Theres a Hell...

18 Capítulo 17- Demons, they follow me.


Após uma longa conversa com minha mãe, o seu celular tocou. Era o seu chefe dizendo que ela tinha esquecido o trabalho de casa no escritório. Ela colocou uma roupa formal rapidamente e me deixou em sozinho, como de costume. E disse que voltaria em uma hora.

Quinze minutos depois, minha mente vagou e tentou adivinhar o que Brian estaria fazendo. Provavelmente, estaria no Bo’s Arcade fazendo algumas apostas.

Senti vontade de pegar o carro e dirigir até o Fliperama apenas para ficar um pouco mais perto de Brian. Caí na real rapidamente, lembrando que não havia tempo. Minha mãe voltaria antes que eu concluísse a viagem. Meia hora daqui até lá. Ficaria bem menos de 1 minuto ao lado de Brian. Não compensava.

Subi as escadas até o meu quarto para trocar minhas roupas por outras mais confortáveis. Empurrei a porta e cheguei a dar uns passos até parar bruscamente. As gavetas tinham sido arrancadas da cômoda. As roupas estavam jogadas pelo chão. Uma de minhas guitarras estava sobre a minha cama completamente bagunçada com quase todas as cordas estouradas. Papéis, revistas de mulheres, carros e aulas de corda se amontoavam no chão.

Vi um reflexo de um movimento na janela do outro lado do quarto e me virei. Ele estava encostado na parede, atrás de mim. Vestido de preto da cabeça aos pés, usando a famosa máscara. Meu cérebro ficou nublado. Tentei começar a fazer minhas pernas correrem, mas ele foi mais rápido que eu. Disparou para a janela, abrindo-a e saltando para fora com grande agilidade. Gelei.

Desci as escadas pulando os degraus de três em três. Saltei por cima do corrimão e voei pelo corredor até a cozinha e disquei o número da polícia.

(…)

Quinze minutos depois um carro da polícia parou na entrada da minha casa. Tremendo, destranquei a porta e deixei que os dois policiais entrassem. Eles se apresentaram como detetive Radke e detetive Mabbitt.

Eles começaram a me fazer perguntas como qual era meu nome, onde estava a minha mãe, qual a minha idade… Perguntas normais.

— Essa porta estava quebrada ou aberta quando você chegou?

— Não. Usei minha chave para entrar e minha mãe ‘tava dormindo no sofá.

O detetive Radke apareceu na beira da escada.

— Você poderia nos mostrar o que foi danificado? – pediu.

O detetive Mabbitt e eu subimos a escada juntos. Fui à frente até encontrar o detetive Radke parado na porta do meu quarto, com as mãos nos quadris, inspecionando o interior.

Fiquei completamente paralisado, sentindo um formigamento de medo tomar conta de mim. A cama estava arrumada. A guitarra estava perto da cama, com as cordas intactas. As gavetas fechadas, os livros nos lugares, as revistas amontoadas onde sempre ficavam. O chão limpo, as cortinas fechadas.

- Você disse que tinha um invasor. – disse o detetive Mabbitt.

Quis o mandar calar a boca porque a voz dele irritava pra caralho.

Eles me fitavam com uma dureza… Com olhos especializados em flagrar mentiras.

Entrei no quarto, mas ali faltava o conforto e a segurança. Apontei para a janela do outro lado do quarto, tentando manter a mão firme.

— Quando eu entrei, ele pulou dali.

O detetive Radke espiou para fora.

— Bem distante do chão. – observou, tentando abrir a janela. – Você a trancou depois que ele foi embora?

— Não. Eu corri lá pra baixo e telefonei.

— Alguém trancou. – ele ainda me observava com a boca contraída em uma linha.

— Não sei bem se a pessoa seria capaz de escapar após um salto desses. – disse o Mabbitt ao se juntar a seu amigo na janela. – Teria sorte de quebrar uma só perna.

— Talvez ele tenha descido pela árvore. – eu disse.

O detetive Radke pareceu se irritar.

-E aí? O que aconteceu? Ele pulou, desceu…? Poderia ter passado por você e saído pela porta. Essa é a opção lógica. É o que eu teria feito.

— Vou perguntar de novo. – disse o outro detetive. – Você tem certeza que alguém entrou aqui? Você viu alguém aqui?

Eles não acreditavam em mim.