai ser?
– Eu sinceramente estou pensando em desistir disso. Geralmente eu venho aqui pego algumas meninas e isso basta. Mas eu tenho uma boa companhia essa noite. – Ele me olhou, me dando uma sensação muito reconfortante.
– Não vai tirar o corpo fora vai! Pelo menos uma. – Ele riu e tomou a garrafa da minha mão.
– Tudo bem. – Ele passou os olhos pela festa e sorriu. – Eu já volto. – Deu mais um gole e me entregou a garrafa. Eu o observei se aproximar de uma garota loira e isso me incomodou. Virei o que tinha na garrafa.
Vi como ele a induzia e que não precisou de muito pra estar se agarrando com ela. Também, ele é intimidantemente lindo. Se ela recusasse seria uma otária.
Eu o observei desconfortável, quando ao acabar o beijo a garota te-lo agarrado pelo pescoço. Ele se virou pra mim com um pedido de socorro. Eu ri, pedi alguma bebida vermelha qualquer no bar e fui ao seu encontro.
Quando cheguei perto o suficiente, fingi tropeçar e derrubei a bebida no vestido branco dela.
– Oh meus deuses! Me perdoa, eu estou tão bêbada. – Fingi ter uma crise de choro e a garota me olhou apavorada.
– Não, tudo bem. – Ela se virou pro moreno e hesitou. – Me espere aqui George eu já volto. – Ela tentou lhe dar um selinho, mas ele virou o rosto.
– Claro, estarei bem aqui. – Ele a segurou pelos ombros e ela sorriu se afastando da gente. Quando perdi ela de vista o puxei pelo pulso e fomos pro lado de fora da casa rindo.
– George? Sério? – Ele riu.
– Qual é, estou sem repertórios. Mas por que, você não sabe meu nome e se fosse mesmo George? – Ele disse sério e eu ri ainda mais.
– Porque você não tem cara de George.
– E eu tenho cara de que? Duvido que acertaria meu nome. Minha mãe foi bem excêntrica ao escolher. – Eu ri sarcástica.
– Pode até ser, mas pior que o meu definitivamente não é. – Ele levantou uma sobrancelha.
– Agora fiquei curioso. Qual o seu nome? – Eu sorri.
– Não tão fácil bonitão. Os nomes têm poderes. – Ele riu e se aproximou de mim.
– Ok, sem nomes loira. – Ele colocou a mão na minha cintura e eu parei o encarando.
– Vai me beijar? – Eu perguntei debilmente. Fala sério Annabeth, que pergunta mais idiota de se fazer. Ele soltou uma risada pelo nariz e encostou sua testa na minha.
– Não. – Senti seu hálito de cerveja bater contra o meu rosto e me perguntei como uma pessoa poderia fazer com que hálito de cerveja cheirasse tão bem. – Eu não quero estragar tudo entende? – Eu sorri e coloquei meus braços sobre seus ombros.
– Perfeitamente. Eu não quero que você entre para a minha lista, garçom. – Ele riu do modo como eu o chamei e apertou minha cintura. E admito que apenas aquele apertão, me deixou muito mais excitada do que o tempo desperdiçado com o “língua morta”.
– Nem eu loira. Até porque eu não divido minhas cervejas com qualquer uma. – Eu ri e acariciei sua nuca. Ele fechou os olhos e me trouxe mais pra perto dele.
– Então o que estamos fazendo? – Perguntei baixinho. Ele me afetava demais.
– Curtindo. – Sua mão subiu pela minha coluna e ele massageou meus cabelos da nuca. – Curtindo uma noite agradável em uma ótima companhia. – Eu sorri e sem querer deixei escapar um gemido satisfeito pelo carinho, ele riu.
– Não me julgue, esse é um ponto fraco. – Ele sorriu e abriu os olhos. Colocou meu cabelo pro lado e desceu seu nariz pelo meu pescoço. Todos meus pelos se arrepiaram e ele passou a mão pelos pelinhos loiros do meu braço.
– É bom saber disso loira. – Ele murmurou contra o meu pescoço deixando alguns beijos por ali. Ai deuses. Desci minhas unhas pela suas costas e o abracei pela cintura. – Você tem um cheiro maravilhoso. – Eu sorri e também encostei meu nariz no seu pescoço sentindo seu cheiro delicioso e característico.
– Você também.
Ficamos assim por um tempo, pra ser mais exata, até meus pés reclamarem de dor por estar de salto. E foi tão bom. A sensação de ser abraçada sem nenhum outro motivo aparente. Apenas por abraçar.
Por curtir a companhia de outra pessoa.
Eu não me lembro da hora em que fui embora. Mas me lembro de deitar na cama sorrindo e de me agarrar as cobertas como se ainda estivesse abraçada a ele.
E assim eu adormeci.
...
s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2
NA:// Gente é o seguinte, sobre meu gremista. Muitos me pediram uma segunda temporada, mas eu realmente achei melhor terminar por isso mesmo, mas como vcs sao lindas demais e pra nao deixar ninguem na mao eu fiz um epílogo (EEEEEEEEEH).
Como marquei a fic como terminada nao consigo add esse ultimo cap q está show de bola, entao vou postar como uma nova fic (O EPILOGO) q esta nesse link:
http://fanfiction.com.br/historia/436299/O_epilogo_-_meu_gremista/
Pros meus gremisteiros matarem as saudades desse povo doido e pra quem esta acompanhando essa e quer ler a meu gremista ta ai:
http://fanfiction.com.br/historia/380047/Meu_Gremista/
É isso, bjos =*
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