The house next door

32 ''Nem se eu quisesse''


Notas iniciais
Oiii eu adorei este capítulo, espero que vocês gostem também. É o penúltimo capítulo, isso é triste eu sei, mas tudo o que é bom acaba. Boa leitura pra vocês amados, bjokas ''nosso objetivo é satisfazer baby'' ;)

A semana custou pra passar, e eu só ficava pensando nas palavras do Thomas, e em que eu iria fazer, eu não suportava mais ficar longe dele, e eu estava certa de que iria desculpá-lo. E não iria esperar pra dar o gostinho dele me perder, eu não era boa em vinganças, se é que pode se chamar disso.

–O Thomas chegou. –meu pai gritou lá de baixo para mim.

Eu me olhei no espelho uma ultima vez, joguei o cabelo pro lado, mordi o lábio inferior e respirei fundo, peguei minha bolsa de cima da cama, e desci. Eu não sei por que mas estava nervosa, como no dia do baile. Quando cheguei no ultimo degrau, vi o Thomas sentado na poltrona de costas para mim, meu pai me olhou e sorriu, então o Thomas se virou e me viu, parada como uma idiota.

–Pontual. –eu disse tentando soar engraçada.

–Eu acho melhor vocês irem, pra não pegar engarrafamento. –meu pai falou se levantando.

–Não tem engarrafamento por aqui. –eu disse me aproximando deles.

–Melhor, assim vocês não se atrasam. –meu pai rebateu, sorrindo pra mim.

–Foi bom te ver Sr.Miller. –o Thomas estendeu a mão para o meu pai.

–É sempre um prazer conversar contigo rapaz.

–Vamos ? –eu pedi educadamente, indo até a porta.

–Se cuida minha filha, e vê se não quebra a perna dessa vez.

–Pode deixar pai, eu vou tentar não andar com os dois pés esquerdos. –eu disse sorrindo. –Tchau pai.

–Tchau. –ele disse assim que eu abri a porta.

No caminho ficamos em silêncio a maior parte do tempo, só com o baixo volume do rádio.

–Como foi sua semana ? –ele perguntou.

–Boa. E a sua ?

–Já tive piores. –ele sorriu.

Essas foram as únicas palavras que trocamos a viagem toda, assim que chegamos na cidade, Thomas me levou direto para o hospital. Entramos e fomos falar com a enfermeira que tinha me atendido no dia em que cortei o dedo. Depois que ela tirou os pontos, fomos até uma lanchonete que tinha perto do hospital. Novamente não trocamos nenhuma palavra, assim que terminamos de comer, ele me levou para casa, já estava escurecendo.

–Obrigada. –eu disse, quando ele parou o carro.

–Não há de que.

–Você... gostaria de ir comigo naquela livraria, que vendem cafés ótimos, amanhã ?

–Não. Não sei, acho que não é uma boa idéia.

–Uhm... tudo bem, eu ... ahm.. boa noite. –eu peguei no trinco para abrir a porta, e ele falou meu nome.

–Eu adoraria ir com você. –ele disse sorrindo.

–Te aviso o horário. –eu disse sorrindo também. –Boa noite, e obrigada de novo.

–Boa noite. –ele disse, e eu saí.

Assim que entrei, só encontrei Riley na sala, ele me disse que todos tinham saído, então subi para o meu quarto, peguei minhas coisas e fui tomar um banho. Depois do banho quente, voltei pro quarto e deitei na cama, eu só pensava no que iria dizer pra ele, a reação que ele teria seria meio obvia, mas saber o que eu vou dizer, que é um pouco mais complicado.

Acordei com os raios do sol batendo nas cortinas da janela, abri os olhos lentamente, o dia estava claro, e eu estava sentindo que o dia seria ótimo. Levantei, me troquei e fui até o banheiro, depois que fiz minha higiene, desci até a cozinha. Minha mãe estava preparando o café.

–Panquecas e café quentinho ? –ela perguntou assim que me viu sentar na cadeira.

–Hmmm... eu adoraria. –disse sorrindo.

–Que bom que está de bom humor hoje.

–Eu acho que o dia vai ser muito bom hoje, mãe.

Depois do café da manhã, fui até o quarto, pequei meu celular no criado mudo, e mandei uma mensagem pro Thomas.

*Hoje, ás 15:00 hrs*

Um minuto depois, ele respondeu.

*Vou me atrasar um pouco, vá na frente.*

*Ok*

Só respondi isso, deixei o celular no mesmo lugar e desci. Fiquei vendo tevê, quando deu 14:00 hrs, subi para tomar um banho e me arrumar. Já era quase 15:00 hrs, peguei minha bolsa, a chave do carro, e o meu celular. Avisei minha mãe onde estava indo e sai. Quando cheguei na livraria, pedi o café que sempre pedia, peguei um livro e sentei em uma das mesas vazia.

–Lara ? –uma voz masculina falou meu nome, e eu ergui a cabeça para ver quem era.

–Dean, quanto tempo, o que está fazendo aqui ? –eu disse me levantando.

–Eu que te pergunto, você não tinha ido morar com o seu pai ? –ele perguntou enquanto me abraçava.

–Estou, eu só vim ver minha mãe, sente. –eu disse apontando pra cadeira na minha frente, e se sentando novamente.

–Você está ótima, o que anda fazendo ?

–Estou cursando psicologia, e você, faz o quê ?

–Estou trabalhando na empresa do meu pai, e cursando administração.

–Que ótimo, e está gostando ?

–Estou, no começo não era muito a fim, mas depois acabei pegando gosto pela coisa.

–Que bom. –eu disse levando a mão para pegar minha xícara.

–O que é isso no seu dedo ? –ele perguntou, olhando para a minha nova, e recente cicatriz.

–Não é nada, eu cortei e levei alguns pontos, mas já está bem melhor.

Ele estava segurando minha mão, com as dele, e passando o polegar pela cicatriz.

–Parece que foi fundo.

–E foi. –eu disse.

Quando escutei a campainha da porta se abrindo, eu levantei meu rosto para ver. O Thomas estava parado na porta, assim que ele viu o Dean seu rosto mudou, ele ficou passou de tranqüilo para sério, e depois furioso, seus olhos foi mudando de um azul claro para cinza, como sempre ficava quando ele ficava nervoso ou bravo. Eu fiquei olhando pra ele sem saber o que fazer, ele piscou duas vezes, e saiu pela porta. Eu continuei feito uma idiota olhando para onde ele tinha saído, até que me dei conta. Soltei minha mão da do Dean, peguei minhas coisas e me levantei.

–Eu preciso ir. –eu disse apressada.

Nem esperei ele responder, e já sai porta a fora, olhei pros lados, para ver se via ele, mas nada, peguei meu carro e dirigi sem saber onde, exatamente ir, só esperava achar ele. Passei horas andando, atrás do Thomas, tentava ligar pra ele, mas ele não atendia, nem respondia minhas mensagens. Quando percebi já estava escurecendo, eu não sabia mais para onde ir, e nem por onde procurar ele. Resolvi ir pra casa dele, e esperar ele lá.

–Boa noite D.Elise, o Thomas está ? –perguntei quando a avó dele abriu a porta.

–Oi querida, entre. Ele não está, já saiu faz tempo.

–Tudo bem se eu ficar esperando por ele aqui ?

–Claro, fique a vontade minha querida, eu estava tirando uma torta do forno, quer um pouco ?

–Obrigada, mas estou sem fome. Eu sei que é falta de educação, mas a senhora se importaria de eu esperar ele lá em cima ?

–Lógico que não, pode ir. Quando ele chegar eu aviso que você está lá.

–Não, não precisa avisar se não ele não vai querer falar comigo.

–Tudo bem querida, fique a vontade.

–Obrigada. –eu disse e subi as escadas.

Eu fiquei ali, andando de um lado para o outro no quarto do Thomas, sentada e levantada da cadeira. Eu devo ter ficado ali por horas, mas não sai até que ele chegou. Ele abriu a porta, e parou assim que me viu em pé, ao lado da estante com a foto dele junto com a mãe, na mão.

–Demorou. –eu disse já que ele não falou nada.

–O que você ta fazendo aqui ? –ele disse com um tom de voz sério.

–Vim falar com você.

–Eu não quero escutar nada de você. Vá embora.

–Não. Eu não fiz nada. E dessa vez você vai me ouvir.

Ele entrou no quarto e fechou a porta atrás de si, e ficou parado, encostado na porta.

–Me escuta primeiro, depois você fala, e faz o que quiser. Tudo bem ? –perguntei e em seguida coloquei o porta retrato de volta na estante.

–Hm.. –foi o único som que ele emitiu.

–Quando eu te pedi para ir comigo até a livraria, foi por que eu queria falar com você. E o Dean chegou e veio conversar comigo, quando ele viu meu machucado ele perguntou o que tinha acontecido, e pegou na minha mão para ver. Foi aí que você chegou. Mas eu não quero falar sobre isso, por que isso não tem a menor importância para mim. Por que eu te amo Thomas. E quando você me mandou embora daquela vez, eu senti uma dor no meu coração, parecia que alguém tinha enfiado um punhal nele. E quando você apareceu na minha casa, eu senti uma alegria imensa. Mas a magoa que insistia em deixar meu orgulho falar mais alto, me impediu de te desculpar naquela hora. Mas acontece que eu também não posso viver sem você, e nem quero. Eu não quero sofrer de novo, aquilo que eu sofri. Por que eu te amo.

Ele ficou me fitando em silêncio, aquilo não foi exatamente o que eu planejei falar, mas eu estava sendo sincera.

–Quando eu vi ele segurando sua mão, eu senti como se ele estivesse roubando o meu mundo. É horrível o sentimento de poder te perder, e pior ainda, te perder para outra pessoa. Mas eu não te culpei naquela hora, na verdade, eu me culpei, por que tudo isso foi culpa minha. Mas eu não tenho mais capacidade pra viver longe de você Lara, por que você é o meu mundo, é a minha vida, e eu nunca amei ninguém como eu te amo, nem mesmo minha mãe, que é a pessoa que eu mais amei na minha vida.

Ele se aproximou de mim enquanto falava, e depois que terminou envolveu nossos lábios em um beijo, era um beijo de saudades, de desespero, e paixão.

–Não me deixe mais. –ele sussurrou quando se parou nossos lábios.

–Nem se que quisesse.