The value
1 Uma historia
Era uma terça-feira nublada, a loja estava praticamente vazia, dava para sentir o cheiro dos mangás novos já colocados nas estantes esperando para serem comprados, e eu sentado esperando para almoçar, quando escuto o sino da porta soar dentro da loja, me levanto em um susto e tento olhar pelo balcão quem era que tinha entrado, mas não havia ninguém, ouvi barulho de passos pelas estantes de categoria shoujo e shounen, saio do balcão e vou atrás daqueles passos sorrateiros, passo pelas prateleiras mais ainda não conseguia ver quem era que estava na loja, dou meia volta e me deparo com uma senhora que aparentava ter uns 43 anos, vestia roupa social parecendo uma secretaria de algum famoso.
– Olá, bem-vinda a mangá zone, quer ajuda para achar algum mangá – Falei meio nervoso e sem pensar, como se alguém como ela fosse comprar um mangá, sem descriminação, claro.
– Boa tarde, fui designada para esse local – Disse olhando para a loja como se fosse um lugar onde não gostaria de estar – para lhe entregar esse presente, antes que pergunte, não precisa saber quem eu sou, de onde vim, e o que é isso nas minhas mãos, e sim sei o seu nome Sr. Nagata – Disse continuando e entregando uma caixa quadrada, cheia de furos e meio pesado nas minhas mãos.
– Como assim? O que tem aqui dentro? – Falei olhando para os furos tentando descobrir o que tem por debaixo deles, mas quando voltei meu olhar para a senhora, ela já havia ido embora, mais o barulho dos sinos da porta da frente já loja ecoavam pelas estantes após seu sumiço repentino.
Voltei para o balcão e coloquei a caixa encima dele e abri com ansiedade e nervosismo, quando me apaixonei à primeira vista, era um ser pequeno de bochechas rosadas com uma boquinha de algodão vestindo roupinhas cor de rosa, cabelinhos de cor ruiva e olhos madeira com toques de verde limo, assim que ela me olhou deu um sorriso tão vibrante que me fez sorrir involuntariamente e quase chorar, olhei para baixo e havia uma carta do lado dos lençóis envolta dela e o peguei e ao abri-la senti perfume doce de melancia e percebi que quem havia escrito aquela carta só podia ser uma mulher pela letra e estava escrito:
“ Sei que gostaria de ter uma filha desde o dia que te olhei, não posso te dizer os detalhes e o que pode acontecer, até que ela cresca e seja quase adulta, apenas cuide dela, ela sempre foi sua e sempre será, ela tem um poder incrível que não pode ser negado, não pode ser odiado, não pode ser tirado, um poder que só ela tem nesse momento, não vire as costas para ela por favor e o nome dessa preciosa é Daiki.
Até breve.
S.”
– Papai, essa história aconteceu de verdade? Ela tem o mesmo nome que o meu – disse com um olhar brilhante
– Não se preocupe meu bem, nomes bonitos assim aparecem em varia historias – Disse cobrindo-a.
– Boa noite papai – Disse fechando os olhos e com um sorriso no rosto – Te amo muito – continuou com voz de sono.
Desliguei a luz e sai sem fazer barulho, a olhei pela porta mais uma vez:
– Também te amo filha. E essa história apenas acabou de começar, refleti.
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