The lie was the best key
6 Alaric
Alaric
Chego em casa Jason estava na porta me esperando.
–O que foi?
–Nossa irmã.
–O QUE VOCÊ FEZ?
–EU não pergunte o que ELA fez! Depois passe no meu quarto, se não passar vai ser pior para ela.
Vou para o quarto de Mara
–O que foi?
–Ele descobriu TUDO!
–Como assim?
–Tudo, tudo o que eu te falei.
–Ah Mara como?
–Eu não sei! –sento em sua cama e a abraço. –Calma, vai ficar tudo bem, não é nada demais, ele vai esquecer...
–Não vai não! Eu estou com medo Alaric, tenho medo dele. Ele te obrigou a ir no quarto dele?
–Sim...
–Não precisa...
–Preciso.
–Não vá!
–Por que?
–Porque eu não quero.
–Mas ele vai descontar em você...
–Não tem problema, ele já está bravo mesmo. Sai de casa e só volte amanhã.
–Okay. –me levanto e corro até a porta, abro-a e bato na porta da minha vizinha.
–O que faz aqui Alaric?
–Posso dormir aqui hoje?
–Você é acusado de deixar sua irmã surda, também está sendo investigado pela morte da minha amiga e provavelmente não vai no enterro dela.
–Por favor.
–Não dá...
–Por que?
–Você pode me matar.
–Achei que achava que não era eu.
– E não acho...
–Então me deixa entrar?
–Sim, mas não pode falar para ninguém.
–Okay estou de acordo.
–Entra, não pode contar, mas não vou estar aqui quando amanhecer...
–Vai para onde?
–Vou fazer uma viagem.
–Para onde?
–Não tenho rumo.
–Mas por que vai fazer isso?
–Acho que Bethany não morreu.
–Vai atrás dela?
–Não! –digo irônica
–Então vai fazer o que?
–Vou achar o tesouro perdido! Claro que vou procurar Bethany!
–Você não mudou nada dês daquele verão...
–Nem me lembre.
–Não fale que não gostou...
–Eu estava bêbada!
–Ah! Engraçado que depois você bateu na minha porta... –vou chegando perto dela.
–Não chega perto de mim Alaric.
–Okay...
–Poderia ter acordado os meus pais!
–Sua mãe está viajando a trabalho, seu pai também...
–Como sabe?
–Não vejo eles saírem de casa já faz um tempo, é uma suposição...
–Você me irrita!
–Por que? –digo chegando perto dela, boto uma mecha de cabelo azul atrás da orelha dela.
–Por causa disso!
–O que? –fico com a mão em seu rosto.
–Fica me jogando charme indiretamente.
–Sério? Para mim parece bem direto.
–Para com isso.
–Eu pararia... Se você não estivesse gostando de estar aqui comigo.
–Não estou gostando.
–Não é o que você está demonstrando... –minha mão estava em sua nuca, mexia no cabelo dela, via os pelos do braço dela se arrepiar, depois de falara aquilo ela bate na minha mão.
–Larga o meu cabelo, ele não é suas peguetes.
–Como assim?
–Não é suas peguetes para você ficar passando a mão e fazer o que quiser.
–Sabe que não fiquei com ninguém depois de você...
–Não ficou porque sua reputação ficou uma merda né querido, me poupe.
–Por que está me tratando assim?
–Porque me deixou! Porque sou difícil! Porque você me trocou!
–Não te troquei!
–Eu vi você e alguém no seu quarto! Sim você me trocou, não negue a não ser que tenha outra história!
–Não é o que você está pensando...
–Ah, é então me conte.
–Eu não posso.
–Nem imagino o porque. –ela se vira pega um copo de água que já estava em cima da bancada, faz um coque no cabelo, sua calça era larga, xadrez (preta vermelha e verde), estava com uma blusa de alça branca, vejo ela subir as escadas, ela dormia no sótão que era enorme!
Subo e bato na porta.
Ela abre e me olha.
–O que é dessa vez...-ela diz cansada.
–Onde eu posso dormir?
–Procura.
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