The world has turned and left me here.
8 Back to the Orphanage.
O primeiro ano passará rápido, a cada dia que as férias se aproximavam o humor de Tom ia escurecendo. Ele teria de voltar pro orfanato onde ia passar dois meses inteiro sem magia e na constante companhia dos trouxas. Mas ele não era o único, Jenny estava começando a sentir o gosto azedo da comida da cantina, a qual a Sr. Cole ficava supervisionando.
—Dia ruim?-Tom questionou assim que ela se sentou ao seu lado com brutalidade.
—Semana ruim.-Ela respondeu o fazendo debochar.-Semana que vem, estaremos longe daqui.
—Tudo bem, acabei de perder o apetite, obrigado.-Ele largou o garfo.
A menina riu um pouco e o rapaz revirou os olhos.
Alguns dias depois, ambos estavam no trem. Após uma série de despedidas, sendo a maioria falsa, Tom se juntou a Jenny na cabine.
—Ah,lembra que os pobres existem?-A mesma questionou ao ver o rosto dele em quanto puxava uma coberta da bolsa.
—Por favor,sabe que não sou apegado a meros peões.-Ele rebateu ao sentar-se de frente para a outra.
—Que seja.-Ela se deitou no banco e jogou o coberto por cima de si-Me acorde quando chegarmos.
Riddle acenou positivamente com a cabeça e observou a chuva cair deixando o vidro da janela cheio de gotas. Ele só queria voltar para Hogwarts.
….
—Ah,vejo que já estão aqui.-O professor Dumbledore os esperou na plataforma, como era responsável pelos dois,o homem ia levá-los de volta ao orfanato.
—Sim,sim,estamos aqui.-Riddle não ligou.
—Ótimo, antes de irmos, vou cita ruma regra fundamental, nada de usar magia fora de Hogwarts,é estritamente proibido.
—Sabemos senhor,nós sabemos.-A outra bocejou.
—Melhor nos apressarmos, a chuva está forte e a senhorita Pierce ainda está com sono. Não queremos que ela desmaie no meio do caminho.-O mais velho tomou a frente.
—Como se fosse possível, ai!-Tom se calou ao receber uma cotovelada.
A garota pegou no braço dele e o puxou.
…..
—Bem vindos de volta.-A Sr.Cole os recebeu.-Espero que tenham se comportado.
—Oh, sim,eles foram ótimos, são os melhores alunos que poderíamos ter.-Dumbledore acabou por inflar o ego do menino de cabelos escuros.-Agora eu devo ir, vejo vocês em dois meses.-Acenou para as duas crianças,Jenny assentiu com a cabeça.
—Muito bem,vamos levar suas coisas para os seus quartos.-Cole disse.
A medida que avançavam pelos corredores familiares com mofo, ouviam as crianças comentando sobre seu retorno, a maioria reclamando.
Jenny revirou os olhos e manteve um sorriso satisfeito, ela avançou com suas coisas e correu rapidamente na direção do seu dormitório .Seu amigo, porém, olhou meio confuso pela súbita mudança de humor.
E por falar em dormitório,quando Riddle abriu a porta do seu quarto,viu-se em volto de uma grande quantidade de poeira:
—Por que não estou surpreso?-As mulheres da limpeza tinham medo dele, devem achar que o quarto era amaldiçoado ou algo assim.
Tom abriu o belho guarda-roupa e começou a colocar suas coisas dentro dele, foi então que ouviu um barulho estranho. Algo vindo da sua cama.
—Não vou desconsiderar a possibilidade de um rato.-Naquele lugar, tudo é possível.
Mas não era bem um rato.
…..
Jenny sabia que não devia usar magia, mas precisava, aquele lugar estava um verdadeiro sacrilégio. Não demorou nem dois minutos para o quarto ficar limpo e perfumado, ela abriu até a janela:
—Será que Tommy boy fez o mesmo?Bom...-Ela tirou os sapatos.-Vamos fazer uma visita,afinal,não é como se eu tivesse algo melhor pra fazer.
Descalça, Pierce caminhou pelo corredor gelado e chegou até a porta de Riddle. Quando chegou perto, ouviu ele conversando com alguém,o que era estranho.
—Ok...-Ela bateu na porta e a conversa cessou.
Tom abriu a porta devagar:
—Ah..Oi?
—Tem mais alguém ai com você?
—Hum, não.-Ele respondeu de supetão.
Ela fez vista grossa e o empurrou a fim de entrar no quarto. Quando Riddle percebeu que Pierce viu a serpente em cima do seu travesseiro, apressou-se em tapar a boca dela. Na concepção dele a castanha ia gritar, mas não era o que a menina tinha em mente, tanto que a mesma estranhou o gesto do rapaz.
—Não parece com medo.-Tom comentou ao liberar a boca dela devagar.
—Porque não estou, apenas quero saber o motivo de ter uma serpente no seu quarto,poderia explicar senhor Riddle?
—As vezes eu esqueço que você não é fresca, mas emfim...Inicialmente, ouvi um barulho suspeito vindo de baixo da cama e, bom,descobri que tem um pequeno buraco na parede. Acho que ela passou por ali.
A castanha decidiu se aproximar da cama mas a cobra sibilou para ela.
—Epa.-Jenny recuou.
Tom olhou para a serpente e começou a falar em uma língua diferente fazendo a menina de olhos claros arquear uma sobrancelha:
—O que você tá fazendo?
—Dizendo pra ela não te atacar, ora.
—Em que língua?
—Como em que língua?Na nossa, obvio.
—Olha eu não quero desmanchar sua alegria, não é isso não, mas você não estava falando nossa língua materna.
O menino ficou confuso:
—Esta dizendo que eu falo outra língua sem perceber?
—Basicamente. Acho que isso vai ser um novo tópico de pesquisa para quando retornarmos a escola Tommy.
Inesperadamente, a serpente fez um som estranho que se assemelhava a uma risada abafada.
—Eu já disse pra parar com esse apelido.-Tom fuzilou sua amiga com o olhar e ela lhe mostrou a língua.-Infantil.
—Idiota.-A outra cruzou os braços.-Agora o que fazemos com ela?-Apontou para o pequeno animal.
—O mais lógico seria abrir a janela e deixá-la escorregar pelas plantas que adornam a parede...Pega ela.
—O que? Depois que ela sibilou pra mim? Perdeu o juízo?
Revirando os olhos,o rapaz a puxou:
—Ela não vai te machucar,aqui.-Segurou as mãos dela-Eu te ajudo.-Jenny se aproximou do travesseiro um tanto relutante.-Abras as mãos e deixe a serpente vir por vontade própria.
Uma vez que a cobra estava na sua palma,Jenny podia sentir a pele lisa e gelada da criatura. Tom a guiava com cuidado usando suas próprias mãos para ensiná-la a manejar o corpo escorregadio sem machucá-lo.
—Agora pode solta.-O rapaz falou uma vez que já estavam na janela.O animal se enroscou nos galhos e foi fazendo seu caminho. -Viu,não foi ruim.
—Não,de fato...-Ela suspirou-Agora pode parar de respirar no meu pescoço?
…...
A hora da refeição foi bem normal,Billy e sua turma fingiam que Pierce e Riddle não haviam voltado e eles, claro,nem se importavam. Tom podia dizer que talvez,só talvez, tivessem um pouco de paz.
—Será que eu posso sentar com vocês?-Amy Benson se aproximou chamando atenção deles.
—An...-Jenny olhou pra Tom-Pode?-Mesmo sendo uma pergunta, a menina levou como uma resposta positiva.
Amy sentou ao lado de Riddle, verdade seja dita, ele era o único motivo para ela estar ali. Pierce arqueou uma sobrancelha.
—Então,a escola foi legal?-Benson tentou iniciar a conversa com Tom,e apenas com ele.
—Hum.-Tom deu de ombros.
Amy continuava a fazer perguntas,o que estava irritando o rapaz. Foi então que Riddle decidiu interromper o interrogatório:
—Agora ouça Benson, estou tentando comer aqui,se você quer conversar fiado, sugiro que procure outro pra isso.-Amy pareceu extremamente ofendida e se retirou no mesmo instante.-Até que emfim,paz.-Ele redirecionou seus olhos para a garota de cabelo castanho a sua frente. Jenny tinha uma expressão de zombaria.-O que?
—Até aqui Riddle,até aqui.-Ela estava se referindo as meninas fãs dele.
—Cala a boca Pierce.
…...
A noite,Tom estava se preparando para dormir,alguém bateu na porta.
—O que Jenny poderia querer agora?-Ele nem cogitou a possibilidade de ser outra pessoa.
Ao abrir, surpresa,Amy Benson,de novo.
—Oi.-Ela disse meio tímida.
—Deseja alguma coisa?-Sim você.
—Bem,percebi que você prefere pessoas diretas,então, ai vai…-Ela suspirou-Eu gosto de você.
O menino fechou a porta.
…...
Jenny,que já estava deitada,ouviu batidas na sua porta:
—Espero que seja importante.-Ao abrir,lá estava,Amy Benson com uma cara de choro-An,você está bem?-Ela entrou e se jogou na cama dela chorando sobre sua recente rejeição.-Olha,eu não sei como eu entro nessa historia,então sera que poderia...Ah deixa.-Pierce saiu do próprio quarto,quem aguenta os berros dessa garota?
Jenny entrou no quarto de Riddle se bater e ele ficou confuso:
—O que foi?
—Amy Benson está no meu quarto chorando até os olhos sangrarem por algo que você fez,creio eu,então vim dormir aqui.
—Não tem espaço pra nós nesta cama.
—Então tira a maluca de lá do meu quarto.
—Eu não sei como fazer isso.
—Fim de assunto.-Ela deitou ao lado dele, praticamente, o espremendo contra a parede.-Boa noite Riddle.
Tom não respondeu,a situação era estranha de mais.
No dia seguinte,Jenny acordou com um braço em sua cintura, uma respiração quente e clama no pescoço e uma perna em cima da sua:
—Hum...-Locomoveu-se de forma cuidadosa.Tom parecia nocauteado de sono.
Depois,ainda sonolenta,a castanha se dirigiu ao próprio quarto e encontrou Amy dormindo na sua cama,ela chorou a noite toda:
—Garota hormonal.-Pierce zombou e retirou sua varinha,a qual,ela levará consigo na noite anterior para Benson não descobrir.-Vamos dar um jeito em você...E eu acabei de ter uma ótima ideia para me vingar.
Se estão se perguntando o que ela fez,bem...Digamos que Riddle e Pierce não se falaram por quinze dias, afinal,ele estava com raiva dela,Jenny deixou Amy Benson na cama dele, imagina o susto que o rapaz teve ao acordar.
Amy ficou com tanta vergonha que decidiu se afastar por um tempo. Jenny era a única tranquila nisso tudo e por um único motivo…
—Já vai.-A mesma disse ao ir na direção da porta.
—Ok.-Tom falou assim que ela abriu.-Chega dessa infantilidade, por favor.
Ele não podia ficar sem a companhia dela.
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