The last ghost called
2 Capítulo 1
Notas iniciais
CAPÍTULO 1
Acordei como em um dia qualquer, com o sol quente e forte batendo em meu rosto, porque Maia, a empregada, arreganhou as cortinas do quarto.
– Bom dia senhor Nathanael. — ela puxou minhas cobertas enquanto eu cobria o rosto com o travesseiro. — Seus pais deixaram ordens para eu acorda-lo durante esta semana, já que eles não estaram presentes.
Já estava acostumado com isso a muito tempo, desde quando me conheço por gente.
Meus pais são donos de uma indústria de sapatos, que era mundialmente conhecida, e por esse motivo não paravam em casa nem no meu aniversário.
– Se o senhor não levantar ... — tirei o travesseiro do rosto antes que ela jogasse água em mim. De novo.
– Não precisa jogar água em minha Maia, já tô acordado.
– Não se atrase, o café já está pronto. — ela se encaminhou para a porta e saiu.
Peguei o celular e olhei as horas. Era 6h15. Tomei coragem e levantei, indo pro banheiro.
Tomei um banho rápido, e sai so com a toalha do banheiro. Abri meu armário e vesti uma calça jeans preta e uma camisa pôlo branca. Coloquei minha jaqueta preta e já estava pronto. Agora o desafio seria procurar a chave do carro, que eu devo ter jogado em algum canto ontem quando cheguei.
Depois de ficar 10 minutos procurando aquela porra, desisti. Peguei meu celular na cômoda, e sem quere olhei para o espelho. Não, eu não achei a chave, só sento o calafriu que sempre sento ao olhar para ele, lembrando do passado.
Meu rosto, em parte era normal, era de um tom meio bronzeado, com uma barba rala por fazer, e olhos castanhos escuros. O defeito disso tudo, era a queimadura que ficava em cima da minha sobrancelha direita que ia até o começo do coro cabeludo. Não era tão grande e não era mqis como antes, porque depois de tanto tratqment que minha mãe me obrigou a fazer, ela era apenas um pedaço de pele deformada que meu cabelo tentava esconder, mas mesmo assim incomodava, nem tanto como antes, mas incomodava. Ela fazia eu lembrar tempos que era melhor esquecer, e é por isso que tento sempre me esquecer dela, o que é quase impossível, já que a maioria das pessoas ainda comentam sobre ela quando me vêm.
– Já são 6h35!
Maia abriu a porta e parou qando me viu. La me conhecia desde pequeno, e oi quem mais me apoiou quando tudo aconteceu.
– Você viu minhas chaves ? — ignorei seu olhar preocupado e me encaminhei para fora do quarto.
– Estão no balcão da cozinha.
Desci e tomei apenas uma xícara de café sem açúcar e, depois de pegara a bendita chave, saí.
Era 6h40, o que significa que não iria me atrasar. Droga. Liguei o rádio e deixei na brimeira estação que encontrei. O caminho até a escola não era longo, uns 15 minutos de carro.
Quando cheguei, fiquei no carro, olhando as pessoas que iam chegando aos poucos. Umas vinham a pé, outras de ônibus, e muitas outras com os pais de carro. Quando o sinal bateu, sai do carro e me encaminhei para as escadas da escola para mais um dia de tédio.
Quando atravessei o portão, uma garota esbarra em mim.
– Droga — ela disse enquanto se abaixava para pegar os livros. Revirei os olhos e abaixei para ajuda-la.
–Deixa eu ajudar.
– Não precisa. — ela puxou o livro que eu tinha pegado da minha mão e só faltou me dar um tapa, pela tamanha violência.
– Eu sei que sou feio, mas também não precisa correr. — debochei.
Ela olhou para mim, e como acontece com todos que me vem pela primeira vez, travou.
– Não é isso ... Me desculpe. — ela disse desajeitada, tentando arrumar os livros.
– Quer ajuda ? — quando ela fez menção de responder, ouvi uma voz mais que conhecida berrar meu nome logo a minha frente.
– Nathan! Tem celular pra que caralho? — era Sam. — Emma? Você não encontrou a secretaria?
– Ah, na verdade eu estava indo pra lá. — ela olhou pra mim e saiu.
Segui Sam até nossa primeira aula.
– E ai, já conheceu minha mais nova irmã?
– Irmã? — olhei pra ele cético. — Aquela é a garota ?
– É. — ele respondeu como se também não acreditasse. — Quelando meus pais disseram que iam adotar, eu pensei que seria um bebê, mais ai eles aparecem com uma garota de 17 anos.
Ri com a expressão de incredulidadeque ele fez. ga
– Não ri não seu maldito, tentei falar com você o final de semana inteiro e você não atendeu a siquer uma ligação minha, seu puto.
– Foi mal.
– Você tava com a Gabriela ? — ele disse me olhando torto.
– Digamos que sim.
– É por isso que você perdeu a festa da Clara. Cara, se perdeu.
– E o que a Julia acho dessa festa?
Entramos na sala e sentamos no fundo com nossa galera.
– Nem comenta isso com ela, ela tá puta comigo. Disseram pra ela que eu fui.
Ele se afasto e sentou do lado da Clara, a garota de cabelos loiros que sentava na primeira carteira ao lado do professor.
Não demoro muito e o professor entrou. Antes dele fechar a porta, uma garota ruiva apareceu e ele deixou ela entrar. Quando ela o acompanhou até a mesa, reparei que era a tal da Emma. Ela evitava olhar pras outras pessoas que a encaravam, parecia que estava se segurando pra não sair correndo da sala.
– Pessoal, silêncio. — todos ficaram quietos. — Conheçam nossa mais nova aluna, Emma. Como é costume com minha turma, faça uma preve apresentação sua. — ela olhou para ele revirando os olhos, e ele apenas ignorou, como de costume. Após um suspiro e começou:
– Eu sou Emma Larsson, tenho 17 anos, e venho de um lugar que pretendo esquecer.
E essa foi sua apresentação. Ela sentou na carteira do fundo perto da janela e se isolou de todos com seu fone.
O professor iniciou a aula de geografia, sem prestar atenção nela. Mas eu pretei, não sei por que, mas fiquei com vontade de saber o porque dela esquecer o passado. Fiquei interessado de saber o quão sombrio poderia ser o passado dela, e se ele seria pior do que o meu.
Fale com o autor