The mine word: Fire Gates.

39 Capítulo 37: De volta ao lar.


Notas iniciais
Eai galera, tudo beleza? Trazendo aqui o prometido capítulo. Bora lê?

Após chegarmos próximo a costa da Cidade dos Endermans, Pheal nos teleportou até a praia com excessão do Ponko que preferiu vir remando junto de suas bagagens. Enquanto esperávamos por ele, Pheal foi voando em direção a Cidade a fim de contactar o Slen.

O céu estava nublado, coberto por nuvens cinzentas prontas pra desabar em nossas cabeças. A Cidade deveria estar a uns três quilômetros de distância, mas mesmo assim era possível avistar suas gigantescas muralhar de cor marfim.

—Parece que foi a tanto tempo. —Comentou Pompo. Seus cabelos estavam duros devido ao sal da brisa marinha.

—Não me pareceu tanto tempo.

—Isso porque você é um idiota desligado da realidade. —Disse ela segurando meu braço.

—O Steve não é um idiota. —Exclamou Gisele. —Ele é até bem inteligente.

—Ele é o meu inteligente idiota.

—Se você diz... —Digo pra encerrar o assunto.

Demorou um pouco até chegarmos aos portões da Cidade. Pheal e Slen já conversavam quando chegamos. Nos aproximamos, o cumprimentando com a maior cortesia que poderíamos oferecer.

—Não precisam desta formalidade. Entreguem-me o pó de Lucidiun e poderão receber sua recompensa.

Pompo já movia sua mão até sua bolsa, mas eu a segurei antes que tomasse qualquer ação. Tomei a bolsa dela e a coloquei em meu ombro —Eu gostaria de falar primeiro com a Ender, Slen.

—A senhora Ender adoraria uma visita dos senhores, porém apenas Endermans podem entrar em seu recinto.

—Apenas Endermans e o Steve. —Corrigiu Pheal. —Deixe-nos ver a senhora Ender.

Slen parecia meio apreensivo com aquilo. —Bem... Os deixarei entrar, mas não tomarei responsabilidade pelo que pode acontecer.

Slen segurou em nossas mãos com um aperto firme e logo depois tudo ficou escuro. Posso ter passado por esse processo muitas e muitas vezes, mas continua sendo assustador. A pouca luz que se refletia do chão inundou meus olhos e uma figura baixa com asas de dragão surgiu a minha frente.

—Você era a última pessoa que eu esperava ver hoje. —Disse Ender, dando um passo a frente e olhando fixamente a bolsa da Pompo. —Vejo que conseguiu o que lhe pedi.

—Posso dizer que não foi nada fácil.

—Pheal, por que está escondida atrás do Slen? —Perguntou Ender com um sorriso sarcástico no rosto. —Apareça, criança.

Pheal resistiu um pouco, mas cedeu a vontade de Ender. Ela se revelou, esfregando um dos braços e olhando pro chão. Suas asas estão tão encolhidas contra as costas que parecem parte de suas roupas.

—Não precisa esconder elas, criança, mostre-as a mim.

Pheal abriu as asas lentamente até atingirem seu tamanho máximo. Ender fez o mesmo, mostrando que as suas eram muito maiores. —E-Elas saíram de mim, senhora Ender.

—Eu sei. Sempre senti que havia algo de especial em você. —Ender se aproximou, ficando na ponta dos pés e se esticando o máximo que poderia pra segurar o rosto da Pheal e colocá-lo junto do seu. —Você é o que eu esperei durante os dez mil anos que passei presa aqui. —Seus labios se moveram rapidamente e, antes que Pheal pudesse reagir, Ender a beijou, um beijo calmo.

Pheal a empurrou e limpou a boca, se assustando com a ação tomada por Ender. —O-O que foi isso?!

—A partir de agora você pode se teleportar para cá sempre que quiser. —Explicou Ender.

Slen parecia meio aéreo e eu já ficava impassiente. —Podemos logo tratar do que viemos tratar?

—Podemos. Dê-me o pó de Lucidiun e eu lhes darei o que precisam.

Abri a bolsa, tirando o pó de Lucidiun de seu interior. O entreguei com muita relutância.

Ender olhou o conteúdo do pacote é o depositou no chão. Seus pés estavam descalços e sujos de poeira. Ela juntou as palmas das mãos, colocando a mão direita por baixo e começou a sussurar coisas incompreensíveis. Uma luz começou a surgir, e com ela um pequeno dragão de cor azul marinho saiu das costas de sua mão esquerda. Ele ficou circulando em volta de suas mãos até entrar novamente pelas costas da mão direita.

—Estão prontas. —Disse Ender. Suas mãos se abriram, revelando duas pérolas de cor acinzentada. —Essas são pérolas de Ender, vocês podem usá-las para se teleportar até qualquer lugar do mundo instantaneamente, porém elas se quebrarão assim que chegarem ao seu destino. Penso que duas serão suficientes.

—Uma para o Sekka e eu e a outra para Gisele, você, Pompo e o pai dela. —Disse Pheal.

—Você irá com eles, Pheal? —Perguntou Slen com um tom de surpresa.

—Irei. Encontrei finalmente o que procurava, ou melhor, quem eu procurava. Sei que estou falhando com meu dever, senhora Ender, contudo a muito mais do mundo que eu gostaria de ver.

— Compreendo. Bem, provavelmente nada do que eu disser irá convence-la do contrário. Eu lhe dou uma nova missão, Pheal, você deverá viajar e registrar tudo que vir em suas viagens, deverá propagar nossa cultura as outras raças e, principalmente, conseguir a paz para os Endermans. Sei que muitos ainda tem medo, mas precisamos sair, expandir a Cidade e voltar a ser um reino. Você aceita essa missão, criança?

—Aceito, minha senhora. —Disse Pheal, se curvando aos pés da Ender.

—Nós precisamos ir. —Digo.

—Tudo bem. Slen, os leve até os portões e depois coserte a barreira.

—Sim, senhora Ender. —Slen fez como lhe foi ordenado e nos levou de volta até os portões da Cidade. —Espero que não esteja tentando trair nossa raça, Pheal. Seu pai não gostaria disso.

—Meu pai se foi a muito tempo, eu preciso continuar em frente. —Ela agarrou o Sekka e o abraçou, colocando sua cabeça sobre a dele. —Minhas propriedades permanecerão intocadas, sendo passadas pelos meus descendentes até que meu sangue fique tão diluído com o dos Creepers que esta maldita barreira os impessa de atravessar, só aí que poderá ter acesso as coisas de meu pai.

—Este jogo pode ser jogado por mais de uma pessoa, Pheal. Não pense que sou seu amigo. Era amigável com você em respeito a amizade que tive com seu pai, mas não possuirei nenhuma obrigação de defendê-la caso se una ao inimigo.

Ele some, deixando partículas roxas no ar.

Pompo se aproximou, tomando sua bolsa de mim. —Vocês denoraram.

—Sim, mas pelo menos não precisaremos voltar a pé todo o restante do caminho. —Digo, mostrando uma das pérolas.

—Não era isso que a Pheal usou pra nós levar até a casa da Hedyps?

—Era uma versão dessas pérolas. A que eu usava possuia maior número de usos. —Respondeu Pheal. —Apenas se segurem no Steve e deixem que ele escolha o destino de vocês.

—Por que precisa ser eu?

Confie em mim. —Ela segura a mão do Sekka e sorri. —Foi bom conhecer vocês. Principalmente você, Gisele. Vamos brincar mais outro dia. —Ambos somem, deixando as velhas partículas roxas no ar.

—Bom, ouviram ela. Segurem-se em mim que eu os levarei pra fazenda.

Precisei tomar certa coragem pra fazer aquilo. Pompo segurou em minha mão, Gisele me abraçou e Ponko segurou relutantemente em meus ombros.

No momento em que me concentrei na imagem da fazenda, tudo ficou escuro, não sabia se havia funcionado ou se iríamos acabar em uma outra cozinha aleatória, mas saber que Pompo e Gisele, talvez até mesmo o Ponko, estavam juntos de mim já me tranquilizava.

Podia sentir novente o sol em meu rosto, a brisa carregada com o aroma do campo e a vastidão de verde que cobria o chão. Ponko começou a caminhar lentamente em direção a pequena casa de pedra com telhado de tijolos. As janelas estavam abertas e a chaminé soltava uma fumaça de cor cinza claro.

Olhei nos olhos da Pompo e depois nos da Gisele. Era hora de conhecer minha sogra.

Notas finais
Gostaram? Deixem um comentário. Não gostaram? Deixem um comentário também. Esse é o penúltimo capítulo deste livro. Estamos na reta final e eu só tenho a agradecer vocês. Até o próximo capítulo.