The mouth test

3 É óbvio que um liquidificador pode ser um bom cupido


Notas iniciais
Bem, hoje é o último capítulo dessa historinha. Espero que gostem :D

Como que para provar que seu plano dera errado, não houve rastro ou sinal de Sanji na noite subsequente. E nem na depois. E nem na consecutiva. Mal-humorado por ter voltado a precisar comer comida de mercearia, Zoro andava mais taciturno que o normal. Nem seus alunos mais bagunceiros se atreviam a provocá-lo nos últimos dias.

Mais tarde naquele dia, recebeu uma chamada de Tashigi.

— Já disse que estou bem. Deveria se preocupar com seu marido.

— Smoker nunca fez um eletrodoméstico pegar fogo, já você...

Zoro rezingou, sentindo-se tentado a desligar o telefone na cara da sua irmã. Nunca deveria ter contado aquela história a Robin. Tinha sido através dela, possivelmente, que Tashigi soubera do acontecido. A orelha já ardia devido a ligação duradoura.

Caminhava na calçada com o celular no ouvido e uma mochila no ombro cheia de provas para serem corrigidas. Tashigi tinha ligado para lhe dar um belo sermão sobre os cuidados que se deve ter na cozinha, mas já fazia uns bons minutos que Zoro desistira de prestar atenção em suas palavras. Ao chegar mais perto de casa, ergueu o olhar a procura de alguém em sua porta. Foi apenas um gesto automático, então ficou surpreso quando de fato viu alguém parado lá lhe aguardando.

Desligou o celular sem se despedir e abriu a porta para um Sanji com um novo olhar obstinado passar.

A partir daí a progressão foi natural. Zoro continuou dizendo que a comida era ruim e Sanji continuou cozinhando os mais variados pratos sempre que podia. Zoro não se importou quando o outro adotou o avental florido que tinha sido usado por sua irmã pouco tempo antes dela se casar e mudar. E também não viu problema em dar uma chave reserva a ele depois que, numa noite chuvosa, Sanji ficou resfriado por ter ficado esperando-o completamente ensopado. Começaram, também, a jantar juntos. As vezes saiam para comer fora ou assistir peças teatrais. Em dias chuvosos, jogavam Go, Shogi ou Xadrez.

Em certo momento Sanji até tentou ensiná-lo a cozinhar o básico, mas depois de vários incidentes com fogo, achou melhor mantê-lo longe de qualquer etapa que envolvesse aquecimento. Foi rebaixado para cortador de legumes e carnes, algo em que se mostrou ser muito bom.

Desse modo ambos construíram um ritual de se encontrarem quase todos os dias e quando isso não acontecia, Zoro flagrava-se sentindo falta da presença do loiro prepotente. Gostava de vê-lo cozinhando, mas não só isso. Gostava das músicas que Sanji cantarolava de modo desafinado quando estava mexendo uma panela, do humor ácido que usava para criticar sua inabilidade com aparatos modernos e até de sua expressão irritada quando perdia uma discussão.

Num domingo que Sanji não compareceu, Zoro escreveu vários haikus para passar o tempo, um hobby que há anos não praticava, e mais tarde percebeu que todos se tratavam sobre Sanji.

*

Com as mãos cruzadas diante da boca e os cotovelos apoiados sobre a mesa, Sanji encarava a tela do computador com bastante seriedade. O departamento estava tão movimentado quanto sempre, principalmente por estarem finalizando os projetos para o aniversário da Germa 66, mas nada disso tinha importância diante a mensagem aberta na sua tela.

Nela havia um curto e objetivo e-mail do secretário do seu pai com os dizeres: O presidente está ciente do seu recente envolvimento com um professor da secundária, do comentário negativo em seu produto mais famoso e de sua atitude relapsa com o trabalho nas últimas semanas. É desejável que, diante o peso e a responsabilidade que o sobrenome Vinsmoke carrega, o senhor reconsidere seu comportamento e tome as decisões adequadas.

Sanji fechou o e-mail e suspirou, sem acreditar no que acabara de ler. Certo que ultimamente passava grande parte do seu tempo livre ou pensando em receitas que agradassem o paladar arcaico, ou saindo em programações noturnas com Zoro. No entanto, isso não vinha interferindo em seu trabalho. O desempenho do departamento permanecia o mesmo. Então o que diabos Judge queria dizer com “reconsiderar seu comportamento e fazer decisões certas”?

— Ele quer que eu pense em trabalho e somente em trabalho 24 horas por dia?! — reclamou, tomando mais uma taça de vinho. — Ele vai fazer o quê? Me despedir por ter vida social? Garanto que se ele fizer isso, na mesma hora procuro emprego na maior empresa rival que houver!

Sentado à sua frente, Luffy — um amigo de longa data que trabalha no departamento de colchões — gargalhou alto de sua dramatização. Encontraram-se por acaso em frente a um pequeno restaurante de lámen e decidiram dividir uma mesa para colocarem o assunto em dia. Contudo, quem estava dominando a conversa desde o início era Sanji, que era quem aparentava ter mais do que reclamar. Mas Luffy, pedindo uma tigela de lámen atrás da outra, não parecia se importar com não ter chance de reclamar da vida.

— Quem ele acha que é para querer me controlar assim? Sou um homem feito que faz as próprias decisões. Ele ainda teve a ousadia de me vigiar! Aposto que já sabe até quem foi o tataravô de Zoro. Ou qual a cor da pentelhos dele! Que velho intrometido do caramba!

Luffy riu alto sem ligar para os olhares feios que as outras pessoas no pequeno estabelecimento lhe lançaram. Por sorte já tinha engolido o macarrão em sua boca, porque senão com certeza teria se engasgado.

— Ah, sei como é, passei por isso também! Meu avô e meu pai também investigaram a vida de Law quando começamos a namorar. Gostaram tanto dele que até levaram Law para um jantar em família para mostrar as armas da coleção do vovô e as medalhas de sniper do meu pai. — comentou risonho, relembrando do evento que considerou divertidíssimo.

Sanji uniu as sobrancelhas. Aquilo definitivamente não era um caso similar ao seu. E mais importante, o namorado de Luffy tinha sido ameaçado indiretamente com essa coleção de armas e a medalha de atirador de elite? Sanji nem o conhecia, mas já sentia pena do homem de nome Law.

— Espera, acho que você entendeu errado. Zoro não é meu namorado. Não tem como ter passado pela mesma coisa.

Luffy inclinou a cabeça numa óbvia expressão confusa.

— Não? Mas você gosta dele.

Os lábios de Sanji se apertaram. Queria negar a suposição do amigo, mas sua voz se recusou a sair. Ele não gostava de Zoro assim. Ok, ele assumia que apesar de terem começado com o pé esquerdo, eles conseguiram estabelecer uma rotina amigável onde Sanji cozinhava querendo apenas que o Roronoa admitisse que sua comida era boa e que seu liquidificador era indispensável. E, bem, é verdade que depois de um tempo ele se esqueceu dessa disputa e passou a elaborar pratos variados por puro divertimento, principalmente depois que aprendeu a ler as entrelinhas das expressões rabugentas do homem que se comportava como um samurai do século passado. Além disso, descobriu que Zoro não era uma companhia tão ruim assim de se ter para o jantar.

Mas parando para pensar melhor... Era um pouco estranho ainda estarem se encontrando mesmo depois do problema inicial ter sido esquecido. Sanji até tinha ganhado uma chave reserva para entrar quando bem entendesse na casa de Zoro. Já tinha se habituado tanto que quando não o via sentia-se um pouco desanimado, como se faltasse algo para completar seu dia. Nem o fato de Zoro se mostrar completamente avesso a tecnologia lhe irritava mais. Até achava isso charmoso agora.

— Eu gosto mesmo dele. — concluiu surpreso, apertando as mãos contra o rosto. Era por isso que o e-mail indireto do seu pai lhe irritara tanto. Não queria parar de se encontrar com Zoro, nem que isso parecesse impróprio diante os olhos de Judge.

E outra constatação óbvia: depois de todos esses anos dizendo que não se importava com a opinião de seu pai, Sanji percebeu que inconscientemente ainda estava tentando corresponder as expectativas intransigentes dele.

Alheio ao estarrecimento do outro, Luffy ofereceu de suas boas dicas já que se via como um profissional acerca do assunto.

— Agora é só pedir ele em casamento. — disse num tom de obviedade. — Comigo deu certo, então tem 100% de chances de funcionar com você também.

Sanji engasgou-se com o vinho.

*

— E então? Como anda sua paquera com o moço do liquidificador? — Robin indagou, depositando sobre a mesinha de centro um pote com bolinhos de chuva feitos por ela mesma.

Zoro deu um resmungo mal-humorado, sem dar atenção a intrusão de sua vizinha que lhe ajudava sempre que tinha problemas com o notebook. Robin sentou-se de pernas cruzadas no sofá ao lado dele e espiou o que tanto ele tentava fazer no celular.

— Oh, comprou um celular novo? — dessa vez ela ficou sinceramente surpresa.

Há muitos anos ela vinha tentando convencê-lo a trocar o celular antigo por um mais moderno que fosse capaz de suportar ao menos o Line. Nem ela que gostava de arqueologia e relíquias desejaria usar o celular antigo dele. Era um Nokia da época em que o acesso à internet ainda era cheio de limitações. Um Nokia 5300, se não estava enganada. Um dinossauro entre os celulares.

— Sanji me convenceu que conversar pelo Line é muito necessário hoje em dia.

Robin sorriu.

— É necessário sim. Às vezes é a forma mais rápida de contatar a pessoa quando um familiar sofre acidente ou morre.

Zoro estreitou os olhos, desconfiado. Sabia que a amiga tinha um mal hábito de dar sempre exemplos trágicos.

— De qualquer forma, não sei usar isso. — concluiu, coçando a nuca sem jeito. — Por que tem tantos símbolos?

Robin ia se oferecer para ajudar quando o celular começou a tocar e Zoro atendeu sem pestanejar. Supondo que era o famigerado Sanji do outro lado, ela passou a olhar ao redor da sala vendo as pequenas mudanças que tinham ocorrido no ambiente. Havia um quadro recente e bonito na parede, livros de culinária junto aos livros de literatura na rack e um novo vaso de planta próximo a porta.

— Sim, dá. — disse Zoro respondendo algo. — Mande o endereço. Hm. Sim. Quando?

Voltando a investigar o lugar, afinal Robin não comparecia para a noite de jogos fazia um tempo, percebeu um amontoado de papeis dentro de um caderno ao lado do seu pote de bolinhos de chuva. Pegou o caderno estufado para dar uma olhada no conteúdo do que parecia ser uma considerável quantidade de rascunhos destacados e dobrados. O conjunto de frases contida no primeiro papelzinho que pegou a surpreendeu deveras.

— Sentindo-se romântico, Zoro? — indagou ela com um sorriso quando ele voltou com o tabuleiro de Shogi numa das mãos.

Inacreditavelmente ela testemunhou Zoro, um homem em seus plenos 30 anos e com histórico de desagradar ex-namoradas por sua falta de amabilidade, ruborizando de constrangimento. Ele fez um muxoxo, largando o tabuleiro na mesinha e enfiando um dos bolinhos de chuva na boca.

— Não começa. — disse entre uma mastigada e outra. Depois ficou pensativo olhando para os bolinhos. — Os de Sanji são melhores.

*

De manhã bem cedo Sanji conferiu seu horóscopo da semana. Ainda não admitia estar viciado nisso, embora agora conferisse diariamente, duas vezes ao dia.

“Bons ventos se aproximam! Caso esteja passando por momentos de decisões críticas, hora de ouvir as amizades. Lembre-se, um bom amigo é um tesouro e não se deve menosprezar. Sorte nas finanças e no amor. Talvez queira investir na criatividade. Cor da sorte: Roxo hora do show.”

Ele releu três vezes toda a mensagem e depois focou na frase “hora de ouvir as amizades”. Será que se referia a dica que uma colega de trabalho tinha dado sobre roupas pretas lhe caírem muito bem? Ou talvez fosse sobre a vez que um primo seu disse que deveria trocar a franja de lado?

Ah, quem ele estava tentando enganar? Mal tinha amigos o suficiente para contar numa só mão, mas certamente o horóscopo não estava falando de Luffy, certo? O conselho dele tinha sido pedir em casamento! Sanji não podia simplesmente chegar no homem que só conhecia há dois meses e meio, e que por acaso tinha um certo interesse romântico, já pedindo um casório. Zoro iria rir da sua cara, no mínimo.

Isso era coisa pra adolescente aluado que estava se apaixonando pela primeira vez!

Perdido nos muitos monólogos mentais, Sanji só foi perceber o forte cheiro de queimado quando o cozido já não tinha mais salvação. Seu cassoulet que vinha sendo preparado há dois dias, deu errado. Apertou a ponte do nariz. Nunca antes, nem quando ainda estava aprendendo a cozinhar, tinha queimado algo até aquele ponto em que não se aproveitava nada. Logo com o prato que era o preferido da sua mãe!

Era culpa do nervosismo de ter convidado Zoro para a sua própria moradia pela primeira vez? Afinal, desde que acordou Sanji estava se sentindo uma pilha de nervos. Piorou quando leu seu horóscopo e só conseguiu associar tudo a bendita frase dita por Luffy. Levou mais tempo do que deveria tentando deixar a casa apresentável e por fim foi cozinhar o jantar especial do dia.

Infelizmente, deu no que deu.

Respirou fundo, colocou mais um adesivo de nicotina no antebraço, totalizando três, e olhou para o relógio de parede. Ainda tinha uma hora e meia até o horário que tinha marcado com Zoro, então dava para improvisar alguma outra refeição mais simples. No pior dos cenários, poderia sempre fazer um pedido de delivery, apesar de que se sentiria o cúmulo do fracasso caso precisasse recorrer a isso.

Pegou uma faca afiada para cortar o quilo de carne que colocou sobre a pia, cogitando a possibilidade de preparar carne ao curry para comerem com o arroz que estava pronto.

Nem tinha encostado a lâmina da faça na carne quando a campainha soou estridente. Lavou as mãos rapidamente, indo a caminho da porta enquanto ainda as enxugava, e para seu descontentamento, ao olhar pelo olho mágico viu Zoro num traje esporte fino. Era a primeira vez que o via tão bem vestido, a não ser no dia que ele apareceu de terno parecendo um yakuza revoltado.

Mas voltando ao que importa, Sanji nem acreditou. Não tinha sido o próprio Zoro que admitira ter certo problema com pontualidade por ter um péssimo senso de localização? Como ele tinha chegado tão cedo?!

Correu de volta pra cozinha pra ver o que tinha pronto e só faltou arrancar o próprio cabelo ao constatar algo que já sabia: só tinha o cassoulet queimado, arroz branco básico e uns mochis preparados com antecedência. Como a campainha soou de novo e ele não podia simplesmente deixar Zoro plantado na entrada, resignou-se com a realidade. O jantar não sairia como planejara.

— Boa noite. — cumprimentou Zoro, examinando-o de cima a baixo. — Hm, trouxe a bebida.

Ele estendeu uma garrafa de vinho tinto. Zoro, como um autêntico japonês, preferia sakê a qualquer outra bebida alcoólica, então levar um vinho tinto para o jantar deles era uma clara demonstração que estava tentando agradá-lo. Emudecido pelo gesto, Sanji até se esqueceu de retornar o cumprimento.

— Chegou cedo, né. Como conseguiu?

— Me deram carona. — deu de ombros. — ... Tem algo queimando aqui?

— Ah. Não, não. Houve um problema, mas resolverei tudo. — disse enquanto se apressava na direção da cozinha, sendo seguido de perto por Zoro.

Tentando se livrar logo das provas do seu fracasso, Sanji jogou o cassoulet tostado no lixo junto com panela e tudo. Em seguida abriu bem a janela para o ar circular e começou o preparo da carne ao curry numa velocidade sobre-humana.

Zoro ficou assistindo de longe com as sobrancelhas unidas até que não aguentou mais ver Sanji cometer tantos erros básicos atípicos de sua pessoa. O estopim foi o loiro ter cortado o dedo ao fatiar alguns legumes. Zoro se aproximou e levou a mão a testa dele.

— Você está bem? Está agindo mais estranho que o normal.

Sanji apertou os lábios, afastando a mão dele. O que ele queria dizer com estranho, quando tinha sido ELE que chegara cedo demais? Quis dar uma resposta a altura, mas sua mente estava um incrível pandemônio. Seu cérebro resolveu recordar naquele momento palavra por palavra do horóscopo e da dica nem um pouco realista de Luffy. Lembrou das muitas receitas que cozinhou pela primeira vez desde que conheceu Zoro e do liquidificador queimado que iniciou toda aquela história.

Também lembrou, ao sentir o cheiro bom do perfume do homem a sua frente, que ainda não tinha tomado banho e que sua franja estava toda bagunçada e presa com brochinhos coloridos nem um pouco condizentes com sua imagem.

— Ah, que se foda. — murmurou, cansado de se sentir nervoso, e puxou Zoro para um beijo súbito. O encostar das bocas durou bem pouco, mas quando se afastou o outro exibia uma expressão aturdida. Antes que seu juízo voltasse a plenas funções, ele despejou a frase. — Quer casar comigo?

A expressão de Zoro ficou mais estupefata ainda — se é que era possível, mas em sua mente um cálculo rápido aconteceu:

Comida boa + Homem bonito + Convivência não tediosa = Chance única!

Quando Sanji ia dar um passo para trás para deixá-lo pensar numa resposta, Zoro pressionou uma mão em suas costas, o impedindo de se afastar, e olhou bem dentro de seus olhos.

— Caso.

Claro que ainda levou um tempo para a paixão inicial de fato se tornar amor, mas isso é um mero detalhe. O que importa é que tudo deu certo. Mesmo que depois tenham tido que lidar com a fúria de Judge Vinsmoke inconformado.

— Agora pode voltar a cozinhar. — emendou ele, ao se afastar dando um tapa na bunda de Sanji.

Era aquilo que chamavam de conquistar pela barriga?

O comentário negativo do liquidificador permanece no site até hoje e às vezes gera algumas discussões entre o casal, principalmente quando Luffy lembra do ocorrido.

*

A famosa repórter ruiva, segurando um guarda-chuva roxo com uma mão e com a outra segurando um microfone, estava de frente ao prédio central da empresa Germa 66 aguardando a saída do presidente desta. Nami era o nome dessa repórter. E ela sempre estava atrás de um escândalo.

— Como bem sabem, desde que Sanji Vinsmoke saiu da Germa 66 e foi contratado pela Kamabakka Momoiro, mais conhecida como KamaMoi, uma empresa que preza pela inclusão e diversidade, tem-se especulado que o motivo da cisão entre Judge e Sanji tenha sido por uma divergência de princípios morais. E embora nenhuma das partes tenha se manifestado nem pra negar nem para confirmar, hoje acontecerá o... — as portas de vidro do prédio se abriram e por elas passaram Judge Vinsmoke acompanhado de seu secretário e também por três seguranças parrudos. Nami se adiantou na direção do presidente da empresa, buscando superar o mar de repórteres concorrentes que também almejavam um furo. — Senhor Vinsmoke, é verdade que seus outros filhos foram chamados para o casamento que está acontecendo hoje e o senhor não recebeu o convite? Também é verdade que não aprova o casamento de Sanji com outro homem? O senhor se considera conservador ou também aceita o termo preconceituoso? Qual sua opinião sobre Sanji estar trabalhando com sua concorrente mais forte nos negócios? Tem medo de perder seus outros filhos também por causa da sua postura intolerante?

— Vão a merda! — foi a resposta do educado Judge, que só faltou rosnar de raiva para os repórteres em seu encalço.

Notas finais
The end! ♥ Obrigada a quem leu
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!