The value
5 Inspiração
Era aula de desenho livre, uma das aulas que adorava ter, Seven realmente fazia um filho quando desenha, seus esboços eram incríveis e quando o quadro estava finalmente pronto eu via seus sentimentos nela, já a Gaile, eram traços delicados, não gostava de usar tintas coloridas, seus desenhos apenas eram pintados com cor preto ou roxo com acabamento de agua, muito complexo.
– Se você olhar para os nossos quadros não vai conseguir terminar seu quadro ou o Sr. Chu vai te mandar andando de bicicleta – ou seja, um 0.0 – Disse Gaile enquanto terminava seu quadro.
– Estou sem inspiração hoje – Disse olhando para o quadro buscando uma saída
– Calma, você vai conseguir – Ela me conforta com um sorriso breve. Gaile era o tipo de garota que não gostava muito de falar, apesar de ser amiga do Seven, pois é os opostos se atraem, ela tinha minha altura, só dois centímetros maior que eu, parecia uma boneca de porcelana, seus cabelos loiros bagunçados a deixa atraente e sempre a via de batom preto nos lábios, combinavam com seus olhos acinzentados.
– Espero que sim – Corresponde com outro sorriso breve. Se passam horas e percebo que os únicos na sala eram eu e o Sr. Smith, ele estava ao lado da janela, o sol de fim de tarde o deixava tão sério e lindo ao mesmo tempo, queria muito ver o que ele estava desenhando.
– Já são 16h pessoal, preciso que terminem ainda hoje para apresenta-los na próxima aula – Disse Sr. Chu impaciente
– Por favor Sr. Chu mais alguns minutos – Falo desesperada
– Sinto muito Srta. Nakata, os zeladores logo viram para fechar a sala
Game over, pior nota na disciplina mais fácil, arrumo minhas coisas quase chorando, o professor sai da sala, me levanto de cabeça distraída e meu lápis cai da minha bolsa, quando tento pega-lo meus matérias caem fazendo um grande barulho, envergonhada recolho minhas coisas rápido e me levanto.
– Sua borracha – Disse Sr. Smith atrás de mim. Me viro e vejo minha borracha no seu pé, ele a pega e vou até ele.
– Obrigada – Falo com lagrimas presa nos meus olhos. Ele me olha sentindo minha tristeza.
– Quer terminar seu quadro ainda hoje?
– Sim, mas você ouviu, não tem como
– Você realmente não me conhece – ele sorri de maneira maliciosa, que acendeu a esperança em mim. – Pegue seu quadro e me segue. Sem pensar duas vezes peguei meu quadro e o olhei de maneira divertida, ele cora e anda pelo os corredores e o sigo me sentindo culpada por fazer algo que sabia que era errado, mais no fundo o perigo pareceu bom. Subimos três lances de escada e chegamos no terraço da faculdade;
– Tem certeza que é seguro, e se nos virem aqui? – Perguntei preocupada
– Como se alguém viria aqui, melhor começar, to vendo que mal começou um esboço – Disse olhando meu quadro
– Não estou inspirada hoje sabe, me ajuda, por favor – Quase fiz beicinho
– Ta bom, mas só se você fazer o beicinho que ia fazer – Falou com um sorriso brincalhão – Tô brincando – Continuou – Quando quero me inspirar mesmo não tendo vontade... eu peso em alo ou algum que gostaria de desenhar – Disse tirando seus óculos marc jacobs. Seus olhos eram negros como o céu escuro com poucas estrelas, e seu cabelo carvão realçava sua pele parda – Como era sensual – E aquele final de tarde destacava seus músculos vistos do meu ângulo. Corei por um instante e comei a fazer o esboço do se rosto, seu pescoço, seus braços, sua pose com os óculos em sua mão olhando para o sol caindo, incrível me senti super inspirada e meu desenho ficando incrível.
– Terminei e você? Não temos muito tempo – Disse o meu muso
– Quase, so falta pintar uma parte... — Que eram os seus lábios rosados muito bem delineados.
– Pronto! – Dei um pulo de alegria. Curioso ele tenta ver minha obra, mais eu viro o quadro envergonhada.
– Ah qual é deixa eu ver, posso mostrar o meu se quiser
– Me convenceu, mas antes... Pode me falar seu nome?
– Austin, Srta. Nakata – Disse estendendo sua mão
– Pode me chamar de Dai – Segurei sua mão, tenho a impressão que já escutei sua voz antes. Ele sorri e me puxa para mais perto, minha respiração diminui.
– Cuidado, algum zelador pode te ver desse ângulo visto do campo – Seu perfume me dava vontade de abraça-lo e deixar o perfume dele no meu corpo – Vamos temos que levar os quadros para a sala de apresentação e sair o mais rápido possível – Assenti com a cabeça. Descemos as escadas com cuidado até as sala, colocamos nossos quadros debaixo do ar condicionado para secarem mais rápido e fomos até o portão da entrada sem sermos vistos.
– Bem acho que nos despedimos aqui – Soei com voz de desanimo
– Ainda vamos nos ver amanhã – Ele ri – quer carona? – Diz pegando suas chaves o bolso.
– Não, obrigada meu pai vem me buscar – e assim que falei dele escuto a buzina do seu carro – Então até amanhã Sr. Smith, obrigada – sorri para ele e comecei a andar para trás.
– Não precisa agradecer – ele corresponde com outro sorriso – Srta. Nakata... até.
Entro no carro e sou fuzilada pelos olhos do meu pai, porque dessa vez quem se atrasou fui eu, mas pude ver o meu muso dirigindo o sua Mercedes Benz 1958 preta fosca, que por coincidência olhava para mim até virar a esquina.
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