Theres a Hell...

29 Capítulo 28- Liar


Notas iniciais
NC-17.

Meu dedo deixou a cicatriz de Brian e a ligação se desfez. Precisei de um momento para me refazer e Brian me pegou desprevinido, atirando-me na cama no mesmo instante. Minhas costas chocaram-se contra a parede e eu gemi desconfortavelmente. Por fim, prendeu meus punhos sobre a minha própria cabeça. Ri nervoso, parecia cena de filme.
— Quem foi que mandou você fazer isso? — Havia raiva em seu rosto sombrio. — O que você viu, Baker?
Os dentes estavam trincados enquanto ele falava arrastado. Minha mente em confusão. Meu corpo enfraquecido.
Levantei o joelho com uma força que não sei de onde saiu e chutei uma de suas costelas. Ele nem se esquivou.
— Me solta, desgraçado!
Ele prendeu meus quadris com as pernas, imobilizando-me de uma vez. Com os braços ainda levantados sobre a cabeça e sob o peso dele, eu não podia fazer nada além de me contorcer com o máximo de força que podia.
— Solta, filho da puta. Ou eu começo a gritar.
— Você já 'tá gritando. E nada vai acontecer em um lugar como esses. Isso aqui é mais um bordel do que um lugar para se hospedar, ingênuo. — Ele deu um sorriso psicopata, cheio de letalidade. — Última chance, Vee. O que você viu?
Eu sabia que estava tentando me manter firme naquela possível nova situação. Meu corpo inteiro foi tomado por um sentimento que eu soube explicar, e eu acho que estava lutando para não despencar em lágrimas na frente de Brian. E bem, eu ainda me importava. Era a prova de que não era qualquer coisa que me manteria longe dele, mesmo se o motivo maior fosse ele ser um Anjo Caído.
— Você me dá nojo! — sibilei. — Me fala, quem é você de verdade?
Sua boca se fechou em uma linha reta. Os olhos encarando duramente os meus.
Podia sentir toda a umidade de seu corpo pairar em meus membros. Era estranho agora, mas não deixava de ser tentador e nem em um momento como aquele, eu parei de pensar insanidades envolvendo eu e ele.
— Estamos chegando mais perto.
— Você quer me matar! Desgraçado.
O rosto de Brian nada dizia, mas seus olhos ficaram mais frios.
— Seu carro não quebrou de verdade, não é? Você mentiu. Me trouxe aqui para poder me matar, me estuprar... o que? É o que Rev quer que você faça. O que você 'tá esperando, seu bastardo? — Eu falava descontroladamente. Não sabia de onde as palavras estavam saindo, e eu nem me importava. — Você vem tentando me matar todo esse tempo. Vai me matar agora?
Encarei-o com dureza, sem pestanejar, tentando impedir que algo brotasse de meus olhos enquanto eu lembrava do maldito dia em que Brian apareceu em minha vida.
— É tentador.
— Tentador?! — gritei com toda a força que tinha na garganta. Sentia meu rosto queimando e meu coração descompassando durante todo o tempo.
Me contorci, tentei virar para a direita e para a esquerda. Finalmente percebi que estava desperdiçando minha energia, parei. Força deveria ser um dos poderes dos anjos caídos, talvez. E se Brian queria me matar, era o mínimo que ele precisava. Força e sangue frio.
Brian virou os olhos pra mim, estavam mais negros do que eu jamais os vira.
— Você 'tá gostando, não é? Você não presta. — falei. — Vai, faça logo.
— O que? Matar você?
Afirmei com a cabeça.
— Mas me diz primeiro a razão. O que eu fiz para merecer isso?
— Genes ruins.
— É a única explicação que vou receber? E o que quer dizer? — minha voz se elevou. — Quer dizer que só vou saber o que 'tá acontecendo depois que você perder o controle e me matar?
— Não preciso disso para te matar, você sabe. Se eu quisesse sua morte há cinco minutos, você teria morrido.
Engoli em seco. Ele estava certo.
Ele passou vagarosamente o polegar pela marca de nascença em meu pulso. O toque era totalmente falso e enganador, o que tornava tudo ainda mais confuso e doloroso de absorver.
— E Rev? Ele é a mesma merda que você, não é? Vocês dois são... anjos. — minha voz vacilou.
Brian havia aliviado o peso sobre meus quadris, continuando com meus punhos presos em suas mãos.
— Se eu soltar, você vai me ouvir?
Otário. Se ele me soltasse, eu ia sair correndo para tentar abrir a porta.
— E você se importaria se eu saísse correndo ou qualquer outra coisa? Apenas me arrastaria pra cá de novo.
— Verdade.
— Rev é seu namorado?
Sentia meu peito subindo e descendo com a respiração entrecortada. Eu não tinha certeza se queria mesmo ouvir a resposta. Não que eu me importasse. Mas achei que estivéssemos juntos. Por outro lado, babaquice se importar com isso quando tem um anjo querendo te matar.
— Ele foi. E isso é tudo que você precisa saber. — Me deu um sorriso duro.
Ele se sentou nos calcanhares, soltando-me aos poucos, testando para ver se eu não reagiria. Fiquei caído no colchão, respirando com dificuldade, apoiado nos cotovelos. Contei até três antes de me lançar sobre ele com toda força que eu tinha reunido. Fiquei sentado desajeitadamente em sua cintura.
Um de meus punhos se fechou e acertou seu queixo com o máximo de valentia que eu trajava. Brian não fez nada além de defrontar seu rosto para o lado, com os olhos fechados. Então, acertei o outro lado de sua face em um novo soco no maxilar, impondo seu rosto para o outro lado.
Joguei-me contra o seu peito várias vezes e tudo o que ele fez foi se balançar ligeiramente, e não se moveu.
Me contorci novamente e comecei a bater nele com as mãos cerradas. Golpeei a barriga, o peito, os ombros e braços. Parei quando senti meus pulsos doendo e o meu próprio rosto pegando fogo de puro ódio.
— Acabou? — perguntou despreocupado.
— Não! Qual o problema? Revida! Ou você não sente nada?
Levantei-me, equilibrando meu peso no colchão.
— Vai continuar? Então pensa. Você só tem mais um minuto até colocar toda sua raivinha para fora.

Dei um pulo para fora da cama, sem dizer ou tentar algo, indo em direção da porta. Ele me agarrou por trás e me jogou contra a parede. Minha costas se chocaram e fechei os olhos com a dor, era como se tivessem me quebrado naquele exato momento.
Apertou suas pernas contra as minhas, frente a frente, por toda a extensão de nossas coxas.
Abri os olhos lentamente e mirei seu corpo próximo ao meu. Ele ainda estava com a toalha em volta da cintura. Grunhi nervoso.
— Me diz a verdade. — pedi, lutando para não falar nada demais. — Você foi para a escola para me matar? Era esse o seu objetivo desde o início?
Um músculo de Brian, enfim, se contraiu.
— Era.
Encostei minha cabeça na parede e apertei meus olhos, sentindo meus cílios veemente molhados.
— Você se sente triunfante, Brian Haner Jr.? Conseguiu o que queria. Me fez confiar em você para cuspir isso na minha cara? Ou quer meu sangue nela como vitória?
Eu estava tomado por uma ira irracional. Deveria estar aterrorizado e agitado, eu deveria fazer de tudo para fugir. Mas não, eu ainda queria que Brian me explicasse algo.
— Entendo que você esteja assim...
— Vai se foder! — berrei.
As mãos dele deslizaram pelo meu pescoço, escaldantes. Ele apertou suavemente os polegares contra minha garganta e jogou minha cabeça um pouco mais para trás. Senti seus lábios pressionando os meus com tanta, tanta força que foi maior do que qualquer descoberta naquela noite. Ele conseguiu silenciar qualquer xingamento que estivesse perto de minhas cordas vocais. As mãos dele desceram até meus ombros, escorregaram pelos meus braços e detiveram-se no final de minhas costas. Pequenos calafrios de pânico e prazer tomaram conta de meu corpo quente e suado e aquele foi meu pretexto.
Brian tinha limitado o beijo. O olhar cortante sobre o meu dissipava. Eu não conseguia sentir nada por Brian além de um prazer flamejante que se estabelecia dentro de meu peito.Sentir a proximidade de nossos corpos em meio a escuridão do quarto só me deixava mais desesperado. Eu reconhecia o peito dele subindo e descendo, pressionado ao meu. Era difícil ter que disfarçar o que eu sentia vontade de fazer naquele momento. Era clichê, muito, mas a sensação do "eu não me importo" me dominava agora. Eu realmente não me importava com o que havia acontecido e nem com o que viria.
Um passo adiante. Inclinei meu rosto ao de Brian e beijei-lhe os lábios, em um estímulo sincero. Queria simular que eu havia esquecido tudo, pelo menos naquele momento, naquela noite. Brian demorou até me corresponder, estava confuso e eu percebi isso por conta dos movimentos desnorteados e sem ritmo, imaginei que ele estivesse pensando alguma coisa. Eu parecia inocente, e Brian não sabia se podia confiar em mim.
Outro passo; pressionei com força o meu quadril ao dele. O ato sensual não passou despercebido para Brian, que mexeu-se entre o beijo, distanciando-se milimetricamente, procurando disfarçar a rápida resposta de seu corpo, sondando que eu notasse o quanto o mesmo já estava excitado.
O beijo morreu novamente, e com os olhos abertos, nos encaramos. O rosto de Brian estava indescritível, se a situação não fosse tão embaraçosa, eu riria.Ainda me estudando, estava em choque sob o estado de minha reação. Ele percebeu que eu estava tomando as iniciativas.
Induzi minhas mãos até o fim de sua barriga molhada, soltando o pano felpudo branco de sua cintura, fazendo com que Brian arregalasse os olhos. Talvez não fosse a hora certa para ele, mas era a desculpa para ser a hora certa para mim, antes que eu me arrependesse de tudo e qualquer coisa.
Queria provocá-lo; juntei nossos rostos, deixando minha boca colada a sua e nossas sobrancelhas na mesma altura. Ele estava tão surpreso que não dizia ou fazia nada. Ficou mudo, sentindo minha mão percorrer com os dedos um território muito perigoso. Desviei meu corpo um pouco, descendo meus dedos pela barriga definida, mais ou menos a altura do umbigo do outro. A película descoberta facilitou as coisas, e assim, deslizei a mão pelo membro de Brian que gemeu, e, assim antevi a noite que teríamos. Fiquei sem ar ao tocá-lo, eu sentia o calor de sua masculinidade explodindo em minha mão. Brian gemeu mais alto, e tentou manter-se calado. Deus sabia o quanto eu estive esperando por isso outra vez.
Acho que eu estava surpreso comigo mesmo. Parecia que eu tinha vários braços que impediam Brian de abordar qualquer atitude. E ele tentou me impedir, fracassadamente, então meu riso rouco tomou conta do quarto, e contra os seus lábios eu disse que não voltaria atrás. Ele queria aquilo tanto quanto eu.
Beijando-o em uma provocação enquanto acarinhava seu membro, senti o corpo dele reagir, incapaz de recusar-se ao pecado. Foi quando ele tomou-me nos músculos fortes, revoltado, e me arrastou até a cama. Ele estava nu e eu em breve ficaria.

Brian's POV
Lancei Zacky na cama com toda raiva e ira que jazia em meu peito naquele momento. Se ele queria brincar, iríamos jogar o jogo da verdade. Vi seu semblante mudar rapidamente, e na brincadeira, de caçador Zacky virou a caça.
Ele era tão ingênuo de me provocar, sem saber das reais consequências. Eu podia dar um simples soco em seu rosto de deixá-lo desacordado por horas. Ou, eu podia rolar no chão igual eu fazia com Matt e deixá-lo de ossos quebrados. Humanos não tem a mesma resistência que anjos tem. Mas, já que ele começou, eu faria questão de terminar. Só esperava que meus sentimentos traiçoeiros não lograriam minhas ações.
Engatinhei ocasionalmente sobre seu corpo, velozmente tirando-lhe a camiseta preta de malha. Seu peito estava molhado e os mamilos inrijecidos. Zacky não protestou e isso me fez sorrir largamente.
Escorreguei minha pele na sua, descendo minhas mãos até a barra de sua boxer. Arranquei-a com força, encarando solenemente o seu rosto. Então, como sempre, algo me vidrou. Os olhos tão puros me diziam para continuar, mas eu sabia me controlar. Olhá-los provavelmente não me deixariam terminar o trabalho.
Sim, eu queria matar Zachary Baker, mas nunca pensei que fosse tão difícil deixar que um sentimento impedisse todos os meus propósitos. Por outro lado, eu desejara tanto aquilo por completo. O corpo desajeitado e perfeito parecia me esperar, sempre pensei que nunca pudesse tocá-lo um dia. Como homem, eu seria louco se o recusasse naquela noite.
Abaixei meu corpo sobre o seu de modo que meus olhos ficassem de frente a seu membro. As pernas de Zacky sem pedido algum, se ergueram, e suas panturrilhas apoiaram-se em meus ombros. Eu nunca tinha parado para observar o seu membro, era tão avantajado quanto o resto de seu corpo. Para um adolescente, Zacky tinha um corpo de homem grande e experiente, mas, eu tinha certeza que era um dos únicos que tinham o levado para cama.

Uma de minhas mãos por fim, agarraram a extensão pulsante, e lentamente um movimento de vai-e-vem começou. Baker soltou outro gemido, me deliberando a continuar.
Meu peito quase pulou para fora ao lembrar-me da forma como ele me tocou no dia do carro. Naquele desastroso dia, em que minha mente me triblou e decidiu finalmente deixar tudo para trás.
Aos poucos, sincronizei a minha boca com os movimentos agora lentos em seu membro, como ele havia feito em mim. E era bom exaltar, não havia nada melhor do que ver alguém reagindo a suas ações. Nem vingança.
Confrangendo seu pênis com força, e raramente passando minha língua sobre sua cabeça úmida, vi Zacky se contorcer e chamar pelo meu nome. As pernas deslizavam fortes pelos meus ombros molhados, permitindo-me ficar naquela posição — mesmo incomodado- por muito mais tempo. Levantei meu olhar e resolvi parar minha mão, deixando-a em sua base.
Vi seu corpo desabar sobre os cotovelos e atingir o colchão, com a boca alvamente vermelha e entreaberta; o rosto corado e os olhos vivos mais do que tudo dentro do cômodo.
— Pára. — Zacky sibilou.
Eu sabia o que significava.
Apertei seu membro com força entre meus dedos e comecei meus movimentos novamente, tocando-o com mais robustez. Clamações saiam de sua garganta, e minha mão ia parando para logo ganhar mais força novamente, até cessar tudo de uma vez. Um de meus polegares pressionou a cabeça de seu membro, e eu o ouvi gritar em desespero. Exaltei seu pênis ereto, ainda com a junta pressionada na película ilustre e lambi a parte de baixo de seu sexo, que se juntava aos testículos. Com a mão livre, massageei as bolsas já citadas e ouvi-o gritar outra vez.
O pré gozo escorreu dentre meu polegar e o absorvi com a língua. Se eu continuasse, ele não duraria mais um minuto e não era o que eu queria, por agora.
Parei todos os movimentos.

Zackys's POV
Eu estava entorpecido pela atitude que Brian havia acabado de tomar.
Tudo tinha se confirmado, agora sentindo-o sobre meu peito, sentindo a proximidade de nossos corpos e o ápice bem perto com simples toques, minha cabeça finalmente colocou todos os eixos nos devidos lugares. A forma como ele me estudava, trouxera à tona o fato de como a atração que eu ignorava era forte. Tão forte que me fazia esquecer de todas as coisas ruins que estavam acontecendo.
Brian além de tudo me fazia sentir muito desejo. Deixava-me excitado e ansioso para ser tocado. Isso não era bom, mas não valia nada agir como se tudo estivesse encerrado ali.
Relaxou o seu peso sobre o meu, e nossos membros se chocaram de um jeito certeiro. Por um momento, lembrei dos instantes passados, das mãos me tocando o corpo, da boca me lambendo delicadamente. Senti meu órgão latejar como nunca antes.
Meu rosto encontrou o de Brian e selei nossos lábios. Eu queria mais que aquilo.
Afastei minhas pernas e senti Haner cair encaixado entre elas. Eu queria que ele entendesse o recado.
Eu sabia que deveria resistir àquele apelo sexual. Era obrigação me proteger daquele olhar divertido, mesmo que eu visse sinceridade neles. No entanto, o choque dos quadris e o corpo atlético afastavam qualquer possibilidade de recusa. Eu precisava daquela aventura, não importava de que forma ou por quanto tempo. Necessidade era algo bem mais profundo do que sexo, e eu necessitava acabar com o começo dos atos.
O hálito quente de Brian causou-me um arrepio. Em minha cintura, o "marlboro" deslizava, com os dedos cheios de vontade. Abaixando-se um pouco, grudou o quadril ao meu, como se pedisse permissão de algo que provavelmente não precisava. Brian deslocou nossos rostos, beijando-me o pescoço enquanto eu torneava seus músculos duros e bem delineados.
Voltou-se para meu rosto e beijou minha boca. Nossos lábios brincaram como nunca aconteceria novamente. Retribui, aceitando a língua áspera com vigor, deliciando-me com sensações antes nunca provadas. Percebi que sentiria falta das coisas, e isso me desconcentrou. Admitir que eu me sentiria saudades, era automaticamente afirmar que eu me sentiria incompleto sem tudo o que tínhamos.
Interrompi o beijo, mas Brian continuou me agarrando, com o olhar cheio de esplendor.
Eu estava atento aos detalhes, notei que o escuro era um acaso. Os bíceps dos braços fortes eram bem definidos, os ombros largos e o peito me fizeram reconhecer e aceitar a lei de Newton: ação e reação. Brian agia e eu reagia, fisicamente impondo.
Apartando-se de mim na hora certa, levantou-se de meu corpo, saindo da cama um pouco perturbado, andando de um lado a outro. Será que ele não sabia o que fazer?
Eu queria parar de olhar aquele corpo. Queria parar de salivar ao ver seu pênis ereto acompanhando seus movimentos... então, logo foi tarde demais. Ele tornou em minha direção.
Um pouco surpreso, eu pensei em correr até a porta por instinto. Será que tudo não tinha ido longe demais?, era o que eu tinha em mente. Antes de conseguir completar qualquer atividade, o olhar intenso escapou de suas orbes. Senti sua pele roçando-se a minha, e suas mãos segurando meus ombros, deixando minha pele levemente vermelha pela pressão.
Me assustei.
Com a boca entreaberta e a voz arrastada, Brian falou:
— Me beija! — Ordenou com a voz tão rouca que impediu qualquer "não" deixasse minha boca.
Eu poderia saber resistir, era o que eu queria responder.
É claro que eu poderia, porém os lábios mornos e firmes me chamavam. Meus olhos estavam penetrados em sua boca fina. Entreguei-me ao desejo, beijando-o com vontade. Minhas mãos deslizaram por suas laterais e tomei cuidado para não triscarem em sua cicatriz. Brian me puxou para perto de seu corpo, sentando-se na cama e me fazendo posicionar em seu colo.
Soltando um gemido, o abracei, acariciando-lhe com uma das mãos os cabelos e o pescoço. Entregue às sensações, notei a luta de nossos pênis.
Aos poucos, comecei a movimentar-me sobre seu órgão. Ligeiramente, sua glande tocou minha entrada. O toque me fez sentir algo quase incontrolável. A vontade de empurrá-lo sobre mim se manisfestava como um vírus célebre. Meus mamilos se enrijeceram, chamando por Brian dentro de mim. E quando eu o abraçava forte, a dança dos corpos criava algo novo que quase me fazia esquecer da necessidade anterior.
Minha mente era mentirosa, meu interior dizia que aquilo era errado. Eu tinha que voltar para casa e me preocupar com Johnny. Porém, toda vez que Brian passava perto de mim, sentia meu íntimo dizer que ele era a pessoa certa, por mais que em nenhum fio de cabelo a tése estivesse certa. Me acostumei com a idéia de conviver com aquilo, por fim. Toda vez que ele me tocava, era como arder no inferno.
Me precipitei, tinha algo gritando dentro de mim que não me mantinha quieto. Procurei o membro de Brian com o quadril, maneando-o maliciosamente até que sua ereção entrasse em contato com a minha incursão partidariamente. Minhas pernas escancaradas aos lados de sua cintura, era um pedido para Brian começar o que eu estive esperando. Comparando nossos lábios, dei-lhe um beijo rápido, molhado e obsceno, insanamente, com os olhos abertos, deixando Brian imobilizado.
Surpreso, demorou só alguns segundos para recuperar o fôlego. Balançou a cabeça negativamente, passando os braços em minha cintura, puxando-me mais para baixo, exercendo uma bruta pressão de seu sexo em minha entrada, fazendo-me gritar e sofrer na pele a temperatura escaldante que se estabelecia no lugar.
Meu corpo havia começado a suar, no entanto, um enorme contentamento tomou conta de mm; relaxei, encostei a cabeça sobre a musculatura dos ombros de Brian e dei um longo suspiro de prazer. Eu podia ouvir as batidas ininterruptas de seu coração. A pele molhada, tostava minha testa, e ele estava mais grudento do que eu.
Devagar, saí de seu colo, deitando-me na cama, vendo Brian vindo em minha direção. As faces ficaram bem próximas, as mãos nos lados de meu corpo. A respiração ofegante perto de minha boca fazia eu me arrepiar todo até encontrar a boca que tanto procurava.Ao ser beijado, não contive nenhum dos gemidos que tentavam escapar. Era o prazer falando por mim. Sensações provocadas por corpos em erupção.
Me esfreguei impudicamente em Brian, como para de uma vez por todas, ele ir mais além. Tornei a abrir minhas pernas e, graças à Deus, ele entendeu. Eu não queria ter que pedir, implorar para ele tirar qualquer conclusão fácil sobre mim.
Ajoelhando entre minhas pernas, deixou o corpo reto entre as mesmas. Apalpou minhas coxas e depois levou dois dedos até a boca, lambeando-os lascivamente.
Não olha, Zacky! Não olha, não olha... olhei. E jurei que poderia gozar ali mesmo com a demanda.
Em aversão, puxei um de seus pulsos e o fiz penetrar os dedos dentro de mim.
Ele o fez.
Os dois dedos mexiam-se desconfortavelmente dentro de meu corpo. A mínima dor que eu sentia, queria expulsar aquilo a todo custo, mas, meu corpo e alma, haviam esperado por tanto tempo...
Eu gemia em reprovação, não estava me sentindo como antes, mas sabia que era só questão de tempo. Senti minhas partes baixas se acostumando com os atos e forcei novamente o pulso de Brian, que introduziu mais um dedo, remexendo todos os três, achando a forma mais confortável de eu aguentar o que viria depois. Concentrado no que estava fazendo, Brian me acariciou até me ver relaxar e participar daquilo com a mesma vontade e desejo que ele estampava nos olhos.
Com o passar do tempo e com os cuidados de Brian, eu já não sentia tanta dor. Acenei a cabeça para ele, permitindo-o a continuar. Tirou seus dedos de dentro de mim e umideceu as mãos, cuspiando-as novamente. Deslizou-as em seu membro pulsante, lubrificando-o. Pouco tempo depois, metade de seu membro já estava dentro de mim. Era uma sensação inexacta. Minhas pernas se dobravam em defesa, e eu gemia com a espessura de Brian. Sem conseguir me manter satisfeito, empurrei-me contra ele, fazendo seu membro deslizar para dentro de mim surpreendentemente.
Ainda de olhos abertos, vi Brian morder os lábios, fincando os dentes brancos no inferior. Os urros queriam sair de sua garganta, mas eram brutalmente bloqueados pela força de vontade que Brian propriamente se permitia.
Inicialmente, ele fez movimentos circulares dentro de mim. Eu o ajudava com os quadris, girando-os na mesma intensidade. Era impressionante como aquilo incomodava.
Minha boca estava severa, fazendo com que meus gemidos de reprovação saíssem secos.
Brian havia finalmente facilitado, saindo e entrando de dentro de mim. Toda vez que eu me sentia confortável, ele voltava com mais causa que antes, moldando minha entrada com a abundância de seu pênis.
Poucas investidas depois, o incômodo havia sumido. Ele entrava e saia. Agora, toda vez que ele estava fora eu sentia vontade de gritar para ele voltar, e ele sempre o fazia, com energia e destacamento, como se pudesse fazer aquilo por toda a noite.
As mãos calosas, puxavam minha cintura, deixando-me acompanhar os atos no ritmo. Eu não conseguia parar de pensar no assunto, era engraçado a forma como as coisas se encaixacam e como os barulhos presentes não importunavam.
Era só... adequado.

Terceira Pessoa.

Brian era bruto e havia perdido o controle.
Os gemidos que tomavam conta do quarto não eram capazes de apaziguar o barulho das envestidas dos quadris friccionando.
Em uma das penetrações, Zacky sentiu Brian acertar em cheio seu ponto. O outro, entendeu e repetiu os movimentos até que Zacky sente-se satisfeito. Zacky bradou tão alto... era possível comparar sua voz com alguma clamação piedosa por aí. Brian não parou, queria mais que aquilo. Tornou o movimento e a reação de Baker foi a mesma. Haner, por sua vez sorriu sarcástico para si mesmo.
Zacky alcançou seu membro com uma das mãos livres e masturbou-se na mesma velocidade que Brian o arremetia. Pela primeira vez na vida, se permitiu fazer aquilo de verdade, como um homem.
Brian, talvez sempre teve em mente que Zacky precisava de afeto, e não só sexo. Mas era difícil manter os nervos quando ele lia na cabeça de Zacky, que ele mesmo só pensava em atos sujos e desonestos. O moreno, isano, sem cessar os movimentos, pegou o rosto de Zacky com uma das mãos e o fez encarar duramente.
— Saiba que eu não queria que fosse assim. — Saiu mais como uma súplica gemida, mas isso Zacky fechar os olhos enquanto gemia o nome do outro a sua frente.
Estavam perto. Ambos sabiam.
A verdade sempre foi: eles tinham que lidar com a situação. Mas, que situação era essa?! Zacky, naquele puro prazer, consentiu-se não só em lembrar de todas as imagens dele com Brian, mas também, deu-se ao prazer de reviver cada detalhe do físico fascinante que saciava suas vontades naquela cama que nem era deles. Era real, não era um sonho e muito menos uma imagem implantada em sua cabeça. O corpo que tanto o atrai, os movimentos, os lábios que tanto beijara aquela noite, o nariz perfeito, o cabelo caído e a forma como tentava afastar os fios suados dos rostos... aquele homem, estava proporcionando o maior êxtase de sua vida. Não era todo dia que um anjo caído chegava em sua escola, tentando te matar e no fim, acabava em uma cama sórdida com você, transando e fazendo todos os males esvairem-se no ar. Com Brian não tinha sido diferente também.
Brian sabia que Zachary podia gemer e se insunuar por dias. Mas se aquelas orbes verdes o encarassem sinceramente, sempre era a deixa para sentir-se satisfeito e integral. Sempre, Zacky o fazia tão inocentemente. Naquele momento, não tinha modificado. Ele olhou para Brian desumanamente e gemeu seu nome. Brian ficou hipnotizado, os movimentos não pararam; duas ou três investidas depois, Zacky acabou expelindo-se em sua própria mãos, por conta da masturbação mesclada as investidas do outro. Brian também não demorou, gozando na barriga avantajada de Zacky.
O ritmo dos movimentos foi aumentando e diminuindo, nessa ordem, até que ambos juntos atingissem o clímax, provando a eles mesmo que a necessidade que tinham um do outro era maior que qualquer sentimento que tinham provado.
Brian deixou o corpo de Zacky, exausto. O outro, por sua vez, deixou o corpo caído na cama totalmente relaxado. Brian aproveitou a falta de contato, inclinando seus órgãos para lamber o próprio sémen na pele de Zacky. Ele não se importava se aquilo tinha saído de dentro de si.
Subiu seu corpo, deitando-se no homem que dividia a cama com ele. Passou a língua pelos lábios grossos, deixando seu gosto ali para que o outro provasse e se lembrasse de outros episódios. Zacky absorveu os resquícios, erguendo os olhos cintilantes para Brian.
— Mantenha-os aberto. — sussurrou Brian antes de encará-lo. — Dessa vez que fizermos de novo, vamos ficar com eles bem abertos.
Zacky sorriu tímido. Brian sentia-se excitado apenas por encarar os olhos esmeralda, mas também, sentiu receio em se aproximar e perder o controle. Procurou respirar, mas ficou atônito, contando quantos tons de verde e outras cores tinham as íris de Zacky. E tentou captar em sua memória, todos os olhos que havia visto em sua vida. Lembrou que nenhum par deles se comparava aos verdes do outro.
(...)
Brian tomou o outro novamente em seus braços, em uma nova posição. Repetiram o ato daquela noite, da forma mais básica e simples que existia. Até amanhecer, foram várias outras vezes até que ficassem cansados de verdade e sem poder fazer mais nada um pelo outro além de dividir o estreito espaço que eles criaram na cama ensopada para adormecer.