The mine word: Fire Gates.
32 Capítulo BÔNUS: Reflexão.
Notas iniciais
Ender caminha tranquilamente em sua prisão imaginaria. Mil coisas e nada passam na sua cabeça ao mesmo tempo, nem mesmo ela poderia dizer no que estava pensando. Uma mistura de sentimentos trasbordava sua alma e a consumia em uma profunda agonia depreciativa.
Lembrava-se de como eram os grandes campos verdes recheados de flores recém nascidas. Lembrava-se da felicidade que sentiu ao criar seu primeiro ser. Queria voltar àqueles tempos antigos e vivenciar tudo novamente.
A grande dragão, mãe dos Endermans, estava agora se remoendo no passado longínquo de sua existência. Ela abraça suas escuras e escamosas asas e se auto-conforta com aquilo.
Slen aparece de súbito atrás dela, a pegando de surpresa. Ele vestia seu habitual terno preto com listras roxas, com seu cabelo levemente arrumado e com olheiras sobre os olhos. Ender o observa dos pés a cabeça, o estudando.
—O que quer, Slen? Não vê que estou ocupada? –Perguntou ela com certa ignorância.
—Bem, se a senhora quiser eu posso voltar outra hora.
—Não é para tanto. Diga o que houve.
—Não temos noticias da Pheal desde que ela saiu do navio. Ouvi boatos de que ela está no Nether participando de uma guerra.
—Deixe-a se divertir por enquanto. As atitudes dela não alteram o meu plano.
—Você confia muita coisa a ela. Tem ideia do que vai perder caso ela morra?
—Sim, isso poderia custar a minha liberdade. Mas não posso prendê-la para sempre nesse buraco horrível.
—Se as coisas continuarem como estão precisaremos mandar uma verdadeira equipe de busca atrás do pó de Lucidiun. Se ela demorar demais a barreira vai se fragmentar e estaremos perdidos.
—Tudo a seu tempo, Slen. Você tem me servido bem durante todo esse tempo e continuará ao meu lado daqui para frente. Tenha confiança na Pheal, afinal, você a servirá depois que eu abandonar este corpo. –Pronunciou Ender com um sorriso estampado de orelha a orelha.
As peças estão no tabuleiro e ela está levando o oponente a sua grande armadilha.
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