Theros e a Magia de Moongord
1 O nascimento de Theros
O céu naquela noite de chuva estava um breu, quem olhava para cima jurava que dava para ver um sorriso longo entre as nuvens, de quem seria? Ninguém sabe. Estava calmo o ambiente, uma praia com várias silhuetas de montanhas envolta da praia, e bem entre as montanhas estava um grupo grande de magos, curandeiros, alquimistas e criaturas místicas. Tremendo de frio ou de medo, estava um homem olhando para todos ao seu redor, e olhando para o fundo da praia, dava para ver a silhueta de três seres juntos olhando fixamente para o homem, o homem então com convicção diz.
— Eu não aguento mais, essa guerra tem que acabar, e agora! – disse Taifoun, um homem de pele caucasiano, cabelo de corte militar, olhos azuis, e bem formado nos peitos e braços, gritando alto que fez eco no ambiente das montanhas.
— O que queres fazer Sr. Nazeus? — Perguntou Eigval Bolorf, um homem com pele seca e fundos na bochecha, um queixo bem formado, olhos castanhos, cabelos penteados para trás.
— E se, a gente usar o último recuso, no caso a magia que deu errado? – Taifoun disse olhando fixamente para Eigval.
Na mesma hora chegou Nimbus Bolorf, irmão gêmeo de Eigval (Ele também tinha o mesmo penteado e roupa).
— Calma? Está falando da magia da morte? Senhor isso é suicídio.
— O que é suicídio? — Perguntou Nimbus sem entender, limpando o rosto molhado da chuva.
— Não há suicídio no sacrifício para um bem maior Eigval!
— Você tem certeza disso? Não se lembra que você vai ter seu segundo filho? — perguntou Eigval preocupado.
— Que magia é essa? Alguém me explica — perguntou Nimbus ficando irritado, querendo entender do que se trata o assunto.
Taifoun observou melhor a área, não dava para ver as criaturas mais, só os bruxos que lutam ao lado deles, ele precisaria de um plano, para chegar até eles sem morrer, sozinho não poderia fazer aquilo, Taifoun, se abaixa, e fica olhando para um ponto fixo no chão por alguns segundo, e olha para Eigval e para Nimbus, os dois eram idênticos.
— Nimbus, está magia, foi uma criação minha que deu errado.
— Ela se chama Kranios infernos, eu que dei o nome – completou Eigval dando um sorrio cauteloso.
— Como sabe disso? Como sabe de quem a usa também morre? — Perguntou Nimbus com uma esperança dele estar errado.
— Ele não tem certeza, pois quem realmente teve a ideia e os atributos para fazer essa magia fui eu, certo? – respondeu Eigval indignado com Taifoun.
— Por causa dos atributos usados, usados, é um poder muito forte, e gasta muito energia.
— Eu vou com você, eu tenho que ir! – Disse Nimbus sem pensar duas vezes.
— Eigval vai comigo, sabemos combater o mau juntos – disse Taifoun dando umas tapinhas no ombro de Eigval.
O local onde estavam era bem de baixa qualidade, paredes descascando, a água entreva pela aberta que lembra uma janela, alguns curandeiros voltavam da praia com mais feridos, aquilo era um cumulo para Taifoun.
Algumas pessoas ao redor, estavam desesperadas, batendo com as suas cabeça na parede, e olhando para Taifoun dando o anúncio do que iria fazer para acabar logo com a guerra, Nimbus olhou para Eigval que estava parado olhando para o céu de como se não estivesse preocupado com nada mais, Nimbus chega perto dele com a cara fechada e a mão também, ele ignorava os barulhos e a chuva em seu rosto.
— Foi você, não foi?
— Que? Do que está falando irmão?
— Essa guerra, quem criou foi você, eu te conheço, e sei que foi você!
Eigval respira fundo, e olha sério para o irmão, olha para Taifoun e dá um sorriso sem graça.
— Eu não fiz nada disso, mas se eu fosse você tomaria cuidado do John
Eigval se distância do seu irmão, e vai ajudar, um bruxo caído, Taifoun termina seu plano para todos que estavam lá presente, Nimbus se aproxima dele.
— Sr. Nazeus, do que precisa para usar esta magia?
— Que? Desculpa Nimbus, mas não tenho tempo para falar sobre isso agora, me desculpa.
— Senhor e se eu te contar que sei quem fez isso tudo?
— O relógio está passando, não posso me preocupar com isso agora
— Que droga, eu sei, é o meu irmão, ele fez isso.
— Fez o que? Nimbus?
Uma explosão, aconteceu perto deles, os bruxos queriam invadir o local deles, todos os bruxos, correram para proteger sua área, menos Nimbus, ele recuou para um lugar mais seguro, desistiu de falar com Taifoun. Pegou um papel, um pincel perto que estava perto dele, e começou a escrever uma carta no papel.
04/02/1967
Olá, me chamo Nimbus Bolorf, estou na guerra dos Tridas Mortais, eu sou o protetor do John Johnson, filho de Taifoun e Cyeta Nazeus, quero comunicar urgente, que de modo algum, se estiver algo de estranho, proteja a Cyeta, pois um bruxo chamado Eigaval Bolorf, que é meu irmão, quer matar o bebê que vai nascer, o John, quem queira que pegue está carta, ajude ela o mais rápido possível.
— Nimbus Bolorf
— Onde estão os mensageiros? – Nimbus olha para todos os lados
— Ele já foi entregar uma carta, são muitos senhores – respondeu um anão como segurando um livro de como sobreviver em uma batalha.
Nimbus então não teve escolhe, vai ter que fazer do modo mais perigoso, fez um avião de papel, e enfeitiçou a carta, para não molhar, e ir o mais rápido possível para o seu destino.
— Que está carta, não caia em mãos erradas – disse Nimbus com olhos fechados, se levantou, e tacou com força a carta, ele não sabia quantos dias a carta iria chegar, mas estava torcendo para chegar antes do nascimento, a carta em formato de papel de avião, voou rápido para o seu destino.
Os bruxos conseguiram deter os invasores, e voltaram aos seus postos. Nimbus observou a carta voar até sumir de vista, e se concentrou na guerra de novo, ele voltou olhou ao seu redor, e não viu Taifoun em lugar nenhum.
— Cadê o Sr. Nazeus? — Perguntou para um bruxo que estava fazendo um escudo mágico.
— Ele e o Eigval saíram para derrotar os Tridas Mortais, espero que dê certo o plano.
Nimbus, colocou a mão na cabeça, de desespero, tentou ir atrás, mas não parava de vim orcs e bruxos para cima deles, como Taifoun e Eigval passaram desse jeito?
Taifoun e Eigval estavam avançando em direção Leste, onde se localizava os Tridas Mortais, havia muito obstáculos pela frente, mas Eigval estava dando cobertura ao seu amigo.
A chuva caia, uma chuva gelada de mais, conforme eles iam se aproximando, o mundo parecia perder a sua cor, esperança, e a única coisa que eles poderiam aceitar na hora é que a paz vai se tornar só uma lenda, Taifoun queria desistir na hora, estava com o coração acelerado, mas Eigval parecia ser mais forte mentalmente do que ele, os outros bruxos que eram para fazer de tudo para matar os dois, pareciam fazer pouco caso a isso, pois não estavam dando tudo de si que nem nos dias anteriores da guerra, Taifoun continua se sentindo muito pesado, provavelmente é por causa dos Tridas, e seus poderes, mas “Por que Eigval não está sendo afetado?”, pensou seu amigo olhando por cima dos ombros, os dois estavam com frio e enxarcados, as vestes coladas ao corpo, mas nunca recuavam, Taifoun começou a se sentir estranho, sua visão começou a escurecer aos poucos, e caiu no chão, e seus olhos foram se fechando aos poucos.
— On...Onde estou? — perguntou Taifoun sem entender nada do que estava acontecendo. — Como vim parar aqui?
— Você morreu. — disse uma voz arrastada em algum lugar, e rindo como se tivesse contado uma piada muito boa
— Que? Como assim? Quem é você?
— Você faz perguntada de mais, está com medo, é medo, eu sei que é medo, hahahaha.
— Eu não tenho medo, sou um bruxo valente, só quero entender o que está havendo, e apareça se for valente igual a mim.
As coisas começaram mudar, tudo que era preto, agora Taifoun estava em uma casa, e olhou para um lado e outro, e reconheceu a casa, era do seus pais, ele morou com eles quando era criança, mas por que eles estava lá, a casa tinha dois andares, ele estava no andar de cima, no quarto dele, começou a andar e querer a entender tudo aquilo, olhou pela janela, o céu estava amanhecendo, as pessoas estavam andando normalmente, mas ele viu que encima de umas das casas que ficava do outro lado da rua, tinha uma criatura, acenando devagar para ele e seu sorriso ia crescendo cada vez mais, Taifoun desviou o olhar, e quando olhou de volta ele não estava mais lá, então Taifoun ignorou e continuou a andar pelo quarto, tinha alguém observando só com a cabeça atrás da porta, então Taifoun escutou um grito muito alto, tão alto que eles deu um pulo pra trás, se jogando em cima da escrivaninha, e olhou para a janela de novo e não tinha nada, o grito não era de nenhum lugar, mas foi tão alto, então ele escutou a televisão do lado de baixo da casa ligada, Taifoun foi saindo abriu a porta devagar, olhou em sua volta viu o banheiro no fundo do corredor aberta, mas ignorou, e enquanto ele saia, sem perceber, o homem que acenava sorrindo, estava no banheiro dele fazendo a mesma coisa, acenando e sorrindo vendo Taifoun descer as escadas. Ao descer para o andar de baixo olhou em sua volta, tinha duas pessoas na sala e uma na cozinha, Taifoun foi na cozinha primeiro e se assustou no que acabara de ver, era um goblin, ele estava todo machucado, estava resmungando enquanto fazia o café da manhã e olhando para Taifoun com ar de negação.
— Quem é você? O que está fazendo? — perguntou sem entender, chegando devagar perto dele.
— Você é burro? Ou o que? — debochou enquanto cortava o bacon – sou seu servo, ou melhor dizendo, escravo.
— Que? Mas como?
— Não posso ficar conversando com você, se não vou apanhar mais ainda.
Taifoun saiu olhando para o goblin e chegando na sala estava lá seus pais, sentados, vendo o jornal da manhã, estava passando notícias que os Tridas Mortais vão pôr mais soldados bruxos na rua a partir das 14 horas daquele mesmo dia. Taifoun observou que seus pais estavam velhinhos, mas como? Se eles faleceram no incêndio daquela casa.
— Mãe? Pai? O que está havendo?
— shhhh, estamos tentando ouvir aqui a previsão do tempo agora, vê se o nosso servo terminou, estou com fome – disse seu pai, Nill Nazeus.
Algo bate na porta, Taifoun olha para porta branca.
— Deve ser o jornal, pode pegar lá para mim, querido? — Pediu sua mãe, Loren Nazeus.
Taifoun vai até a porta e abre, olhando em sua volta, parecia até que normal, então olha para baixo e ver o jornal, nela tinha um símbolo, parecido com um tridente, nas laterais eram pontas grandes e no meio um pequeno e estava escrito, “Somos o futuro, graças aos nossos mestres Mortais”, Taifoun fecha a porta e abre o jornal para ler, lá estava escrito a seguinte manchete.
Comemoração de 10 ano da nossa vitória
Estamos muito felizes em dar está notícia, de comemora algo muito importante, nós batalhamos muito para mudar o mundo, mas foi graças a ele, Taifoun Nazeus, por ter se rendido, e agora todos nós fazemos parte dos Tridas Mortais, para comemorar, quero todos os bruxos com a marca do tridente no peito no centro da cidade.
04 de fevereiro de 1977.
Taifoun olha para os seus pais, chega perto com passos pesados, e pede para que seu pai mostrasse o peito dele, Nill naquele momento ficou olhando para o seu filho com cara de que não entendeu nada, mas mostrou, abaixou a gola da camisa no máximo e estava lá, a marca de um tridente, a marca foi feita com um objeto quente demais.
— Não! Como assim? Eu não me rendi – gritou Taifoun jogando o jornal longe.
— Mas você se rendeu, e graças a isto, somos um povo só, sem guerra, só paz – disse Nill enquanto apertava com carinho as mãos de Loren.
— Não! Vocês morreram, como estão aqui agora?
Uma risada ecoou no ambiente e a casa começou a pegar fogo lentamente.
— Verdade, por sua culpa estamos mortos, seu filho inútil, porque não salvou a gente seu covarde – disse Loren olhando sério para seu filho, aguanto escorria sagues de seus olhos.
— Vai embora, você não é bem-vindo a este mundo bruxo, morre logo se for preciso assim não vai estragar a vida de mais ninguém.
— Mentira, Mentira, paraaaa – Taifoun fez um grito de dor
Taifoun fechou os olhos e então parou em um corredor, e tinha duas portas, uma escrita. “Vem para cá e a paz se prolifera no mundo” e a outra estava escrita, “Vem para cá e o caos se prolifera no mundo”. Taifoun estava só olhando e pensando o que era aquilo, então ele foi na esquerda que era a porta da paz.
— Isso mesmo, entra aí, e veja a paz no mundo – disse uma voz arrastada de novo.
— Não! Isso é uma pegadinha.
— Como assim pegadinha? Eu não faria uma coisa dessa com você – sua gargalhada era alucinante em todos os lados.
— O que são essas portas então?
— A porta das pazes, você se rende e deixa a gente ganhar a guerra bobinho, ou a porta do caos, você nos mata, porém o nome já diz, haverá caos no mundo todo.
Então sem pensar duas vezes ele correu em direção a porta do caos.
— Você vai se arrepender e muito – disse a voz arrastada dando risadas roucas.
Taifoun acordou na chuva, e olhou para os lados e viu Eigval segurando-o, aos poucos foi se levantando.
— Eigval, o que houve?
— Você apagou de repente.
— Eu vi meus pais
— Eu sei, você falou enquanto estava desacordado
Taifoun após se recuperar foi correndo aos três mortais, e olhou nos olhos de cada um deles, ele nunca tinha chega tão perto, os três estavam parados sorrindo a beira mar com peixes mortos, mas o da esquerda estava batendo palmas com gargalhadas, o do meio era enorme, com seu martelo, estava sério, e a outra era uma criatura fêmea com língua gigante para fora.
— Vai ser a pior decisão da sua vida – disse o maior de todos com seu martelo gigante.
— Que se dane... Kranios infernos... Kranios infernos, a magia estava se desenvolvendo aos poucos – Kranios Infernos... Kranios Infernos! Vocês vão ficar parados? Não vou resistir?
— Não, pois você escolheu a opção de acabar com isso... então vai em frente... nosso mestre não quer que a gente continue.
— Vocês têm um mestre? — mas na hora a magia carregou e uma luz enorme iluminou aquela noite, parecia uma bomba nuclear explodindo.
Mas algo estranho aconteceu, o tempo parou, mas a única pessoa que poderia se mover era Eigval, ele ficou sem entender nada, um barulho de relógio ecoava no ar.
O tempo voltou ao normal e tudo estava vazio, a magia deu certo, os Tridas não estava mais lá e nem Taifoun infelizmente, que resolveu se sacrificar a vida para terminar aquele pesadelo logo, a chuva foi indo embora aos poucos só dava para escutar de longe os gritos de vitória dos amigos de Taifoun.
Dois dias se passaram, a carta estava voando o mais rápido possível para Londres, onde se localizava Cyeta Nazeus, mãe de John, após entrar em território britânico, sobrevoou entre algumas árvores e casas, e parou, nos pés de um homem, uns 1,70 de altura, pele moreno, cabelos cinzas e olhos amarelado e orelhas pontiagudos, era um elfo, ele olha para baixo e pega a carta, abre e ler ela, olha para os lados e guarda a carta no bolso e sai do local.
Uns seis quarteirão do local onde a carta parou, estava Cyeta na cama esperando o nascimento, todos estavam lá observando o momento histórico, Koren Nazeus, primeiro filho dos Nazeus, estava bem ansioso com a chegada de seu novo irmãozinho, se distraindo com os curandeiros e parteiras ele tinha 6 anos, eles estavam em um local secreto, pois Cyeta queria que fosse algo particular o nascimento de seu segundo filho, para entrar no local secreto tinha que entrar na cabine telefônica e digitar 1964 , o ano onde ela conheceu John, Paul, Ringo e George, nome de seu segundo filho é homenagem ao John Lennon, versão insulista. O último a entrar foi o elfo, digitou a senha e abriu a porta da cabine telefônica e saiu no local secreto, cumprimentou todos que estavam lá.
— Boa noite senhoras e senhores – sorriu o elfo olhando para todos – estou atrasado?
— Que nada Baudir, ela está tranquila, o bebê pode nascer a qualquer momento, você precisa fazer a poção do porto logo para ela.
— Certo! — disse com rapidez o elfo.
Baudir o elfo fez um sinal de confirmação, e se sentou para ler os livros de poções e começou a preparar as poções, seguia como o livro mandava, depois de um tempo antes de terminar, ele ia colocar uma poção extra, mas alguém entrou na sala, era Koren.
— Oi Baudir, fazer poção é difícil?
— Não... com livro fica mais fácil – Baudir coloca a poção secreta atras de uma caixa em cima da mesa.
— Legal! E qual seu sonho?
— Quero ser professor no futuro, quero dar aula em Moongord.
— Eu estudo lá, eu adoro àquela escola – disse Koren sorrindo de satisfação e Baudir retribuiu o sorriso.
Passados mais quinze minutos, Koren foi finalmente embora, e Baudir colocou a poção secreta vermelha, que fez mudar de cor. Um curandeiro estava conversando com um grupo de pessoas passou andando rapidamente, Baudir olha a porta nos fundos meio abertos, e fecha o livro, o elfo se aproxima e abre a porta, as pessoas que estavam no local olharam e pediram para ele entrar e encostar a porta.
— O que está havendo? — perguntou Baudir querendo ver o que um dos curandeiros estava segurando.
— É uma carta, sobre a batalha, ela acabou, mas o Taifoun Nazeus, não sobreviveu.
— Ele sacrificou sua própria vida para acabar com a batalha. — Comentou umas das parteiras
— Não podemos de modo algum contar para Cyeta e Koren que ele se foi, não vai ser legal para eles neste momento, os sobreviventes já estão voltando.
Baudir ficou analisando a situação, pegou a carta que Nimbus enviou, abriu e leu de novo, de um leve suspiro e guardou mais uma vez no bolso.
— Você fez a poção? — perguntou o alquimista que não tinha conseguido fazer a poção — preciso dar para ela, agora.
— Aqui, tudo certo.
O alquimista foi até Cyeta em seu quarto, enquanto se preparava parar dar a poção, ela faz movimento com a boca.
— Ele morreu não foi?
— Como disse? — perguntou o alquimista tentando entender bem, se foi aquilo mesmo que ele ouvira.
— Eu sei que ele se foi.
Na manhã do dia seguinte, todos estavam falando poucos, Cyeta acorda de um sono longo, ele era uma mulher de cabelos longos e ruivos, olhos castanhos e bem bonita, ela começou a sentir uma dor enorme, a bolsa tinha estourado, todos começaram a agir, alguns acordaram no susto do grito dela.
— O bebê vai nascer, preparem-se todos rápido — gritou a parteira.
— Vamos coloque o pano aí em baixo, e alguém segura a mão dela – disse a curandeira auxiliando no parto.
A dor dela crescia mais ela fazia força para que o bebê saísse o mais rápido possível para a dor passar logo, e o tempo foi passando, Koren ficou nervoso e começou a chorar, Baudir pega ele pelo braço e leva para fora da sala para acalmar ele. Depois de uns oito minutos, finalmente o bebê saiu, Cyeta estava soando de mais, e todos ficaram calmos, o bebê estava chorando, cortaram o cordão umbilical e entregaram para Cyeta ver ele de perto.
— Que bebê lindo
— Qual nome dele?
— Theros Nazeus, ou conhecido com os insulistas John Johnson
— Registrado, vamos tirar uma foto de vocês dois?
Cyeta estava com um sorriso longo, enquanto Theros estava com cara de choro, Koren chegou na hora e queria sair na foto também, então eles colocaram os três juntinhos e pronto, a foto estava registrada.
Mas algo não estava certo com Cyeta, ela começou a passar mal, começou a ficar tonta, pegaram o bebê, e depois disso ela começou a se retorcer toda
— Mãe o que está havendo? – perguntou Koren que começou a chorar e Theros também.
— Alguém veja o batimento cardíaco dela rápido, isto está muito estranho – disse o curandeiro.
O segundo curandeiro analisou o batimento e estava mais acelerado que o normal.
— Usem a magia da calma nela, ou seja, lá o que der para fazer.
Todos da sala estavam apreensivos e sem entender o que estava havendo com ela, mas Cyeta parou de gritar, e todos olharam mais pra ela do que para o curandeiro colocou a mão no peito, sua mão brilhou, e, Cyeta estava morta.
Alguns dias depois da guerra bruxa, dois bruxos conversavam a respeito do John sobre o seu futuro na vida e no mundo bruxo, eles estavam em uma sala grande, com vidros grandes com a luz dos faróis iluminando o interior da sala, estava chovendo muito, uma lareira acessa, bem forte, um abajur ajudando a iluminar o ambiente, estava em cima da mesa, onde tinha vários papeis espalhados. Os dois bruxos estavam no ministério da magia da Inglaterra, o bebê Theros Nazeus estava em uma cesta com uma coberta para esquentar seu corpo, dormia que nem um bebê depois de ser amamentado.
— Não sei o que podemos fazer com ele? – Disse uma voz grossa como se fosse uma pessoa idosa em boa conservação – Ele é só um bebê.
— E... então o que faremos? – a moça estava gaguejando e mais ansiosa do que antes.
— Se acalma, você está me deixando tonto andando para um lado e outro, e esse barulho da sapatilha está me enlouquecendo. – Disse o homem com um tom de voz mais alto e logo em seguida tossindo.
— Alguém bate na porta, abre com cuidado, os dois bruxos olharam para porta ao mesmo tempo, era uma mulher loira de olhos pretos, ela entrar para falar com o bruxo que estava sentado.
— Olá ministro, estou atrapalhando em algo? – disse a bruxa olhando para todos que estavam presente na sala, inclusive o bebê.
— Não, o que queres aqui? Srta. Lorcietra.
— Vim avisar que a audiência do Theros Nazeus vai começar.
O homem agradeceu, e a moça se retirou com cumprimento a bruxa, o ministro e a bruxa se olharam e fizeram um sinal de “OK” com a cabeça, o ministro se levantou e tomou um copo d´água, enquanto a bruxa pegava Theros da cesta, o bruxo desligou a luz passando a mão por ela, a chuva ainda caia na noite.
após trancarem a porta, andaram em um corredor enorme, que fazia eco ao andar da moça, outros bruxos passavam conversando ou carregando um monte de papéis, John estava dormindo.
Os dois bruxos andaram enquanto conversavam sobre a questão da bruxa que soltou fogos com risadas na rua toda da noite passada, comemorando o fim da guerra — Baltazar, como vai seu filho?
— Está bem, ele está adorando estudar em Moongord, Sr. Ministro, se não fosse pelo senhor.
— Esse é o meu papel.
O Ministro continuou a andar até a audiência junto com a bruxa que carregava John, eles entraram em outro corredor, um bruxo que passava errou um feitiço e voou papel para todos os lados.
— Cuidado com os seus feitiços — resmungou o Ministro ajudando a pôr os papeis de volta no ar.
Virando o corredor chegaram à porta da audiência, os guardas abriram a porta para o Ministro, que entrou na sala que já estavam pessoas sentadas a sua espera.
— Sr. Forain, ou como posso dizer, Sr. Ministro da magia do menor – falou um bruxo de óculos e bigode curto – podemos começar?
— Sim, claro.
O ministro da magia do menor, se sentou no meio da sala enorme, olhou para os outros tinha umas doze pessoas lá, algumas estavam para votar, e outras escrevendo no jornal, a bruxa com o bebê Theros estava no canto da sala à espera da audiência começar.
— Boa noite senhores, vamos começar a audiência agora, sabemos que foi um momento delicado para todos certo? Mas agora nosso foco é outro, nosso mais novo bruxo da Inglaterra nasceu, mas seus pais morreram, principalmente Taifoun, que morreu pela paz – alguns bruxos olharam para o bebê e voltaram a atenção ao ministro.
— Sr. O que iremos fazer? — perguntou um representante da magia.
— Com minhas sinceridades, eu não sei...
— Vamos deixar ele em um castelo fortemente protegido?
— Com certeza, não — disse o bruxo que estava para votar.
— Ele é bem importante, e precisar ter uma proteção importante – concluiu o ministro.
— Então? deixar ele aqui, é o lugar mais seguro para ele.
— NÃO! — gritou um bruxo que acabou de entrar na sala.
Todos olharam ao mesmo tempo, com o susto.
— Sr. Bolorf? O que está fazendo?
— Pode me chamar de Nimbus, Sr. Ministro – disse Nimbus, um homem de cabelo arrumado, bem-vestido, olhos azuis, e com uma fala confiante sempre, fechando a porta na mesma hora que deu um forte trovão que acordou Theros.
— O Sr. Não foi convidado.
— Eu sei, mas vocês vão cometer um grande erro, deixando-o aqui.
As pessoas começar a falar baixo um com outro.
— Silêncio! Nimbus o que você quer dizer com isso?
Todos param e olhou para Nimbus de novo, a escritora estava escrevendo o mais rápido possível.
— Ele está em perigo aqui, e se tem um lugar seguro, não é aqui, tem gente querendo o mal de John – Nimbus respirou fundo – ele precisa ir para outro país.
— E quem te deu permissão de escolher onde ficar?
Todo da audiência olhava para Nimbus e para o Ministro sem parar, a cabeça chegava a doer.
— Sou o protetor dele, e sei o que estou fazendo, e me responsabilizo por tudo que acontecer com ele.
— E o que você sugere?
— Bom, se me permitir, eu quero que ele vá ao Brasil.
— Mas por que o Brasil? — Perguntou um jornalista.
O ministro bateu o martelo com muita foça que quase estourou os tímpanos dos bruxos presentes.
— Sr. Ministro o bebê está aqui, tenha respeito – disse a bruxa com o Theros na cesta.
— Desculpa, senhorita Soon – O Ministro voltou a olhar para Nimbus – Mas por que o Brasil?
— Porque é uma terra de cultura, e lá é o país que mais reuni povos bruxos do mundo, e vai ser o melhor lugar para ele, eu sei um lugar onde deixar ele, temporariamente.
Todos voltaram a falar de novo baixinho uns com outros, o ministro olhou para o relógio e só queria que aquilo acabasse logo, e então fez uma decisão rápida democrática.
— Bem, vamos votar então...
— Meu voto é sim... — disse o bruxo número 1 que estava para votar, canto esquerdo da mesona.
— Sim também Sr. Ministro... — disse o bruxo número 2 que também estava para votar, atrás de um jornalista.
— Sem dúvidas, sim.... — disse o outro bruxo, naquele momento os olhos de Nimbus se brilhavam de esperança.
— Não... Ele nasceu aqui e aqui tem de ficar.... — falou o bruxo que estava na primeira cadeira depois do ministro
— Não também, Brasil é um país de ditadura no momento, coloca ele nos Estados Unidos.
— Não senhor Ministro, vamos por ele em uma colônia Inglesa.
— Gostei da ideia – disse o jornalista rindo dando um sinal de aprovação.
O voto estava empatado, o último voto era do Sr. Ministro.
— Nimbus... Você promete proteger John?
— Sim senhor — disse Nimbus, calmamente – E tem a questão da fome Sr. Ministro, a guerra tirou tudo da gente, até reconstruirmos, vai ser difícil, você provavelmente não quer que o filho de Taifoun, passe fome?
— Daria vida por ele?
— Eu morreria por ele senhor, e não se preocupe na hora certa ele vai voltar para cá, e conheço uma pessoa que pode me ajudar nisso, Kryffo.
— Bom se for assim, meu voto é... sim – senhor Ministro bateu o martelo com suavidade – John vai para o Brasil.
Os bruxos que votaram não começaram a xingar, e os jornais escreveram tudo na mesma hora. John vai para o Brasil, e Nimbus se sentiu mais aliviado.
O ministro entrou em contato com o ministério brasileiro para fazer um acordo no mesmo dia, durou quarente e cinco minutos, e foi aprovado sua chegada.
John iria com Nimbus em um Navio Ruruy, especialmente para viagens longas e era bem protegido de ponta a ponta com feitiços de primeira, a viagem foi até longa, e depois de horas, eles pousaram em São Paulo, em um lugar na praia deserta.
Uma buzina de neblina ecoou na praia, e depois de novo, era um som alto, mas não tinha nada.
— O que é isso Kryffo? — perguntou Dorvick.
— Eles chegaram – disse Kryffo rindo.
Mais uma vez, a buzina de neblina ecoou, o Navio surgiu aos poucos, parou, e Nimbus com Theros e outros, desceram na canoa e foi até a terra firme.
Eles avisaram que ia chegar no horário combinado, esperando por eles lá, e, quem recebeu Nimbus foi Kryffo Sabastines, um bruxo negro, cabelo rapado, e roupa preta.
— Muito obrigado Nimbus, por confiar em mim nesta tarefa – disse Kryffo enquanto pegava o bebê — Qual é o nome dele versão Insulista?
— John Johnson – disse Nimbus com um grande sorriso no rosto.
— Nome dele de bruxo? – perguntou Kryffo para Nimbus.
—Theros Nazeus – Nimbus então muda de assunto — Você é de confiança, acho que se Taifoun tivesse te conhecido, ele provavelmente iria ter de escolher para ser o protetor leal de John, bom... pelo menos seria isto que eu faria no lugar dele
— Assim você me deixa com vergonha.
— Tchau rapazinho – disse Nimbus para Dorvick, que acenou todo feliz de volta.
Agora Theros Nazeus, conhecido com John Johnson estava em um território brasileiro, nas mãos de Kryffo, mas será que vai ser assim? Tão fácil? É o que todos pensavam, principalmente Nimbus o protetor de John.
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