The past
8 Capitulo 8 - Os petrificados
Notas iniciais
Depois de algumas semanas acordei muito atrasada, já havia perdido o café e se não me apressasse perderia a aula de Herbologia. Ao me levantar percebi uma Luna adormecida e uma Beth acordando e vi que o banheiro estava ocupado. Todas havíamos nos atrasado.
Nos arrumamos correndo e quando já passávamos no corredor vimos o zelador e sua gata.
— Madame Norra, já não avisamos a todos que é proibido correr por aqui?
— Desculpe Filch, mas estamos atrasadas.
Beth falou e voltou a correr, nós fomos atrás dela, chegamos na sala e por sorte a professora ainda não havia chego. A aula foi longa e o dia todo demorou a passar. Somente quando estávamos indo para o salão principal para jantar foi que percebi, que era dia 31 de outubro, meu aniversário, as meninas ainda estavam me dando parabéns quando entramos no salão e o vimos todo decorado com abóboras que tinham velas dentro para iluminar e vários morcegos vivos sobrevoavam o salão, depois do jantar resolvi subir antes das garotas para o quarto e, ao passar por um corredor vi uma cena estranha, o chão coberto de água, Madame Norra pendurada na parede e ao lado dela havia algo escrito com tinta, e Filch acusando um trio de terem matado sua gata.
— Você seu maldito Potter! — Ele dizia apontando para o garoto do meio, que usava óculos redondos e velhos.
Então aquele era Harry Potter.
Ele parecia assustado, não sei porque mas sabia que não tinha sido ele. Resolvi voltar e não me intrometer no assunto, continuei em direção a torre oeste e dei a senha para a águia.
Passei algum tempo pensando no que havia acontecido quando as meninas entraram e Beth começou a contar que estava uma confusão em um dos corredores e que parecia ser algo com Harry Potter, tentando mudar de assunto perguntei:
— Vamos estudar?
— Sim Kay, vamos.
Luna e Vic disseram.
— Não Kay, não vamos.
— Porque não Beth?
— Estudar é ruim Kay, não sei como você e Vic conseguem fazer isso o tempo todo.
— Não é ruim não Beth, você vai ver.
Estudamos feitiços e Beth se divertiu assim como todas ali.
— É, até que é divertido estudar.
Todas rimos com isso.
Os dias passaram e com isso surgiu um boato de que os nascidos trouxas estavam sendo petrificados pela escola inteira. Após o almoço passei na sala de Snape e avisei que não poderia estudar pois tinha trabalho de Transfiguração. Snape e eu havíamos criado um forte laço, e já que todos os dias eu tinha o um horário meio vago entre a ultima aula e o jantar e ele também, nos encontrávamos todos os dias para as aulas extras.
Fui a biblioteca da escola após meu último horário e fiz o trabalho em 15 minutos, pensei em ir ver Snape, mas uma Gina Weasley eufórica apareceu a minha frente.
— Kay, olha isso.
Ela me entregou um caderno que estava em branco.
— Tá Gi, um caderno em branco.
— Não Kay, esse caderno é diferente, vem comigo por favor.
Ela me pediu como uma suplica, assenti e fomos até o banheiro feminino do segundo andar, ninguém ia lá pois tinha um fantasma que morava ali. Ela parou em frente as pias e falou algo como se fosse uma cobra, decorei a maneira que ela falou, então as pias foram se separando e uma delas abaixou deixando um buraco exatamente onde as pias normalmente ficavam.
— Vem Kay.
— Só vou depois que você me falar o que está acontecendo.
— Olha Kay, este caderno conversa comigo, eu escrevo algo nele e de repente some e volta uma resposta para minha pergunta. Agora vem comigo, o caderno me trouxe aqui algumas vezes.
— Ok, estou indo.
Ela pulou pelo buraco e eu atrás, ao tocar o chão me desequilibrei e cai de joelhos, ela continuou andando e dizendo para segui-la, chegamos a uma porta redonda onde tinham cobras feitas do mesmo metal da porta, e Gina falou da mesma maneira que para as pias, notei que as cobras eram trancas e a medida que uma outra cobra circulava a porta elas se contraiam assim destrancando a porta, elas estavam todas contraídas e a porta se abriu.
— Kay, o caderno em guiou até aqui algumas vezes.
Um lugar enorme apareceu por traz da porta e ao fundo o que parecia ser uma estátua da cabeça de um homem, um corredor enorme para chegar a tal estatua e nas paredes do corredor tinham vários tuneis.
— Como descobriu este lugar Gina?
— Como eu falei, o caderno me trouxe aqui algumas vezes, e eu achei legal, queria mostrar para alguém, mas tinha de ser alguém de confiança.
— Olha Gina, muito legal este lugar, mas agora temos que voltar, já deve estar quase na hora do jantar.
— Só me prometa uma coisa Kaya, que não contará a ninguém sobre isso.
Sua voz ficou gélida e ela me olhava de forma ameaçadora.
— Tudo bem Gi, não vou contar a ninguém, agora vamos.
O olhar dela mudou completamente e ela sorriu, não parecia ser ela a segundos atrás, fiquei com medo e logo que saímos dali juro que ouvi algo rastejando atrás de nós, mas estava tão amedrontada que não tive coragem de olhar. Fomos ao salão principal e eu estava certa o jantar estava começando, ela foi para a mesa dela e eu para a minha.
— Onde estava Kay?
— Estava na biblioteca Beth.
— Com quem? – Ela deu um sorrisinho.
— Com ninguém, ora, com quem eu podia estar?
— Talvez com um dos gatos da Sonserina ou da Grifinoria.
— Ah Beth, eles nem iriam querer me olhar.
Todas gargalharam, nós jantamos e fomos para o quarto. Os dias passaram depressa e logo as férias de natal chegaram, fui para casa e dei um presente magico para Ari, um sapo de chocolate que ela adorou e disse que colecionaria os cartões, ela tirou Dumbledore e eu contei que ele era o diretor da minha escola, foi divertido, mas confesso que queria voltar logo a Hogwarts.
Finalmente em Hogwarts. Eu já estava no quarto e aguardava ansiosa para que as meninas chegassem, elas haviam se tornado minhas melhores amigas. Logo que elas chegaram contamos os detalhes das festas e nos divertimos. Alguns dias se passaram até que durante o jantar vi uma movimentação estranha na mesa da Grifinoria, Potter e o Weasley mais novo saíram rápido demais da mesa, Gina parecia chorar e saiu do salão. Assim que vi a cena pedi licença e fui atrás dela.
— O que aconteceu Gi?
— O caderno Kay, ele me enlouqueceu, ele disse que eu era a culpada pelos nascidos trouxa estarem petrificados, e agora a Hermione também está petrificada.
— Calma Gina. Ela vai ficar bem você vai ver.
Eu a abracei e resolvi que falaria com o diretor para contar o que estava acontecendo. No dia seguinte resolvi contar primeiro a Snape, assim que as aulas acabaram fui até a sala dele.
— Snape?
— Entre Kaya, vamos ver, em que pagina paramos mesmo?
— Sinto muito professor, mas não vim para estudar hoje.
— Então veio para quê?
Contei a ele sobre o acontecido e sobre o que Gina me mostrou.
— Como? Ela entrou na câmara secreta?
— Sim. E eu quero contar a Dumbledore.
— Kaya, você está louca? Pode se machucar se você se meter nisso.
— Eu não ligo, só quero ajudar Hermione.
— Calma, faça assim, espere um tempo e iremos resolver, se mais alguma coisa acontecer eu deixo que fale com Dumbledore.
— Tudo bem.
Saí de lá sem nem fazer a aula extra. Depois de alguns dias, após o jantar passei por um corredor onde alguns professores estavam reunidos.
— Dessa vez uma aluna foi levada.
Minerva falou trise e alguém perguntou quem era a aluna.
— Gina Weasley.
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