Theres No Going Back.
9 Capítulo 9 - Baile
Notas iniciais
Aproveitem. :DD
Eu e o Aidan chegamos à conclusão que um bar do centro seria o mais adequado. Poderíamos chegar a qualquer hora, já que o Aidan não trabalharia no dia seguinte.
Chegamos ao antigo e conhecido bar, Aidan e a Vanessa desceram, enquanto eu e a Alisson fomos procurar um lugar para estacionar.
O movimento era grande e então comentei:
- Parece que vamos sair daqui só quando o dia amanhecer.
- Uhu. – Alisson disse fingindo animação.
Rimos em seguida e descemos do carro, após deixá-lo alguns metros distantes da entrada principal.
Não era tipicamente um bar, se parecia mais com uma boate, mas ao mesmo tempo era mais calmo que uma.
Entramos de mãos dadas no bar e não demorou a avistarmos o Aidan e a Vanessa. Caminhamos na direção da mesa deles e a Alisson por um segundo eu sentira que ela ficara desconfortável.
- Aconteceu alguma coisa? – Sussurrei antes de sentarmos com os nossos amigos.
- Não. – Respondeu.
Mas, era evidentemente que estava mentindo. Não dei tanta importância. Eu sabia que ela comentaria depois se precisasse.
O garçom veio até a nós, e pedimos a mesma cerveja de sempre. A boa e velha Heineken.
Conversávamos sobre a nossa semana, o Aidan disse que havia conseguido um aumento relativamente no seu emprego. A Vanessa estava na universidade, estudando Direito.
A Alisson comentou sobre o seu colégio também. E o Aidan me olhou pouco assustado. Talvez, ele pensasse que ela seria um pouco mais velha.
Depois de algumas cervejas, decidimos ir para a pista de dança que havia algumas pessoas. Eu não queria ir, mas as meninas insistiram tanto que acabei indo.
A Alisson dançava sensualmente e aos poucos eu ficava cada vez mais excitado, apesar de começar a ficar bêbado. O Aidan e a sua namorada estavam praticamente se engolindo. Havia algumas pessoas observando a indiscrição de ambos.
Mudaram de musica e eu agradeci mentalmente a Deus. Voltamos aos nossos lugares e sussurrei baixo para a Alisson:
- Esqueci que você dança muito bem.
- Posso fazer quaisquer dias desses uma surpresa para você. – Comentou beijando o meu pescoço.
- Alisson, vamos até o banheiro comigo? – Vanessa a chamou.
- Ah claro, só vou pegar a minha bolsa. Amor, pega para mim? – Pediu.
Entreguei a bolsa que ela havia pedido e observei ambas se distanciando de nós.
- Tyler, afinal quantos anos essa garota tem? – Aidan perguntou.
- 17. – Respondi depois de virar o meu copo.
- Não vou te chamar de louco porque a Vanessa tem 18, mas mesmo assim. – Comentou baixo o suficiente.
- Quer saber? – Perguntei. – Foda-se essa merda. – Ri em seguida.
Continuamos a beber até eu me dar conta que as garotas demoravam.
- Cara, você não acha que estão demorando? – Perguntei, tragando um cigarro que eu acabei comprando.
- Banheiro feminino demora cara, talvez tenham muitas por lá.
É, era uma possibilidade. Esqueci do fato outra vez, até o Aidan comentar:
- Vamos lá, ver o que é? – Perguntou.
Assenti e caminhamos até o banheiro. Havia algumas mulheres ao redor, mas o que fez o meu sangue subir foi ver a Alisson discutindo com um cara que segurava o seu braço de uma forma estranha. A me ver a Vanessa veio até a mim e disse:
- Tyler, esse cara quer que a Alisson fique com ele. Ela está tentando escapar dele, mas está impossível.
- Vou dar um jeito nisso. – Murmurei e parti para cima do cara.
Senti que o Aidan tentou me segurar, mas já era tarde.
- Ah, então é você o namoradinho idiota dela? – O cara disse e tentou me empurrar.
- Você vai ver quem é o idiota aqui. – Falei e lhe dei um soco.
O cara caiu no chão, e a Alisson veio para o meu lado. Entrelacei nossos dedos e perguntei:
- Ele te machucou?
- Não. – Respondeu e vi lágrimas cair de seus olhos.
- Thomas, vamos embora. Eu te avisei. – Ouvi um cara dizer, provavelmente era amigo do idiota.
- Amor, vamos embora. – Alisson pediu.
Assenti e após pagarmos a conta, ficamos esperando o Aidan fazer o mesmo.
Infelizmente nossa noite havia acabado. Não quis tocar no assunto enquanto não estivéssemos sozinhos.
- Pode nos dar uma carona? – Aidan perguntou.
Assenti e então eles entraram no carro.
Não houve nenhum comentário, e quando chegamos ao meu antigo apartamento, a Alisson disse com a voz embargada:
- Desculpa por ter estragado a diversão de vocês.
- Ah, não liga. Até a próxima. – Aidan disse.
- Tchau. – Vanessa também se despediu.
- Tchau. – Murmurei e fiquei observando a Alisson.
Os seus olhos estavam marejados pelas lágrimas, parti rumo ao nosso apartamento o mais rápido que possível.
Estacionei na minha vaga e então peguei em sua mão. Estava completamente gelada, até chegarmos ao nosso apartamento, eu não disse nada.
Assim que entramos, fomos para o nosso quarto. Ela tirou a sua roupa de qualquer forma e foi para o banheiro, fechando a porta em seguida.
Não quis me intrometer, respeitaria quando quisesse falar comigo. Mas, eu queria saber quem era aquele filho da puta.
Fui para a cozinha preparar um lanche para nós, já que não havíamos comido nada. Ela apareceu depois, vestida da forma que me deixava louco. Uma camisa minha e apenas de calcinha.
- Já volto. – Murmurei e também fui tomar um banho rápido.
Limitei a me vestir apenas minha cueca, eu já não ligava para mais nada. Tínhamos intimidade o suficiente para não termos nenhuma frescura.
Voltei para a cozinha e ela olhava alguma coisa na dispensa.
- Queria algo? – Perguntei.
- Não tem nada para ressaca? – Perguntou e rimos em seguida.
- Somente um café bem forte. – Respondi.
Sentamos em seguida e começamos a comer. Novamente não dissemos nada, após arrumarmos a bagunça que havíamos feito e escovarmos os dentes, fomos para a cama. Agora seria o momento completamente tenso.
- Alisson, quero saber o que aconteceu. – Murmurei, enquanto passava os meus braços em sua volta.
- Aquele idiota é da minha sala, quando nós chegamos, eu o vi, mas pensei que não chegaria perto. – Começou.
- Porque não me disse nada?
- Eu não queria que preocupasse. Enfim, ele me puxou e tentou me beijar. Mas, o Daniel, o amigo dele não deixou. E logo depois vocês chegaram.
A abracei mais forte.
- Se houver mais alguma gracinha, me conte. Vou colocar aquele moleque no lugar dele. – Prometi.
Mas, definitivamente segunda-feira eu já tomaria as devidas providencias.
Não dissemos mais nada e adormecemos.
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Acordei com uma puta dor de cabeça. A Alisson já não estava na cama, e havia aberto a janela. Em uma tentativa clara de me acordar.
Recordo que havíamos chegado 1 da manhã, senão tivesse ocorrido à briga teríamos chegado mais tarde. Olhei no relógio que havia no criado, e era meio-dia. Por isso, ela havia me acordado.
Ouvi o barulho vindo da cozinha, não tomaríamos café da manhã. Já pularíamos para o almoço.
Com bastante dificuldade, consegui chegar ao banheiro. Liguei na área gelada, senão o meu problema não seria resolvido.
Coloquei uma cueca boxer e fui para a cozinha.
- Bom dia. – Alisson disse beijando o meu rosto.
- Bom dia. Ei vem cá e me dá um beijo direito garota.
Puxei-a para um beijo quente. Separamos ofegantes e então perguntei:
- Está melhor?
- Só com uma dor de cabeça, e você?
- Estou na mesma situação que você.
Rimos e enquanto eu procurava o remédio salvador da pátria, ela preparava o nosso almoço.
- É impressão minha ou você estava fumando ontem? – Perguntou, depois de um tempo.
- Dei algumas tragadas. – Respondi. Eu havia parado de fumar sem esforço algum, e ontem por casualidade eu estava fumando.
Ela não disse nada e continuou a preparar o nosso almoço.
Então meu celular tocou. Corri para atendê-lo. Era o Aidan, provavelmente estava preocupado com a Alisson.
- E ai cara? – Aidan disse assim que atendi.
- Estamos bem, e vocês? – Perguntei.
- A Vanessa pediu para eu ligar e perguntar se a Alisson estava bem. Estamos preocupados, ela parecia abalada. – Comentou.
- Ah, conversamos rapidamente sobre o incidente, mas ela ainda parece chateada. Depois conversamos. – Murmurei.
- Beleza, qualquer coisa, nos ligue.
- Pode deixar.
Desligamos em seguida.
Fui para o meu escritório. Havia bastante tempo que eu não escrevia para o Michael.
Apesar de ter sido rotina na minha vida, hoje em dia já não me sentia preso a esse fato.
Contei a ele sobre o que havia acontecido nos últimos dias, apesar de ele não poder ler de alguma forma eu sentia que ele se importava quando eu escrevia.
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As semanas seguintes haviam se passado rápido. Na segunda-feira o meu pai me admitiu como novo vice-presidente e dispensou o antigo, após saber sobre o equivoco.
Parecia que a Alisson havia superado o fato do sábado, e já agia normalmente. Ela ainda tinha receio sobre as pessoas saberem da sua antiga vida.
O baile que ela havia comentado seria hoje, em plena sexta-feira. Começaria às 22 horas, mas antes pedi ao meu pai que eu pudesse sair às 18 horas.
Eu tomaria a maior decisão da minha vida. Estávamos juntos há cerca de 6 meses e não haviam duvidas algumas que eu queria que ela fosse a minha esposa.
Comprei um anel não muito gritante, mas excepcionalmente interessante. Ela adoraria, apesar de ser simples, tinha um enorme valor para nós.
Eu voltaria à universidade no próximo semestre, meu pai concordara com a minha decisão, na verdade ele ficou bastante assustado.
Havia feito uma reserva no restaurante que ela mais gostava, tomara que ela não desconfiasse de nada.
Cheguei ao nosso apartamento e logo fui para o banheiro tomar banho. Iríamos para o restaurante às 19 horas, e ela terminava de se arrumar. Antes de entrar no banheiro, a cumprimentei com um beijo rápido.
Eu havia comprado um novo terno para a ocasião. Ela estava lindíssima em um vestido longo, preto.
Sai do banho após ter feito a barba. Ela gostava de quando eu a deixava levemente crescida, mas a ocasião pedia casualidade.
Vesti o terno e a esperei para fazer o de sempre: o nó na minha gravata.
- Está tão cheiroso. – Comentou, após colar os nossos lábios.
- Loção pós-barba, baby. – Brinquei.
- Vamos? – Perguntou.
- Só vou ao escritório pegar o meu celular na minha maleta. – Menti. Na verdade, eu havia deixado o anel em um local que ela não encontraria nunca. Coloquei-o na gaveta em que eu deixava a agenda com as mensagens a Michael.
Voltei, e seguimos para o estacionamento.
O presente que o meu pai havia me dado era uma BMW. O antigo carro, um Chevrolet comum, ficara na sua mansão.
Eu também havia ganhando um aumento no meu salário, e já havia começado a construir a nossa própria casa.
Chegamos ao restaurante e vi o sorriso nos seus lábios. Também sorri, eu precisava estar confiante.
Como um idiota nato, eu havia preparado algumas palavras para dizer na hora do pedido. Mas, também não sabia se conseguiria pronunciar todas.
- Hoje o pedido é por sua conta. – Murmurei, enquanto sentava-me.
- Está diferente hoje. Aconteceu alguma coisa? – Perguntou.
E estava mesmo. Nem parecia que o tempo lá fora estava frio. Eu estava quase suando a bicas, além de estar ‘aéreo’ como mesmo meu pai disse.
Enquanto esperávamos o nosso pedido, tomávamos um vinho.
- Está ansiosa pelo baile? – Perguntei, tentando desviar a sua atenção.
- Um pouco. O pior serão as fofocas na segunda-feira.
- Sempre rola. Lembro que no colegial, eu e o Aidan fomos sem par. Chegando lá, duas garotas da nossa classe estavam sem companhia, aproveitamos. – Comentei e rimos.
Terminamos de jantar e pedi o champanhe. Ela me olhou confusa e comentou:
- A ultima vez que você pediu champanhe, você me pediu em namoro.
- Isso mesmo. E já se faz 6 meses. – Confirmei.
O garçom chegou com o champanhe e eu nos servi.
Antes de tomarmos a primeira taça, peguei o anel em meu bolso e senti ela me olhar ainda mais confusa. Tirei o anel de dentro da caixa e antes de iniciar as palavras eu olhei ternamente os seus olhos. Aqueles lindos olhos verdes, que havia me encantado desde o inicio.
- Alisson Alicia Jones, eu espero que possamos juntos construir uma linda família, e que ao mesmo tempo, continuemos a nos completar e mudar a vida do outro. Eu amo você, e sempre vou amar. Prometo ser fiel até o seu ultimo suspiro, você aceita se casar comigo? – Falei tropeçando em algumas palavras e gaguejando em outras.
- Tyler Mark Hawkins, eu também espero poder continuar tudo o que começamos, além de iniciar uma família ao seu lado. Sim, eu me aceito casar com você. – Murmurou da mesma forma que eu, a diferença é que as lágrimas caíram dos seus olhos ao fim.
Após eu colocar o anel em seu dedo, nos beijamos da mesma forma que nos beijamos, quando eu a pedi em namoro e quando fizemos amor pela primeira vez. Separamos, e olhamo-nos por um longo tempo.
- Amo você. – Sussurrei.
- Também amo você. – Sussurrou.
Despertamos do momento especial, pois teríamos que sair para o baile. Paguei a nossa conta e saímos. Teríamos 20 minutos para chegar ao lugar onde seria o baile.
No caminho até chegarmos ao local, ela fez perguntas referindo-se de como eu havia escondido esse momento tão bem.
Eu respondi que estava nervoso e na maior parte do tempo, tentei em não pensar no pedido.
Chegamos ao local, que por sinal já estava bastante badalado. Entramos de mãos dadas e diversas pessoas nos fitaram. Encontrei alguns professores da minha época, e partimos para um lugar mais afastado de todos.
Não nos preocupamos com os olhares que viam em nossa direção. Pouco tempo depois as suas amigas chegaram.
- Até que enfim chegaram. – Murmurou uma menina alta que eu não sabia o nome.
- Jantamos antes, preferimos assim. – Alisson desculpou-se. – Bom, esse é o Tyler. E essa é a Katharine. – Alisson disse referindo-se a menina alta. – E essa é a Ashley. – Disse se referindo a outra menina.
- Prazer. – Disse educadamente, estendendo a mão para um cumprimento.
Elas aceitaram e também murmuraram palavras gentis.
- Já volto tudo bem? – Alisson perguntou-me, enquanto se levantava.
Assenti e fiquei observando-a se distanciar.
Dei uma olhada por volta de toda a decoração, haviam melhorado nesse requisito. Depois de olhar os outros alunos, consegui encontrar o idiota que havia dado em cima da Alisson no bar. Ele estava com o amigo dele, e de longe observavam as outras garotas.
A Alisson voltou com um drink e eu bebi, comentamos sobre a festa que se iniciava.
Após longos minutos foi anunciado que começaria as músicas para o baile. Logo me coloquei de pé e a puxei.
Mesmo não sabendo se me daria bem, dançando uma valsa, fui corajoso. Não queria que ela se esquecesse desse momento nunca. Não pela formatura, mas pelo meu pedido.
Em todo o momento em que dançamos, não tiramos o olho do outro. Ela olhava fixamente o meu olhar e eu retribuía. Quando o som da valsa terminou, beijei-a e a puxei para mais perto de mim.
Ficamos um longo tempo nesse clima, que foi quebrado, quando uma de suas amigas a chamou.
- Vamos ao banheiro conosco Alisson? – Ashley perguntou.
Assenti quando ela me olhou. Não faria mal.
Fui até onde serviam as bebidas e pedi um drink qualquer. Eu não queria beber muito, queria ficar sóbrio, para continuarmos a noite perfeita em nossa cama.
Elas voltaram depois, e traziam consigo, os respectivos pares. Que por sinal, era o Thomas e o Daniel.
Eles ficaram longe de mim, passei o braço envolta da Alisson, e senti o olhar do Thomas preso na mão e no anel dela.
Encarei-o e ele desviou o olhar. As meninas nos chamaram para dançarmos juntos, e para não desagradar, aceitei.
Dançamos por muito tempo. Eu já estava ficando cansado, até parecia que eu não tinha mais 23 anos e sim 50. Mas, o motivo era que eu passara o dia inteiro em reunião e eles acordaram na hora que quiseram. Agradeci mentalmente por meu pai ter me dado a folga do dia seguinte.
Olhei no relógio e se passava das 3 da manhã. Todos nós estávamos em uma mesa conversando e bebendo. Eu só respondia quando alguma coisa era referida a mim. Tentava me mostrar atento ao assunto.
Por volta das 5 horas a Alisson se deu por cansada, ou fingiu estar e disse as meninas e os dois idiotas:
- Precisamos ir, o Tyler trabalha as 9. – Estava mentindo obviamente.
- Que pena. – Katharine disse e olhou maliciosamente para a Alisson.
Tentei não perceber o que ambas pensavam e entrei na conversa:
- É mesmo uma pena. Então vamos?
- Sim. Tchau meninas, até segunda.
- Tchau. – Murmurei.
- Tchau. – Responderam.
E por incrível que pareça, a Alisson não se despediu dos idiotas, sorri com o fato enquanto caminhamos até o carro.
Não sei como consegui dirigir normalmente até o nosso apartamento. Além de ser longe, eu estava cansado e um pouco bêbado.
A Alisson havia tirado o salto, alegando estar com dores. Quando enfim entramos no nosso apartamento, fomos direto para o quarto. Tomamos banhos juntos e fomos para a cama.
- Gostou da noite? – Sussurrei, após um beijo calmo.
- Amei. Obrigada, você é perfeito. – Sussurrou e me beijou ficando sob meu peito.
- A perfeição cabe a você. – Falei e a batalha de mãos e línguas se iniciou.
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Acordamos por volta das 16 horas. Havíamos ido dormir quase 7 horas da manhã.
- Ai meus pés. – Murmurou assim que voltou do banheiro, vestindo a minha camisa social da noite anterior.
- Eu já comentei que você fica totalmente linda com as minhas camisas?
- Ainda não. – Murmurou e deitou-se sob mim.
- Totalmente linda. – Confirmei.
Passamos mais alguns minutos na cama e resolvemos levantarmos para tomar banho. Não tínhamos nada para fazer no final de semana, eu não havia aceitado nenhum convite dos meus pais, por querer passar totalmente junto dela, e aproveitar cada momento.
Liguei para um restaurante pedindo uma comida qualquer, não queria que passássemos mais tempo na cozinha que o necessário.
Almoçamos e passamos a assistir a um filme que se passava na TV. Ela ainda reclamava por estar com dores nos pés.
- Isso que dá ficar sem usar salto por muito tempo e depois usar por longas horas. – Comentou.
- Vou fazer uma massagem. – Murmurei e iniciei.
E os gemidos começaram, e instintivamente comecei a ficar excitado.
- Alisson se controle. – Gemi nervoso.
- Hmm. – Mais outro gemido.
Continuei a massagem até que por fim ela começou a me beijar. Não dissemos nada, apenas nos entregamos ao outro.
Nossas roupas já estavam esquecidas em um canto no quarto. Logo já éramos apenas um, e o clímax chegou-se logo. Cai em um lado da cama, puxando-a para mim.
- Não sabia que essa massagem terminaria assim. – Comentou.
- Nem eu. Não pude evitar. – Murmurei.
Ficamos controlando as nossas respirações. Depois, apenas fitamos um ao outro.
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A segunda-feira começou cansativa. Após deixar a Alisson no colégio, fui para a empresa para uma intensa reunião. No intervalo comentei com o meu pai sobre o pedido de casamento aceito, e ele me parabenizou.
Antes de ir até o colégio, buscá-la, passei no local, onde se construía a nossa casa. Ela ainda não sabia disso, e eu só mostraria quando fossemos morar definitivamente.
Cheguei ao colégio e agi da mesma forma de todos os outros dias. Desci do carro e acenei. As suas amigas acenaram também, e para não ser mal educado, repeti o aceno. Ao chegar até a mim, me beijou de uma intensidade nova. A cada dia que passava, ela estava ainda mais contente com o nosso relacionamento.
Fomos até a casa da minha mãe, sempre que dava certo, almoçávamos lá. Comentamos sobre o fato de estarmos noivos e vi a minha mãe soltando algumas lágrimas tímidas. A Alisson me acompanhou, enquanto eu deixava a Caroline no colégio.
A Caroline estava bastante animada com o fato do casamento. Eu e a Alisson ainda não havia decidido nada, talvez demorasse algum tempo. Ou não.
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E assim se seguiram as semanas, eu trabalhava como um louco e havia dias que eu chegava quase 21 horas. A Alisson confiava em mim, mas eu não estava dando a devida atenção a ela. Por estarmos próximos ao final do ano, o meu pai pedira que eu aumentasse de alguma forma as vendas, para investirmos em diversas coisas, no ano seguinte.
Por fim, eu e a Alisson, decidimos fazer o nosso casamento, o mais simples possível. Seria após o ano-novo, eu já havia pedido ‘férias’ para o mesmo período.
Casaríamos somente no civil, e depois faríamos uma festa somente para os meus familiares e os nossos amigos. Não havia a quem mais convidar. E eu estava contente com isso, apesar da minha mãe estar ajudando, assim como as suas amigas, eu sabia que todas as decisões finais ficavam com ela.
O mês de novembro e dezembro se passou rapidamente. Minha família preparava as festas de final de ano. Seria mais uma vez, na casa do meu pai. Poderíamos passar a noite inteira e o dia seguinte, já que havia diversos quartos.
Eu havia comprado o smoking para o casamento. Por incrível que pareça, meu pai se depôs a bancar todo o casamento. Nossos padrinhos seriam o Aidan e a Vanessa, não havia pessoas melhores para chamarmos.
Mandei fazer as alianças no mesmo local que havia comprado o anel. Na dela, pedi para acrescentar uma pequena pedra de diamante.
Passaríamos a nossa lua-de-mel na Inglaterra. Lembro que em uma conversa que tínhamos, o sonho dela era conhecer esse lugar. Seria outra surpresa. Enquanto ela preparava os detalhes da festa e do casamento, eu preparava a nossa lua-de-mel e a nossa casa. Ela não sabia disso, poderia até ficar nervosa, mas me agradeceria depois.
A Ally ficara totalmente sem graça quando soube que eu me casaria. Em plena reunião, meu pai disse a todos da empresa para me cumprimentarem.
Não convidaria ninguém daquele lugar, exceto a Jenine, por quem eu tinha enorme gratidão e carinho.
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Já estávamos na véspera de Natal. Eu voltaria para a empresa somente em fevereiro, aproveitei o tempo de folga antes do casamento para terminar de checar as obras na nossa casa, que chegava ao fim. Pedi a um decorador para comprar os moveis com aspecto rústico.
A noite da véspera de Natal na casa do meu pai estava totalmente animada. Ele havia mudado bastante, desde a minha volta para a empresa.
- Antes de começarmos a nossa ceia, quero agradecer a presença de todos. – Meu pai iniciou. – Principalmente de uma pessoa que já é da nossa família, mas que em breve casará com o meu filho.
Senti a Alisson estar completamente vermelha ao meu lado. Passei meu braço em sua volta e continuamos a ouvir o meu pai:
- Sei que apesar de tudo, o Tyler não estaria aqui nesse momento, e nem comigo na empresa. Ele mesmo disse que mudou por ela. Sei que quando uma mulher é realmente mulher, ela nos muda. Enfim, é isso.
- Obrigada Charles. Também agradeço, mas eu devo muito ao Tyler. Ele me tirou de uma vida que não era digna. Sei que eu o ajudei a sair de uma situação ruim, mas só nós dois sabemos o que eu já passei. E obrigada por me aceitarem.
Depois de algumas palavras da minha mãe, e até mesmo da Caroline, resolvi também me prontificar:
- Eu agradeço ao meu pai, por ter me dado uma chance. Senão fosse por ele, provavelmente eu não teria encontrado essa garota, que se tornou mulher em tão pouco tempo. Não vou dizer muitas coisas, mas é isso.
Em seguida, começamos a ceia.
Todos comíamos e comentávamos sobre os natais anteriores. Lembrávamos de situações engraçadas. Começamos a beber em seguida, enquanto tocava musicas dessa época no radio antigo.
Quando era praticamente 5 da manhã, eu e a Alisson que ainda bebíamos, fomos dormir. Todos já haviam ido, só restava nós dois. Estávamos curtindo o nosso primeiro natal juntos, olhando as estrelas, no enorme jardim, apesar do frio.
Mal chegamos ao nosso quarto, e já estávamos nos beijando intensamente. Mesmo sendo a casa do meu pai, e tê-lo dormindo no quarto vizinho, eu precisava dela. Fizemos o maior esforço para que os gemidos não saíssem alto o suficiente para ele dormir.
- Não acredito que fizemos isso. – Comentou, depois de puxá-la para o nosso peito.
- Ah, até parece que ele não tem as garotas dele. – Comentei e rimos. — Gostou mesmo do nosso Natal?
- Foi o melhor que já tive.
- Hmm, puxa saco. – Falei e rimos.
Começamos a ficar em silencio para dormirmos.
Notas finais
O próximo capitulo será o casamento, e ele será narrado no POV da Alisson. o/
Comentem.
E até mais. xD
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