The value

8 Novo começo


Enquanto arrumava as caixas de edições novas na salinha a Sangel atendia os clientes, realmente ele chamou bastante gente para a loja, “como ela faz isso? ” Pensei. Terminando de arrumar as caixas, anotei a próxima quantidade de caixas para chegarem próximo mês, saio da salinha e a ajudo com os outros clientes, depois de horas atendendo várias pessoas desesperadas pelas novas edição deste mês, pude finalmente descansar na cadeira atrás do balcão.

– Hoje foi um dia em tanto né? – Disse Sangel limpando o balcão com um pano úmido.

– Com certeza, e nada da Daiki me ligar, to ficando preocupado.

– O que aconteceu com ela?

– Pareci que ela não estava se sentindo bem e teve que ir na enfermaria – Falei com a mão tapando meu rosto, respirei fundo – Acho melhor eu ir la – Continuei levando minha mão ao meu queixo.

– Não fica assim, ela já deve estar melhor – Disse para me confortar, na mesma hora meu celular toca e o atendo sem pressa.

– Alô! Dai?

– Oi pai, antes que me encha de perguntas, sim eu estou bem, so foi um mal estar, desculpa se o deixei preocupado.

– O que eu faço com você hein? – Disse passando a mão no cabelo e percebo que a Sangel olhava para mim.

– Pode vim me pegar – Disse rindo – Quero comer seu yakisoba, dou um sorriso aliviado.

– Ta bom, daqui a alguns minutos to ai, beijo. Eu olho para a Sangel, e antes de falar alguma coisa ela fala antes.

– Tudo bem, eu cuido das coisas por aqui e fecho a loja – Ela sorri.

– Desculpa por isso, mas eu passo aqui para te buscar.

– Não precisa, eu..

– Preciso si, você ta sedo tão legal comigo e me ajudando tanto que eu quero fazer algo por te também. Lhe dou um sorriso e saio da loja, abro meu carro e parto para faculdade, espero pela Dai e dirijo de volta para loja.

– Não vai me contar o que aconteceu? – Pergunto curioso enquanto a olho pelo retrovisor.

– Hoje tinha uma apresentação dos quadros que fizemos na aula de desenho lire, fiquei nervosa demais que passei mal.

– Que bom que esteja bem agora, engraçado que essa foi a única apresentação que você se sentiu assim, aconteceu algo mais?

– Não pai – Falou rápido.

– humm – Desconfiei – Ta, não vou te encher de perguntas.

Passei na Mangá Zone, peguei a Sangel e de la fomos pra casa.

– Sangel porque você não fica pro jantar? – Pergunta a Dai com um sorriso malicioso.

– Não quero incomodar – Disse envergonhada

– Quando meu pai faz yakisoba ele faz tanto que nem da pra nos dois comermos

– Como assim, você comi tudo e deixa quase nada para mim – Disse retrucando-a, elas riram.

– Mais eu não to muito bem do estomago lembra, não vou da conta de tudo.

– Bem se a Sangel concordar por mim tudo bem, to devendo a ela mesmo – Olho para ela e volta a olhar para frente.

– Ta bom – Ela olha para mim – Me convenceram. Depois de algumas quadras chegamos em casa, abri a porta para elas e meio que fiquei sem jeito, é raro receber visitas, a Dai sobe para tomar um banho enquanto eu vou para a cozinha preparar o yakisoba.

– Deixa eu te ajudar, eu insisto. — Diz Sangel me seguindo até a cozinha.

– Já que insiste – Nos dois sorrimos um para o outro e dei o pimentão para ela cortar e ficamos conversando enquanto cortávamos os ingredientes, mas começo a lacrimejar por causa da cebola, tento limpar meus olhos com o ante braço, mais é inútil.

– Isso acontece muito comigo também – Deu uma risadinha, ela pega um lenço de papel e passa no meu rosto por baixo dos meus olhos.

– Obrigado – Digo envergonhado, começo a preparar o macarrão e adiciono os ingredientes cortados junto com o molho shoyo e os misturo com ajuda dos hashis, terminado coloco em uma vasilha de vidro redondo e ponho a mesa, junto com a salada que a Sangel fez, chamo a Dai e começamos a comer, realmente eu me superei estava uma delícia, lavamos os pratos e a Dai sobe para dormir por que já eram 22hrs, como o tempo passa.

– Melhor eu ir – Disse pegando sua bolsa no sofá.

– Não quer que eu a acompanhe? – Disse andando até a porta

– Não precisa, a rua ta bem iluminada, minha casa é perto daqui.

– Tem certeza?

– Tenho sim – ela da uma risadinha – Você é um homem muito bom sabia?

– Que isso.. Obrigado – Fiquei com as bochechas rosadas – Obrigado por tudo Sangel.. mesmo – Fiquei mais ruborizado

– Não precisa agradecer, ela realmente mudou tua vida né?

– Com certeza – Disse mexendo o cabelo – Sangel, você pode vim mais vezes comer com a gente, não vai ser incomodo algum.

– Vou aceitar isso como um convite – Ela sorri e anda até o portão

– Ta combinado então, va com cuidado! dou um “tchau” e ela corresponde e segue em frente eu a sigo com olhos para ter certeza, fecho a porta e sinto que minha vida realmente mudou para melhor depois da Dai entrar na minha vida.