The princess of the white eyes
11 Capítulo XI - Uma antiga inimiga
Notas iniciais
A mulher estranha se desfez em sombras sumindo de minha frente e se materializou novamente perto do arco de entrada para a sala de jantar, todas as pessoas ainda estavam paradas menos Kalifa, Lilia e o anjo, o anjo eu podia entender, ele não provou da comida, foi o que pensei... Mas e Kalifa, e a Lilia.
– Ora vejam só, seres élficos pensei que haviam sido expulsos deste reino.
– Cale essa boca. – Disse Kalifa direcionando sua cabeça à direção da mulher.
– E você, uma espada com desenhos estranhos e sem vestes, o que é você? – Perguntou a mulher com uma expressão assustadora.
– Eu? Eu sou um anjo. – Disse o homem.
– Ah Háhá. – Ao ouvir aquilo a mulher deu uma gargalhada.
– Um anjo? Vamos diga logo o que você é.
– Ah ! – Irado o anjo correu sobre a mesa em direção a mulher e estendeu seu braço de mão vazia em movimento como se estivesse cobrindo suas costas e, se agachou podíamos notar um tigre branco, de olhos azuis cintilantes, saltando acima da cabeça do jovem.
– Ora essa... – Disse a mulher sumindo em sombras novamente e se materializando a frente de Kalifa.
– Elfa de pele escura, elfa de sangue podre... Você sabia? Elfos não podem nascer com pele escura você foi uma traição, você deveria está morta, sua imund.. – Teria terminado a frase se não tivesse recebido um chute em seu queixo desferido por Kalifa.
– Cala essa boca, sua porca. – Disse Kalifa dando mais um chute no rosto da mulher deixando-a mais atordoada, Kalifa era mais rápida logo saltou para a cadeira ao lado fixando seus pés sobre a mesma observando a mulher.
A cadeira para qual Kalifa saltou era do mais nobre príncipe de Novêna, Calebe, um prometido a casamento para mim, algo que não quero nem ao menos pensar neste momento.
Lilia deu mais um salto e foi até a mulher lançando uma flecha dourada que enrolou seu corpo prendendo-a.
– Mas o que?! – Perguntou a mulher enfurecida.
Novamente ela sumiu e suas sombras negras a seguiram dando em direção a janela onde ela voltou ao seu estado normal, mas o que ela não esperava é que a flecha não havia a soltado, fazendo que ela tropeçasse e caísse sobre a janela quebrando-a em pedacinhos.
– Não! – Gritou enquanto caía.
– Desçam e capturem-na! – Gritou Kalifa.
– Certo. – Disseram o anjo e Lilia ao mesmo tempo.
Correram em direção aos portões, mesmo o anjo ainda despido não era muito notado, pode-se dizer que por conta da mulher estranha as pessoas estavam mais preocupadas com outra coisa, por exemplo, se mexer.
– Alertem os guardas! – Gritou novamente Kalifa antes da saída dos dois.
Levantou-se sobre a cadeira do príncipe onde inicialmente estava e pulou sobre a mesa.
– Irei cura-los... Vou lançar uma poção inaladora sobre a mesa e irei quebra-la, quero que respirem o quanto puderem desta poção. – Disse Kalifa.
– Preparados? – Perguntou, e todos continuaram paralisados sem dizer ao menos uma palavra.
– Espero que sim.
Ela retirou de suas vestes um frasco e no mesmo podia ser notado um pó vermelho, jogou-o sobre o chão e o mesmo quebrou sobre a mesa fazendo com que o pó se espalhasse pelos ares.
A inalar o pó consegui piscar meus olhos, estes que já lacrimejavam e dos mesmos caíram lágrimas escorrendo sobre meu rosto, também consegui desfazer o sorriso e conseguia ver os outros ao meu redor mexerem-se novamente.
– Cof cof – Tossiu o príncipe.
– Céus o que foi isso. – Disse a duquesa do reino de Môrnita.
– Francamente, isto foi assustador. – Disse o Rei Dallos II, também do reino de Môrnita.
Havia um grande alvoroço no momento, mas logo a rainha, minha mãe, levantou-se da segunda cadeira do reino diante a mesa e gritou – Perdoem-me pelo que houve neste jantar, por favor, peço que caminhem até o salão comunal e aguardem para o baile.
– Aguardar? Baile?! Eu não irei para mais nada. E um aviso a você rei de Barthon, treine melhor seus soldados. – Disse o Rei Dallos.
– Ah Dallos desculpe, mas ainda não tenho o dom da vidência para dizer que meus soldados aguardem na cozinha por uma louca psicótica de sobrancelhas maiores que seu bigode descuidado. – Disse meu pai.
– Haha. – Kalifa sorriu ao ouvir o que ele havia dito.
– Tsc... Vamos embora. – Disse o rei se retirando junto a metade de convidados da corte de seu reino.
– Por Deus... – Disse minha mãe aflita passando sua mão em seu rosto ao lado de onde havia sido estapeada pela mulher ainda desconhecida.
Todo o esforço de minha mãe foi de água a baixo, nada está dando certo ao nosso reino, não sei mais o que faço... Na verdade, o que eu faço pelo meu reino?
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