The value
3 Novo assusta
Os corredores pareciam cada vez mais longos quando andava até minha sala, minha respiração ofegante, olhares desconhecido por onde passava, mais mesmo assim meus olhos brilhavam. Entrei na sala 27, abri a porta e não sabia se eu sorria, ou se lá era a sala onde eu realmente ia ficar, as carteiras estavam desarrumadas, as pessoas riam, falavam alto e todos pareciam ser bastante descolados.
– Vai ficar parada na porta ou vai entrar? – Disse com uma voz grave com um tom divertido. Dei um passo para trás para ver quem era o dono daquela voz.
– Desculpa, não quis atrapalhar a entrada – Dei um sorriso vago, e de alguma maneira não conseguia olhar para ele direito sem ficar vermelha, porque tive que ser tão branca?
– Relaxe aluna nova, vem senta do meu lado, não vai se sentir tão “peixe fora d’agua” – Ele deu um sorriso e segurou minha mão. Enquanto ele me guiava até carteiras vagas lembrei do conselho do meu pai “ande com pessoas certas” ecoava pela minha cabeça, mais como não resistir aquele sorriso, ele era alto, bronzeado, de cabelos cor de mel, e aqueles olhos verdes, sem palavras.
– Então o que te traz par o curso de design? – Ele me olha como se eu fosse a única na sala.
– Bem... primeiro prazer, meu nome Daiki, gosto de desenhar e montar projetos, e qual é o seu nome? E me diga o seu porque. – Disse dando uma risadinha.
– Daiki? Você não pareci japonesa, mas enfim, meu nome é Seven, escolhe esse curso porque tem muita garota bonita – Disse serio como se quisesse ver minha reação – Nossa você não tem senso de humor, to aqui pelos mesmos motivos que os seus. – E deu de ombros
– Sou japonesa por parte de pai, mas devo ter puxado traços da minha mãe, agora fala sério, me diga seus verdadeiros motivos. Ele olhou para mim, mas dessa vez de uma maneira diferente e se encostou na cadeira e olhou pela janela.
– Desenhar é algo que se fosse fazer um filho para mim – forcei para não rir – É como se a inspiração fosse uma mulher e o prazer em desenhar me deixa vivo e a emoção de ver que esse amor gera um lindo quadro é como fosse meu filho, resumindo eu adoro desenhar e sei que um dia vão reconhecer meu talento.
– Uau – minha vontade de rir passou
– Quem é você? Nunca falei algo tão pessoal assim para algum além dos meus pensamentos.
Tentei responde-lo quando o professor entra na sala e mandam a gente ficar quietos arrumar a sala, alguns minutos depois um garoto de óculos casual sem ser escuro entra na sala.
– Atrasado como sempre Sr.Smith. ele dá de ombros e se senta na carteira da frente e direciona o olhar para uma garota na frente dele e dá um sorriso cativante e depois olha para mim e seu sorriso some.
As aulas terminaram tão rápidas que já era intervalo, Seven se levantou e foi ao encontro de um grupo de garotas, me levanto e vou a procura da lanchonete, compro um copo de suco de morango com leite e me sento em um banco e olho para os alunos no campos e ouço algum falando dentro dos meus pensamentos
– Finalmente te encontrei.
Olho para o meu redor e não vejo ninguém próximo de mim, quando o Sr. Smith aparece pelo corredor e abre seu armário e tira uns livros o fecha e segue adiante abrindo um pirulito e colocando-o na boca ele passa por mim e sinto um aroma de melancia o sigo com os olhos, ele se senta debaixo de uma arvore, tira seus óculos e olha para cima, percebi que ele fica mais lindo sem os óculos e por alguma razão me sente atraída pelo Sr. Smith, quando escuto mais uma vez alguém falando em minha cabeça
– Você está Linda Daiki. Olho para trás assustada e vejo Seven vindo em minha direção com uma garota do lado dele. Ele me apresenta a garota que por sua vez se chama Gaile, e passei meus intervalos com ela e o Seven desde então.
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