Notas iniciais
Primeiro texto. Espero que gostem. Boa leitura.

-Na calada da noite, minha alma sopra como uma brisa suave em sua busca. Foi assim que me senti no momento em que lhe perdi.

Após dizer estas palavras Lúcios achou ter morrido, naquele fatídico dia Vinte cinco de dezembro de mil setecentos e setenta e três em pleno natal, onde todos estavam sendo felizes, compartilhando o amor e afeto com suas famílias. Então olhando para o céu achando que sua alma estivesse indo de encontro a sua amada, ele estava enganado, sabia que ali não podia perecer não antes de cumprir sua promessa e se livrar de sua terrível maldição.

Ao se dar conta de onde estava ele se levanta e contempla Londres e suas belas luzes de natal. Já está quase amanhecendo quando decide seguir viagem, ali desaparece nas sombras esperando o sol mostrar sua cara.

Ao caminhar pelos os becos escuros de Londres, Lúcios se depara com um jovem cuja idade não ultrapassa os vinte e três, com uma bela moça em seus braços onde o socorro estava sendo suplicado em seu rosto ao vê-lo. Com sua agilidade e maestria saca sua lamina escondida em seu, sobretudo, seus olhos azuis parecem brilhar diante da escuridão fazendo-o dançar nas sombras, acertando o cabo de sua lamina na têmpora do jovem garoto.

Repousando sua lamina de volta a bainha, Lúcios repõe o capuz e continua seu caminho, antes que possa perceber a jovem levanta e diz:

-Obrigada! O senhor salvou minha vida

E com sua voz grave em alto e bom som responde:

-Não há de que, tome mais cuidado ao andar por estes lados há esta hora, não será sempre que será salva por um estranho.

A jovem cora e sem graça replica ao seu salvador:

-Estava querendo fazer uma surpresa ao meu pai, indo visitá-lo na padaria logo cedo e então me deparei com este garoto que me puxou a força a este beco.

Com seu olhar frio e indecifrável continua observar a jovem falar.

-Aliás, posso saber o nome do meu salvador?

Com a ríspida voz diz:

-Meu nome não vem ao caso no momento, apenas vá, seu pai deve estar lhe esperando.

E assim a jovem sai correndo, sem olhar para trás e sem esquecer-se de um estranho que acabara de salva-la.

Vendo o amanhecer bater as portas, Lúcios seguiu seu caminho, pois sua jornada será mais complicada do que imagina.

Os sinos balançam e a porta se abre o senhor parado atrás do balcão se depara com uma bela jovem arfando, seu rosto ainda assustado o encarava. Dirige-se a ela com uma voz confusa:

- Suzan, o que faz aqui tão cedo? O que aconteceu com você, parece assustada?

Seus belos olhos cor mel cintilavam sobre a luz do recinto, com a voz tremula ela diz:

-P-Papai! Queria lhe fazer uma surpresa, ajudando-lhe nesta manhã de natal, mas no meio do caminho fui atacada por um homem – As lagrimas começam a brotar de seus olhos. Seu pai, preocupado vai a sua direção.

- Oh minha filha, você está bem? Ele a machucou? Diga-me o que está sentindo?

Ela assente e responde:

- Sim papai estou bem, antes de conseguir fazer qualquer coisa um estranho me ajudou, sou muito grata a ele mesmo não sabendo seu nome.

Sr. Tom, como era chamado pelos seus clientes, lhe abraça e diz em tom mais calmo:

- Minha filha, o que seria de mim se algo acontecesse a você? Agora vamos, está quase na hora de abrir vá aos fundos enxugar estas lagrimas e se lavar.

Ela sorri e sai em direção aos fundos da padaria, ainda pensando naqueles olhos azuis penetrantes, frios que pareciam encará-la de uma forma como não conseguia explicar.

Suzan tinha dezenove anos, seus longos cabelos castanhos realçavam sua pele levemente bronzeada e seus olhos cor mel. Seu corpo era belo, suas curvas tiravam a atenção por onde passava, naquela manhã estava intrigada deixava a água correr sobre seus cabelos enquanto pensava no misterioso homem que havia a salvado. Ao fechar os seus olhos via o tilintar da espada saindo da bainha e seus olhos azuis penetrantes, ali decidiu que sairia a sua procura e sanaria todas as suas duvidas sobre o misterioso homem.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.