A enfermaria tinha cheiro de sapatos novo, as maca um pouco desconfortável, fiquei esperando a enfermeira me trazer o remédio, ela pedi para deitar após me da o comprimido para dores abdominais, me deito, mais não conseguia fechar os olhos, so pensava no quadro do Austin, na reação do Seven, peguei o travesseiro e o pressionei no meu rosto para tentar esquecer, escuto a porta abrir e escutei barulho de passos.

– Dai? Era a voz do Seven. Tirei o travesseiro do meu rosto e me levantei, eu o olhei e sorri aliviada.

– Pensei que estava com raiva de mim?

– Por que eu estaria? Está se sentindo melhor? – Ele senta na maca perto dos meus pés.

– Você me olhou de um jeito estranho quando estava apresentando... e depois desviou o olhar – Olhei para baixo – Mais ou menos, minha barriga ainda dói.

– Porque você desenhou aquele mauricinho, tem tantas coisas que você poderia pintar... E tinha que ser ele – Ele olha para mim e chega mais perto até segurar minha mão – Descansa um pouco.

– Cadê a Gaile? – Perguntei para mudar de assunto.

– Ela queria vir, mais ela foi a próxima a se apresentar.

– Ah.. – Olha para ele e dou um sorriso breve.

– Dai eu vou ser bem sincero contigo, eu gosto de você – Meu coração dispara a mil – Não sabia como dizer isso a você porque não tinha coragem o suficiente, não quero te perder, não quero te ver em outros braços além dos meus. Seus olhos verdes brilhavam feito esmeraldas, sua boca estava tão próxima da minha que pude sentir sua respiração, ele segura meu queixo com delicadeza e encaixa seus lábios aos meus, eram tão macios, eu correspondia seus beijos, mas eu o afastei com as mãos em seu peito.

– Seven, eu também gosto muito de você, mas ta tudo acontecendo tão rápido, eu quero corresponder aos seus sentimentos, mas... – Tento olhar pra baixo, mas ele segura meu rosto e me faz olhar para seu rosto ruborizado .

– Eu faço você esquecer ele, me da uma chance, eu preciso ir agora, por favor vá até minha casa no sábado, não aceito um não como resposta. Ele me da um beijo na testa, se levanta, anda até a porta e antes de fecha-la sorri para mim. Toco meus lábios com a ponta dos meus dedos, era como se ele ainda estivesse me beijando, a porta abri novamente e meu coração bate forte achando que era o Seven.

– Ooi, e ai como você ta? – Disse Gaile com um sorriso de orelha a orelha.

– Ah.. é você, oi – Não escondi meu descontento.

– Nossa, depois dessa vou me retirar – Disse voltando para porta

– Não! Vem ca, desculpa, aconteceu muita coisa hoje, ta difícil me concentrar. Ela da meia volta e deita na maca do lado oposto ao meu.

– O que aconteceu? Seu rosto ta bem vermelho, ta doente? – Perguntou preocupada. Não tinha jeito eu contei tudo que aconteceu comigo e o Austin e com o Seven, ela me olhava atentamente, e ficou calada por alguns instantes.

– Dai, você é minha amiga, te apoio em tudo, mas de quem você realmente gosta? E tipo eu já sabia que o Seven estava afim de ti.

– E por que não me contou? Eu não sei, estou muito confusa.

– Ele é meu melhor amigo – Disse como se eu não soubesse e da uma risada breve – Da uma chance para ele, va no sábado a casa dele, se você realmente achar que não está afim dele, diga a verdade ele não é criança.

– Você tem razão – Não tenho escolha – Ta bom, valei Gaile – Disse me sentindo um pouco melhor.

– Você sabe que pode contar comigo – Ela pisca o olho e continua – Toma sua bolsa, trouxe porque achei que deveria ir para casa e tinha razão... ah teu pai ligou umas quinhentas vezes. Típico do meu pai, provavelmente ligaram para ele da diretoria, esse dia não tem como ficar mais pior o que que eu ia dizer para ele?, não é fácil de convence-lo.