Já faz 20 anos que a Republica Sulista declarou guerra a Federação do Norte. Uma guerra fútil para ver quem consegue ter mais influência. Por causa dessa guerra minha família morreu e é por causa dela estou no exército sulista, para acabar de vez com tudo isso. Meu nome é Laura e eu só quero paz.

Me alistei essa manhã numa Central de Comando, elas são responsáveis por monitorar as áreas urbanas de cada batalhão onde na maioria das vezes se localizam no centro. Depois de 20 minutos de caminhada cheguei na CC da área 5 e o procedimento para entrar no exército e foi bem simples: Assinar seu nome e pingar três gotas de sangue. Fui encaminhada para uma sala onde um subtenente (reconheci pelo uniforme) me aguardava. Ele era mais alto que eu e bem forte, cabelos castanhos claros quase loiros, pele branca só um pouco mais escura que a minha e olhos azuis que era impossível não olhar. Pode dizer que é um homem bonito. Assim que eu cheguei anunciou que ficaria no 5° batalhão sulista e me entregou uma flamula preta que possuía um desenho de um lobo negro uivando e avisou que o caminhão passaria em minha residência e receberia o uniforme quando chegasse no batalhão. Eu concordei com a cabeça e quando estava para sair ele me chamou.

_Por que você se alistou?_ perguntou com um olhar curioso.

_Por que você se alistou?_ respondi

_Pelo mesmo de várias pessoas:Vingança. _ eu fiquei sem resposta e abaixei a cabeça e ele continuou_ Me chamo Harper_ falou estendendo a mão_ Phelipe Harper.

_Muller, Laura Muller_ estendi a mão de volta.

_Eu sei_ Disse ele sorrindo.

Assim que sai de lá fiquei pensando sobre o motivo do subtenente Harper se alistar: O motivo dele é o mesmo que o meu. Há 10 anos atrás meus pais foram assassinados por rebeldes do norte. Meu pai depois de 2 anos de serviço conseguiu voltar pra casa Eles acordaram com o barulho de tiros e meu pai pegou as duas pistolas que ele tinha em casa para qualquer ''visita inesperada''. Mamãe me acordou e me levou para a ''Quarto do silêncio'' e disse que só podia sair de lá assim que meu pai me chamasse.Mas ele nunca chamou. Sai quando o barulho parou e vi os dois mortos juntos no chão e comecei a gritar. Os soldados me acharam e me falaram o que tinha acontecido. Nunca vou entender como uma criança de 11 anos sobreviveu sozinha.

Vesti a calça jeans preta e a blusa sem mangas da mesma cor, calcei as botas e fui para a frente do espelho pentear meus cabelos, castanhos escuros e longos, e reparei nos meus olhos negros: Não demostravam nenhum tipo de sentimento (Não sei se é possível sentir algo nessa situação)

Fui para a porta e não precisei esperar muito que o caminhão preto com as inicias ''RU'' chegou. O subtenente Harper saiu do fundo do caminhão estendeu a mão para me ajudar a subir e me assustei com o que vi: Não possuía mulheres, eu era a única entre 30 pessoas.

_Vamos parar em mais algum lugar?_ perguntei ao subtenente Harper.

_Não, você foi a última_ disse_ Vamos, sente-se do meu lado.

Assim que entrava mais no caminhão os outros recrutas me olhavam e soltavam comentários maldosos. Um deles me puxou pelo braço e falou alto:

_Carne nova rapazes_ e todos começaram a rir.

_Qual de vocês querem correr 20 quilômetros até o batalhão? Quer fazer as honras soldado..._ ele se aproximou para ler sua identificação_ Blake, Adrew Blake, quero você quieto escutou?

_Sim senhor_ respondeu serio_ olhei um pouco surpresa para Phelipe, nunca imaginei que ele falaria assim com uma pessoa, ele pareceu ser tão tranquilo e pacífico. Ele me conduziu até dois bancos vazios no fundo do caminhão e começou a falar comigo:

_Como se sente?_ assim que ele perguntou olhei nos olhos dele e parece ter entendido como estava e continuou_ Não se preocupe, não te farão nenhum mal_ e sorriu.

Mas seu sorriso saiu assim que o caminhão parou e o motorista anunciou que chegamos. Phelipe apertou meu ombro e gritou:

_De pé soldados!_ falava com uma voz firme_ Bem vindos ao inferno.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.