The truth
1 Capítulo 1
— Mas que raio Raquel?! — eu passei-me, não acredito que me tenha feito isto, ou se calhar até sim, visto o que já me fez!
— Assim vais perceber tudo, já não tenho que te esconder mais nada!
Claro que com este drama todo nem tinha reparado nas pessoas que se acumulavam á nossa volta.
Estávamos numa sala ampla, onde as pessoas tinham tabuleiros nas mãos, mas o mais estranho era a comida, alguns comiam tanto quanto quatro pessoas, enquanto que outros só bebiam algo que não consegui identificar, estes últimos eram um pequeno grupo isolado do resto das pessoas.
— Leva-me já para casa! — gritei em tom de ameaça.
— Mas isto foi o que tu quiseste durante muito tempo! — insistiu.
— Sim, até eu descobrir que tudo o que me tinhas dito foi mentira e me teres deixado sem saber nada por QUATRO anos! — esquece, eu tinha que sair dali antes que começasse a ter esperanças outra vez, então virei-me e comecei a correr.
Após ter corrido, quê cinco metros?, esbarro-me com alguém e caio de rabo no chão! quando tal faz-se silencio...
Olho para cima e vejo um rapaz, cerca de 1,80 de altura, capelo preto e com uns olhos VERMELHO vivo!!
OMG!!! No que eu me meti, é um vampiro!! E de repente percebo o porque daquele silencio todo... tinha acabado de entornar a bebida por cima dele!
— Peço imensa desculpa. — disse a Raquel, que entretanto já se encontrava ao meu lado, ajoelhada e com o olhar baixo, e sussurrou-me — Ajoelha-te e pede desculpa.
E eu armada em esperta faço tudo menos isso, mal sabia eu o que me esperava!
— Olha lá, mas por alma de quem é que me tenho que ajoelhar para lhe pedir desculpa?! — disse enquanto apontava para o vampiro.
— Quem é esta humana? — perguntou ele á minha ex-amiga.
Agora passei-me mesmo!
— Esta humana, como tão rudemente me chamaste, está mesmo á tua frente! — disse furiosa.
Nada, nem piscou, foi como se nem tivesse falado!
— É a minha éarsen, Senhor. — disse a Raquel em voz baixa.
— Sou quê? A tua "esén"? Seja o que isso for ela está a mentir! E nem penses que te chamarei senhor! — gritei-lhe.
E... passei o limite, ele estava zangado, e só reparei pelas pessoas á nossa volta, estavam agitadas, preocupadas, até que eu mesma senti!
Era como uma onda de poder, onde se sentia a raiva, e esta era dirigida a mim...
À minha volta todos se ajoelharam, alguns com medo e outros por respeito, o certo é que todos o fizeram, menos eu, o que o irritou ainda mais...
— Ajoelha-te. — rosnou.
— Não me podes obrigar! — estúpida, estúpida, estúpida! Mas quem é que és para lhe responderes?!
Quando dou por ela estou encostada ao peito dele, as minhas mãos agora atrás das minhas costas presas por uma das suas mãos, e com a sua outra mão agarrou-me entre a cabeça e o pescoço...
Ele vai-me MORDER!!
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