The secret of the Queen
1 "Little, little liar..."- Parte 1
Notas iniciais
Hello, my dear.
Fiz com muito carinho, espero que gostem *_*
Fiz com muito carinho, espero que gostem *_*
Taylor Acker. Esse é o meu nome. Mas então, porque parece tão estranho ao sair de minha boca?
Abri os olhos com o som irritante de meu despertador, tendo vontade de jogá-lo na parede, porém sabia que não poderia me dar ao luxo de fazer isso, mesmo com o salário que recebo de John. Desliguei o relógio, vendo que já eram 6:15. _Ainda tenho uma hora pra me arrumar.- penso me virando e encarando o guarda roupa, que estava quase em um estado deplorável, com roupas pulando para fora, o que não ajudava muito. Olhei depois para o papel de parede(que um dia havia sido de florzinha) desgastado atrás do guarda roupa e suspiro. Não podia reclamar, pois eu não podia mais ficar com ela e eu sabia bem disso. Me levantei dez minutos depois, deixando a coberta cair na cama. Caminhei em direção ao banheiro, onde olhei no espelho, enquanto escovava os dentes. Meus fios morenos estavam totalmente bagunçados, formando nós horríveis, abaixo de meus olhos pretos, haviam olheiras, que confirmavam a presença de um conhecido pesadelo em meus sonhos na noite passada e, por último, a ausência de cor em minha pele, somente deixava tudo mais macabro, como se estivesse acabado de sair de um mundo pós apocalíptico. Peguei a primeira toalha que vi e fui até o chuveiro. E depois de um banho bem tomado, saí do banheiro, em direção ao meu guarda roupa, onde peguei no meio daquela bagunça, uma jaqueta, uma calça jeans escura, meu uniforme e meus amados all-stars vermelhos e logo me vesti. Olhei novamente no relógio, eram 6:40, ainda tinha tempo, porém por mais que o colégio ficasse por perto, eu deveria me apressar, por isso arrumei o cabelo o máximo que pude para que ele ficasse ao menos apresentável, peguei minha mochila, que eu havia arrumado na noite anterior e alguns trocados que estavam ao lado de meu despertador na mesinha e fui até a porta, saindo de "casa" e trancando a porta. Desci a escadaria e fui até a recepção, cumprimentando Seu Jorge, para logo seguir em frente, saindo do prédio. Já na rua,olhei em volta,observando a pouca movimentação. Agora,você mora em Greenville,acostume-se.- meu subconsciente teimava em me lembrar quase que a cada segundo esse fato. Eu me mudei fazia quase um ano e ainda não conseguia me adaptar a essa cidade, onde todos se conheciam e qualquer informação era causa de mobilização geral. Estava distraída enquanto caminhava em direção a Sweets and Flowers, a única doceria da cidade, que ficava em frente a praça do Prefeito, como eu disse, é uma cidade bem pequena. Uma quadra depois eu já podia ver a grande entrada de portas duplas de vidro, que faziam um belo contraste com o rosa presente na decoração do lugar. Adentrei o lugar, infelizmente esbarrando em Dona Emily, que vinha correndo com uma bandeja em mãos. _ Oh, garota me desculpe!- a mulher loira à minha frente se mostrava realmente arrependida. _ Tudo bem, dona Emily. Vejo que está a precisar de mais alguém que lhe ajude não é?- disse me levantando e a ajudando a levantar, equilibrando sua bandeja que por muita sorte não caiu também. _ Mas, minha menina, não há necessidade, você sabe que consigo me virar sozinha. Até agora tudo está em pé, não é?- Emily apontou ao seu redor abrindo um sorriso triste. — Você sabe... _ Hey, queremos nosso pedido ainda hoje. — ouvimos uma voz interromper e eu não precisa me virar para saber quem era: Kristen bitch Green, mais conhecida como a filha "perfeita" do prefeito e por sinal descendente do fundador da cidade, o que para ela era motivo de sobra para tratar as pessoas como bem quisesse. _ Claro, claro, me desculpe.- Emily me direcionou um pequeno sorriso de desculpas antes de começar a quase correr em direção a mesa do "exemplo" da cidade.Fui até o balcão, pedir meu típico café com leite, me sentando no banquinho vazio. _ Então, o que a minha morena vai querer hoje?- a garota loira surgiu na minha frente, dando um breve nó em seus longos cabelos e no avental rosa, prendendo-o ao seu corpo. _ Você sabe, Suzie, o de sempre. — disse rindo de seu jeito estabanado ao me atender. _ Me parece que sua mãe está tendo problemas com a filha do prefeito.- comentei distraidamente. Dona Emily era mãe de Suzie, que era dois anos mais velha que eu, elas me acolheram junto com John quando cheguei a cidade e eu não poderia ser mais do que agradecida por isso. Suzie e eu não era o que se podia chamar de "melhores amigas",até porque na minha atual situação não é tão boa e eu não seria tão egoísta a ponto de metê-la em meus problemas. A filha de Emily poderia ser comparada à uma barbie humana, com seus belos olhos verdes e seus longos cabelos loiros naturais. A garota trabalhava com a mãe desde que desistira de ir embora para fazer uma faculdade na capital decidindo ficar aqui mesmo e dar continuidade a doceria de dona Emily, Suzie pode até negar, porém acredito que um dos fatores pra ela ter ficado deve-se ao fato de sua "pequena" queda por John, meu atual chefe.
_ Você conhece a Kristen, ela acha que manda na cidade, a novidade seria se ela não tivesse problema com alguém aqui.- ela comentou de costas para mim.- Na verdade, eu até acho que tem alguém aqui com quem ela ainda não arrumou problema.- ela se virou para mim, com minha bebida já pronta, logo se apoiando no balcão para poder conversar comigo. _ Ah,é? Me diga qual é o nome do santo e qual foi o milagre dele, porque, sério eu realmente preciso da receita.- disse depois de provar da minha bebida. _ O nome eu não sei, mas o milagre foi que ele acabou de chegar na nossa cidade, junto com a irmã. Só digo uma coisa: que Deus me perdoe, mas aquilo realmente é um pedaço de mal caminho. — abriu um sorriso malicioso e eu joguei um guardanapo em seu rosto.- Que foi?- disse rindo. _ Como você sabe disso?- ignorei sua pergunta. _ Ora, simples, primeiro porque ele está aqui, segundo porque eu o atendi. — listava nos dedos- E só mais uma informação que pode ser relevante: ele está te observando sem o menor pudor.- ela olhava a cima de mim. _ E onde ele está? _ Exatamente atrás de você. Me virei, quase que por reflexo, para trás e pude ver em uma mesa no canto do estabelecimento, onde um garoto sentava despojadamente na cadeira, bebendo o que parecia um copo de suco e me encarando fixamente. Subi meus olhos, finalmente parando de observar seu corpo, passando para seu rosto, ou melhor seus olhos, duas grandes orbes azuis, em contraste com seu cabelo castanho e sua pele extremamente branca.Observamos um ao outro, por um tempo que parecia um infinidade, quando Suzie me virou bruscamente. _ Sim, eu sei, ele é o próprio deus grego.- ela suspirou apaixonadamente- Pena que é mais novo. — disse num muxoxo. _ E o John?- provoquei tentando mudar de assunto, pois ainda sentia que o garoto me observava. _ Olha, que tal você terminar de beber o leite, não é?- ela corou fortemente e quase me fez beber todo o leite a força.- John? Que John?- disse nervosa, praticamente me fazendo comer o copo.Terminei de beber quase todo o líquido presente no recipiente. _ Aqui está. Até mais, Suzie.- coloquei o dinheiro em cima do balcão e me virei indo a porta. _ Até mais, morena.Dei poucos passos antes de esbarrar em alguém, que percebo ser dona Emily. _ A sorte não está com você hoje,Taylor.- penso bufando mentalmente. _ Oh, desculpa de novo, menina. Eu...- ela tentava se explicar a todo custo. _ Como você acha que eu vou beber isto aqui?!- ouvi um grito de Kristen que fez todos encararem a mesa da mesma. _ Eu... me desculpa mesmo, Kristen. Eu vou lá e faço outro, faço de graça, me desculpe pelo erro e...- ela parecia estar prestes a chorar e Suzie correu até a mesma, amparando-a. _ Não, pra você é senhorita Green e não sei se lembra, porém eu sou a filha do prefeito, se eu quisesse poderia fechar toda essa espelunca num estalar de dedos!- ela estava estérica e assustando até mesmo seus amigos.- Eu irei acabar com você!- ela deu um empurrão em Suzie e Emily. Com certeza eu não podia estar em meus melhores dias e essa garota está realmente afim de briga, bom se ela quer, quem sou eu para dizer não?- pensei. Não faz isso, você sabe que é errado.- meu subconsciente avisou. Se nós realmente ligassemos para o certo e para o errado, não estaríamos aqui, não é?!- respondi. Passei no meio das duas mulheres a minha frente, indo até Kristen, que me olhava de uma maneira meio psicótica. Parei de frente a mesma erguendo o copo que estava em minha mão e num passe de mágica, todo o leite que antes estava no copo, agora estava sobre o cabelo da garota, emaranhando os fios. _ Me diz, a minha bebida está boa para você? — perguntei num ar de falsa inocência, vendo Kristen estar se preparando pra surtar. Dei as costas a ela, vendo todos me encararem e alguns falarem para que ela desse o troco. Quando começo a caminhar para a porta, eu sinto alguém puxar meu cabelo com força. _ Eu vou acabar com você e quando eu acabar você me pedirá desculpas de joelhos, está me escutando?- ela perguntou numa voz que poderia ser chamada de controlada pelos que não a conhecem. Estávamos num silêncio mortal e as pessoas ao nosso redor observavam cada movimento nosso, como se estivessem assistindo algum tipo de programa masoquista. Eu falei que era uma cidade pequena e o que daria uma fofoca melhor do que a filha "perfeita" do prefeito se atracando com alguém? Gentinha hipócrita. E ainda se dizem abençoados.- Pensei. Num movimento rápido e com certeza pouco calculado, consegui me virar e fincar minhas unhas na pele de Kristen, que com o susto acabou soltando meu cabelo. Poderei me considerar uma vadia pelo que farei aqui, mas nunca achei alguém que merecesse mais uma lição de moral do que a filha do prefeito. Os amigos da mesma tentaram se aproximar para ajudá-la e acredito que eu deveria considerá los um pouco mais agora, já que nenhum dos adultos que nos rodeava foi "humano" o bastante para intervir, mas esse fato não me impediria, sendo assim eles também não. _ Sinceramente, não tentem me impedir, é só um conselho, é claro.- terminei dando um sorriso louco para eles, que provavelmente os assustou já que recuaram imediatamente.- E você,- empurrei-a em direção a parede, ainda com as unhas fincadas- A próxima vez que você tentar me humilhar para o seu bando, eu juro que te deixo careca... _ Até parece que meu pai vai deixar isso acontecer.- ela disse petulante. _ Ah, você vai apelar para contar pro papaizinho, é?- ela me ignorou.- Pois saiba que eu quero ir junto, estou realmente achando que o senhor Green está meio desinformado sobre o que acontece na cidade, você não acha? _ Do que você está falando?- respondeu agora com uma calma forçada. _ Estou simplesmente dizendo que, só talvez, o prefeito não goste muito de saber o que a filha perfeita dele e sua estimada sobrinha Brooke andam fazendo enquanto ele dorme...- ela não me deixou terminar. _ Você não seria capaz.- retrucou com os olhos arregalados de surpresa e com uma expressão de medo. _ Sim, eu seria. E todo esse leite derramado em você, já te dá uma idéia do que EU sou capaz.- enfatizei na palavra, a deixando ainda mais nervosa. Olhei para o braço dela, estava muito vermelho, eu estava cortando a circulação, por isso tirei minhas unhas de sua pele e segurei seu pulso, somente para mantê-la ali. _ Como você sabe?- ela me analisava, então eu a encarei e abri um sorriso debochado, como que zombando dela por ainda não ter descoberto. _ Oh...- agora sim, ela parecia ter descoberto e com toda certeza, estava surpresa.- Você é... _ Sou eu, a little liar, ao vivo e em cores.- ela parecia ficar mais surpresa a cada palavra que saia de minha boca.- Você já me conhece e sabe que eu poderia, com uma única palavra, acabar com você, eu vou te soltar- ia falando em fazendo, só que Kristen parecia estar num daqueles transes sinistros- e você vai até a dona Emily, pedirá desculpas, pegará suas coisas e sairá daqui. E, por favor, não tente nenhuma gracinha.- a deixei ali, encostada na parede e sai caminhando calmamente do estabelecimento., ouvindo os murmúrios do pessoal presente. Do lado de fora, eu pude respirar um pouco melhor, observando as pessoas caminharem despreocupadamente na praça e entre elas alguns adolescentes de uniforme conversando em frente aos portões do colégio Âncoras, o porquê desse nome? Eu realmente não sei, mas considerando que nosso diretor também parecia não bater tão bem da cabeça.Não que eu o julgasse, porém não fui eu que dei suspensão um garoto somente porque ele usava preto e "preto lembra morte", fatos são fatos. _ Acabou de falar a garota que atacou a filha do prefeito com seu copo de leite com café.- meu subconsciente avisou.Lembre-se que você sou eu, ok?- retruquei. Já estava parada em frente aos muros quase brancos do meu colégio. _ Só que eu sou a parte inteligente, né? Iria responder, quando um "furacão", literalmente, passou por cima de mim. _ Passa por cima, aberração.- gritei para o garoto que já atravessava, correndo, o portão azul que estava aberto, parando somente quando atravessou o corredor, começando a rir junto com um outro garoto que eu também não tinha visto, enquanto tentava, desajeitadamente, pegar minha mochila no chão. Caminhava lentamente em direção à sala onde seria minha primeira aula e como distração, tratei de observar as pessoas no corredor. Sempre adorei fazer isso, me divertia ao ver as pessoas agindo normalmente, achando que seus "fantasmas" estivessem escondidos. Meu lema sempre foi:" Não há segredo tão bom que não possa ser descoberto." Nem os meus, que eu me esforçava tanto em esconder, quanto mais os deles.
Uma garota loira de pele clara e olhos castanhos, Ashley, cujo o nome eu me lembrava por ser minha parceira na aula de matemática, além de ser um gênio, a garota era deliberadamente doce, uma verdadeira garota "prêmio" como diriam seus pais, que a tentavam casar com o primeiro par de pernas masculinas ricas que encontrassem na cidade e a moça tinha de aceitar, sendo a típica moça de família, toda "certinha". Os pais pareciam não compreender o amor "platônico" pelo colega, Jordan. Após ver Ashley passar correndo por mim, não precisei dar dois passos para descobrir o motivo. O casal "sensação" fazia seu típico showzinho no meio do corredor. Jordan, o nosso "astro" do football, título que o moreno de olhos escuros parecia não almejar, ou melhor, não almejar mais que seu treinador, mais conhecido, pelo mesmo, como pai. Ele sempre muito otimista, "vivia" o sonho do pai, mesmo sabendo que aquilo não era o que ele queria. Jordan era um verdadeiro garoto "prêmio", percebem a relação? Não se iludam, pois como em toda boa história, tínhamos um empecilho, que , nesse caso, tem nome e sobrenome, Brooke Green, sua namorada, por quem nutria um amor (quase) obsessivo. Brooke Green, conhecida como a estimada "2° filha de Christopher Green", embora seja apenas sobrinha, parece mais com ele do que a própria Kristen, dona de cabelos ruivos longos e belos olhos claros, que chamam a atenção de todos por onde passa. A mesma namora Jordan Grant, acredito que por pressão da própria família, coitada. Imagina o surto que seus pais teriam se descobrissem pelo menos 1 por cento do que a garota faz quando ela é sua prima, Kristen, ficam sozinhas. Seria um escândalo e como toda boa família tradicional, evitariam a todo custo, mesmo que isso significasse sacrificar a felicidade de sua única filha. Kristen Green, a "adorável" filha que o prefeito tem tanto orgulho em apresentar como um exemplo a seguir pelo povo , coisa que a maior parte dos conhecidos da mesma se orgulhavam em discordar. A nossa "adorável" garota de cabelos castanhos e olhos verdes, dos quais ela se mostra muito orgulhosa, faz da vida de muitos um inferno. Kristen tenta esconder de todos a sua "pequena" atração pela nossa loirinha. Pensaram que era a Brooke? Se fosse tão fácil, não seria interessante. Sim, Kristen parecia gostar "até demais" da companhia da senhorita Ashley. Portanto, acabo de explicar o quadrado romântico mais famoso de Greenville. Passado alguns minutos eu já havia chegado a porta de nossa sala de aula, então entrei e sentei numa das primeiras carteiras no canto, deixando um espaço para que Ashley pudesse colocar sua cadeira ao meu lado, para logo depois debruçar a cabeça sob a mesa. A sala já estava cheia e todos estavam sentados em cima de suas mesas conversando entre si. Eu os ignorava, eles me ignoravam, simples assim. Estava olhando para baixo, quando percebi que havia um papel muito bem dobrado no chão, ao lado da minha cadeira, o papel tinha um nome escrito, ou melhor tinha o meu nome escrito. O peguei com o maior cuidado e pousando — o em cima da mesa para que pudesse ler: "Little, little liar, de quantas mentiras você é feita? Eu não sabia que uma garota órfã tinha tanto a esconder."- A.C...
Notas finais
Gostaram, amaram ,odiaram? Dêem suas opiniões, elas são muito importantes.
Até mais e beijinhos de luz.
Até mais e beijinhos de luz.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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