The secrets about me
18 Com amor...
Notas iniciais
POV Tyn
Ainda estou escorada em uma das tantas paredes do palácio. Choro cada vez mais ao me lembrar da cena, ver Julian beijar Octavia doeu tanto quanto receber uma facada no coração. E ele ainda teve a cara de pau de me chamar de "amor", quem esse idiota pensa que é?
Seco o rosto com a manga da blusa e me levanto ainda um pouco insegura. Não posso sofrer assim por ele.
Tomo um banho demorado, pego uma roupa qualquer. Faltam poucos minutos para o jantar, então resolvo já descer.
— Tyn. — escuto Maree me chamar. — Você está bem?
— Sim. — tento soar o mais indiferente possível.
— Esse "sim" quer dizer que você está bem o suficiente para encarar o Julian?
— Não. — sai da minha boca antes que eu perceba. — Quer dizer... — antes que eu complete ela me abraça.
— Seja lá o que ele tenha feito, saiba que estarei sempre do seu lado. — assinto. — Você sabe que pode me contar o que quiser, não é?
— Eu o vi beijando Octavia. — revelo.
— Aquele idiota! — resmunga baixinho.
— É.
— Eu mesma vou lá dar uma lição naquele otário! — fala e já sai andando. Eu apenas a sigo.
Avistamos Jenn antes de Julian. E Maree começa a andar mais rápido em sua direção.
— A desgraça do seu primo estava beijando a desgraça da melhor amiga da sua namorada.
— Ex. — corrigiu.
— Ex? — sem entender nada Maree o encarou.
— Sim, ex namorada. A melhor amiga dela tentou acabar com o namoro do Julian, e acho que conseguiu. É tudo farinha do mesmo saco. — ele finalmente parece me notar. — Julian não beijou Octávia, nem retribuiu. Ele nunca faria isso com você, ela o beijou.
— Onde ele está agora então? — cruzo os braços.
— Tyn. — escuto sua voz atras de mim. — Eu... -diz enquanto se aproxima.
— Você nada! — grito de cara fechada.
— Agora você vai me ouvir. Por que acha que eu beijaria outra? Tyn... — encosta a mão em meu rosto. Eu a tiro rapidamente e ele abaixa a cabeça. — Tyn... você é a única pra mim e nunca que eu imaginaria que Octávia fosse tentar estragar nosso namoro. Mas a felicidade atrai inveja. E só nos resta confiar um no outro, porque eu não sei você, mas eu não estou disposto a te perder.
O encarava incrédula.
— Eu... — continuou. — eu estou sendo sincero. Vou entender se você não acreditar, mas realmente espero que você acredite. — colocou as mãos novamente em minhas bochechas. — Porque você não tem noção do quanto eu... — fechou os olhos. — Meu Deus! Você não tem noção do quanto eu te quero do meu lado, do quanto você é importante pra mim... — dito isso plantou um beijo na minha bochecha e começou a se retirar.
— Julian. — chamei baixinho.
Ele se virou rapidamente, me encarando esperançoso. Andei em sua direção e o abracei. Ele retribuiu e estranhamente não vi o tempo passar enquanto me aconchegava em seus braços.
{...}
POV Maree
Tyn e Julian haviam se acertado totalmente e Jenn realmente havia terminado com Isabel. E entendíamos claramente que a felicidade é um ímã para invejosos.
Mas o palácio estava novamente focado nos parasitas dos meus "pais" e seus seguidores.
Ouvimos um grito que me tirou rapidamente de meus devaneios. Todos assustados olham em direção ao barulho. Faz-se silêncio.
— Melhor irmos ver o que aconteceu. — meu irmão diz já se levantando.
Eu, Jenn, Daven, Tyn, Julian e Jansen concordamos e começamos a segui-lo.
Nos deparamos com o corpo de Jonas caído no chão, havia dois furos feitos perfeitamente em seu pescoço melado de sangue. Jansen e Leonard se colocam em nossa frente, só eles parecem entender o que está ocorrendo.
Minha mente não consegue formular palavras, não consegue nem mesmo funcionar.
— Jonas! — Caroline grita por trás de nós. — O que vocês fizeram com ele? — continua a gritar. Ela estava desesperada, chorando e tremendo.
— Nós não fizemos nada, — Jansen começou a responder. — Mas alguém fez. Os vampiros.
— O grupo chegou.
— O que vamos fazer? — Tyn pergunta.
— Se separem, chamem todos.
— Ok. — respondemos em uníssono.
— Caroline. — a chamei. — Vamos vingar a morte de Jonas. — ela assentiu ainda em choque. — Vai ficar tudo bem.
Comecei a andar para a parte do palácio que nenhum de nós tinha ido ainda.
— Você é tão parecida conosco. — me viro tentando achar a pessoa que disse tal frase.
— Somos rápidos. — uma voz mais grossa. — Vampiros, como vocês devem nos chamar.
— Por que fizeram aquilo com Jonas? — pergunto ainda tentando achá-los.
— Não sei, deu vontade. — alguém responde simplesmente.
— Vocês são uns monstros! — grito ainda pro nada.
— Disso nós já sabíamos. Mas você não é tão diferente, está no sangue. — dito isso aparecem.
— É de família. — a mulher completa, andando em minha direção. — Só basta te transformamos e seremos uma família para sempre.
Não pude deixar de notar em sua aparência, Leonard tinha alguns de seus traços e um pouco do homem também. Já eu era mais parecida com o homem e tinha um pouco da mulher. Então eram eles os nossos "pais"?
— O que vocês querem conosco?
— Queremos transformá-los e os que se oporem a isso passarão a ser controlados por nós.
— Quer nos transformar em monstros então? E transformar essa cidade literalmente em um inferno?
— Você enxerga as coisas de forma meio diferente. Mas entendeu a ideia principal.
— Começaremos por nossa filhinha, é lógico. — disse se aproximando ainda mais.
Em questão de segundos, a mulher chegou a minha frente. Ela cortou seu pulso direito com os dentes e colocou aquilo em meus lábios, me obrigando a tomar seu sangue.
Fechei os olhos. Nesse meio tempo ouvi um barulho, o homem estava caído com Leonard encima. A mulher tirou seu pulso de minha boca e começou a ir em direção a Leonard.
— Filho. — o homem caído ao chão chamou.
— Você não é meu pai! — gritou e tacou uma espada de ferro no peito dele, o fazendo sumir em questão de segundos.
— Você o matou. — ela falou com raiva nos olhos.
— E irei te matar de uma forma ainda pior por ter encostado em minha irmã!
Leonard tacou a espada de ferro em sua barriga a fazendo rugir de dor. Tirou a espada e a tacou novamente, mas dessa vez em seu coração, a fazendo desaparecer também.
— Maree. Você está bem? — perguntou correndo em minha direção.
— Estou. — ele me abraçou e ficamos no abraço por longos minutos.
— Nós vencemos. — avisou. — Conseguimos, todos morreram. Nós acabamos de lutar com bravura e amor, e então vencemos. Ninguém te viu, então resolvemos nos separar para te procurar e te achei aqui. — olhei para ele e a única coisa que consegui fazer foi sorrir.
{...}
— Atenção! Atenção! — Jansen gritou durante o jantar para que todos prestassem atenção. — Vamos agradecer a todos pela coragem e lealdade. Vamos orar pelos que morreram lutando, pelos que morreram nos avisando, por todos que morreram à espera de uma vida melhor. Vamos abraçar uns aos outros e dizer que os amamos, porque amanhã pode ser tarde demais. Vamos brindar e comemorar. — todos aplaudiram.
Abracei Jansen e falei que por mais que nos conhecêssemos a pouco tempo, eu era extremamente grata por ele ser como um pai pro meu irmão e para mim. E disse que o amava demais por isso.
Abracei Leonard e disse o quanto o amava, o quanto era grata por tê-lo como irmão.
Abracei Daven e contei o quanto o amava, pedi para que continuasse a fazer meu irmão e a mim feliz. Que continuasse sendo meu melhor amigo.
Abracei Tyn e disse o quanto a amava, o quanto amava seus conselhos e a forma dela ser minha melhor amiga.
Abracei Julian e falei o quanto o amava, pedi para que continuasse a fazer Tyn feliz, que ele continuasse a ser quem é.
Me virei e vi Jenn me encarando. Me aproximei e o abracei. E foi aí que o mundo parou.
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