The life of Agatha Bianchi
4 "Se as portas da vida se fecharem para você, não fique triste... pule a janela!"
─ Aquele era o James? ─ Tio Jack perguntou, enquanto eu batia a porta. Seguimos para algum restaurante.
─ Uhum!
─ Seu melhor amigo, James Clark? ─ perguntou rindo
─ Ée Pai. ─ parei na mesma hora que reparei ter chamado Tio JK de pai. ─ Desculpa, Tio. ─ disse olhei pela janela.
─ Ei, não precisa pedir desculpas. Sabe que é minha filha de coração. Te acompanhei durante toda a sua infância.
─ obrigada. ─ sorri.
─ Falando nisso, já sabe quando ele vai sair da prisão? ─ perguntou.
─ Não, e nem sei o que fazer quando isso acontecer! ─ respondi.
─ Provavelmente na semana que vem. Mas acho que você mandou uma carta pra ele dando grandes esperanças de perdão!
─ Ah, qual é? Eu nem lembrava disso. Tinha uns 8 anos?
─ Por ai, mas você disse que perdoaria ele quando saísse da prisão, assim como fez com Baron!
─ Eu sei, mas não posso fazer isso!
─ Mudando de assunto, James explicou porque te ignorou por tanto tempo? ─ questionou enquanto estacionava.
─ Sim, como já sabemos, ele sempre foi facilmente influenciado. A avó dele proibiu que ele falasse comigo. E quando eu comecei a andar com policiais, ela disse que eu estava em “treinamento” para me vingar de meu pai. E ele acreditou!
─ Nossa... ─ riu─ Bom, ta com fome?
─ Morrendo de fome! ─ (risos). Já estávamos no restaurante, no nosso preferido, e a garçonete veio nos atender.
─ Olá, Jack, Agatha! ─ nos cumprimentou.
─ Oi Soraia, como vai? ─ perguntei.
─ Bem, obrigada. O que vai ser?
─ Eu vou querer arroz de brócolis, com creme de aspargos e bife ao molho, por favor! ─ disse.
─ E o você? ─ referiu-se e JK.
─ O de sempre, creme de aspargos, spaguette e bife acebolado com molho picante!
─ Refrigerante? ─ assentimos. ─ tudo bem. ─ afastou-se dali.
─ Tio, tem certeza que vou precisar de quatro policiais? ─ perguntei.
─ Estava pensando nisso, vou levar apenas três!
─ Ainda é exagero, mas tudo bem! ─ respondi.
─ Thata, você corre perigo, foi ameaçada!
─ Eu sei, tudo bem! ─ respondi sorrindo. ─ Baron vai ficar comigo?
─ Mas é claro, Baron e seu amigo Nero!
─ Tio, três policiais e dois cachorros? ─ brinquei. ─ Acho que estou protegida.
─ Com certeza, e qualquer coisa me comunique. Passarei a noite na delegacia hoje. ─ seu telefone tocou. Atendeu e teve uma breve conversa.
─ Quem era? ─ perguntei.
─ Carl, está vindo pra cá! ─ respondeu
─ Hum...
Nosso almoço chegou e estava com um cheiro maravilhoso. Meu celular tocou. SMS.
~ Oi, é o Jim ~
~ Oi Jim ~
~ Desculpa, você deve está me achando um idiota ~
~ Claro que não, eu entendi os seus motivos ~
~ Que ótimo, olha, vou ter que terminar de almoçar. Até mais ~
~ Até ~
Carl chegou. E sentou-se ao meu lado. Carl era muito bonito. Bem alto, tipo 1,90m, cabelos loiros e bem cortados. E os olhos azuis.
─ Oi! ─ cumpimentou. Sorri.
─ Já almoçou? ─ perguntou JK.
─ Sim, na verdade vim aqui pra falar que a nossa gangue atacou novamente! ─ disse.
─ O que? ─ tio Jack disse engasgando com o bife.
─ Algum de meus vizinhos? ─ perguntei.
─ Não exatamente, e não foi como aos Jefferson. Foi a duas quadras da sua casa.
─ Duas quadras? ─ disse um pouco alto demais. ─ Onde exatamente? O que houve?
─ Pediram para que o senhor fosse até lá! ─ continuou.
─ Claro, vamos agora. Soraia a conta por favor. ─ disse tirando o dinheiro da carteira.
─ São 27 dólares! ─ ela disse. Pagamos e saímos de lá.
─ Carl, a casa está interditada? ─ JK perguntou enquanto entravamos na viatura.
─ Sim senhor.
Fomos o mais rápido possível, e para o meu pesadelo, era a casa de Teny.
─ Porcaria! ─ gritei.
─ O que houve? ─ Carl perguntou.
─ Essa é a casa de Teny, minha melhor amiga! ─ disse chorando.
─ Calma, todos na casa estão bem!
Sai correndo do carro e logo vi Teny chorando na entrada.
─ Teny! ─ gritei correndo até ela.
─ Thata. Ela disse chorando, me deu um abraço forte.
─ O que houve? Você ta bem?
─ Mataram Kaiser! ─ não parava de chorar. Kaiser é a mascote dela, irmã de Baron.
─ Ai meu deus Teny, onde seus pais estão? ─ perguntei olhando para os lados.
─ Viajando, e Tony vai dormir na casa de um amigo ─ Tony é seu irmão.
─ Calma, eu vou dar uma olhada! ─ disse soltando ela um pouco.
Entrei na casa e a sala estava totalmente suja de sangue, a cena era terrível. Não apenas mataram o pobre animal, como também a esquartejaram. Era um caminho, a cada parte do corpo tinha um bilhete. Com frases como: você está quase lá! Ou quer ver o seu premio? Até, chegar na cabeça em cima da mesa de centro. Dentro de sua boca tinha uma carta. Eu peguei e abri.
“ Enfim, encontrou o final do caminho não foi? É Agatha, parece que as pessoas estão se machucando com a nossa brincadeirinha. Mas esse bicho era insignificante. Poderíamos muito bem esperar a sua amiga chegar em casa, e cortar fora o pescoço daquela idiota. Espere ai, nós ainda podemos fazer isto. HAHAHA. Mas os pais dela já devem está voltando para proteger a filhinha. Não se “alguém” atrapalhar a viagem deles. Não é mesmo? Aos poucos você vai ficar sozinha garota, isto é inevitável. Entraremos em contato. E finalizamos aqui. Com a carta, não com as travessuras.
PS: Ao restante deste triângulo, cuidem de seus cachorros!”
─ Ai meu deus! ─ disse colocando a mão na boca.
─ Querida? ─ tio JK disse se aproximando. Entreguei a carta pra ele, e passei um tempo olhando pra Kaiser e meus olhos se encheram de lagrima. Ganhamos Kaiser e Baron juntas. Ou melhor, Kaiser, Baron e Ero. O cachorro de Jim.
─ Isso é terrível Agatha! ─ disse tio me entregando a carta. ─ Temos que impedir, mas estamos as escuras. Leve Destiny para casa, e explique a ele o que está acontecendo. É melhor não irem para o contra turno. Agora ela também corre perigo.
─ Por minha culpa! ─ disse enxugando as lagrimas.
─ Claro que não, que mal você fez a estes psicopatas? ─ tentou me reconfortar. ─ Vá falar com sua amiga, ela esta precisando de você!
Fui atrás de Teny, ela estava sentada na escada com a cabeça entre as pernas chorando muito. Me sentei ao lado dela e fiquei olhando a rua.
─ Lembra quando nós ganhamos eles? ─ perguntei alisando as costas dela. ─ Foi um dos momentos mais felizes de minha vida. Baron chegou pra mim na hora certa. Eu estava me recuperando ainda. E ele me ajudou. Teny, o que aconteceu com Kaiser e com os Jefferson, pode ser minha culpa.
─ O que? ─ ela disse levantando a cabeça. ─ Porque diz isso?
─ Sabe, a gangue ta me ameaçando. E estão me mandando cartas, dizendo que é apenas uma brincadeira. Uma delas estava na boca de Kaiser. Disse que pode interromper a viagem de seus pais, não disse nada sobre o Tony, mas me mandou ter cuidado em Baron!
─ Não pode ser sua culpa, você os conhece? ─ perguntou
─ Não.
─ Mas, eles vão matar os meus pais? ─ disse assustada
─ Creio que não, se eles não decidirem voltar tão cedo. Ligue para eles, diga para passarem mais tempo por lá. Afinal, onde eles estão?
─ Calma, eles foram passar algumas semanas em Montana! ─ disse─ mas devo ligar pra dizer o que aconteceu.
─ Perfeito. Sim deve dizer o que houve, mas não que assassinaram Kaiser de forma tão brutal. Ou eles virão pra cá imediatamente, e o pior vai acontecer. Mas que merda, o que vamos dizer a Tony?
─ Posso dizer que Kaiser foi envenenada. Hoje é sexta, provavelmente vai passar o final de semana na casa do Erick! ─ respondeu.
─ Bom, você vai pra minha casa. Como já sabe, uns policiais vão ficar comigo. Estaremos seguras.
─ Agatha, o corpo foi retirado, uma equipe esta vindo fazer a limpeza na casa. ─ disse Carl. ─ Depois terei que levá-las pra casa!
─ Tudo bem!
─ Eu sinto muito Destiny! ─ Carl disse.
─ Obrigada. ─ sorriu─ Thata, precisamos ligar pro Tony.
Carl já tinha se afastado, e a equipe tinha acabado de chegar. Enquanto Teny estava ligando para Carl, meu celular tocou. Era o Jim.
< Alô?>
< Thata? Soube do que aconteceu com a Kaiser, você está com a Teny?>
< Sim, nós estamos na casa dela>
< Ta bom, estou indo ai>
< Tchau>
─ Iai? ─ perguntei a Teny
─ Bom, Tony disse para eu ficar bem e perguntou se eu queria que ele viesse para casa. Disse que ia para a sua casa. E então ele falou que ia ficar até a segunda na casa do Erick e que qualquer coisa eu ligava!
─ Reagiu bem! ( ri )
─ Uhum, quem era no telefone? ─ perguntou.
─ Jim, ele ta vindo pra cá!
─ Hum... Estão se falando por telefone já?
─ Não começa Teny! ─ disse olhando pra ela de lado. ─ Droga, esqueci de avisar pra ele ver se Ero está bem!
─ Como assim? ─ perguntou confusa.
─ Da uma olhada no final da carta, depois você lê ela completa. Ta dizendo: Ao restante do triângulo, cuidem de seus cachorros. O triangulo só pode ser a gente!
─ Que merda, você tem que contar isso pra ele! ─ disse.
─ Preciso falar com tio Jack antes, espera um pouco!
Fui ate a casa procurar JK, o encontrei perto da cozinha conversando com um membro da equipe de limpeza.
─ Tio, posso falar com o senhor? ─ perguntei ─ É importante!
─ Claro. ─ pediu licença e afastou-se do rapaz
─ Tio, aqui no final da carta, fala para que o restante do “ triângulo” tomem conta de seus cachorros. Isso quer dizer que esse triângulo é formado por mim, Teny e Jim. Certo?
─ Basicamente! ─ respondeu pensativo
─ então devo contar a Jim o que está acontecendo? ─ perguntei.
─ Se na carta referiram-se exclusivamente a este triângulo que significa vocês três, ele também corre perigo.
─ Ele ta vindo pra cá, falar com Teny!. Falo a ele?
─ Pode deixar que eu explico melhor.
Fomos até a porta e Jim já havia chegado.
─ Oi. ─ disse.
─ Oi thata! ─ ele me deu um abraço.
─ Jim, posso falar com você? ─ Tio Jack perguntou.
─ Claro senhor!
Eles entraram novamente na casa que estava limpa, que só faltava organizar os móveis novamente.
─ Vamos pegar suas coisas? ─ perguntei a Teny.
─ Uhum!
Peguei na mão dela e fomos em direção ao seu quarto. Sentei na cama enquanto ela pegava roupas e o necessário.
─ Vou sentir tanta falta dela! ─ disse Teny chorando, estava com uma foto do “ Triângulo” e seus mascotes na mão!
─ Nossa, você também guarda a sua? ─ disse dando uma olhada na foto. ─ Não se preocupe, nós vamos encontrar quem fez isso com ela!
─ Onde está Baron? ─ perguntou.
Paralisei, por um momento me esqueci dele. Esqueci de meu melhor amigo, que estava Tio Jack pela ultima vez que eu o vi. Mas depois, nada. Desci as escadas chorando e correndo o mais rápido possível. Esbarrei em Carl. Estava tão desesperada que acabei desmaiando!
Fale com o autor