The legend of guardians
10 Há males que vem.
Notas iniciais
Com o auxilio da orb que ficava ao centro da Holocaust, Vough conseguiu se teletransportar para Frostwar, mais especificamente para a floresta negra onde se localizava o misterioso rapaz. O vampiro surgia logo a frente dele junto a esfera, contendo parte das energias de Amunet, Safiya e Louise, logo tomando a palavra:
– Saudações, mestre! Nós batalhamos contra Amunet e os outros. Nela absorvi uma parte dos poderes de Amunet, Safiya e Louise, aqui estão!
Terminando de falar, ele usava a telecinese movendo a esfera para frente, esta ia em direção a esfera em tom vinho sendo absorvida pela mesma. Após sito o rapaz dizia:
– Bom trabalho, Vough. Mas, onde estão as esfatais?
– Infelizmente não conseguimos apanhá-las. Elas estão protegendo aqueles humanos. – Respondia Vough.
– Hum... Mas, que infortúnio! – Dizia o rapaz em um tom mais sério, porém não furioso. – Não pensei que as esfatais fossem reagir com a energia daqueles humanos patéticos. Isso não é tão importante no momento, mesmo assim Mayumi e os outros devem estar atentos a esses malditos! E à você, Vough, tenho uma missão: vá ao palácio de Basilissa e convença-na a ir à Terra! Esses humanos junto com Amunet e os outros terão uma bela surpresa.
– Com todo prazer, mestre Meyfen! Considere esta missão concluída. – Respondia Vough com um leve sorriso sádico no canto dos lábios.
Era fim de tarde em Shibuya, em um dos centros florestais da cidade encontrava-se uma jovem de pele bem clara, cabelos loiros-prateados sendo presos para o lado direito, ela trajava uma blusa branca simples, sendo acompanhada por uma calça do mesmo tom, seus pés eram calçados por um par de botas negras e por fim em suas mãos haviam um par de luvas brancas que iam até o pulso da jovem. Na mão esquerda havia um florete simples, com este ela realizava alguns cortes no ar. Aquela jovem se chamava Ameth Simon, ela estudava na mesma escola que Rose e os outros, porém raramente se juntava à eles, já que ela era da Rússia e estava no Japão a pouco tempo, por isso ainda tinha dificuldades para se socializar. Ameth tinha o hob de praticar esgrima ao final das tardes naquele local. Após os treinos a albina decide caminhar pelo parque, acabando sentindo uma temperatura baixa demais para aquele lugar. A jovem parava de andar e dirigia seus olhos azuis para cima vendo que algumas nuvens azul-escuro começavam a dominar o céu em sinal que estava anoitecendo.
– Que estranho... Até a pouco tempo estava um clima agradável e agora está mais frio... – Comentava a albina para si mesma, tendo um notável sotaque russo. – É melhor eu ir para casa, já deve estar ficando tarde.
Ameth começava a caminhar para sair do local, acabando tomando um caminho diferente das outras vezes, encontrando um lago congelado. Naquele local a temperatura estava ainda mais baixa, mas a garota não sentia frio, pois estava acostumada a temperaturas baixas. Ela se impressionava ao ver o lago, aproximando-se deste, enquanto comentava consigo mesma:
– Não sabia que nesse lugar tinha um lago congelado.
Ela começava a andar pelo lago, ao olhar para baixo via uma espécie de cristal de coloração azul-claro. Curiosa, a albina se abaixava para o apanhar, sentindo uma brisa gélida agitando seus logos cabelos loiros, mas não tendo ideia que aquilo era a reação do cristal, que na verdade era a esfatai do gelo. A garota consegue apanhá-lo, se pondo em pé novamente, enquanto admirava a pedra.
– Que pedra bonita! Até parece que foi a própria neve que a fez. – Comentava para si mesma, acabando rindo de leve. – Mas, seria impossível, apesar deste local estar com uma temperatura baixa não seria o suficiente para realizar tal proeza.
O gelo abaixo dos pés da garota começava a se rachar, antes que ela pudesse cair, um rapaz de porte alto e atlético surgia dando um salto, apanhando-a pela cintura a levando até o outro lado do lago, a colocando em segurança no chão. Aquele era Leonel, estando em forma humana com a ajuda da ilusão de Amunet. Neste momento o gelo havia derretido. Ameth assustada dava um passo para trás, dirigindo seu olhar para o rapaz, notando que ele possuía longos cabelos negros e olhos prata a deixando intrigada.
– Você está bem, criança? – Indagava Leonel.
– S-sim estou. Obrigada por me salvar, senhor!- Agradecia Ameth.
Leonel via que garota estava segurando a esfatai do gelo, se impressionando e indagando:
– Onde encontrou esse cristal?
– Eu o achei no meio do lago. – Explicava Ameth. – Acho que foi imaginação minha, mas pareceu que o lago começou a derreter quando apanhei o cristal.
– Não foi imaginação sua essa pedra não é um cristal comum. – Respondia Leonel.
– O que quer dizer? – Indagava a albina.
– Esse cristal possui uma magia que faz este lugar estar com a temperatura mais baixa em relação a outras áreas por aqui. – Respondia uma voz masculina, mais se parecendo com um sussurro sombrio. – Este objeto não é algo que uma mera humana deva ter em mãos!
– Quem está ai? – Indagava Ameth assustada.
– Symph, apareça de uma vez e pare de assustar essa criança. – Dizia Leonel olhando para os lados.
O shinigami ria de modo debochado, surgindo atrás da albina. Ao notar que alguém estava atrás de si, a garota se virava de frente para Symph indagando:
– O que está acontecendo? Quem são vocês?
– Tudo o que deve saber é que está com algo que não lhe pertence. – Respondia Symph. – Vamos, me entregue de uma vez a esfatai do gelo!
– Esfatai do gelo? – Indagava a albina sem entender o que estava acontecendo.
Leonel se punha a frente da garota, fixando seu olhar aos olhos negros e tenebrosos do shinigami, tomando a palavra:
– Não sei o que deu em você, muito menos no Vough, Mayumi, Belle e Roxanne, mas não permitirei que tenha em mãos a esfatai do gelo!
– Apenas estamos cumprindo as ordens da mestra Basilissa. – Respondia Symph de modo indiferente.
Antes de continuar a falar, ele levava a mão direita por dentro de seu manto negro retirando de dentro do mesmo uma foice. A arma possuía uma longa corrente que se envolvia no antebraço do shinigami, logo este continuava a falar:
– Como imaginei terá que ser a força.
Assim que terminava de falar, a lâmina da foice começava a emanar uma aura negra, em seguida Symph movia a foice para frente, estendendo-na com a ajuda da corrente, realizando inicialmente um corte na vertical. Leonel rapidamente empurrava Ameth mais para traz recebendo o golpe no lugar desta. A magia do shinigami anulava a ilusão de Amunet, isto fazia com que Leonel se transformasse em leão-humanoide. Ao presenciar aquilo, a albina se impressionava, mas não se assustava já que estava confiando no leão. Este ficava em alerta ao próximo golpe, levando suas mãos na katar em sua cintura esquerda. O shinigami o atacava com um corte rasteiro na vertical, porém antes que o acertasse o leão saltava. Enquanto estava no ar ele conjurava uma aura gélida em sua arma e em suas garras negras, as posicionando na altura dos ombros proferindo de modo imponente:
– Presas Gêmeas!
Após proferir tais palavras, ele realizava um corte em forma de X em direção a Symph. Este se desmaterializava no momento em que o golpe iria lhe acertar impedindo a continuidade do golpe. Com isso ele caia em pé no chão olhando para os lados.
– Tome cuidado, criança!
O ar do local começava a ficar mais gélido, tanto que naquele momento Ameth começava a sentir frio e até mesmo Leonel que possuía uma pelagem resistente a temperaturas altas ou baixas. Isto deixava o felino ainda mais em alerta, posicionando sua katar para frente, foi quando ouviu um sussurro que proferia:
– Ceifeiro atroz!
Symph surgia flutuando a poucos metros de Leonel, lançando sua foice contra o mesmo para lhe aplicar um corte na diagonal, porém este era defendido pela arma do felino. O shinigami puxava sua foice de volta para si fazendo um movimento circular em torno do próprio corpo, criando uma cúpula negra. De dentro desta, ele realizava alguns cortes que partiam em direção a dupla. Leonel conhecia aquele golpe, assim tratou de apanhar rapidamente Ameth em seus braços, usando sua alta velocidade ele desviava dos cortes. Quando o golpe atingia pedras, arvores ou até mesmo o solo estes se descompunham. Symph lançava sua arma para o alto alongando as correntes as movimentando em forma circular, logo acima de Leonel e Ameth. A neve daquela área começava a se intensificar e tomar uma coloração negra, em seguida o shinigami proferia:
– Tumba gélida!
O ar gélido começava a congelar as patas de Leonel e pela magia estar em conjunto com a magia negra de Symph, o leão começava a se enfraquecer. Mesmo assim ele tentava se mexer, sendo em vão.
– Não importa o quanto se mexa Leonel, a tumba gélida será cancelada apenas com as minhas ordens. – Dizia o shinigami sadicamente.
Este aproximava-se da dupla, mantendo aquele sorriso sádico nos lábios. Ameth queria ajudar Leonel, porém não tinha ideia de como ou o que poderia fazer, pois estava assustada. Por impulso, ela apertava a esfatai do gelo. O cristal reagia com a energia da garota, conjurando uma cúpula em tom azul-claro em torno dela e de Leonel, em seguida alguns cristais se formavam a partir da energia gélida, partindo em direção as patas traseiras do leão se chocando contra o gelo negro, os destruindo e devolvendo a mobilidade ao felino. Este se impressionava, mas sabia que teria que agir rapidamente. Assim deixou Ameth no chão para em seguida saltar em direção a Symph, conjurando uma aura azul-claro em suas garras. Em um rápido movimento atacava o shinigami com as garras e sua katar, Leonel sabia que seus golpes físicos não surgiriam efeito, porém buscava ao menos paralisa-lo, pois sentia a energia de Safiya e cia se aproximando. Symph desviava dos golpes com facilidade, rindo sadicamente e dizendo:
– Não se cansa de fracassar em seus golpes?
Terminando de falar, o shinigami dava um salto para trás puxando a corrente de sua a foice a trazendo de volta para si, a lâmina emanava uma aura negra e estava pronta para acertar Leonel. Porém duas flechas brancas desviavam o percurso. Symph movia seus olhos para o lado direito e realizava um movimento circular chocando a lâmina contra o chão conjurando várias estacas de gelo em direção a Safiya e cia que estavam bem próximos, isso os obrigava a saltarem para os lados. Menos Gladius que saltava em direção a Symph tentando lhe aplicar um corte diagonal, porém o shinigami se desmaterializava.
– Estupide! – Bradava Louise. – Sabe muito bem que nunca irá acertar um golpe físico no Symph!
– Como podemos detê-lo? – Indagava Penelope.
– Bom, se ele é um ser maligno Aury, Katsuo, Safiya e Mizaki podem lidar com ele. – Dizia Rose. – Mas, alguém deve proteger a Ameth, ela pode acabar não suportando a energia da esfatai do gelo.
– Eu posso protegê-la! – Oferecia-se Osamu.
– Tive uma ideia melhor. – Interrompia Louise. – Osamu, deixe que Penelope, Angus, Adiel e Rose protejam aquela garota. Você irá usar a esfatai da terra em mim. Safiya, lute ao lado de Aury e Mizaki me de cobertura!
– Esta bem! – Concordava a elfa de modo otimista.
Assim que a loira terminava de falar, Penelope, Adiel, Angus e Rose corriam o máximo que podiam, Symph iria os atacar com uma rajada gélida, neste momento surgia Musset os defendendo com um golpe da Blood Hunter em forma de chicote, porém ainda enfraquecido. No mesmo instante Mizaki energizava várias flechas banhadas pela energia pura da água, estás eram lançadas para o alto em direção ao shinigami. Este se teletransportava, no entanto as flechas voltavam e algumas delas acabavam o acertando no ombro esquerdo lhe causando uma queimadura. Neste meio tempo, Osamu conseguia se concentrar tendo uma aura marrom em torno de si, enviando a energia da esfatai da terra para Louise. Uma aura do mesmo tom tomava o corpo da necromante, que por sua vez conjurava sua foice aplicando vários cortes, finalizando com um forte corte no chão o rachando e lançando a aura marrom pelas rachaduras. Symph desviava dos corte com facilidade, estes atingiam cinco arvores que se descongelavam e começavam a se mover. Uma aura em tom marrom ia em direção as plantas fazendo com que elas ganhassem poderes mágicos transformando-nas em Entes. Os seres começavam a lançar seus galhos, folhas, flores e frutos contra o shinigami. Ele desviava dos golpes, porém com certa dificuldade devido a forma que estes o cercavam. Ao desviar de um dos golpes, era surpreendido por um cipó feito de magia da terra e necromancia o prendendo. Tal cipó havia sido criado por Louise através da foice da mesma.
– Foi uma boa estratégia, Louise! – Elogiava Penelope em tom otimista.
– Agora não é hora de cantar vitória! – Alertava a necromante. – Façam algo antes que ele fuja! Minha necromancia ainda está limitada...
– Ameth, se concentre para desativar essa barreira. – Dizia Rose.
A albina estava surpresa e confusa com tudo o que estava presenciando, não fazendo ideia de como ela mesma havia feito aquela proteção. Mesmo assim, suspirou fundo e fechou os olhos, porém ao em vez de cancelar a barreira de gelo, a energia da esfatai do gelo saia de seu controle fazendo com que a defesa se intensificasse conjurando vários flocos de neve diminuindo bruscamente a temperatura. A energia da esfatai era tão intensa que Ameth se viu obrigada a encravar seu florete no chão para se apoiar no mesmo. Ao ver aquela cena todos se preocupavam, exceto Symph que sorria sadicamente dizendo:
– Ora, parece que a própria esfatai do gelo se encarregará de ceifar a vida dessa pirralha.
– Ameth, resista! Eu sei que você consegue todos nós estamos acreditando em você! – Dizia Leonel aproximando-se da garota buscando ajudá-la.
– Argh... O poder da esfatai do gelo é muito forte... – Resmungava a albina de cabeça baixa.
Assim que ela terminava de falar a cúpula se explodia lançando os flocos de neve para todos os lados junto a todos ao seu redor, em seguida a albina caia ajoelhada no chão, ainda segurando seu florete.
Magnus e Amunet estavam a poucas distancias da floresta, mesmo preocupados com a situação, preferiam não se envolver na luta a não ser que Safiya e cia estivessem em uma situação extremamente critica. Vendo aquela explosão ambos se impressionavam.
– O eu foi aquilo? – Indagava o moreno.
– A garota que está com a esfatai do gelo perdeu o controle sobre a energia dela. – Explicava Amunet. – O local é propicio para a esfatai do gelo se manifestar e Symph usou suas habilidades do gelo para que isso ocorresse.
– Entendo as esfatais não são um brinquedo. Elas devem ser controladas com extrema concentração. – Dizia Magnus, apanhando a esfatai das trevas do bolço de sua calça e a fitando. – Caso contrário causarão grandes desastres.
– Exatamente, Magnus. – Concordava a maga o fitando. – E não é só isso, dentro de cada esfatai existe uma entidade que representa cada elemento.
– Entidades? – Indagava o rapaz, voltando sua atenção para Amunet. – Então isso significa que na verdade as esfatais são essas entidades?
– Elas apenas estão interligadas uma a outra. – Explicava Amunet. – Se elas forem usadas por seres de mal caráter ou quando não se há controle sobre elas, as entidades serão corrompidas.
Após as palavras de Amunet, Magnus ficava em silencio refletindo sobre o dito e fitando a floresta.
Dentro daquele local todos se levantavam, o golpe havia libertado Symph. Por um momento eles viam a imagem de um par de orelhas de raposa sobre a cabeça de Ameth e 9 caudas logo atrás da mesma, mas logo desaparecendo.
– Eu vi coisas ou realmente surgiu, por um momento, um par de orelhas de raposa e 9 caudas sobre a Ameth? – Indagava Rose estando incrédula.
– A-aquilo era a entidade do gelo! – Exclamava Louise surpresa.
– Oque? Tem certeza disso? – Indagava Gladius.
– Absoluta. – Afirmava a necromante, agora em tom mais sério.
– Mas, como isso aconteceu? – Indagava Rose.
– Infelizmente não temos tempo para explicar isto no momento. – Respondia Safiya.
Symph se punha a levitar-se logo acima de todos ali presentes, era possível notar que a orb em sua foice brilhava intensamente. Os olhos negros do shinigami fitavam todos ali presentes, tendo um semblante sério em sua face e um sorriso debochado em seus lábios, logo dizendo:
– Já que vocês têm seus truques, lhes mostrarei os meus!
Ao terminar de falar, ele fechava os olhos movendo sua foice para frente em posição diagonal. A orb brilhava de forma ainda mais intensa cobrindo o corpo do shinigami com uma aura negra, podendo-se sentir uma densa energia vinda deste. Ao verem aquilo, Safiya, Katsuo e Louise se impressionavam.
– O que ele está fazendo? É loucura Symph tentar despertar seu verdadeiro poder estando sem condições para isto! – Dizia Louise.
Symph ria de forma maligna, enquanto uma asa de anjo-caído surgia em seu lado esquerdo a agitando suavemente fazendo com que algumas penas se soltassem, seu manto negro de agitava com a ajuda de uma leve brisa, estas eram cobertas por uma aura cinza e eram lançadas contra todos ali presentes. Cada um esquivava como podia: alguns rolando no chão e Safiya usava o Prisma de Bastett em Ameth.
– Tomem cuidado! – Alertava Louise pressentindo algo.
O shinigami realizava cortes circulares em torno de si mesmo, em seguida proferindo:
– Corrente do desespero!
Neste momento os cortes se uniam formando correntes que eram lançadas em direção ao grupo. Musset usava teletransporte para ajudar os humanos a desviarem dos golpes, uma das correntes acertava a defesa de Safiya, fazendo com que esta tomasse em tom cinza e fosse se desfazendo aos poucos. O mesmo ocorria por onde as correntes tocavam.
– Não podemos ficar apenas desviando dos golpes do Symph. – Alertava Louise. – Safiya, Aury e Mizaki, vocês devem ataca-lo!
– Certo, eu preciso de cobertura. – Dizia Aury.
– Eu te protejo e também protegerei a Ameth! – Dizia Safiya.
– Também lhe darei cobertura. – Dizia Mizaki aproximando-se da neka junto a Aury. – Safiya não deve se esforçar tanto, seu poder ainda está bastante limitado.
Safiya acenava positivamente com a cabeça, enquanto conjurava o Prisma de Bastett, em seguida a elfa conjurava uma aura azul cobrindo a defesa para fortalecê-la. Aury fechava os olhos, segurando a esfatai da luz e a Light Blade com força. Vendo aquilo, Symph conjurava um circulo mágico logo acima de si, este tomava uma aura negra, que se espalhava pela área da floresta proferindo:
– Zona mortal!
Enquanto conjurava tal feitiço, espíritos em tom negro surgiam, alguns riam sadicamente e outros gritavam de forma horripilante.
– Cuidado, não demonstrem emoções ou esses espíritos irão sugar suas emoções. – Alertava Louise em tom sério.
Cada espirito voava em volta de cada um ali presente gargalhando, gritando e fazendo expressões diabólicas. Aury podia sentir a energias deles, mesmo assim procurava se concentrar o máximo possível fazendo com que uma aura branca surgisse em torno de seu corpo a intensificando e erguendo a Light Blade para o alto, lançando uma poderosa rajada de luz em direção ao circulo de Symph. O shinigami tentava intensificar sua magia, sendo em vão. Logo o circulo era tomado por aquela energia pura e de luz junto a uma aura azul. Aquela era era a própria energia de Mizaki utilizando sua habilidade com a água, com isso a esfatai da água começava a brilhar, em seguida uma chuva de energia pura se iniciava. Tal chuva espantava e destruía os espíritos malignos e a água queimava a pele e a alma de Symph o obrigando a se teletransportar para longe do local. Neste momento a chuva era cessada e a energia se acalmando lentamente a medida que Aury abaixava a espada e abria os olhos sorrindo de forma otimista mesmo que estivesse um tanto ofegante. Mizaki cancelava a aura azulada e Safiya desfazia o Prisma de Bastett se aproximando de Ameth que ainda estava de joelhos no chão, porém mais recuperada.
– Você está bem? – Indagava a neka.
– Sim... Eu acho... – Respondia a albina ainda confusa. – O que foi tudo isso?
– É uma longa história, Ameth. – Respondia Rose se aproximando. – Já está tarde, melhor ir para sua casa descansar e amanhã lhe explicaremos tudo na escola.
Symph surgia na sala do apartamento que Vough estava hospedado antes de ir para Frostwar. O shinigami estava de olhos fechados e um tanto ofegante por não estar adaptado a tanta energia que havia usado, a acalmando aos poucos fazendo com que sua asa de anjo-caído desaparecesse. Mayumi estava varrendo o chão do local quando o viu e se aproximou do mesmo tomando a palavra:
– Pelo visto aqueles pirralhos lhe deram mais trabalho do que imaginou, não é?
– Estava indo tudo bem, até aquela pirralha usar a Light Blade... – Respondia Symph, bufando ao final de suas palavras.
Belle estava dormindo em um dos quartos, acabando acordando com o dialogo, saindo do quarto da onde estava trajando um roupão feito de ceda em tom turquesa e bradando:
– Não se pode mais dormir em paz?
– Deveria é estar em alerta para quando Vough-sama voltar e não estar dormindo. – Respondia Mayumi de modo indiferente.
– Eu preciso descansar bem para revigorar minhas energias e beleza. – Respondia a sereia se pondo em meio aos dois e fitando Symph de cima a baixo em tom debochado. – Olha só, parece que mais um levou uma surra daqueles pirralhos, ho ho ho!
– Ao menos não fui eu quem quase virou baiacu frito! – Respondia Symph de modo ainda mais debochado.
– E, além disso, para revigorar seu poder e sua beleza seria necessário adormecer por mil anos, huhuhu! – Completava Mayumi, rindo de forma sádica.
– Raposa depravada, limpe esse chão direito está imundo! –Respondia a sereia virando-se de costas para a kitsune. – E o Vough, não deveria estar com você, Symph?
– Vough está em Frostwar. – Respondia o shinigami.
Em resposta a provocação de Belle, a kitsune levantava a vassoura e a baixa com força na cabeça da sereia, que caia sentada no chão bradando:
– Como se atreve a me bater?
– Sh! Sou a serva do Vough-sama e não sua escrava, baiacu! – Respondia Mayumi, colocando a vassoura no chão novamente. – E se o Vough-sama ainda não voltou de Frostwar é por que o mestre Meyfen lhe deu uma missão.
– Ou pode ter sido punido por também não conseguir apanhar as esfatais. – Respondia Belle, enquanto se levantava.
– O mais provável é que ele esteja em missão. – Dizia Symph.
– Mais isso é injusto! Só nós somos punidos, humpf! – Resmungava a sereia cruzando os braços.
– Não estamos aqui para questionar as ordens do mestre Meyfen, apenas para segui-las. – Dizia Mayumi.
– Mayumi está certa. E também devemos ficar em alerta a aqueles pivetes. Especialmente aquele que está com a esfatai das trevas. – Dizia Symph cruzando os braços.
– Mi mi mi! Mayumi tem razão, bah! – Remediava Belle. – Mas, o que será que ele pretende... Ainda mais, ao que parece Amunet o está apoiando. Posso investigar a respeito.
– Não seria má ideia. – Concordava o shinigami. – Porém, você deve ser prudente. Sabe que qualquer movimento suspeito Amunet irá descobrir que está os vigiando.
– Prudência é o que falta nessa baiacu. – Resmungava Mayumi.
– Ai credo, quanta inveja! – Dizia Belle olhando de canto de olho para a kitsune, logo voltando a atenção para o shinigami. – Tomarei cuidado, mas agora eu preciso descansar.
Assim que a sereia terminava de falar, ela dava as costas para os dois soltando um longo bocejo. Em seguida caminhava para o quarto onde estava.
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