The secrets about me
6 Ponto fraco
Notas iniciais
Espero que gostem! Agradeço a todos que estão lendo!
Bjsss
Acabei caindo no sono enquanto tentava desvendar os presentes de Leonard. Acordei-diferentemente de ontem-com o despertador tocando, não daria o gosto de me humilhar ao principezinho.
Fui ao espelho, estava com os olhos inchados de tanto chorar na noite anterior. Fui tomar um banho e me arrumei, 5:20 estava no local do café.–Hoje a garota chegou cedo é?–Cala a boca garoto!–O que te faz pensar que você pode falar assim comigo?–O que te faz pensar que você pode falar comigo?–Eu sou o príncipe!–Obrigada por me falar, eu não sabia. Perdoe-me por minha falta de educação com o senhor, achei que o senhor fosse apenas uma pessoa comum que trabalha até tarde para sustentar os filhos.-debochei.-Essas pessoas sim que merecem meu respeito!-disse sinceramente.–Seus pais é?-ele queria tocar novamente no meu ponto fraco. –Não interessa!-me sentei, mas ele sentou ao meu lado. –Claro que me interessa. E eu estou perguntando, você deveria me responder.–Não, obrigada.–Por que você veio para cá?–Pergunto o mesmo. –Por que não volta para casa?-não conseguia decifrar o que ele estava sentindo ao dizer aquilo. Se é que ele era capaz de sentir algo. –Porque Tyn e Daven...-agora conseguia decifrar: raiva. Ele sentiu raiva ao ouvir o nome de Daven. –Sr. Wynne!-me interrompeu falando em um tom elevado.-Ele é seu professor, você deve o respeito de chamá-lo de Sr. Wynne. –Mas ele também é meu namorado.-eu realmente queria irrita-lo? Sim. –Eu já disse o que farei se os vir juntos.-raiva, era raiva que eu sempre via estampado em seu rosto. Mas naquela hora tinha algo a mais.–Me poupe das suas ameaças sem fundamento principezinho!-ainda estava com medo de que fossem verdade.—_______,_________,_________–Educação Física!-Tyn correu em minha direção e pulou em mim fazendo nós duas cair. Começamos a gargalhar.-E adivinhe...-ela esperava minha resposta, fiz sinal para que ela continuasse.-Daven fará conosco.-Não sei o que senti ao ouvir aquilo, lógico que queria poder passar um tempo com Daven, mas acho que não daria muito certo o garoto e Daven juntos. Ainda mais durante uma aula de educação física! Eles iriam se matar e por a culpa no esporte. –Boa tarde.-o professor falou. Era um cara bem magro. –Boa tarde!-respondemos.–Como o rei falou ontem, vocês terão aula de educação física. Quero que deem três voltas no campo e depois sentem aqui.-todos fomos para o campo correr.–Ei.-Daven chamou. –Oi.-falei.-Como está o nariz?–Bem melhor. E o príncipe? –A mesma coisa de sempre, um idiota.-ele riu.-Isso é motivo de piada?-não estava entendendo por quê ele estava rindo.–Eu não ligo para as ameaças dele Maree.-ele parou um pouco de falar.-Onde ele está?–Atrás de nós.-não estava entendendo o que ele iria fazer.–Ótimo.-ele parou-me fazendo parar junto-e me beijou. Não causamos nenhum congestionamento, afinal só havia um garoto com dificuldade para correr e Jenn que estava o ajudando atrás de nós. Mas eu podia sentir a raiva do príncipe por não termos o dado ouvidos.Ele se enfiou entre nós e deu um soco na barriga de Daven, me meti na briga dando um soco no rosto de Jenn. Ele apenas colocou a mão no local e continuou socando Daven. Eu não estava aguentando a cena, então o empurrei. Ele caiu e eu fui direto ajudar meu namorado. –Te amo Maree!-ele disse.-Obrigado.–Também Daven. Também.-o ajudei a se levantar e fomos caminhando até onde o professor estava. Não ousamos olhar para trás. –Certo.-começou a dizer o professor.-Troian, leve Daven a enfermaria. –Não! Eu vou também.-quase gritei. –Não é necessário Srta. Daqui a 10 minutos ele voltará novinho em folha. –Co...-ia começando a dizer.–Temos curandeiros lá.-assenti, já sabiam a peculiaridade de alguns? –Bom, classe. Dividiremos vocês em grupos de seis para treinarmos. Dois grupos ficarão no vôlei, dois no basquete, dois no futebol, dois no handebol e cinco na natação. Esses grupos permanecerão até eu resolver mudar-los, mas os esportes mudaram conforme os testes avançam. Eu sortearei os grupos e sortearei também o esporte de hoje para esse grupo.-pausou um pouco para pegar um pote com papéis. Deviam estar com nomes.-Grupo 1:Isabell Hugn-continuou falando os integrantes: ninguém que eu me interessasse.-Grupo 12: Ashtyn Fain, Daven Wynne, Maree Pennegyn-Que sorte!-Gabrielle Jemer, Oswald Lincoln e Jenn Frowall.-Ah não! Só podia ser brincadeira...-Vocês irão fazer basquete. Os que sobraram faram parte do grupo 13 e irão para a natação. Podem juntar-se nos grupos.–Vamos jogar contra o grupo B.-Tyn começou.–Edward, Fyonna, Paul...-Daven falou alguns integrantes. –Geovanni, Bryan e Camille.-Jenn continuou. Eles pareciam estar competindo.–Gabrielle marca Fyonna, Daven marca Paul...-Oswald começou as táticas.–Tyn marca Geovanni, o principezinho-olhei com cara feia para ele.-marca Byron.–Oswald marca Edward e Maree marca Camille.-Gabrielle terminou. Por mais que eu não estive muito feliz em ter ficado com o príncipe no mesmo time, não podia negar que nosso time estava perfeito, com pensamentos idênticos, em perfeita sincronia.
–12!-gritei.–12!-todos repetiram. O jogo começou, estava 8x2 para nós, estávamos prestes a marcar outro ponto. Daven havia passado a bola para mim, eu estava muito perto da cesta, comecei a correr e pulei para jogar a bola, quando Camille me empurrou, já estava preparada para bater no chão, mas alguém me segurou. Finalmente abri os olhos e vi Jenn, por que ele tinha me ajudado?–Por que?-perguntei para ele bem baixo, de forma que ninguém ouvisse. –Por mais que eu quisesse te ver caindo, não quero gastar o tempo dos curandeiros para te ajudar. Não vale a pena.-ele tinha razão nessa parte que não valia a pena, não valia a pena falar com um idiota como ele. Depois do dia cansativo fui dormir, mas acordei no meio da noite com o barulho, fala real.Estavam todos de pijama e perguntando a mesma coisa: O que aconteceu?Jenn e Julian-seu primo-estavam chorando, então foi o conselheiro que começou a falar. Espera, cadê o rei?–Vamos aqui declarar o falecimento de nosso querido e amado rei...-lágrimas começaram a pesar, não me contive. Por mais que eu não o conhecesse bem eu o amava, não sei por quê, só o amava.-E nossos dois príncipes. A Gabriell, Finn e Enric.-todos repetiram. Por mais que eu odiasse Jenn, não pude deixar de sentir pena dele.-Podem se retirar.-o conselheiro disse por fim. Houve alguns resmungos, alguns estavam indignados por terem acordado tão cedo por nada, segundo eles. Eu estava ficando com raiva dessas pessoas. –Eles acabaram de perder os pais e o avô. Nenhum dos dois têm mãe ou avó. Eles estão chorando, enquanto vocês estão reclamando de terem acordado cedo!-gritei para que todos ouvissem.-Sei que nem todos que estão aqui deveriam ouvir isso.-estava o mais completo silêncio. Todos os olhares estavam voltados para mim, conseguia sentir também o olhar do príncipe.-Vocês que estão se lamentando apenas pelas horas de sono perdida deveriam estar no lugar de Finn, Gabriell e Enric.-não ousei falar a palavra "mortos", mas todos entenderam.Todos fomos para o quarto e voltamos a dormir. Por causa da morte deles não tivemos nenhuma atividade o dia todo. Estava no jardim, não estava esperando por Daven, havia chegado à conclusão que eu não aguentaria ver o príncipe cumprir sua promessa. Não estava desistindo de Daven, muito pelo contrário, estava lutando por ele, estava lutando para que ele tivesse a vida que merecia. –Oi.-nem havia ouvido os passos, estava distraída demais. –Oi.-respondi antes de me virar, era o garoto.-Como você está?-perguntei ignorando nosso ódio.–Um pouco melhor.-ele ainda estava muito triste.-Por que você fez aquilo?–Eles estavam indiferentes ao que havia acontecido. Fiquei com raiva, não sei. –Você estava chorando?!-foi mais uma afirmação do que pergunta. Assenti. Ele estava sorrindo como quem se lembrava de algo. –O que foi?-perguntei. –Só estava pensando que...-ele parou.-ah. Nada! Era bobagem.-encerrou.-Por que nós nos odiamos tanto?-não queria ser muito cruel, mas eu tinha que responder. –Porque você é um idiota. Você bateu em Daven e me separou dele.-ele respirou fundo.–Podemos tentar de novo?-ele perguntou sério. –Não!-respondi determinada. Ele me olhou...não sei, talvez desapontado.-Talvez.-cedi. Vi um sorriso começar em seu rosto. –Então...você apenas me diz uma coisa que gosta em mim e eu digo algo que gosto em você. –Ok.-eu estava doida, com pena demais.-Você começa.–Seu jeito.-ele falou corando na hora. –Mas eu sou muito chata com você e você comigo.–Eu sei. Mas você não liga pro meu cargo, me trata como eu deveria ser tratado.-olhei incrédula para ele. Ele não deixou esse olhar passar despercebido.-Eu tenho raiva de você e te odeio, mas mesmo assim gosto disso tudo. É estranho.-assenti. Era realmente estranho o que ele estava falando.-Sua vez.-eu estava pronta para falar qualquer idiotice que o deixasse com raiva, mas não consegui. Ele estava na minha frente, esperando com paciência, sendo ele mesmo e não o príncipe chato que eu havia conhecido.–Seu sorriso.-falei sem pensar. Ele abriu ainda mais o sorriso.-Quando é sincero.-completei. –Certo.-ele começou.-Sobre seu ponto fraco...são seus pais?–Não estou disposta a falar disso.–Certo. Então...até amanhã? –Ok.-por que eu estava o tratando tão bem? Ou por que ele estava me tratando tão bem? Talvez tivéssemos uma história um pouco parecida, nós dois perdemos as pessoas que amávamos e nenhum de nós podia ficar com quem amava e ainda estava vivo, por mais que o motivo de eu não poder ficar fosse ele. –Espera.-disse e ele se virou.-Sobre o seu ponto fraco...você ama não é? Mas não pode ficar com essa pessoa, não é?-ele assentiu triste.-Podemos conversar?–Vamos para o banco naquela ponte?-ele perguntou. –Vamos.-fomos caminhando até lá e nos sentamos. –Fale primeiro sobre o seu ponto fraco.-eu falaria, tinha de falar.–Eu perdi meus pais em um incêndio, eu era bebê, então mal me lembro deles.-estava segurando as lágrimas.-Eu tinha um irmão, tenho, ele cuidava, brincava, estudava, sustentava, me colocava para dormir... Ele foi mãe, pai, irmão, amigo. Ele foi a pessoa que mais amei na minha vida e ainda o amo.-não segurei as lágrimas. Jenn me abraçou. –Quantos anos ele tinha?–24.-respondi chorando ainda mais. Sentia que o silêncio dele era um "sinto muito" mais sincero do que qualquer palavra. –Sua vez.-Falei saindo dos seus braços e secando as lágrimas. –Como você já sabe, eu amo. E não posso ficar com ela.–Por que?-interrompi.–Ela ama outro.-coitado.-Desculpa.–Pelo que?-estava confusa. –Por lhe proibir de ficar com ele. Vocês se amam e tem que ficar juntos. Foi errado o que eu fiz.-Sério?-Fiquem juntos. Se amem, lutem um pelo outro! Eu não os impeço.-ele estava sendo sincero, dava para perceber. –Obrigada!-estava muito feliz. Lhe dei um beijo na bochecha, estava molhada.-Você está chorando?–Não!-ele se levantou e saiu.
Notas finais
Comentem por favor!
Bjsss
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