Theres a Hell...
37 Capítulo 36- Learning How to Love
Brian's POV
Eu não sabia se Zacky estava apenas dormindo ou desacordado. Fazia tempo que eu tinha deixado o colégio e ele continuava imóvel. Não sei quantos minutos fiquei com os olhos vidrados nele. Assim que o salvei, trouxe-o para casa. Cuidei de algumas coisas como fazer alguns curativos nas mãos cansadamente usadas e trocar suas roupas pesadas por outras mais confortáveis. Acabei procurando pela casa seus comprimidos para emagrecer, deixando-os no criado-mudo com um copo de água gelada que pela quantidade de tempo perdeu a temperatura.
Eu sentia meus olhos pesados, mas não conseguia tirá-los de Zacky. Eu queria vê-lo acordando e saber que eu tinha feito tudo da maneira correta.
Levantei do chão onde estive sentado por horas e resolvi abrir a janela. Já estava amanhecendo, e o sol veio quente naquela manhã, iluminando o quarto inteiro enquanto Zacky ainda continuava intacto.
Ao abrir os vidros, uma brisa gelada tocou meu rosto. Olhei para fora e respirei o ar puro, vislumbrando o verde que a janela fechada escondia.
Com os raios solares, algo brilhou dentro do quarto. Adiantei meus olhos para o que me chamava a atenção e vi o globo de vidro que eu comprara no Delphic para Zacky em sua escrivaninha, fora da caixa. Sorri analisei o presente por um tempo, era o único objeto sobre a pequena mesa.
Pensei em descer e preparar o café da manhã de Zacky, mas logo um barulho ríspido de panos em atrito invadiu meus ouvidos. Virei-me para Zacky e ele estava se mexendo. Enfim, pela primeira vez desde que eu o trouxera para casa.
Corri para perto dele e segurei uma de suas mãos envoltadas em algodão com uma pomada anti-inflamatória e gase. Olhei seu rosto e notei que ele abriu a boca para pegar ar. Ele estava lutando para conseguir respirar.
Esperei-o por bastante tempo. Uma séria de coisas estranhas e diferentes me atravessavam. Eu me sentia exausto e preocupado. Relaxei e a sensação de alívio me abraçou. Eu tinha ficado o tempo todo ali, apenas garantindo sua segurança.
Brian's POV Off
Zacky's POV
Sem tempo para pensar, mãos fortes me envolveram em um abraço quente e seguro.
Apertei os olhos antes de abri-los novamente, procurando o dono do ato. Não precisei pensar, apenas ouvi uma voz.
- Achei que tinha feito tudo errado. Achei que era tarde, que estivesse morto.
Prendi as mãos na parte da frente da camiseta de Brian e pousei minha cabeça em seu ombro. Algo ainda estava errado.
Todas as células de meu corpo estavam doloridas. Eu sentia meu corpo esmagado, esmigalhado; houve um silêncio até que ele me soltou. Meu peito subia e descia em um ritmo estranho que denominei normal, vendo tudo que eu tinha passado até então.
Brian olhou dentro de meus olhos e suas orbes refletiram um Zacky bagunçado e exausto. O castanho escuro estava conturbado, aguçado pelo instinto protetor.
- Cadê o Jacoby? Por que eu 'tô em casa? Eu me joguei da viga.
- Foi preciso muita coragem para fazer aquilo, Zacky. Do que mais você lembra?
Tentei forçar minha mente, mas ela parecia bem mais fraca que meu corpo. Eu não lembrava de muita coisa. Apenas de ter me jogado da viga como sacrifício.
- Quando você pulou, o sacrifício matou Jacoby. Tecnicamente, ele teria de ter voltado a vida como você voltou. Mas ele era desalmado, não tinha alma. E isso é a única coisa que mantém uma pessoa viva quando ela faz um juramento da espécie do que ele fez.
- Eu 'tô vivo?! Como?!?!
- Eu não aceitei o sacrifício, Zachary.
Senti minha boca secar na hora. Ponderei antes de falar alguma besteira.
- Você desistiu de ter um corpo humano por mi...
Brian sorriu e levantou minha mão com curativos que imaginei terem sido cuidados por ele, e beijou cada um dos meus cinco dedos enfaixados.
- De que adiantaria ter um corpo e não ter você do meu lado para usá-lo?
Eu sorri abertamente e Brian me puxou para mais perto dele. Todo o pânico tinha ido embora.
- Você salvou minha vida! Espera... vire, agora.
Brian me largou e levantou-se da cama, ficando de costas. As mãos levantaram a camiseta escura, revelando as costas lisas apenas com a tatuagem de seu nome no topo dos músculos definidos. As cicatrizes tinham sumido.
- Guardei sua alma. — Brian sorriu, sentando-se ao meu lado na cama.
- Ganhei um anjo da guarda particular? O que exatamente você vai fazer?
- Serei seu guarda-costas. — O sorriso dele aumentou. — Levo meu trabalho muito a sério, o que significa que precisarei me familiarizar com o tema em um nível pessoal.
Senti meu estômago se agitar um pouco. Brian e eu ficamos em silêncio, até ele se mexer para pegar um dos comprimidos para emagrecer e me entregá-lo com um copo de água. Tomei o comprimido e bebi a água me sentindo melhor.
- Eu me lembro vagamente do Jacoby falando sobre o seu pai... O que aconteceu com ele?
Brian observou-me em silêncio por um momento.
- Faltam poucos dias para o seu aniversário e a sua mãe 'tá chegando. — Brian mudou o rumo da conversa. Decidi não pressioná-lo.
E eram verdade, as duas coisas. Estávamos no primeiro dia de Dezembro. Exatos dez dias para meu aniversário de dezoito anos.
E também, em alguns segundos, mamãe subia as escadas rapidamente como se soubesse do que tinha acontecido. Entrou no quarto sem pedir licença e me agarrou em seus braços, ignorando completamente a presença de Brian. Ela sussurrava meu nome a todo segundo e lágrimas molhavam seu rosto. Me senti culpado, mas no fundo a culpa era realmente toda minha.
(...)
Através da janela, ainda pude observar o céu de um azul límpido, quase perfeito. Era tardezinha e Brian só tinha me deixado para ir para casa tomar banho e trocar as roupas, mas ele voltou em tempo recorde, em menos de uma hora.
Os horrores das últimas 24 horas haviam ficado para trás. Eu tive poucas horas de sono, mas me sentia incrivelmente bem por saber que Brian estava ali sempre, se preocupando o com cada movimento que eu fazia.
Mamãe estava preocupada também. Havia me alimentado um monte naquele dia e essa era a melhor parte. Eu me sentia cercado de cuidados e estava gostando.
Acabei ligando para Johnny para saber se tudo estava bem. Conversamos por um grande intervalo de tempo até que deixei Brian sozinho no começo da noite e tomei um banho rápido com água gelada. Lavei os cabelos e me vesti com uma boxer preta e uma bermuda fina cinza de basquete. Brian me ajudou a refazer os curativos das mãos, enquanto minha mãe preparava um lanche para nós.
Assim que terminamos de comer, Brian perguntou se poderia ficar e Mamãe assentiu. Ela sabia o que estava acontecendo entre eu e Brian e foi eternamente grata por ele ter me salvo do assalto a mão armada que nós inventamos. Logo a polícia estaria ali, para nos perguntar coisas sobre a noite anterior, mas decidi que essa preocupação era futura e atualmente, eu queria viver o presente.
Subimos para o quarto, já era quase madrugada. Mamãe não ligou em saber que Brian dormiria no mesmo quarto que eu.
Quando entramos no quarto, vi Brian trancando a porta enquanto sentei-me na cama, pegando meu travesseiro e colocando em meu colo. Brian andou em minha direção logo depois, olhando nos meus olhos. Quando chegou perto o suficiente, tirou o travesseiro de meus braços e me empurrou para trás, fazendo-me encostar na cabeceira da cama. Brian infelizmente nunca soube medir a força que usava comigo, mas eu até que gostava.
Assim que relaxei o corpo, esperando para ele avançar, ele agarrou meus ombros, levantando-me e me guiando até a parede mais próxima como de costume. Tomei folêgo para falar alguma coisa, mas Brian levou as mãos até minha cintura, empurrando-me mais contra a parede, pousando seu quadril no meu. Seus olhos estavam completamente negros, a respiração lenta e aliviada. Fiquei daquele jeito, preso entre ele e a parede, meu coração acelerando à medida que eu tomava mais conta do seu corpo e perfume grudados em mim. Senti que nossas resistências iam sumindo.
De repente, sem ligar para nada além de meu próprio desejo, enfiei os dedos em sua cabeça, trazendo-o para mais perto de mim. Parecia tão bom estar próximo dele assim novamente...
A verdade não precisava mais ser escondida. Eu sentira falta dele, só não sabia o quanto, mas sentia.
Os nossos toques eram urgentes, quase que piedosos e suplicantes. Eu precisava senti-lo perto para saber que ele não iria, e ele precisava de mim perto para saber que nada me atingiria, e estava bom daquele jeito. Brian me assustava com a capacidade de me fazer bem.
- Não me canse mais... — falei, sem fôlego.
- Você não vai se arrepender.
Ele me beijou e eu correspondi com tanto tesão que já sentia minha bermuda apertar. Enfiei meus dedos enfaixados em seus cabelos, agarrando-o ainda mais enquanto seu corpo se sintonizava ao meu de maneira nostálgica. Minha boca estava na dele, caótica, selvagem, esfomeada. Mas... por quanto tempo eu fiquei sem aquele tipo contato direto? Vinte e duas horas? Vinte horas? Ou menos? Inevitável, eu gostava de Brian e isso me fazia querê-lo perto.
Todas as emoções confusas e complicadas que eu sentia desde que tínhamos nos conhecido haviam se rompido como um fio de cabelo quebrando-se ao meio. Me afoguei na necessidade louca e compulsiva de estar ali.
Suas mãos estavam em minhas costas, deslizando com experiência até minha cintura grossa, ainda me matendo preso a ele. Eu estava encurralado entre a parede e seu corpo, lutando com a proximidade de nossos corpos e a debilitação da minha mão na hora de tirar sua camiseta. Ele me ajudou, logo expondo seus rígidos músculos.
Desviei nossos rostos parando o beijo, levando meus lábios até o seu ombro nu. Mordi com força enquanto o sentia pressionar o quadril contra o meu. Duas ereções quase gritantes se triscavam logo abaixo.
Brian se exaltou e me ergueu, enquanto rapidamente eu envolvia a sua cintura com as pernas como de costume. Vi seu olhar vagar da escrivaninha para a cama e meu coração falhou. A escrivaninha estava vazia, apenas com o globo que ele havia me dado de presente. Levantamos nossos rostos no mesmo segundo, sorrindo um pro outro enquanto ele me levava em direção ao móvel.
Com as testas coladas, Brian fazia o caminho da parede até a escrivaninha lentamente. Selos e mordidas violentas foram trocadas enquanto ele me sentava de pernas abertas gentilmente, no móvel de madeira escura. Assim que me senti confortável, levei minhas mãos até os seus cabelos, puxando-os com força contra mim. Fiquei sentado na beira da escrivaninha de modo que Brian ainda pudesse roçar sua ereção na minha; de modo que eu ainda pudesse senti-lo duro.
As mãos de Brian foram para o elástico de meu shorts largo, adentrando o local sem cerimônia. Ele me olhava e eu soltava ofegos de prazer contra sua boca; ao mesmo tempo, nossas ereções se roçavam e eu me sentia ansioso pelo toque. Então sua mão entrou em minha boxer e foi em direção a minha virilha. Sorri abafado contra seus lábios quando ele apertou alguns de seus dedos em um ponto estratégico que se não estivesse machucado, não me faria soltar um gemido dolorido e esganiçado.
Brian se assustou e acabou se afastando, arregalando os grandes olhos para mim. Ele tinha pressionado os dedos bem onde estava machucado por eu ter batido em uma quina das mesas da escola. Estava realmente dolorido e provavelmente com um hematoma. Mas eu não queria assustá-lo.
- Desculpa. Eu deveria ter te respeitado. — Ele disse com um sorriso falso nos lábios, andando até onde eu tinha largado sua camiseta, pegando-a nas mãos e preparando para vestir.
Zacky's POV Off
Terceira Pessoa
Zacky assistiu Brian ajeitar a camisa e quase vesti-la. Até ele ficou assustado, não jurava ter feito tanto drama por causa de uma contusão ou coisa parecida.
Zacky observou como Brian tentava procurar a gola da camiseta para vestir. Estava desconsolado, achava que tinha feito algo ruim a Zacky, e era totalmente ao contrário. Zacky queria poupar Brian de qualquer coisa que pudesse chateá-lo ainda mais. Havia muita generosidade nas ações de Brian, por mais que ele ainda não soubesse dosá-las bem, e Zachary começava a amar cada particularidade daquele homem.
Amar?
A palavra deixou-o assustado tanto quanto a ação de Brian, quase que o deixou em pânico, mas engoliu. O famoso ditado: "A verdade dói".
E doía.
Zacky umedeceu os lábios.
- Fique. — pediu.
- Zachary, se eu...
- Fica, Brian.
Então Brian andou em sua direção. Parou na frente do outro, que ainda estava sentado sobre o móvel e tomou-lhe as mãos. Zacky entendeu o que Brian queria e puxando-o para junto de seu corpo, beijou-o com paixão outra vez.
Enquanto se deliciavam com as sensações provocadas pelo beijo pecaminoso, eles se acariciavam os pescoços, as costas, os peitorais e as cinturas um do outro, com movimentos firmes e brutos de ambas partes.
Zacky estava nervoso e impaciente. Abriu os olhos e parou o beijo. Com a boca entreaberta e colada com a de Brian, gemeu baixo quando seus membros se pressionaram. Ele procurou uma das mãos de Haner e levou-a até o volume entre suas pernas.
- Me toca! — pediu, enquanto Brian apertava o volume, direcionando seus lábios aos mamilos duros de Zacky.
Devagar, passou os dedos pela ereção enquanto o outro lhe acariciava o peito forte e másculo, como se quisesse guardar cada centímetro.
- Vamos para a cama. — Brian falou entre os estalos de sua língua nos mamilos de Zacky.
- Não. Aqui.
- Isso é loucura, Zachary. — murmurou ele.
- Também acho. — respondeu Zacky em um suspiro, passando a ponta da língua na lateral do rosto de Brian, abrindo o zíper da calça escura dele. — Uma loucura gostosa pra caralho!
(...)
Brian acordou de seus pensamentos no dia seguinte devagar, relutante, dividido entre sonhos e realidade. A dureza de não saber como explicar o que tinha dentro do peito e a agradável sensação de ter Zacky dormindo de verdade em seus braços, nu como ele estava.
Apesar do pescoço dolorido, não se moveu. Tinham transado na escrivaninha e depois foram para a cama onde fizeram tudo outra vez. Sabia exatamente onde estava.
Virou-se e o contemplou. Tinha sonhado o tempo todo depois de tê-lo tomado. Sonhou com ele nu, em seus braços, mesmo depois de terem repetido os pensamentos de Brian mil vezes.
Observou-lhe os lábios carnudos, a poucos centímetros de distância e teve vontade de tornar seus desejos reais mais uma vez em um pequeno período. Sabia que era errado, mas não por nada, mas sim por Zacky estar cansado eum pouco debilitado física e sentimentalmente.
Se o beijasse, não conseguiria parar. Foi quando Zacky abriu os olhos devagar, fitando-o em silêncio. Por mais alguns momentos, Zacky manteu-se em silêncio enquanto Brian esteve imóvel, apenas seus olhos mudando de foco em pontos do rosto claro do outro. A tentação de beijá-lo era grande demais, em outro momento, não se importaria e arriscaria o que tinha vontade, mas agora se preocupava tanto com o garoto de olhos verdes... sabia que ele agora era sua prioridade.
Zachary não sabia quanto tempo ficou deitado, sentindo o corpo de Brian junto do seu. Dias? Meses? Anos? Ele ainda irradiava calor e seu coração batia acelerado.
- Você 'tá bem? — indagou Brian em voz baixa.
- Muito. Acho até que podemos fazer isso outra vez.
Brian achou graça e riu, apertando-o entre seus braços e depositando um beijo simples e estalado nos lábios do outro.
Zacky se mexeu um pouco, encaixando mais e mais o seu corpo ao de Brian. Quando já estavam colados o suficiente, sorriu maliciosamente para o mesmo, convidando-o para uma nova aventura. As mãos de Zacky começaram a subir e a descer o peito quente de Brian, gentilmente o puxando para começarem. Brian olhava para Zacky, começando e entender as coisas.
No momento em que as curvas de Zacky se juntaram perfeitamente as dele, Brian percebeu que a realidade era muito melhor que a fantasia. O peito de Brian ferveu, a respiração descompassou quando olhos verdes o fitaram de forma diferente.
Não era desejo, não era carnal, não era sexo. Era amor.
Foi impossível resistir. Brian teve certeza assim que contou mentalmente todos os tons de verde, marrons e fios de luzes azuis dentro das pupilas de Zacky. Teve certeza quando ele se jogou de uma viga de mais de 30 metros de altura apenas para Brian realizar o desejo de ser humano. Teve certeza quando se preocupou o bastante na noite passada, quando tiveram o primeiro contato sexual no carro, quando fizeram amor incansáveis vezes no motel; quando matou Rev, quando se matriculou na escola, quando teve coragem de contar tudo sobre ele mesmo. Principalmente, quando desistiu de usar o corpo de Zacky para saciar uma de suas vontades. A verdade é que Brian sempre soube, só era ignorante e masculino demais para assumir.
Apaixonar-se não era só contemplar noites estreladas ou participar de piquiniques e momentos romanticamente melosos; também era sofrimento, insegurança, preocupação e riscos.
Bem, ambos tinham que admitir. Na cama não havia completamente nada de errado, eles se encaixavam e dependiam um do outros para as próprias ações. Mas as pessoas não podem viver apenas de sexo.
Ficariam cansados por muito tempo se não existisse amor.
Brian, por mais tarde que fosse, acabara de descobrir isso. E mesmo que não assumisse para Zacky, tinha encontrado a calma assumindo primeiramente para si próprio.
Pensou em começar uma conversa, queria colocar tudo para fora em palavras, mas quando o peito de Zacky fez pressão no seu trazendo a imensa sensação de prazer, esqueceu tudo o que precisava falar para ele em um instante.
Zacky, por sua vez vinha ignorando todos os sentimentos. Afinal, ele sabia: Brian não era apenas um amigo, nem só o seu anjo da guarda. Não era só uma conveniência para suas necessidades. Haner era a pessoa que gostava, o homem que queria por perto.
Esvaziando as cabeças de pensamentos e sentimentos estranhos, Brian puxou o rosto de Zacky, quebrando as paredes invisíveis que os cercavam. Beijou-o com sofreguidão, ansioso por saber que era daquela forma que se entendiam.
Quando o seu nervosismo encontrou o lábio trêmulo de Zacky, notou que não era o único a sentir coisas novas naquele mesmo momento. As mãos rígidas de Brian, foram gentis pela primeira vez acariciando o corpo de Zacky como se redescobrisse cada parte. O peito, os ombros, os braços, os quadris. A forma como as bocas tímidas pelo momento se encaixavam trouxe de volta o fervor no peito de ambos, canalizando ali todo o desejo e paixão que sentiam e que queriam compartilhar pelo resto de suas vidas.
Sentir os corpos em total união, faria com que os dois nunca esquecessem de que se pertenciam à partir dali. Brian e Zacky, mostraram sem dizer nada o que um significava para o outro.
Fim.
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