Notas iniciais
Gente, eu não sei muito bem o que iria fazer, mas então saiu isso, espero que gostem. Estou muito ansiosa para escrever o que tenho em mente, mas para antes disso eu tenho que escrever essas coisas. Estou demorando ainda para postar por dois motivos. 1- estou sem internet (ainda ¬¬) e 2- estava meio sem ideias srsrsr. Mas enfim, escrevendo por escrever, assim vou criando coisas que tem haver(ou não). kkkk isso não soou muito bem mas vocês entenderam. Não atrapalho mais, recomendem, curtam, acompanhem, leiam. ''nosso objetivo é satisfazer baby'' ;) Boa leitura jujubinhas !!

Hoje Elloize chegaria com seu novo e misterioso namorado. Combinamos de encontrá-los em uma praça na cidade, de lá íamos decidir o que fazer. Recebo uma mensagem dela avisando que estava chegando, então ligo para Thomas avisando que podíamos ir. Chegamos antes deles, e ficamos esperando por alguns minutos.

–Lara ! –escuto a voz de Elloize, e me viro para vê-la.

–Elloize quanta saudades. –eu disse indo abraça – lá. Era tão bom ver minha única e melhor amiga novamente.

Assim que a soltei vi Ethan parado ao seu lado, e o abracei também.

–Como você faz falta Lah. –ele disse enquanto me abraçava.

–Ah .. Esse é o Thomas. Thomas, estes são Elloize e Ethan. Meus melhores amigos.

–Oi. Prazer em te conhecer Thomas. Ouvi falar muito em você. –Elloize disse estendendo a mão para ele.

–Aposto que não tanto, quanto eu ouvi de você. –ele a cumprimenta e em seguida Ethan.

–Então, cadê o cara misterioso ? –pergunto olhando para Elloize.

Ela pega na mão de Ethan, e abre um sorriso de orelha a orelha. -Não acredito- Eles estavam namorando ? Ethan e Elloize. Aqueles que eram meus melhores amigos. Que são melhores amigos. Sinceramente eu nunca pensei. Eles nunca demonstraram nada. Fiquei totalmente surpresa.

–Não acredito ! Vocês ... ?

–Sim. Estamos namorando. –Ethan diz em seguida colocando seu braço em volta da cintura de Elloize.

–Parabéns. Sinceramente eu não esperava. Mas estou muito feliz por vocês.

Decidimos ir ao cinema, depois comer alguma coisa. Vimos um filme que estava passando na hora, um suspense. Depois que saímos do cinema fomos comer.

–Você me lembra alguém Thomas. Mas não consigo lembrar quem. –Elloize disse.

–Então... como começaram a namorar ? –pergunto interrompendo Elloize de forma educada, com curiosidade.

–Bom... depois de você foi embora nós começamos a ficar mais tempo juntos. Elloize ia em alguns concertos comigo, e tal. Foi quando eu percebi que estava gostando dela. –Ethan fala com o olhar apaixonado.

–Um dia nós estávamos organizando a preparação para um evento que teríamos na escola. E bom, a gente acabou ficando. E eu acabei me apaixonando por ele. –Elloize está com um sorriso lago, e feliz.

Comemos, e continuamos jogando papo fora, ficamos horas ali. Era tão bom conversar com eles de novo, e eles estavam tão felizes, e eu também. E o melhor, Thomas estava junto comigo, acompanhando um pouco mais de mim, dos meu amigos. Era tão reconfortante estar ao lado dele. A cada dia eu estava me apaixonando mais por este garoto, ele era tudo que eu precisava, e eu via em seus olhos, seus gestos que este sentimento era recíproco.

–Você parece tão feliz Lara.

–E estou Ethan. Muito feliz.

–Hei ... me lembrei.

–Do que se lembrou Ell ? –pergunto.

–Já sei com quem você se parece. Bom pode não parecer mas lembra alguma coisa.

–Está falando de mim ? –Thomas pergunta para ela.

–Sim. Jensen Ackles. É ele que você me lembra. O cabelo, o jeito, alguma coisa no seu rosto. Sei lá, mas me lembra.

–Verdade baby. –eu disse sorrindo para ele, que estava com uma cara engraçada.

Já estava escurecendo, convidei Elloize e Ethan para irem para minha nova casa, posar lá. Mas eles recusaram, voltariam pra Philadelphia ainda hoje. Tentei fazer com que eles ficassem mas foi em vão.

–Eu amei passar o dia com vocês. Foi ótimo te rever Lah. –Elloize dizia ao me abraçar.

–Uma maravilha Ell, obrigada por vir. Da próxima eu quem apareço.

–Foi um prazer te conhecer Thomas. –Ethan estende a mão para ele, em seguida me abraça.

–Tem certeza de que não querem ficar e ir amanhã ?

–Tenho Lah, amanhã, meus pais querem ir a casa da minha avó. E Elloize vai junto, é melhor voltarmos.

–Fazer o que, vocês não vão mudar de opinião. Mas tomem cuidado.

–Pode deixar amiga. Fiquem com Deus. Até .

–Amém. Até. –dizemos juntos, vendo eles irem.

–Eu gostei dos seus amigos, são gente boa. –Thomas disse pegando minha não enquanto íamos para o carro.

–Acredito que eles também gostaram de você. –sorrio para ele, e entramos no carro.

Alguns minutos depois já estávamos em frente a minha casa, nos despedimos,ele me beija, em seguida desço e entro . Encontro minha mãe sozinha na sala, vendo tevê, seu semblante não é um dos melhores, está séria olhando para a tevê, mas como se não estivesse prestando atenção no que estava vendo.

–Mãe, tudo bem ? –digo ao me aproximar dela.

Ela respira fundo e me olha, soltando o ar lentamente.

–Sente-se querida. –ela diz com um sorriso forçado.

–Aconteceu alguma coisa ? –pergunto ao me sentar, estranho sei jeito, ela nunca foi de ficar assim.

–Sim. Seu pai voltou. –ela disse séria, e eu quase não acreditei no que ouvira. –Eu não sei como ele soube que estamos morando aqui. –ela continuou. –Ele apareceu mais cedo, perguntou sobre você.

–O que ele queria ? –pergunto ainda incrédula com isso. O que ele queria com nós ? a final, ele foi embora, ele nos abandonou sem deixar nenhuma noticia.

–Eu não sei Lara, eu mandei ele ir embora antes que pudesse se explicar, apenas perguntou sobre você.

–E onde ele está ?

–Disse que estaria em um hotel, e que não iria embora, sem ao menos te ver.

–Eu não quero vê-lo mãe. –digo interrompendo-a.

–Eu sei querida. Mas se bem conheço o Mark, ele não vai embora sem antes conseguir o que quer.

–É acontece que eu não quero ver ele. –digo meio exaltada, me levanto e vou para meu quarto, deixando minha mãe sozinha.

Eu detestava pensar em meu pai, em falar dele. Agora ele aparece do nada, e quer me ver ? por quê ? para dizer que sente muito, que foi comprar leite, mas perdeu o caminho de casa e nunca mais voltou, nunca deu noticias. Eu pensei horrores, que ele tinha sido assassinado, seqüestrado, ou coisa pior. Mas depois de soubemos pela minha avó, que ele apenas tinha ido embora, eu desprezei totalmente meu pai. Ele costumava ser o meu herói, meu amigo, e agora ele não é nada, não é ninguém. Isso me magoava, me deixava ruim. Eu pensava que a culpa era minha, até perceber que na verdade ele era o idiota que nos abandonou, arranjou outra família e estava mais feliz.

Deito em minha cama, e sem saber o porque exatamente, eu começo a chorar, não quero pensar em mais nada, isso realmente me magoava, só de lembrar, eu ficava assim, mas eu não consegui conter o choro. Foi até bom, assim eu me senti mais aliviada. Sem perceber pego no sono, em meio aos soluços. Na manhã seguinte, acordo e fico por uns instantes fitando a parede, de repente minha mãe abre a porta e entra.

–Querida, eu não quero que fique assim, se não quer vê-lo eu não vou te obrigar. Na verdade eu quero que você fique distante dele. Pensei que talvez você quisesse ver ele.

–Não mãe ... –digo a interrompendo. –me desculpa por ontem, mas eu não quero saber mais sobre isso.

–Tudo bem meu amor. –ela disse saindo do quarto. –você sabe que sempre pode contar comigo Lara, e se mudar de idéia, eu não vou ficar brava, vou te entender querida. Mas nunca se esqueça o quanto te amo.

Ela sai, e eu me levanto, vou tomar um banho, fico por longos minutos debaixo no chuveiro, tentando entender por que ficava tão mal com aquilo. Ao sair vou até meu quarto pego meu celular e ligo para Thomas.

–Thomas . –digo com a voz meio rouca.

–Está tudo bem com você Lara ? –ele pergunta, e posso sentir seu tom de voz preocupado.

–Não. Eu preciso conversar.

–Tudo bem. Estou indo. –ele desliga, e eu volto a deitar.

Alguns minutos depois ouço alguém bater na porta, resmungo para que entre, então vejo Thomas colocar sua cabeça no fresto aberto da porta. Ele me vê se levantando, então entra fechando a porta atrás de si.

–O que houve pequena ? –ele diz com a voz suave se sentando perto de mim.

–Meu pai voltou. Ele quer me ver.

–E você não quer vê-lo ?

–Não. Ele me deixou Thomas. Deixou minha mãe, nos abandonou, sem dar noticias. Por anos eu pensei que ele estivesse morto. Ou feliz com outra família. Por anos eu me culpei pelo motivo dele ter ido embora. –começo a chorar, Thomas me abraça.

–Eu te entendendo princesa. Mas não fique assim. Ele foi embora por algum motivo, e com certeza você não é esse motivo.

–Eu não entendo como isso por me afetar tanto. Eu o amava, ele era meu melhor amigo, meu herói. –ele me envolve mais em seus braços.

–É natural que se sinta assim. Mas não chore. Se quer minha opinião. Eu acho que você deveria vê-lo. Ouvir o que ele tem a dizer. Aí você decide se nunca mais vai querer vê-lo ou não.

–Mas e se ele disser algo que vá me deixar pior que estou.

–Nenhuma palavra pode machucar mais que ações Lara. Eu sei. Mesmo a dor sendo passageira, quem as fez machuca mais do que sentir a própria dor. Ouvir seu pai te acusando da morte de sua mãe, te bater, e ainda dizer que você é maluco e te internar, com certeza é muito pior que ouvir seu pai dizer o motivo pelo qual foi embora. Ele pode ter te magoado, mas não te machucou.

Fiquei perplexa com o que o Thomas dissera. Ele tinha toda razão, não havia motivos maiores que o dele para eu estar assim. Eu queria, precisava ouvir o que meu pai tinha para me dizer. O sofrimento de Thomas era muito maior que o meu. Eu me senti egoísta agora, pensando que teria sofrido mais que ele, mais que qualquer um. Mas não foi assim, com certeza Thomas sofreu muito mais do que pudesse se quer pensar. Mas ele estava ali, firme e forte, mesmo depois de tudo que ele passou, ele continuou com a cabeça erguida. Isso me fez ver que eu estava sento boba com a situação.

–Tudo bem. –disse por fim. -Mas eu quero que você vá comigo. Por favor. –disse ao me afastar de seus braços e olhar dentro de seus lindos olhos azuis.

–Claro baby. Eu sempre vou estar do seu lado. –ele disse com um sorriso no rosto e encostando seus lábios nos meus.

No fim daquele dia, eu pedi para minha mãe o endereço do hotel que Mark –quer dizer – meu pai estava. Ela me entregou e em seguida Thomas me levou até lá. Eu não sabia muito bem o que esperar quando o visse. Com certeza ele estaria diferente, teria mudado. Ao chegar no hotel falo com a recepcionista que me indica o quarto que ele está. Entramos no elevador e seguimos até o quinto andar, quarto 378. Seguro na mão de Thomas, que me olha com um sorriso doce, encorajando-me a bater na porta, faço isso, poucos segundos depois a maçaneta vira, e a porta se abre. Vejo um homem alto,magro, com os cabelos meio grisalhos num corte meio formal, barba por fazer, com calça na cor de lavanda e camisa social. Ele sorri para mim, e fica me fitando por alguns minutos, e eu faço o mesmo.