The one, por maxon
1 Capítulo 1
A sala estava lotada, diversos olhos direcionados a mim, inclusive olhos de rebeldes desfarçados. Estava nervoso ao anunciar meu noivado com Kriss. Por mais que ela seja uma garota engraçada, divertida e excepcional, eu não poderia escolhe-la, era apenas uma grande amiga que fiz durante este período. Mas era o que me restava, sabia que America iria me decepcionar cedo ou tarde, eu já sentia algo errado desde o que começo da Seleção mas decidir ignorar este sentimento.
Tento dar continuidade a uma conversa com Kriss, que para ser sincero não presto atenção alguma, enquanto minha mente vaga pensando em como America estava linda.
"Ela te traiu com o soldado Leger, seu idiota, pare de pensar assim, ela não é mais uma possibilidade." penso, ajeito as costas e vejo que America está olhando fixamente para o seu amante. Eu não consigo me conter.
- Tentando marcar um encontro para mais tarde? — sôo frio, mas não posso deixar meu irremediável amor por America transparecer, não agora.
- Não, claro que não. — Vejo seus olhos brilharem e seu nariz ficar vermelho. E se eu ceder um pouco ...
- Não importa. A família de Kriss virá aqui esta tarde para uma pequena comemoração, e a sua virá para buscá-la. Não é bom que a última perdedora fique fique sozinha. Pode fazer algum drama.
Fui criado para obedecer, não posso perdoar uma traição de tal calibre, mesmo que seja a mulher com que pensei e repensei várias vezes passar a eternidade com. Preciso me recompor, esqueça-a.
- Você pode ficar com aquela casa se quiser. Está paga. Mas quero minhas cartas de volta.
- Eu li todas elas — America admite com um tom de graça — Adorei.
Por favor, pare. Esta face de anjo consegue apagar todos os seus pecados apenas ao olhar para mim, preciso voltar a conversar com Kriss antes que seja tarde. Espero que esta conversa acabe logo.
"Quanto mais cedo anunciar a noiva, melhor. É como tirar um band-aid." Penso.
- Não sei onde estava com a cabeça.
- Por favor, não faça isso. Por favor. Eu amo você
Eu amo você também
- Não ouse — Ordenei, agora estava finalmente conseguindo algum tipo de controle sobre esta situação desagradável. — Sorria sem parar até o último segundo.
Um sorriso obviamente forçado escorre pelos lábios de America, mas seria o suficiente por agora.
- Serve. Fique assim até vocês duas saírem do salão, entendido?
Vejo sua cabeça movimentar em afirmação.Até que uma vida com Kriss não seria ruim, não como imaginava, porém interessante. Já estou começando a me adaptar, um bom começo. Acho que consigo realmente desgraça-la para sua partida, como ela fez comigo.
- Ficarei feliz com a sua partida.
Minha cabeça pulsava, mas estava orgulhoso. Consegui lidar com o problema adequadamente. Percebi que a conversa acabara então voltei a conversar sobre o fotografias com Kriss.
Interrompo-a quando vejo a maioria dos guardas amarrarem bandanas vermelhas em suas testas. Isto não estava no cronograma.
O estopim do tiroteio foi quando um desses guardas se aproximou de Celeste com uma arma em mãos e quando esteve perto o suficiente para ter uma mira perfeita, ele puxou o gatilho que atingiu-lhe diretamente no crânio. Então um barulho infernal de tiros e uma gritaria sem fim explode em meus tímpanos. Vejo a queda de vários amigos, conhecidos e quando me lembro de como usar os meus membros procuro meus pais, não estão a vista. America e Kriss estavam aterrorizadas, mas Kriss estava chorando então tentei acalma-la pensando em possibilidades de fuga dos meus pais. America aparentava estar até mais estável que eu, esta era a minha America.
- Abaixe! — alertei-as — Ficaremos bem.
Guardas fiéis eram possíveis de serem identificados lutando arduamente para salvar a todos. Mas como isso foi acontecer? Quando foi que começamos a abrigar uma legião de rebeldes do sul? Não consegui chegar a uma conclusão porque meu cérebro simplesmente gelou a encontrar um rebelde com um revólver apontado para mim. Não poderia partir assim, precisava contar a America como realmente me sentia, quando olhei para ela seus olhos me encaravam com um sofrimento genuíno, parecia olhar em um espelho. Nossas emoções eram semelhantes. Mas o "guarda" percebeu que nos entreolhamos e concluiu que seria ainda mais doloroso matar America primeiro. E ele estava certo. O motivo de minha felicidade não pode partir antes de mim. Senti o o guarda pressionar o gatilho, mas eu já estava no em pleno ar após meu pulo na tentativa de formar um escudo para protege-la.
Senti algo quente cortar a parte de baixo do meu ombro esquerdo, mas não parecia nada de mais. Quando atingi o chão percebi um pouco minha falta de consciência e da minha falta de sangue, minha visão estava turva. Este era o meu fim.
Flashes de mim e America sobre cantos diversos do palácio me atingiam. Nossos momentos reservados, nossos momentos únicos, nossos. Apenas nossos. Agora estou me lembrando de vários momentos em que pensei em America, quando não estava ao seu lado, bom, apenas um resumo já que ela era o assunto principal na minha mente basicamente o tempo todo. Eu amo America Singer, eu a quero feliz, mesmo que não seja possível comigo, mesmo que eu queria. Deus, como eu queria que esta mulher fosse minha. Quem sabe ela seria melhor sem mim, talvez a minha morte seja um favor a ela. Uma experiência inesquecível que imagino-a contando a seus netos. O sorriso estampado em seu rosto mostra uma vida feliz. Se America for feliz neste mundo, mesmo que demore para ela achar esta felicidade, ficarei agradecido por ter feito a minha parte na vida desta garota encantadora.
Escuto gritos e conversas aleatórias atrás de mim, mas prefiro continuar em meus devaneios. Até que um cabelo com cor de chamas se aproxima do meu rosto, meu último vislumbre dela.
-Ah, Maxon — vejo como é difícil para ela estar me olhando, devo estar bem grotesco. Vejo uma movimentação de America e de repente uma dor fora do comum toma conta de mim, ela estava tentando me salvar pressionando o ferimento.
- Perdão. — diz
- Não, eu peço perdão — digo — Estava prestes a arruinar a vida de nós dois. — Não me imagino mais em um mundo onde não possa tocá-la. Seria impossível ficar longe.
- Agora não é hora de falar. Concentre-se, o.k.?
- Olhe para mim, America. — Era agora ou nunca.
Tentei sorrir, mas a dor me impedia.
- Pode partir meu coração. Mil vezes, se desejar. Sempre foi seu para machucar como quiser. — Estou lutando para viver ao lado, estou mesmo, não posso deixá-la passar entre meus dedos. Estou bastante seguro de que morrerei, mas ao menos abrirei meu coração a primeira e única, America.
- Shh- escuto-a implorar, mas eu precisava deste momento.
- Amarei você até meu último suspiro. Cada batida do meu coração é sua. Não quero morrer sem que você saiba disso.
- Não, por favor — Sinto suas lágrimas caírem em mim, ela me amava também.
Massageio seus cabelos na esperança de que ela me dê um último beijo. E ela o faz.
- Não desista, Maxon. Eu amo você. Por favor, não desista.
Neste momento Aspen aparece ao lado de America e finalmente vejo uma esperança em sair vivo daqui para casar com a minha querida America.
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