The (my) Bodyguard

4 #4. Eu Só Posso Estar Louca...


Notas iniciais
Oiiie, adivinhe quem venho postar um capitulo rapidinho?!!! Sim, euuuu! *-* Aproveitando que é feriado e dando uma animada em vocês. Obrigada pelos comentários, muito muito feliz! *--------* E pelos avisos também! Estou tão contente com o total de acompanhamentos, gente! Sentindo recomendações vindoooo ~a iludida~! Por isso aqui vai mais um capitulo! Amoo vocês!!! *---* Olhem, eu tentei TENTEI fazer uma ceninha hot, mas não sei se ficou boa, por isso COMENTEM o que acharam, ok? Porfa. Boa leitura

Estava em meu escritório sentada em minha confortável cadeira de couro. Usava um vestido vermelho e saltos altos. Meu cabelo estava amarrado em um coque elegante e em meu crachá estava escrito Beatrice Prior, vice-presidente.

O interfone tocou e eu sabia que era minha secretária atrás da linha.

– Desculpe o incomodo, Srta. Prior. O Sr. Quatro deseja falar com a senhorita. Devo deixa-lo entrar?

– Sim, pode deixar entrar. — Respondi.

– Sim senhora.

– Sem cerimonias, ok? Ou está demitida.

– Sim sen... Ok, Srta. Prior.

Ouvi um batida na porta e Quatro entrou com sua tipica carranca. Ele vestia um terno cinza e gravata azul. Seu cabelo estava meio despenteado, o tornando completamente irresistível. Respirei fundo, lutando para me concentrar.

– Olá, Srta. Prior. — Ele se sentou na minha frente, a mesa entre nós.

– Olá, Quatro. É Tris, você sabe.

– Me desculpe, Tris. — Ele sorriu.

Concentração, Tris. Foco.

– Uh, você queria falar comigo? Algum problema com os documentos do nosso novo contrato? — Perguntei em meu tom formal, mas me segurava para não pular em cima dele, amarra-lo com aquela gravata e manda-lo fazer tudo o que eu quisesse.

– Não, o contrato está praticamente fechado. Quero apenas confirmar a nossa reunião para amanhã.

– Reunião? — Perguntei confusa.

– Sim. Te avisei ontem a noite, Tris... Só eu, você e a sala de conferencia lá de cima, lembra? — Ele me perguntou inocente, mas seu sorriso dizia o contrário.

– Não, eu não lembro. — Respondi, meu olhar descendo para sua boca.

– Quer que eu refresque sua memória? — Sua voz estava rouca, meu coração acelerava em cada palavra, a cada som que sua boca pronunciava.

– Por favor... — Respondi impaciente.

Quatro se levantou bruscamente e deu volta na mesa, se inclinando para beijar minha garganta enquanto me levantava da cadeira. Não pude segurar meu gemido. Ele me levantou mais, fazendo entrelaçar minhas pernas em sua cintura. Agarrei seu cabelo, inclinando minha cabeça para poder desfrutar a sensação de sua boca em minha garganta.

– Jesus, Tris. Que porra de vestido e esse? — Quatro murmurou entre meu pescoço.

– Gostou? — Estava sem folego. Queria ele nu em minha sala mais do que qualquer outra coisa.

– Prefiro você sem ele. É muito mais produtivo. — Finalmente seus lábios encontraram os meus. Agarrei sua gravata, me aprofundando mais em nosso beijo.

– Produtivo? — Ri em seus lábios.

– Sim. Bastante.

Quatro me colocou em cima da mesa e começou a tirar seu terno. Tirei o nó de sua gravata e comecei a abrir os botões de sua camisa. Minhas mãos tremendo de tanta excitação. Suas mãos foram para meu vestido, achando facilmente o zíper de trás.

– Linda. — Ele murmurou quando meu vestido já estava abaixado até a cintura. Me deitei na mesa para Quatro puxar ele completamente.

Fechei meus olhos respirando pesadamente. Tudo o que conseguia pensar era em Quatro. Apenas ele e mais nada.

– Já está cansada, Tris? — Ele me perguntou, se inclinando em cima de mim, seus lábios alcançando os meus novamente. Mas antes que pudesse responder ouvi um estrondo ecoar em meus ouvidos.

Acordei assustada. Assustada por ter sonhado com Quatro, meu guarda-costas. E assustada também por ter acordado com um barulho vindo lá de baixo. Eu não estaria tão atordoada se tivesse alguém em casa, mas eu estava sozinha. Mamãe e papai estavam viajando e Caleb nem contava.

Jesus, até aonde eu chegaria com Quatro se não fosse esse barulho? Tremi e senti uma pontadinha de excitação só por lembrar.

Me levantei da cama e percebi que meu pijama estava colando em meu corpo suado. Disse a mim mesma que era o calor e não o fato te ter sonhado com Quatro. Respirei fundo e sai do quarto, indo em direção as escadas. Desci o mais devagar possível, mas me dei conta de que não adiantava nada, já que não tinha nada para me defender contra o que quer que fosse.

Revirei os olhos mediante meu pensamento. Céus, eu preciso parar de assistir filmes de suspense e terror.

Desci os últimos degraus e fui para a cozinha. Soltei um suspiro longo quando vi que uma colher tinha caído do gancho. Não pude deixar de soltar uma gargalhada de alivio. E eu pensando que era, sei lá, um Serial Killer...

Aproveitei e peguei um copo de água, ainda estava atordoada com meu sonho com Quatro, mas mesmo sendo um sonho bizarro eu, bem, tinha achado um pouco excitante...

E que Quatro era bonito, Jesus, ele era.

– Pode parar, Tris. — Murmurei a mim mesma. Era só o que faltava, me sentir excitada pelo meu guarda-costas...

Bebi mais dois copos de água.

Ouvi mais um barulho, dessa vez vindo da sala. Argh, já estava ficando sem paciência! Caralho, cadê Quatro quando eu realmente preciso dele?!

Botei o copo no balcão, apaguei as luzes e andei até a sala. O problema da nossa casa é que ela é exageradamente grande. Credo, somos em quatro e essa casa serviria para abrigar o bairro inteiro! Mas papai sempre se recusou a vende-lá, dizendo que seus filhos cresceram aqui. Quem vê pensa que ele se preocupa conosco, quer dizer, ele me contratou um guarda-costas! E para Caleb? Ele iria contratar uma babá?

Ah, claro que não! Caleb é o filho perfeito, maduro, responsável e inteligente. Não a ovelha negra, que no caso sou eu.

Balancei minha cabeça indignada e olhando para a enorme porta de correr que dava acesso a sala eu pude perceber que ela estava aberta. Eu tenho certeza que eu tinha fechado essa porra antes de dormir!

Passei pela porta o mais devagar possível, mas não adiantou nada pois eu tropecei em algo e não pude ver o que era por causa do escuro. Meus dedos começaram a latejar e não pude evitar de soltar um grito de dor e ódio.

As luzes se acenderam e dessa vez eu gritei de susto.

– O QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO NA MINHA CASA?!

– O QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO? — Perguntamos juntos.

Quatro, isso mesmo, meu guarda-costas, estava de pé, no meio da minha sala apenas com uma droga de uma cueca preta olhando para mim como se eu fosse a louca!

Senti uma sensação de déjà vu e me lembrei instantaneamente do sonho. Respire, Tris. Esqueça daquilo.

Como raios eu vou esquecer do sonho com essa visão na minha frente? Porra, eu não sou de ferro não... Posso ser pequena, mas eu tenho desejos como qualquer outra pessoa.

– Quatro, você quer me matar?! Eu pensei que era um ladrão, um rato ou sei lá, a porra de um fantasma! Eu quase infartei! — Gritei, colocando as mãos em meu coração.

Foi quando notei que meu pijama se baseava em apenas uma mini-blusa escrita 'Selvagem' e um shorts de renda que mostrava até meu útero. Não liguei, já que bem, Quatro estava só de cueca.

– Seu pai não te avisou que eu viria para cá? — Ele perguntou, passando as mãos no cabelo já bagunçado. Ele se afastou do abajur e se apoiou no sofá.

– Não, ele não disse nada! — Exclamei, ainda parada próximo a porta. — Você não poderia tocar a droga da campainha?

– Por que porras eu vou tocar a campainha se eu tenho a chave?

Respirei fundo. Seria bem estupido perguntar novamente o por quê ele estava em minha casa, já que eu sabia a resposta. É claro que papai não iria me deixar sozinha nem em casa. Estava muito bom para ser verdade. Mudei o peso do meu corpo de um pé para o outro e perguntei:

– Por que você está só de cueca na minha sala? Você não poderia ir ao menos para o quarto de hospedes?

Quatro levantou a cabeça e abriu um sorriso sonolento. Não desviei meu olhar.

– Porque eu estou só de cueca na sua sala? Eu durmo assim, orás. — Ele deu de ombros. — E eu não fui para meu quarto justamente para não acordar a baixinha ai.

Baixinha. Eu odeio ser chamada assim. Odeio também o garoto que sempre me chamou assim. Peter Hayes. O infeliz que adora me infernizar desde a porcaria do jardim de infância.

– Não me chama disso. — Pedi.

– Do que? De baixinha? Mas é o que você é! — Seu olhar sonolento se fora.

– Vai se foder! — Me virei, pronta para sair da sala. — Vou dormir que ganho mais.

– Calma ai, Tris! — Ele me chamou. — Me mostra meu quarto então. — Quatro saiu do sofá e pegou sua mala antes mesmo de eu responder algo.

– Vamos logo. — Bufei. Esperei ele desligar o abajur e fechei a porta da sala.

– Não estou enxergando nada. — Quatro comentou, em algum lugar no escuro.

– Sério? Por que será?

– Cadê você, Tris?

– Aqui.

– Acende alguma luz.

– Você tem medo de escuro, Quatro?

– Ha ha. Tenho medo é de quebrar algo.

Ele tinha razão, ele não conhecia todos cantos da casa como eu e poderia sim quebrar alguma coisa. Não queria ouvir mamãe reclamar de seus golfinhos rechados ao meio, tanto como eu não queria atravessar a cozinha inteira para acender uma luz. Então tateei o escuro em busca de Quatro.

– Cade você, Quatro?

– Qual foi a parte do 'não me chame de Quatro' que você não entendeu? -

Segui o som de sua voz e senti minha mão tocando algo que poderia ser ele.

– O que você está fazendo? — Ele me perguntou em um tom curioso.

– Te levando para cima.

– Mas precisa tocar em meu peito? Quer dizer, eu não ligo, só quero saber se faz parte do processo do 'te levando lá para cima'. — Ele tremeu, eu sabia que estava rindo. E eu provavelmente estava vermelha como o vestido que usava em meu sonho.

– Ah, cala a boca! — Tateei em busca de sua mão. — Ninguém mandou você dormir pelado.

– Eu não estou pelado.

– Mas também não esta de roupa. Vem. — Peguei sua mão e subimos a escada.

– Olha o degrau.

– Olhar como? — Ele brincou. Nesse momento ele nem se parecia com o Quatro que conheci no escritório de papai.

– Qual foi o quarto que papai te deu? — Perguntei quando chegamos no topo da escada.

– Um todo beje, se eu não me engano... — A porta do meu quarto estava aberta e a luz estava acesa, então pude enxerga-lo observando ao redor.

– Ah, claro. É ao lado do meu. Por quê não suspeitei...

– Eu não posso fazer nada. — Ele deu de ombros.

Bufei e levei meu guarda-costas para seu novo quarto. Ele entrou, jogou suas coisas no chão e acendeu a luz.

– Ah, a claridade! — Ele suspirou.

Estava parada na porta. Eu não iria entrar de jeito nenhum. Olhei ao redor do quarto, esse era o melhor quarto de hóspedes da casa, papai nunca colocava ninguém no quarto. Sempre dissera que era para visitas especias. Fiquei me perguntando se Quatro poderia ser considerado uma.

– Então, se precisar de algo é só gritar. — Disse. — Eu estou lá na sala. Você me fez perder o sono. — Desde quando acordei, já que sonhei com nós dois praticamente fazendo um filho.

– Ah, então agora a culpa é minha...

– Sim, a culpa é totalmente sua. — Assenti. — Uh, boa noite. Coloque uma roupa.

– Como assim 'boa noite'? — Perguntou ele confuso. — Eu estou aqui para te vigiar, então se você descer eu vou descer também.

– O que? Não basta você se mudar aqui para casa, você também vai me seguir?! — Gritei indignada.

– Vou! — Ele respondeu como se isso fosse obvio.

– Eu não vou aprontar nada, só quero assistir televisão!

– Que bom porque eu também! — Ele fingiu animação e saiu do quarto, fechando a porta e ficando de frente comigo.

– Ah, qual é? Vai ficar me vigiando no banho também?

– Se você deixar... — Ele abriu aquele sorriso presunçoso novamente.

– Você precisa mesmo ficar só de cueca? — Tentei manter meu olhar em seu rosto.

– Você quer que eu tire?

– Ontem, no escritório de papai, você não era assim tão pervertido.

– E você não era assim tão baixinha. — Ele disse. Seu sorriso ainda em seu rosto.

– Eu vou te espancar, Quatro. — Botei minhas mãos em seu ombro para empurra-lo, mas ele foi mais rápido, segurando-as.

– Eu esperava por isso. — Ele riu. Acho que foi a primeira vez que o vi rir de verdade. Puxei minhas mãos, mas ele não soltava.

– Sério, Quatro, vá colocar uma roupa. — Eu estava realmente incomodada com aquilo. Era desconcentrante.

– Não, eu vou me sentir estranho.

– Você vai se sentir estranho de roupa? — Arqueei uma sobrancelha.

– É, olhe para você! Uma camiseta escrita Selvagem. — Ele olhou a camiseta, ficando um bom tempo ali. Não corei desta vez, estava muito ocupada tentando me soltar.

– E o que que tem? — Perguntei depois de um tempo. — Eu estou na minha casa, posso andar pelada se quiser.

– Eu não me incomodo, só para constar.

– Me solta. — Pedi, rindo do quanto Quatro era pervertido. Rindo também por estar flertando com meu guarda-costas só de cueca.

– Não.

– Ok, vamos ficar aqui para sempre. — Suspirei dando de ombros.

Dois minutos depois estava implorando para Quatro me soltar.

– Por favor!

Ele apenas sorria. Aquele mesmo sorriso sinistro que ele dera no escritório, mas seu olhar era de diversão, então não era tão sinistro assim.

Cansada de ficar ali parada com Quatro, resolvi optar pelo golpe baixo.

– Se você não me soltar bom bem, vai me soltar por mal. — Avisei, séria.
Ele apenas deu de ombros relaxado. Levantei meu joelho direito e o chutei no meio das pernas. Ele finalmente me soltou e eu não fui estupida de ver sua reação. Acendi a luz do corredor e desci as escadas como uma criança que acabara de aprontar algo, estava extremante orgulhosa. Duas agressões em dois dias...

– Filha da puta! — Quatro gritou lá de cima. Gargalhei alto o suficiente para ele ouvir.

Esse Quatro estava nas minhas mãos...

Notas finais
Qualquer errinho ortográfico ou alguma coisa sem nexo me avisem! *-* Deixem os comentários, quem sabe não posto mais um ainda esta semana? *u* Bessos ;3