The land of Klaine
3 O mundo.
Notas iniciais
Kurt continuou na casa de Blaine, e já estava um tanto cansado. O moreno já havia procurado o livro em tudo o que era lugar. Até mesmo no banheiro!
Quando desiste e volta pra seu quarto — onde Kurt está — deita na cama exausto e dá um suspiro alto.
Kurt está sentado nela no canto direito, mexendo em seu celular, já que não sabia nem a que livro o moreno se referia.
"É impossível ter sumido assim! Estava lá!" Diz Blaine, indignado.
"O que você acha? Sumiu! Não é um livro mágico, com certeza está em algum lugar desta casa." Kurt já estava se saco cheio do assunto, afinal, tudo o que Blaine falava era sem sentido para ele.
"Que seja, eu desisto. Deve ter sido apenas um fruto da minha imaginação mesmo."
"Também acho. Mas me diz, agora eu posso ir pra minha casa ou vou ter que esperar você revirar o porão também?" Diz o garoto de olhos azuis.
"O PORÃO!" Blaine imediatamente levanta da cama com tudo e puxa Kurt com ele em direção ao porão, escadas a baixo. O outro revira os olhos, mas vai junto.
Quando abrem a porta de madeira e descem mais algumas escadas, dão uma olhada ao redor para reparar no ambiente, e para o porão de uma idosa não estava tão ruim, apenas empoeirado. Nele havia algumas cadeiras e um sofá cobertos por um pano branco, uma lareira da idade da pedra, uma mesa de jantar descartada pela senhora a anos atrás, uma mesa de vidro e rabiscos e desenhos de Blaine na parede, que foram feitos quando o garoto tinha em torno de 6 anos.
"Procure um livro que brilha." Diz o moreno seriamente para o outro que até estava confortável no ambiente.
"Essa é boa! Um livro brilhante?" Kurt dá gargalhas reais. Blaine o olha com uma cara de desgosto, mas logo se volta a procurar.
O castanho não tem escolha, então resolve ajudar a procura-lo. Olha em baixo dos móveis, dentro da lareira e... O ACHA!
"HEY, BLAINE! ACHEI! ESTÁ AQUI DE BAIXO DESSAS MADEIRAS NA LAREIRA!"
Blaine levanta do chão desesperadamente e corre em direção ao local, finalmente vendo o livro que tanto procurou! Kurt lhe pergunta se é aquele que queria, e o outro responde que era exatamente aquele! Ele o pega e abre, colocando suas mão em uma das páginas. De repente, ela some!
"O QUE ESTÁ ACONTECENDO? POR QUE SUA MÃO SUMIU?" O castanho estava realmente assustado, mas continuou lá para ouvir a explicação.
"Foi isso o que eu te disse. Ele é mágico — Eles trocam um olhar, e Blaine volta a falar — Joguei algumas coisas nele e elas simplesmente desapareceram. Com certeza foram parar dentro dele! Eu só não sei o que faço, pois minha vó me disse que algumas coisas da biblioteca deveriam ficar guardadas e escondidas, e absolutamente essa é uma delas."
"Pode ser que sim, mas imagina o que iríamos ganhar vendendo ou expondo isso! Uma fortuna! Você nem sequer pensou nisso?"
"O QUE?" Anderson ficou realmente indignado com a resposta do outro. "VOCÊ FICOU MALUCO? ISSO PODE SER ALGO DE FAMÍLIA! E SE EU TIVER PODERES OU ALGO DE TIPO? E SE EU FOR UM BRUXO?"
"Olha, que você não é de Hogwarts, eu te garanto, mas se você quer acreditar nisso só tem um jeito de descobrir."
Blaine nem sequer teve tempo de pensar no que o outro havia acabado de lhe dizer, pois imediatamente Kurt o empurrou para dentro do livro! Esperou um pouco, e logo em seguida se jogou também!
Assim que entrou naquele universo pôde ver árvores altas, nuvens brancas, e... POW! Havia se deparado com o chão.
Por incrível que pareça, a queda não doeu tanto, mas isso não significa que não machucou um pouco. Ele se levantou quase imediatamente e buscou por Blaine, logo o encontrando. Ele estava a mais ou menos 1 metro de lá.
Kurt o ajudou a levantar e ficaram lado a lado sem saber o que dizer ou fazer por 2 minutos. Até que o moreno com alguns arranhões em seu rosto começa a falar, ou melhor, gritar.
"O QUE VOCÊ FEZ? O QUE DEU EM VOCÊ?" Ele andava em circulos rapidamente, nervoso. "E AGORA HEIN? O QUE MINHA MÃE, MEU PAI, MINHA AVÓ IRÃO PENSAR? E QUANTO AOS SEUS?"
"EU NÃO SEI!" Kurt tentou não demonstrar, mas também estava assutado com a situação. "Mas o que importa é que estamos bem e iremos achar o caminho de volta! Temos que ser otimistas!"
"OTIMISTAS? EM UMA SITUAÇÃO DESSAS? HAHAHAHAH." Blaine forma uma risada, ainda gritando.
Do nada, Kurt se joga para tapar a boca de Blaine e o arrasta para trás de algumas árvores, já que estavam em uma clareira.
Quando tira a mão da boca do outro, faz um sinal para falar baixo, e diz praticamente mudo que ouviu uivos e passos se aproximando. Quando os dois se viram para frente, avistam uma alcateia de lobos e... UM SAPO!? O sapo está acorrentado, e ao o que os dois entenderam da cena, os lobos o levariam a algum lugar, ou talvez o sapo estaria os levando a algum lugar. Para a grande surpresa dos dois o sapo começou a falar para que lugar eles deveriam seguir, e assim foi, saíram andando para o lugar em que o sapo apontou.
Os dois viraram a cabeça rapidamente um para o outro, de queixo caído. "O que foi isso?" Se questionam.
"Não faço a mínima ideia, mas é melhor irmos andando, parece que quando eu estava caindo vi um reino a sua direita neste momento." Diz Kurt, tentando resolver a situação e acalmar o outro, que estava completamente branco. Na verdade vermelho, ou pálido. Melhor ainda: Estava sem cor!
"Vamos!" Ele nem pensou duas vezes e já se juntou ao outro indo para a direção em que disse que ficava o reino.
Os dois caminham por mais ou menos 20 minutos, porém a queda foi cansativa e o tempo entre os mundos era diferente. Quando entraram no livro, era de manhã, porém lá já estava escurecendo, então resolveram procurar algum lugar para descansar e seguir viagem amanhã, já que mais sapos falantes poderiam aparecer. Nunca se sabe.
Os dois avistam uma torre, a mais ou menos 1 quilômetro de distância, e resolvem caminhar até lá.
Blaine teve algumas dificuldades, pois como foi o primeiro a cair, teve de sair correndo para dar espaço ao outro, se machucando mais com um arranhão na perna. Teve de se apoiar no outro para chegar até lá.
Quando chegaram, deram uma olhada na torre e ela parecia idêntica a da torre de Rapunzel. Os dois trocam olhares, novamente de espanto.
"Isso me parece..."
"A torre da princesa Rapunzel." Completa Blaine.
"Será que estamos..."
"Em um conto de fadas? Acho bem provável a esse ponto." Anderson o completa novamente.
Felizmente, todo conto de fadas tem suas falhas, e na torre havia uma escada, na qual os dois subiram para chegar ao topo. Ela era escura, e era impossível negar que nenhum dos dois ficaram com medo.
Quando chegaram tiveram a certeza de que era a própria, pois nela tinha os mesmos desenhos, traços, quartos e outras coisas do conto.
Anderson e Hummel se direcionaram a janela e avistaram o reino de que Kurt falava, mas ele era diferente. Parecia um reino pobre, e além disso, tinha muralhas grandes e altas, que davam a volta no reino. Elas não tinham nenhuma entrada além de um pequeno portão que estava vigiado sob dois guardas armados do lado de dentro, e dois do lado de fora.
"Se isso aqui é um conto de fadas, que reino seria aquele? Pois que eu me lembre, não existe nenhum reino que tenha muralhas como aquelas." Questiona Kurt ao outro.
"Teremos de descobrir isso apenas amanhã quando continuarmos nossa caminhada, estou cansado, com fome e com sede agora." Blaine responde, já deitado no chão, pronto para descansar.
O castanho ainda não tinha se cansado, estava praticamente pendurado na janela tentando decifrar qual seria aquele reino do qual nunca havia ouvido falar em contos de fadas perfeitos. Era muito diferente para ele, e no momento não conseguia se lembrar de nenhum.
Quando foi verificar, Blaine já tinha dormido, mas ele ainda não estava com um pingo de sono, então resolveu descer para procurar alguma coisa, como água, comida, coisas do tipo.
Ele estava descendo as escadas quando de repente dá se cara com um sapo! Ele se assusta e grita tão alto que até se questiona se conseguiu acordar o reino vizinho. O sapo lhe dá instruções para não ficar preocupado, mas mesmo assim o menino dá muitos passos de distância do animal.
"Olá, meu nome é Froggy." Diz o sapo, se apresentando com uma mão estendida.
"O meu é Kurt." Ele, porém, não aperta a mão do sapo.
"Eu entendo você não querer tocar em mim, afinal, agora eu sou um sapo. Mas apenas queria dizer que vocês dois não são os únicos que vieram a esse mundo vindo do de vocês."
"Não? Quem mais viria para cá?" Kurt o questiona, curioso.
"Algumas pessoas das quais não posso lhe dizer neste momento, mas quando me conhecerem melhor, quem sabe?" Ele se vira e sai andando escadas abaixo, mas se vira antes para dizer: "Me procurem amanhã de manhã quando seu amigo acordar, estarei pelas redondezas."
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