The unexpected

1 Nem tudo é o que parece ser...


Notas iniciais
Espero que gostem... Lembrem plagio é crime.

Dou um passo pra frente pra não ser esmagada pelo bêbado do meu lado nem pra derrubarem uma bebida em meu vestido da mão de um casal quase se engolindo. Começo a pedir desculpas pelas pisadas nos pés das pessoas e tento enxergar na multidão na minha frente minha amiga. Fico na ponta do pé e vejo uma cabecinha morena pulando e dançando no som da música eletrônica que quase estoura meus tímpanos. Tendo gritar seu nome, mas não adianta, a música está muita alta. O único jeito é pedir mais desculpa e me espremer contra os corpos suados e fedidos até chegar nela.
-Lívia! — digo quase gritando para ela conseguir me ouvir — Vamos embora já está muito tarde, amanhã temos prova. Quase imploro puxando a manga de seu vestido.
Parece que ela nem me escutava só continuava balançando no ritmo da música. Puxei seu braço e ignorei as reclamações dela.
-Você está bêbada e você sabe que isso só vai gerar problemas. Vamos pra casa. Agora!- quase cai quando puxei mais forte, ela havia congelado e olhado fixamente pra frente.
— Mas que diabos, o que você está olhando? Foi aí que eu virei e cometi o pior erro da minha vida. Na minha frente estava o Peter, sim, o ex-namorado da minha melhor amiga. Sim, aquele desgraçado que quebrou o coração da Lívia em milhões de pedaços. Estava quase xingando o filho da mãe quando Lívia me puxa na direção oposta ao garoto e me leva ao banheiro. A noite só estava começando. Quando abri a boca pra xingá-lo de vários nomes nada bonitos, Lívia levou as duas mãos na cabeça.
— O que eu vou fazer, Ka? O que eu faço agora? Ele não devia estar aqui. Ele nunca vem para cá. Lívia já estava soluçando quando me aproximei dela, coloquei minhas mãos em seus ombros e puxei a de encontro ao meu corpo e ficamos abraçadas por longos minutos. Quando vi que ela já tinha parado de tremer coloquei minhas mãos em suas bochechas vermelhas por causa do choro.
— Ele não pode fazer nada com você, está bem? — Ela assentiu com os olhos vermelhos – Eu vou sair primeiro pra ver se ele já foi embora ok? Lívia murmurou um obrigada e saí do banheiro.

Olhei para os dois lados e não vi nenhum rosto familiar, quando giro meu corpo para voltar ao banheiro me deparo com uma espécie de robô de uns 2 metros de altura, totalmente parado me olhando fixamente. Percebo que ninguém se assusta com sua presença, parecem nem nota-lo. Começo a andar para trás, mas uma voz me paralisa. Kayla Hank, você possui informações que queremos, se renda agora e não machucaremos seus amigos.

Meu coração começa a bater mais rápido e olho desesperada para os lados tentando buscar ajuda. A voz em minha cabeça foi embora, mas ainda ouço ecos da voz estridente do robô. Quando olho para sua direção de novo, noto um rosto familiar. Peter, ele esta com um tipo de dispositivo na mão. Ele aperta um botão vermelho e como num passe de magica, o robô desaparece, como se ele tivesse desligado uma tevê ali mesmo. Ele se aproxima e murmura algo como uma desculpa, olho para suas mãos e ele tem uma espécie de seringa. Levanto a cabeça, mas vejo pontos pretos em meu campo de visão. Espera, ele estava me dopando? Tento dizer algo ou gritar por socorro, mas minha língua não me obedece. Tendo me afastar, mas minhas pernas estão fracas demais. Depois, tudo ficou escuro.

Notas finais
Gente, eu sei que esta muito confuso ainda, mas tudo sera explicado melhor nos próximos capítulos.