The suicide Generation.
3 Who are you?
Notas iniciais
Pandora se vê perdida, sem uma estruturas. Hoje, após 8 meses, ela criou sobre si um escudo de rancor e mágoa. Sem caminhos a quais traçar, e sempre seguindo com ingenuidade os caminhos de Effy, ela vive sem limites, a morte é apenas o amanhã... Mas será que vale mesmo à pena?
Coloquem crazy in love. - Fifty shades of grey.
Elastic Heart. - Sia.
Don't. - Ed Sheeran.
Pandora Moon.
A menina da Lua.Ele olhou para mim de soslaio, nesse momento eu senti todos os meus ossos se desprendendo do corpo, senti minha vértebra se deslocar e meus pelinhos se eriçarem com o seu olhar.. Muita coisa para alguém como eu, não é?Seu toque era divino, e suas mãos tão macias quanto lã, e bem lá no meu sexo, eu sentia algo crescer, um desejo, uma vontade, era absurdo, sentia minha pele gelada ao seu toque quente, avassalador. Ele pousou a mão sobre minha coxa direita e tamborilou os dedos sobre ela, foi subindo devagar com o indicador e o médio, alisando minha perna, chegando na virilha ele parou, e devagar foi subindo os olhos até encontrar os meus, esboçou um leve sorriso com o canto da boca e passou a mão pelos meus pelos pubianos, e apertando com força sua mão em meu sexo, dançando com os dedos em meu clítoris, e eu deixei minha cabeça pender para trás, meu corpo ia chegar ao orgasmo e eu já não tinha mais forças para tal, sentia meu corpo entrar em total desligamento. Ele prosseguiu com o mesmo movimento até meu último grito de piedade, e então... Minha mente se deslocou do lugar e eu senti um formigamento percorrer minhas pernas e então ele me penetrou, com movimentos para frente e para trás. Bem devagar foi passando as mãos por entre meus seios e meus braços, e também no pescoço, me levando à loucura. Quando chegou no meu cabelo, ele uniu seus dedos, passando- os por entre os fios e o puxou com força, gritando alto e unindo nossas vozes, ele puxou com mais força, e eu gemi em seu ouvido, cravando minhas unhas em suas costas. Soltando meu cabelo, apoiou a mão na cama, para que sustentasse seu corpo em cima do meu, me olhou com carinho, e entre a nossa respiração entrecortada, disse:– It is a pleasure to meet you. Acordei em susto, toda suada e molhada em meu sexo. Sentia meu corpo todo tremer. Jesus! Eu suava frio, e meu corpo todo estava mole. Me pus sentada em minha cama, e passei os dedos por entre meus cabelos, meu Deus, o que havia acontecido comigo? Olhei para o lado, a garota que eu havia transado na noite passada, dormia tranquilamente, olhei para o relógio na parede, 06:48 da manhã.Decidi me levantar e tomar um banho gelado, quem sabe eu esqueceria o ocorrido. Meu nome é Panda, e faz 8 meses que minha melhor amiga morreu, e desde então minha vida mudou drasticamente, ainda não decidi se pra melhor ou pior. Daqui à 2 horas eu preciso ir trabalhar, e meu animo é quase destruidor, preciso me concentrar, preciso me concentrar, se concentre Pands, se concentre. Fui para a minha varanda, acendi o último beck e olhei para o sol, que já havia nascido em grande esplendor. Era tão bonito... Quando Effy e eu chegávamos de festas pela manhã, sempre nos sentávamos em um banco, em uma praça qualquer de Bristol, e sinceramente, era uma das melhores coisas da minha vida. Ouvi passos à minha esquerda, a garota deve ter acordado. – Bom dia, Pands. — Ela sorriu.– Bom dia, querida. Dormiu bem? — Perguntei.– Sim, e você?–Bem não é uma palavra legal. — Enfatizei.–Ah... — Ela parecia mais confusa que eu.– Quer café? — Eu segurei em sua mão.– Ah. — Ela parecia despertar de um transe, ou algo assim. — Não, obrigado. Preciso ir já, meu pai acha que eu passei a noite da casa de Luane, não é? — Ela deu uma risadinha.– Entendo. — Assenti, mesmo não sabendo quem era Luane. Ela soltou minha mão e entrou por entre o quarto, ela usava um lençol para cobrir o corpo, seria uma cena interessante, levando em conta que eu não transava com garotas, e que ela me lembrava Katie. Entrei, fui direto à cozinha e enchi meu copo com café fresco. Já me vou, Pands. Obrigada pela noite. — Ela já vestia seu jeans rasgado, uma regata justa e um casaco por cima.– Não foi por nada. — Sorri e ela me deu um beijo na bochecha. — Quer dinheiro pra o ônibus?– Não, nem precisa. Vou pegar carona com a Tiffany. Valeu, de novo Pands.- Ela apertou meus dedos e saiu da minha vista. Antes que ela pudesse pegar o elevador, eu cheguei até a porta e gritei, ela se assustou e riu.– O que foi? — Disse rindo.– Antes que eu vá. Pode dizer seu nome? — Soltei de repente.– Ah... — Ela parecia desapontada. — Jannet. – Entendi. — Dei uma risadinha histérica. — Er, obrigado de novo.. — Bati a porta, e me pus de costas pra ela. — Okay, Pandora. Nada de garotinhas por hoje. Voltei para a cozinha e peguei meu café, que por sinal não havia esfriado, na hora que cheguei perto de toma-lo, meu interfone tocou.–Merda. — Me encostei no batente da porta e atendi.–Alô?– Senhorita Moon? — Uma voz grossa indagou.– Hm? — Respondi entediada.– Hm, o quê? – Que o quê? — Fiquei confusa.– Okay. Senhorita, tem dois rapazes aqui embaixo, eles dizem querer falar com a senhora.– Quem?Ouvi vozes abafadas. — JJ e Freds, senhora. — Porra, pensei. A carta.– Pode deixar subir, tá? – Claro, senhorita Moon.Corri às pressas para o quarto, coloquei um sutiã, uma blusinha de lã e um shorts jeans, ouvi a campainha tocar e fui até a porta. Olhei pelo olho mágico e respirei fundo.– Bom dia, docinhos.–Panda! — JJ sorriu e me abraçou com força, me girando no ar, pelo corredor frio. — Achei que tivesse se mudado de Bristol.– Pands. — Fred me abraçou apertado e suspirou bem perto do meu ouvido. — É bom te ver, de novo. — E me soltou.–Não me mudei, J. Não consegui... — Abaixei minha cabeça e JJ assentiu.– Entendi. — Ele por fim disse.– É bom ver vocês, também. Entrem, acho que sei por que vieram aqui. — Estendi a mão para o apartamento e ambos entraram.
Notas finais
Como será o reencontro?
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