The (my) Bodyguard

7 #7. Sem Pressão.


Notas iniciais
Olha quem chegou! O Nyah voltou povão! Que saudades de The (My) Bodyguard! Que saudades de vocês! *-* Então, no ultimo capítulo vocês ficaram meio confusas sobre o Tuba, né? Mas tudo vai se esclarecer aos poucos, povão! E tenham paciência, gafanhotos, A Tris e o Tuba ainda serão um casal, mas tudo no se tempo... Quem sabe no trigésimo capitulo... huahua... Obrigada pelos comentários do capitulo passado, eu vou responder todo mundo, relaxem! Obrigada também quem favoritou e está acompanhando e quem recomendou e quem simplesmente leu a sinopse. Obrigada a todos mesmo. Ah, alguém tinha me perguntado se eu tenho beta e não, eu não tenho em nenhuma fic. Quem me ajuda mesmo é o Word e o corretor ortográfico do Google. Caitulo dedicado à linda, diva, maravilhosa Miss Invisible que pelo perfil de sua irmã Gege recomendou a fic pela segunda vez. Essa menina é uma coisa de Deus, viu! TE AMO!!! *-* Dedicado também à Julia Ferreira que fez uma recomendação super foufa! *-* Amo vocês! ♥

Tobias

– O que você está fazendo, em nome de Deus?

Larguei o pedaço de vidro abruptamente, completamente em choque. Tris estava sentada na cama me olhando como se eu fosse cometer um suicídio, o que, aparentemente, eu estava quase fazendo. Tris era a ultima pessoa neste mundo na qual eu queria que presenciasse isso, então entrei em um desespero interno, senti vergonha de mim mesmo e a culpa me consumiu mais uma vez, só que mais forte, mais profunda. Só consegui ficar ali, olhando para Tris deixando os filetes de sangue cair sobre o chão branco do pronto-socorro.

– TOBIAS, O QUE VOCÊ FEZ?!

– Foi... Foi um acidente. — Gaguejei, sem condições de ficar em pé. Me aproximei da mesma cadeira que tinha movido para perto de Tris e me joguei na mesma, incapaz de olhar nos olhos dela.

– Um acidente? Um acidente?! — Ela repetiu inconformada. — Você acha mesmo que eu caio nessa? — Um som pertubador surgiu do aparelho de batimentos cardiacos e começou a ficar mais rápido. A mesma enfermeira que tinha enchido minha paciência há poucos minutos disparou pela porta indo verificar Tris.

– Relaxe, Srta. Prior.

– Relaxar? Meu guarda-costas estava se cortando com uma porra de um vidro e você me manda relaxar?! Por que raios estou aqui para começo de conversa?!

*****

Tris

Estava presa por tubos desconhecidos que perfurava meu pulso esquerdo, e eu queria muito, muito mesmo, me levantar e dar um outro tapa na cara de Tobias, mas como não consegui só fui capaz de lançar um olhar indignado para ele.

Havia acordado por um som de vidro se despedaçando, nem tive tempo para me perguntar onde estava pois vi Tobias pegando um pedaço dos cacos de vidro e passando por seu pulso até sangrar. Ele estava se cortando e eu estava desesperada.

– Beatrice, você bateu a cabeça no painel do carro, lembra? — A enfermeira me explicou, ainda arrumando meus tubos.

As lembranças de hoje à tarde vieram a tona. Tobias freando o carro, eu batendo minha cabeça, eu gritando com ele e a ultima coisa que me lembro foi de ter inclinado minha cabeça no assento e fechado os olhos.

– Moça, pelo amor de Deus, cuida do pulso dele! — Me voltei para a enfermeira, que olhou para Tobias naturalmente, como se fosse completamente aceitável o fato de ter cacos de vidro no chão e um homem com o pulso sangrando.

– Sr. Eaton?

– Eu já disse que foi um acidente. — Ele murmurou.

– Senhor, deixe-me ver. — A enfermeira que tinha o nome Lauren escrito no crachá se aproximou de Tobias, o qual se recusou a mostrar o pulso como uma criancinha de quatro anos. Me perguntei se este rapaz não usava drogas.

Estava sem reação. Não podia fazer nada por ele e eu não estava sendo egoísta, eu estava certa. Eu não conseguia imaginar nenhum tipo de motivo que levasse alguém a se cortar. Suguei uma respiração profunda. Fazia dois dias que conhecia esse cara e não estava tão segura assim se eu queria ele como meu guarda-costas. Estava assustada? É claro que sim! Mas não me permiti ser tomada pelo medo sem antes saber o que se passava. Se ele se cortava era por algum motivo, se ele não gostava de ser chamado de Quatro era por algum motivo também. E eu precisava saber.

Lauren, a enfermeira, andou para umas das tantas prateleiras transparentes que havia no quarto, pegou de lá band-aids, algodões, água oxigenada e voltou para Tobias, me lançando um olhar interrogativo antes de tudo, um olhar que dizia 'Por que ele resolveu se cortar em um pronto-socorro?' Pelo amor de Deus, eu mal sabia o seu nome, como iria saber que ele se corta? E em prontos-socorros ainda por cima?

Tobias continuou lá, em silêncio, com a cabeça abaixada deixando Laureen fazer seu trabalho. Oh, Deus, o que ele iria fazer se eu não tivesse acordado naquele momento? Um estranho sentimento de desespero passou pelo meu corpo e o aparelho que controlava meus batimentos ao meu lado começou a apitar mais rápido. Não queria pensar nisto, eu nem mesmo sabia o motivo dessa minha atordoação toda. Respirei fundo e relaxei. O apitar voltara ao normal.

– Precisamos conversar, Beatrice. — Lauren comentou, me lançando outro olhar e eu apenas arqueei a sobrancelha. — Sobre sua saúde. — Ela emendou. Tobias se remexeu desconfortavelmente em sua cadeira, mas não ousou olhar para mim.

– O que tem minha saúde?

– Bom, já que seu responsável não sabia nada sobre seu sangue, alimentação e... bem, nada mesmo, — Lauren apontou para Tobias com o queixo — tivemos que fazer um bateria de exames em você, Beatrice, e descobrimos que você é anêmica e sofre de pressão alta. — Ela respondeu, terminando de fazer o pequeno curativo no pulso de Tobias. Mal prestei atenção no que ela disse, estava muito ocupada agradecendo a Deus e todas as forças divinas por seu corte ter sido pequeno.

– Anêmica? — Perguntei vagamente. — Não é grave, é?

– Não, mas se não se cuidar o caso pode virar diabetes.

– Ok. Quando posso ir para casa?

– Quando todo esse saco de soro for para suas veias. Uma hora no máximo.

Me controlei para não bufar ou revirar os olhos. Lauren só era a enfermeira e estava fazendo seu trabalho.

Não sabia como controlar a situação com Tobias. Ele se recusava a olhar para cima e eu me recusava a puxar qualquer tipo de conversa enquanto Lauren estivesse no quarto. Suspirei agradecida quando ela pegou sua prancheta e se retirou, contudo, três minutos depois já estava arrependida e queria ela de volta.

– Vamos, Tobias. Uma hora ou outra você terá que olhar para mim. — Avisei meu guarda-costas. Ele nem se quer se mexeu.

– Tobias! Isso já está ficando ridículo! Será que vamos ter que trocar de papel? Porque cá entre nós, você não se parece nada com um segurança neste momento.

– Eu machuquei você. — Foi tudo o que ele disse.

– Ein?

– Eu machuquei você, Tris. Se não fosse por mim você nunca estaria neste pronto-socorro.

– Por que você estava se cortando? — Questionei Tobias calmamente.

– Porque eu te machuquei. — Ele murmurou. Prendi a respiração completamente atordoada. Eu não acreditava no que estava ouvindo.

– Essa é a coisa mais estupida que já ouvi. Você estava tentando se matar só por causa de um acidente estupido?! — Minha voz subiu uma oitava. — Você usa drogas, Quatro?

– Eu não estava tentando me matar. — Ele finalmente levantou sua cabeça. Estava pálido e seus olhos azuis estavam distantes. — Não, eu nunca usei droga, e se você me chamar de Quatro de novo, Tris, eu juro vou agir apenas como seu guarda-costas daqui para frente.

– Mas não é o que você é? — Atirei. — Ok, me desculpe, só queria que você levantasse essa cabeça. — Sorri timidamente. — Está tudo bem?

– Sim.

– Quer conversar sobre isto?

– Não.

– Ok. — Dei de ombros, um tando rude. — Você se cortou por que me machucou? Então você acha que machucando a si mesmo vai resolver tudo? Vai deixar nós dois quites?

– Eu disse que não queria conversar sobre isto. — Ele retrucou.

– Você não me machucou, Tobias.

– Sim, eu fiz.

– Você é um babaca.

– Já me disseram coisas piores. — Ele abriu um fantasma de um sorriso, trocando de assunto.

******

Já tinha sido liberada para ir embora. Tobias estava assinando uma papelada — o que comprovava que aquele documento ridículo era sério — já que era responsável por mim e eu estava sentada em um banco falando com uma brava e descontrolada mamãe, não contando a parte que eu parei no hospital por causa de um pequeno acidente que incluía um carro, minha testa e Tobias.

Anemia? Você tem anemia, Beatrice?! — Ela repetiu pela milésima vez.

– Cristo, mãe, eu não vou morrer. — Revirei os olhos.

– Você sabe o que é anemia?

– Uh... — Pensei um pouco. — Caleb deve saber. — Disse por fim. Ouvi mamãe bufar, ela raramente demonstrava seus surtos.

– Anemia é quando seu sangue não está totalmente saudável, Beatrice, se você não tomar cuidado ele vai virar água e sabe por quê? Porque você não se preocupa com sua alimentação.

– Hoje eu comi ovos e bacon, é sim uma alimentação saudável. — Rebati.

– Ovos e bacon? — Mamãe me perguntou cética.

– É, Tob... Quatro, meu guarda-costas, fez para mim. — Respirei fundo. Quase tinha dito seu nome verdadeiro.

– Seu guarda-costas fez ovos e bacon para você? Beatrice... — Ela alertou.

– Não, mãe. Eu não estou forçando meu guarda-costas a fazer comida. — Revirei os olhos.

– Deixa eu falar com ele.

– O QUE?! — Gritei e todos no corredor olharam para mim assustados, inclusive Tobias. Escondi meu rosto em meu cabelo envergonhada.

– Você ouviu.

– Só um minuto. — Corri para Tobias que ainda olhava para mim com uma sobrancelha arqueada. Tapei o celular com minha mão e cheguei em seu ouvido.

– Minha mãe quer falar com você. — Expliquei nervosamente.

– Por que? — Ele perguntou, já desconfortável.

– Eu não sei. — Encolhi os ombros. — Eu vim para o hospital pois eu desmaiei por causa da anemia. — Entreguei-lhe o celular e ele respirou fundo antes de coloca-lo no ouvido.

– Sra. Prior? É o Quatro. A senhora gostaria de falar comigo? Ah, sim, ela desmaiou e eu a trouxe para um ponto socorro, eu tenho conhecimentos básicos sim, mas eu fiquei um pouco assustado.

Conhecimentos básicos em que?

– Uh... Não, ela não me obrigou a fazer seu café da manhã, é que Andrew disse que os funcionários e a família comiam juntos e eu aproveitei que estava na cozinha e fiz para ela... Ah, tudo bem, pode deixar, obrigada Sra. Pr... Natalie... Eu prometo que a vigiarei nisso também.
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Tobias olhava para mim enquanto conversava, ele estava levemente corado e tinha um sorrisinho no rosto. Jesus, o que minha mãe está falando de mim?

– Oh, não, Andrew já conversou sobre isso, tenho certeza de que Tris também não concordaria. — Ele riu. — Estamos nos dando bem sim... É claro que não, tenho certeza que Tris jamais iria me agredir... — Seu olhar era de deboche.

Rolei os olhos e voltei para meu lugar, nem um pouco a vontade de ouvir mamãe falando de mim para meu guarda-costas. Pelo menos ele não parecia estar triste. Olhei para seu pulso enfaixado, o corte foi pequeno, mas ele preferiu colocar a exagerada faixa para ninguém desconfiar do que ele havia feito. Não estava orgulhosa de seu comportamento, porém, quem sou eu para lhe dizer alguma coisa? Ok, eu tinha sonhado com ele nu em cima de minha mesa e o acho bastante atraente, mas eu tenho o direito de interferir em sua vida? Não. Eu não tenho. Soa egoísta mas é a verdade.

Estava disposta a deixa-lo em paz, mas meu subconsciente me punia. Ele é seu guarda-costas, Tris, faz parte de sua vida agora.

– Tris?

– Oi. — Pulei de minha cadeira ao ouvir a voz de Tobias atrás de mim. Corei violentamente e tentei me recuperar. — O que minha mãe queria?

– Combinar comigo e sua empregada a sua alimentação daqui para frente. — Ele explicou, ainda com uma certa dificuldade em olhar nos meus olhos.

– Ah, é? E ela decide fazer isso quando estamos em um pronto-socorro?

– Aparentemente sim. — Ele abriu um sorriso. — Gostei de sua mãe.

– Então se prepare — Toquei amigavelmente em seu ombro, ignorando seu olhar de choque. — porque daqui a três dias ela está de volta com meu pai. — Suspirei ansiosa para que esses três dias passassem rápido. Eu não iria mais ficar sozinha com Tobias.

– Uh... Sua mãe me disse algo sobre isso também... ér... — Ele se remexeu desconfortável. — Sua mãe estendeu a viagem. Ela e seu pai vão ficar fora por mais um mês.

– O QUE?! — Gritei novamente, muito chocada para ficar envergonhada dessa vez. — EU VOU FICAR COM VOCÊ SOZINHA POR UM MÊS?!

– Não grite como se fosse culpa minha! — Ele exclamou.

Sem condições e totalmente em choque com essa nova novidade, peguei minha bolsa, meu celular e sai em direção a porta pouco me importando com Tobias. Ele disse alguma coisa para minha mãe. Mamãe jamais me deixaria sozinha por um mês com um desconhecido. Tobias era um desconhecido. Eu só conhecia ele por dois dias! Cristo, minha faculdade começaria em poucos dias e Tobias iria fazer o que? Por que eu não tinha parado para pensar isto antes? E nas festas de Sábado? Ele iria me seguir também? Estava em choque e desesperada. Tão desesperada que mal notei que um Tobias furioso me seguia.

É isso, minha vida daqui para frente se consistiria em ser seguida.

Notas finais
E ai? Gostaram? Esse capitulo não é revelador nem nada, mas logo logo vocês terão um! *-*