The reality is a lie
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Tudo havia saído como o planejado. Loki tinha um sorriso maléfico em teu rosto que permitiam todos ver que estava satisfeito com sigo mesmo. Isso é: se existisse mais alguém além de si mesmo e o traidor. Afinal por que não estaria? Tudo estava saindo como o planejado e ainda mais rápido do que previa. Não havia chances de seu plano dar errado e em breve seu poderoso exército se reuniria e a invasão começaria. Depois disso não haveria como parar seus planos. Esse simples pensamento fazia o trapaceiro deleitar-se ainda mais com seu plano perfeito. O sorriso maléfico havia evoluído para um insano.
–- Foi mais fácil do que pensei. -- O moreno não podia deixar de se glorificar pelo ocorrido. Seu ego tinha de ser alimentado.
–- Não cante vitória antes da hora, sei que vão tentar impedir-te ainda.
–- Acho complicado que voltem a confiar uns nas outros depois de descobrirem sua traição.
–- E se descobrirem nossa farsa?
–- Não irão! -- Dessa vez a voz do príncipe foi de completa fúria. Seu orgulho não permitia ser questionado por ninguém que considerasse muito e muito menos alguém de inferior patente. -- Eu não falharei que fique bem claro.
–- Mas da última falhou.
–- Não me questione mais ou terá que sofrer as consequências ser inferior. -- O moreno havia levantado à voz em um tom orgulhoso. Seus olhos verdes fitavam o loiro como se ele não fosse nada mais que poeira.
O loiro tinha um ódio dentro de si queimando como fogo, mas procurou abafá-lo e fazer com que fosse completamente extinto. Pelo menos por enquanto.
Apenas abaixou a cabeça e forçou- se a manter a feição serena. Se demonstrasse algum misero indicio de insatisfação isso poderia lhe custar à vida. Enfrentar Loki com os vingadores era uma coisa, mas desafia-lo sozinho era um jogo perigoso tanto quanto jogar os dados pela própria vida. Se a sorte lhe sorrisse estaria tudo bem, mas se estivesse com azar não adiantaria pedir misericórdia.
–- Agora que lembrou onde é teu lugar deixe-me sozinho e não me importunes mais até que te chame.
Deu as costas para o príncipe e se retirou. A fúria e o orgulho tiverem que ser empurradas pela sua garganta pelo bom-senso. Nunca venceria o trapaceiro sozinho, pelo menos enquanto ele estivesse no controle das naves em cima daquele planeta azul. Teria de esperar para que pudesse humilhar o príncipe mimado. Mas valeria a pena toda à espera se fosse para criar o próprio mundo perfeito.
A essa altura todos os que haviam realmente enfrentando Loki estavam discutindo não amistosamente sobre a dúvida implantada em suas cabeças pelo trapaceiro.
–- Não podemos continuar assim, não estão vendo que isso é tudo que Loki quer? -- Thor podia ter fama de não ser o mais inteligente, mas ninguém podia discutir sobre sua sensatez.
–-É mesmo Thor? -- Até esse momento Barton Clint não havia se pronunciado. -- Será que se juntou a teu irmão e quer passar-nos para traz?
–- Pelas barbas de Ondin, claro que não. -- As palavras representaram a indignação do outro.
–- Eu concordo com Thor. -- Pelo que parecia Bruce Banner era o único que mantinha o equilíbrio naquele lugar. -- Loki está jogando e estamos caindo na armadilha. Quem garante que aquele é o verdadeiro Stivens Rogers?
–- E seria quem mais?
–- Não sei Tony. Uma ilusão talvez... O Stivens que conheço nunca faria isso.
–- Ou isso ou ninguém nunca conheceu o verdadeiro Capitão Rogers. -- Natasha nunca havia cuspido palavras tão duras e arrogantes como essa. -- Impressionante a vontade que tem de nós convencer que Rogers não é um traidor e que não existe mais nenhum.
–- Também é impressionante a vontade que tem de convencer da culpa de certos. Não é Natasha?
–- Uma coisa é acusar alguém com provas outra é acusar alguém que só está tentando ajudar Thor!
–- Ei não precisa ficar defendendo sua namorada, Gavião arqueiro.
–- Já chega Tony, Barton, Thor e Natasha. -- Foi Bruce Banner que se pronunciou. -- Estamos parecendo crianças!
–- Querem saber? Eu estou fora! -- A ruiva se levantou bruscamente e foi em direção à porta. -- Vou pegar aqueles canalhas, e sozinha.
–- Espera Natasha. -- O gavião arqueiro também se levantou bruscamente. --Vou com você é a única que ainda é confiável nesse lugar.
A mulher esperou pelo seu companheiro e eles saíram batendo a porta e pisando forte.
–- Loki ainda me paga por isso. -- O deus do trovão girou seu martelo e saiu da sala arrebentando uma das grandes janelas de vidro.
Apenas Tony Stark e Bruce Banner permaneceram naquela sala. Por um tempo eles ficaram apenas em silêncio olhando para o nada e pensando em coisas que nunca mais se lembrariam.
Uma sensação ruim percorria cada parte do corpo de ambos os homens. No fundo sabiam que separados não seriam páreos para Loki e para Stvens Rogers Juntos.
Enquanto Loki podia conseguir exércitos de outros mundos Rogers podia fazer com que qualquer exército da terra lutasse pela mesma causa que a sua. Afinal o grande Capitão America era um ícone.
–- Stark se não convencermos eles de que é essa desunião o plano de Loki estaremos mortos...
–- Estou fora! -- Não deixou que o outro falasse. -- Se querem morrer que deixe não to nem ai!
O homem de ferro se retirou do recinto.
–- Estamos mesmo perdidos.
As palavras de Bruce não foram dirigidas a ninguém, mas nunca estiveram tão certas. Se algo não fosse feito estariam perdidos. Haviam caído na armadilha de Loki, não por que eram ignorantes talvez pelo choque de se verem sendo traídos por um amigo.
Longe de todas as confusões de Midggard Lady Frigga tinha o coração inquieto pela carta que recebera há um tempo. Ela andava a rapidamente a caminho do antigo quarto de seu filho mais novo. Sentia muita falta dele e não havia nada que podia fazer a não ser esperar que tudo desse certo e de algum modo eles voltassem a ser uma família.
A rainha de Asgard abriu a porta do antigo quarto de Loki e entrou tendo o cuidado de fechar a porta a suas costas. Tudo era naquele quarto era tão nostálgico. Os livros perfeitamente organizados nas estantes, a cama sempre impecável. Frigga não deixara que nada fosse retirado do quarto de seu filho mais novo. Tudo tinha de estar impecável para se por acaso ele voltasse.
A mulher se sentou na ponta da cama e tirou um pequeno papel todo amassado de um pequeno bolso no seu vestido verde. Era o bilhete que havia recebido de Loki. Tinha que ter algo mais escrito naquele medíocre papel, algo oculto. Afinal Loki era o Deus das Travessuras e seu filho mais astucioso.
Ficou um tempo apenas observando o papel, devia haver alguma pista. Tinha que ter!
Uma pequena gota de lágrima escorreu por seu rosto. Havia tantas lembranças boas naquele lugar.
~Flashback on~
Um menino de aparentemente três anos corria pelo quarto rindo e gritando. Seus olhos eram de um perfeito verde, seus cabelos negros estavam bagunçados e ele usava apenas uma calça verde musgo. O pequeno menino fugia da criada que sofria para tentar pegar aquela criança para terminar de lhe vestir o pijama.
–- Loki seu pai vai ficar sabendo disso! -- A loira gritava enquanto o menino fugia habilidosamente de seus braços.
As risadas da criança eram alegres e altas, para o moreno tudo era apenas uma grande brincadeirinha inocente. Loki costumava deixar a Asgardiana quase o pegar para depois fugir.
Essa brincadeira já durava quase uma hora quando a porta se abriu. Lá estava outra mulher loira, mas essa outra estava vestida em nobres roupas e não estava descabelada.
–- Pode deixar que termino de vesti-lo. -- Avançou a passos delicados e pegou o menino no chão que dessa vez não resistiu.
–- Majestade, muito obrigada.
A mulher descabela fez uma reverência e se aproximou da rainha para lhe entregar a pequena blusa que segurava. No momento em que chegou perto o suficiente o menino moreno inclinou seu corpo para frente passando seus curtose pálidos bracinhos em torno do pescoço da mulher descabelada e lhe dando um abraço caloroso e depois depositou-lhe um beijo na bochecha.
–- Obrigado por ter brincado comigo hoje. -- Disse em tom inocente e infantil. Até amanhã.
O pequeno voltou a passar os bracinhos em torno do pescoço da rainha. Com um sorriso alegre. A cuidadora asgardiana apenas sorriu e bagunçou os cabelos do menino pensando que aquele momento valeu o dia cansativo que teve. Fez uma reverencia a Lady Frigga e saiu do quarto.
–- Eu gosto muito dela Mamãe!
–- Então gostas mais dela do que de mim? -- A rainha sabia o efeito que isso causaria em seu pequeno garoto.
–- Não. -- O menino disse em voz alta.
–- Eu sei que não querido.
A mulher andou até a grande cama que estava no quarto e lá colocou o menino em pé. Este, por sua vez, levantou os bracinhos deixando a sua mãe colocar nele uma blusa também verde musgo.
–- Agora deite e vá dormir, já esta tarde.
O menino pulou e caiu na cama de costas soltando uma pequena gargalhada. Depois virou-se de bruços e engatinhou até o travesseiro. Levantou uma parte das grossas cobertas e se enfiou lá dentro.
–- Cadê o papai? -- O menino tinha uma voz que partiria o coração de qual quer um, e de fato partiu o de sua mãe.
–- Ele está trabalhando.
–- Até agora? -- Dessa vez toda a resposta que recebeu foi um aceno com a cabeça indicando concordância. -- E oThor?
–- Está com seu pai. -- A mulher se aproximou do menino e depositou um beijo em sua testa. -- Quer que eu espere você dormir?
–- Não mamãe eu já sou um homem! E Homens não têm medo dos monstros debaixo da cama.
–- Boa noite meu homenzinho.
–- Boa noite mamãe.
A mulher apagou a luz e fechou a porta cuidadosamente antes de sair.
~Flashback off~
A porta do quarto abriu enquanto a mulher guardava rapidamente a carta novamente em seu bolso.
–- Sabia que estaria aqui minha rainha. -- Era Odin, o pai de todos que falava.
–- Estou com saudade do meu menino.
–- Eu sei, também gostaria que Loki ainda fosse aquela criança inocente que fingia ser corajoso, mas fugia para o quarto do Thor todas as noites.
–- Onde errei? -- Os olhos da asgardiana se enchiam de lágrimas. -- Como ele...
–- Não errou, não é sua culpa.
–- Odin, se ele voltar e eu sei que vai. O que vai fazer com ele?
–- Não sei ainda, mas por você eu não o machucaria quando chegasse. -- Se chegasse. O pensamento veio de seu intimo, mas o pai de todos nada disse a sua rainha sobre isso. -- Sabe que não posso o deixar impune. São sérios crimes que ele cometeu.
–- Eu sei..
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