Acordei eufórico, minhas gotícula de suor desciam sobre minha face, meus pensamentos ainda me assustavam. Em condições normais eu não me assustaria com um sonho, mas esse foi diferente... Todos nós, os renegados estávamos caminhando em direção ao monte Olimpo, um exército de criaturas divinas pairavam em nossa direção, alguns Deuses menores estavam protegendo as fortalezas divinas. E depois eu acordei, ainda bem.

Decidi me livrar das lembranças, foi em direção a um tambor d’água existente no meu quarto e mergulhei minha cabeça nele. Já era de dia, o sol pairava rigorosamente no céu. Eu devia agradecer, que é o certo no momento, mas, só de ver o sol me lembro de Apolo, e depois dos outros Deuses e o que eles fizeram para nós. Apanhei uma armadura de prata, não completa só o peitoral. E retirei uma espada do mesmo material de uma das gavetas. Manuseie a espada, e atingi inimigos imaginários, cortei o ar, é claro aquilo fazia parte do Show.

Após um curto período resolvi descer para arena, sai de minha “cabana” e fui até o local. Cheguei lá e tinha alguns renegados.

– E aí mariquinhas, querem levar uma boa surra?! – Perguntei em meu típico tom confiante, e depois ri. Dois de sete se manifestaram, uma garota de cabelos ruivos sacou sua lança e a girou, e um garoto de cabelos castanhos brandiu um machado. O garoto tomou a dianteira e veio contra mim com seu machado nos ombros, depois atacou. Seria algo perfeito, se eu não fosse ágil. Por mais que eu seja um renegado, eu ainda tinha os poderes de um filho de Zeus. E os ventos me carregaram, pulei sobre meu adversário e saquei minha espada, fui conta ele, e ele contra mim. Nossas armas se chocaram, criando um zumbido chato. A ruiva cravou sua lança no chão, momentos depois uma rachadura apareceu e um esqueleto me agarrou. Fiquei sem defesas, então concentrei minha energia na palma da mão, e uma descarga elétrica saiu de lá, o esqueleto virou pó. Ainda aproveitando a eletricidade disparei uma onde choque contra o garoto, que tentou desviar mais seu machado conduziu a energia até ele.

No final ficou apenas eu e a ruiva, ela já estava brandindo sua arma e eu recuperando a minha, mas Hefesto apareceu e riu fraco.

– Nossa criança, você está de parabéns! – Comentou com sua voz embargada. – Acho que já é o suficiente não é?! – Assentimos. Depois pelo resto da manhã eu fiz uma dupla com a filha da morte, e acabávamos com todos que tentavam nos parar.

Após muito tempo de luta decidi parar. Era por volta de meio dia, hora do almoço! EU AMO COMER. Guardei minha espada na bainha e fui até o refeitório, vi a garota Ruiva de antes sozinha, então decidi faze-la companhia.

– Oi Ruiva! – Falei animado levando meu prato até a mesa e me jogando na cadeira. Ela me olhou seriamente.

– Judith, ok? Judith.

– Tá, como preferir. – Completei. Enquanto nós comemos falávamos sobre nossa aliança de mais cedo. Combinamos de repetir isso mais vezes. Fui na minha cabana e peguei uma rede, me afastei da agitação e a montei perto de um lago, ao deitar nela adormeci. Algumas horas depois acordei com o mesmo pesadelo de antes. Estava indo para minha cabana tirar minha armadura, quando Hefesto me parou.

– Jack, sabe o Peter? – Assenti, Peter é um maldito filho de Apolo, chato pra caramba, porém o melhor usuário de flechas entre os renegados. – Ele não deu as caras hoje. Poderia ir até a cabana dele?

– Claro, pai. Ops.. Hefesto, foi mal. – E depois sai correndo, porém pude ouvir uma risada rouca vindo do Deus.

Quando cheguei na cabana do garoto estava tudo bagunçado, seus pertences no chão e havia sinal de luta. Do interior da cabana saia um rastro negro que levava até uma enorme rachadura nos fundos. Céus! Isso.. Oque foi isso?!

Notas finais
COMENTA GENTE.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.