Quando olharam em volta, havia uma grande floresta. O que iriam fazer agora? Ninguém sabia. Até que um senhor, apoiado em sua bengala se aproximou.

– Com licença senhor, onde nós estamos? — Arthur perguntou.

– Vocês não sabem? Aqui é a cidade lendária de Aksi.

– Aksi? Que idiota inventou esse nome? — Sussurrou e começou a rir.

O senhor levantou sua bengala e num piscar de olhos o garoto estava no chão. Amy, num impulso, foi correndo até o lugar onde o velho se encontrava e tentou acalmá-lo.

– Peço desculpas pelo meu amigo, as vezes ele não sabe quando parar com suas brincadeiras. — Falou franzindo a testa para o garoto — O que o senhor estava dizendo... Aksi, certo?

– Vejo que temos uma verdadeira dama aqui. Sim, se quiser levo você até o centro da cidade. — Falou sorrindo. — Mas só você.

– Ah... Como o senhor se chama?

– Igiathy, mas pode me chamar de Ig.

– Ig... Esse garotos são meus amigos, prometo à você que eles vão se comportar. — Falou lançando o sorriso mais simpático que conseguiu ter na hora.

O senhor concordou e os levou até a pequena cidade. Cody olhava tudo com curiosidade, mas sem dizer nada, como de costume. Arthur, olhava as comidas que estavam sendo vendidas em pequenas barracas. Shawn e Amy, observavam as pessoas, pareciam ser muito simples e sem muito dinheiro. Haviam algumas crianças jogando um tipo de jogo que eles não tinham nenhuma ideia do que seria. Caminhavam seguindo Ig, até que de repente todos viraram estátuas.

– Mas o que é aquilo? — Amelia perguntou.

– O templo de Aksi. Shiway vive lá dentro, é ele quem nos diz o que vai acontecer no dia seguinte.

O grande templo era feito de pedra e nelas haviam algumas rachaduras, mas haviam pequenos pedaços de diamantes nessas fendas, diamantes azuis que faziam com que a pessoa que os visse ficasse abismado com a vista. Era algo realmente lindo de se ver, a grande árvore, era realmente muito grande, pois cobria todo o templo trazendo sombra. Havia também, uma vertente saindo da árvore, uma água cristalina ia em direção a uma grande fonte que fazia parte do grande jardim. Cipós desciam da árvore e várias crianças brincavam neles.

– Esse lugar é lindo! — Amy disse.

– Sim! Iksi é a cidade mais bela de todo jogo.

Estavam todos olhando para o templo e a grande árvore, boquiabertos até que Ig falou.

– O que? Um jogo? — Arthur perguntou.

Todos viraram suas cabeças subitamente em direção ao senhor. Ele era velho, isso eles tinham certeza, mas andava com tanta facilidade que acharam que talvez ele fosse mais novo do que pensavam.

– Sim, acharam que fosse o que?

Arthur colocou ambas as mãos na boca, emitindo um som muito engraçado. Cody soltou uma pequena risada. Amy um enorme sorriso e Shawn levou a mão até sua cabeça, coçando-a, sem entender.

– Isso é incrível! Estamos dentro de um jogo! Espera... O nome... — E foi interrompida por Ig:

– The living game. Digo para vocês que aqui é realmente um lugar incrível, mas o problema é saírem daqui.

– E quem disse que queremos sair?

– Amy! — Shawn gritou — Está louca? Eu nunca disse que vou ficar aqui!

– Louco é você que não quer aproveitar e já quer ir embora!

– É? Então fique aí sozinha!

– Tudo bem, vá embora seu covarde.

Cody, Ig e Arthur apenas observaram, enquanto a garota caminhava para um lado e o garoto para o outro.

– Eles são namorados? — Ig perguntou.

– Não! — Amy e Shawn gritaram.

– Nossa.

– É sempre assim, não se preocupe... onde estávamos? Ah sim! Um jogo, mal posso acreditar! Mas... Por que você mencionou que o difícil é sair daqui?

– Vocês podem estar gostando de estar aqui, mas esperem até conhecerem a noite negra.

– O que é...

Arthur parou de falar pois o velho já havia saído de seu lado. O que seria a noite negra? Era algo impossível de se descobrir sozinho, mas algo que poderia fazer por si só, era comer. Foi até as pequenas barraquinhas e com seu charme, conseguiu alguns bolinhos e biscoitos de algumas garotas.

A noite estava chegando, já era tarde e estavam sem um lugar para ficar. Confusos, tiveram que procurar por Ig que havia sumido. Num piscar de olhos, quando estavam indo perguntar o senhor apareceu.

– Venham comigo!

Os dois foram com Ig e entraram em uma casa feita de pedra. Tudo naquela vila era baseado em pedras, mas as construções eram estupendas! Ao entrarem, lá estava Shawn, sentando à mesa com ambos os cotovelos apoiados nas pernas segurando seu rosto com ambas as mãos.

Jantaram e depois de muito tempo, começaram a sentir falta de Amelia. Onde ela estaria? Com certeza sabia se cuidar e gostava de deixar isso muito claro, mas não tinham a menor ideia de onde ela poderia estar. Até que alguém bateu na porta e quando abriram tiveram uma grande surpresa ao escutar as palavras ditas pelo homem.

Notas finais
Arthur: http://pt-br.tinypic.com/usermedia.php?uo=nvlS1L5AwLM9%2FKzbXwSStoh4l5k2TGxc Cody: http://pt-br.tinypic.com/usermedia.php?uo=nvlS1L5AwLMLAoJZ4rvDC4h4l5k2TGxc#.VRRZK1Td_Zs