These Gray Eyes
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Nova fic ai em, espero q vcs gostem s2
Se eu sou uma garota completa?
Pode-se dizer que sim.
Afinal, eu sou linda, gostosa, e inteligente.
Fala sério, eu sou incrível.
- Annabeth, você meio que acabou de pegar o cara mais cobiçado dessa universidade! – Thalia me disse. Eu sorri e limpei os lábios.
- É não é? Mas que eu saiba não é ele que tem um irmão gêmeo? – Ela acenou e apontou pros dois. Eu estava escondida pra que ele não me visse. O cara era bonito, mas um pé no saco! Fazia esporte então tinha um cérebro do tamanho de um amendoim. – Qual que eu peguei? – Disse virando o ultimo gole da minha bebida.
- O de camiseta rosa. Connor.
- Humm. – Ele me procurava pela multidão, deixando seu irmão sozinho no canto. Sorri. – Acaba de me ocorrer uma coisa.
- O que?
- Eu não vou pegar só o cara mais cobiçado da universidade, como também seu irmão gêmeo! – Pisquei pra ela e sai da mesa em direção ao outro. Ela tentou me impedir, mas por quê? Eu estava no controle da situação, e me divertindo muito. – Oi. – Cheguei perto dele e disse um oi tímido, baixinho. Eu mexia os quadris no ritmo da música e não o encarava nos olhos.
Eles adoram uma garotinha tímida.
- Olá. – Pela visão periférica eu via seus olhos me comendo. – Está sozinha? – Segurei a vontade de revirar os olhos. Cara, o irmão dele estava me procurando desesperado e ele não estava nem ai. Ignorei sua pergunta estupida e acenei. – Você quer dançar? – Gente, é uma anta! Eu já estava dançando. Fala sério, Cono, Commor, ou seja lá qual é o nome do outro lá, pelo menos ele era mais rápido. Acenei novamente e me virei pra ele. Ele deu um sorriso safado e me pegou pela cintura –aleluia senhor!- eu sorri e rocei meu corpo contra o dele.
Ele tentava me olhar nos olhos, mas eu não deixava. Era meio que uma marca minha, os olhos cinza. Tudo graças à estupida da minha mãe, eu não queria ser reconhecida nem lembrada por ninguém. Não era assim que eles queriam? Uma ficada, uma trepada e adeus. Suma. Pois era assim que eu fazia, lhes dava o grande prazer de ficar comigo e sumia. Eles nunca se lembram dos olhos, a maioria só quer saber do que você tem entre as pernas e quando vai abri-las e dar pra eles. Mas é melhor não arriscar.
Já tinha acabado a música, e já estava na metade da outra. Ele estava demorando muito, qual é eu não tenho a vida toda aqui, tem muitos caras bonitos nessa festa pra eu pegar!
Eu estava quase desistindo quando ele finalmente resolveu fazer alguma coisa.
E francamente.
Luke, aquele carinha que também fazia esporte, beijava bem melhor que esses “gêmeos tão cobiçados”. Até mesmo o panaca do Jasão! Ou era Jason? Ahhh Leo também, uhhh aquele cara era quente, pena que se apaixonou por uma tal de Calipso. Que burrice se apaixonar! Com ele até que rolava um remember.
Foda-se, eu sei que esse cara abria a boca demais, suas mãos ficavam muito paradas na minha cintura e sua língua afoita estava me deixando toda babada.
Enrolei ele por mais um tempo ali, aguentando aquela língua babada dele. O cara parecia um Bulldog de tanto que babava. Eca.
- Hmm eu vou ali no banheiro rapidinho ok? – A velha desculpa do banheiro que nunca falha. Ele sorriu e assentiu me largando. Quando me virei pra fugir ele me puxou pelo braço e fez a seguinte pergunta.
- Espera! Qual o seu nome? – Sorri pra ele e inventei mais um.
- Carla. Meu nome é Carla. – Pisquei e me soltei do seu aperto, entrando em um cantinho escuro que tinha ali.
Coloquei a cabeça pra fora observando ele ficar perdido me procurando e trombar de encontro com o irmão que também estava me procurando. Aiai só diversão. Eu ri.
- Fugindo também? – Ouvi uma voz rouca sair da escuridão e dei um pulo, levando um susto do caralho.
- É pois é. – O cara saiu das sombras e eu me virei pra ele.
Ele tinha os cabelos pretos feito piche, era branco, alto e muito gostoso. Sua pose desleixada o deixava ainda mais atraente. E o jeito com que segurava a garrafa de cerveja e levava aos lábios vermelhos direto no gargalo era surpreendentemente sexy. Seus olhos verdes faiscavam divertidos na minha direção enquanto sua risada ainda ecoava pelo local escuro. Fala sério, se esse cara estudava lá na universidade, quem quer saber dos gêmeos bulldog??
- Somos dois. Aquelas gêmeas são insuportáveis. – Eu ri da tamanha coincidência de estarmos fugindo de gêmeos.
- É porque você não acabou de beijar os “bulldogs gêmeos” do esporte. – Eu disse me encostando na parede ao seu lado. Ele soltou uma risada rouca, que eu devo admitir, me arrepiou um pouquinho e me ofereceu a cerveja que estava bebendo. Dei de ombros e peguei. Por que não né?
- Sério? Pegou os dois do esporte? Eles não são, tipo, os mais..
- Cobiçados da universidade. – Ele riu e eu dei de ombros sorrindo também. – Pra você vê, não são lá grandes coisas assim. São lerdos, sem papo algum e babam demais. – Ele riu novamente e eu o encarei ouvindo aquela risada melodiosa.
Ele parou de rir e me encarou. Sai do transe por um momento e olhei novamente pra fora. Os gêmeos se foram.
- Foi ótimo conversar com você estranho. Mas tenho que partir. – Ele me segurou pelo braço e me colou na parede do lado de fora do beco escuro. O encarei surpresa. Ele me deu um sorriso torto.
- Eles estão ali do lado. – Virei o rosto pra ver e realmente estavam. Eu ri e o encarei.
- Valeu moreno. – Eu ergui sua cerveja em um brinde e virei. Ele riu.
- Não por isso loira. – Ele olhou pro lado e se encostou mais em mim ficando com o rosto muito próximo ao meu. Deuses que olhos são esses? – Posso te pagar uma bebida? – Eu ri com a sua tamanha cara de pau.
- A festa é open bar. – Eu disse e o empurrei pelo peito e fui em direção do bar e pedi duas cervejas.
- Exatamente por isso. – Ele riu e se apoiou no balcão ao meu lado. Pegou a cerveja e tilintou na minha. Olhei pra frente dando uma olhada no cardápio. Tinha uma morena me fuzilando com os olhos e comendo o moreno ao meu lado ao mesmo tempo. Eu ri e apontei com a cerveja na direção dela.
- Morena, à esquerda. – Eu disse ele olhou pra ela e sorriu.
- Ahh eu prefiro as loiras. – Ele disse e piscou pra mim. Eu gargalhei.
- Faça uma caridade pra coitada. – Tirei a cerveja da sua mão e ele fez um beicinho muito lindo. Passei os olhos pelo lugar e vi um cara me olhando. Era loiro e baixinho demais pro meu gosto, mas valia alguns minutos do meu tempo. – Assim como eu vou fazer com aquele carinha ali. – Coloquei as bebidas sobre o balcão, ele sorriu pra mim e passou a língua sobre os lábios vermelhos.
- Te encontro lá daqui a alguns minutos. – Eu pisquei pra ele e fui em direção ao carinha.
...
Eu já estava meio alta apoiada no moreno enquanto compartilhávamos a mesma bebida e experiências.
- Aquela ruiva ali. Se acha a gostosa, não pegou ninguém desde que chegou aqui mas não para de te olhar de esguelha. – Ele riu e eu tenho que admitir que sua risada era maravilhosa.
- Mas seu ego enorme não vai leva-la a lugar nenhum. Ela nem é lá grandes coisas assim. Metida demais. Se eu chegar nela ela vai se fazer de difícil. E eu não tenho paciência pra isso, se valesse a pena pelo menos. – Eu ri.
- Com esse tipo de garota você não tem que ir com papo. Você fica só rondando por ali e dando uma de santinho safado. E quando ve já pegou. – Me virei pra ele e passei as mãos pelos seus cabelos, coisa que eu estava com vontade de fazer faz tempo. – Bonito você já é, ela já esta te encarando faz um tempo. – Ele sorriu pra mim e eu desborrei o batom dos seus lábios da ultima garota que ele tinha pegado e arrumei a gola da sua camisa. – Agora vai lá. – Peguei a cerveja das suas mãos e tomei um gole. Ele sorriu pra mim e se aproximou.
- Tem um cara ali atrás que não para de secar a sua bunda. – Eu ri e me virei para olha-lo. Não era lá grandes coisas mas eu não estava fazendo nada mesmo. – Pra você é muito mais fácil, não tem que fazer joguinho. – Eu ri.
- Isso é porque você não tem seios. Não tendo seios não tem argumentos. E vocês homens são muito fáceis de enrolar. – Pisquei e fui até o carinha que só faltou botar a língua pra fora quando me viu andando na sua direção.
...
- Sério mesmo? Eles são tão ruins assim? – Ela me perguntou assim que entramos no taxi. Eu ri levando a garrafa a boca e tomando mais um gole (não, eu não lembrei do modo como ele levava a garrafa aos lábios).
- Horríveis! Ou melhor, detestáveis se você preferir. – Ficamos em silencio por um momento.
- Vou posar na sua casa. – Ela disse e eu assenti. Por mais que eu tenha problemas em casa, Thalia também tinha e conseguia ser pior. Pelo menos meu padrasto tentava, já o pai dela... Não que ela saiba que eu sei.
- Eu sei. Você sempre vai. – Virei o resto da cerveja.
Entramos dentro da mansão do meu pai pela porta dos fundos. Tirei os saltos e ascendi às luzes.
Ergui os olhos e vi minha mãe com suas olheiras profundas e os olhos vermelhos de tanto chorar, sentada no balcão da cozinha com um copo de leite morno a sua frente. Havia uma época em que eu me preocupava com ela. Não mais. Ela deu seu sorriso vazio de sempre e falou com a voz tão vazia quanto.
- Que biscate em Annabeth Chase, acha que seu pai aprovaria esse seu comportamento? Isso é hora de chegar em casa? Deu pra quantos hoje filhinha querida? – Eu não respondi e subi as escadas.
Thalia subiu atrás de mim. Senti uma pontada no coração ao ouvir aquela inútil falando do meu pai.
Cheguei ao meu quarto e desabei sobre a cama, gemendo de desgosto ao ver a quantidade de livros, folhas, lápis e anotações espalhadas por ela. Levantei e comecei a catar. Os empilhei na minha enorme estante e organizei as anotações sobre a escrivaninha.
- Sabia que você é uma criatura estranha né Annabeth? Nerd de dia e biscate de noite. – Eu dei um sorriso sarcástico e comecei a tirar a roupa. – Sério, deveriam levar você para estudos porque não pode ser normal. – Suspirei e me joguei na cama, agora arrumada, apenas de calcinha.
- Você sabe onde fica o colchão, travesseiros e todo o resto. Se vira. – Ela assentiu e fuçou no meu guarda roupa atrás de alguma coisa pra vestir.
Eu me aninhei nas cobertas, virei pro lado e adormeci rapidamente.
...
Notas finais
bjos bjos
PS: Se tiver algum erro me perdoem!!
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